Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

domingo, 28 de junho de 2015

DOMINGO, 21 DE JUNHO E SEGUNDA-FEIRA, 22 DE JUNHO DE 2015

Adeus, Savusavu!
Largámos com a primeira luz do dia. Savusavu foi uma paragem agradável, e foi bom estarmos num porto tão abrigado enquanto a ventania soprava lá fora.
Apanhámos inicialmente o mar agitado, e o vento de proa até ao primeiro waypoint que ficava mesmo a Sul. Depois de passado este, pudemos bolinar para os seguintes. Um alívio, desligar o motor!...
Pusemos a amostra comprada ao Curly na água, e passado pouco tempo, a linha começou a desenrolar-se rapidamente. Um peixe! Uma animação! Folgámos a vela para reduzir a velocidade do barco, e o Luís começou a enrolar a linha. O mar, agitado, não ajudava nada. Quando começámos a ver o peixe, era um grande peixe! Deu algum trabalho puxá-lo para bordo, e valeu-nos o grande gancho de bambu que nos dera o Rui Soares. Era um belíssimo dourado, com cerca de um metro e meio! Nunca tínhamos pescado um peixe tão grande!...lá conseguimos içá-lo para bordo, e preparámo-lo logo ali, com o trabalho dificultado pelas ondas, que o faziam escorregar de um lado para o outro, e pela nossa falta de experiência em amanhar peixe tão grande. Conseguimos tirar a maior parte dos lombos, e só depois nos lembrámos de o fotografar... Foi um sucesso, a amostra do Curly. Nessa noite, fundeados, o Luís mandou-lhe um mail!
Fundeámos nessa tarde na ilha de Makogai, ilha onde em tempos existiu uma leprosaria, e que tem actualmente em curso um projecto de cultura de ameijoas gigantes e de tratamento de tartarugas. Fomos com o Peter e a Marian do Exody, e ao chegámos a terra com o embrulho de cava na mão, veio ao nosso encontro um habitante da aldeia, que nos levou ao chefe da aldeia. depois de nos cumprimentarmos e apresentarmos, sentámo-nos no chão e o chefe pegou no ramo de cava e começou a falar. Calculamos, pelo que lemos e nos disseram, que tenha abençoado a cava, que nos tenha abençoado também a nós, aceite como membros da aldeia, e desejado que a nossa viagem corra bem.
depois o guia que nos recebera, foi-nos mostrar o que restava da antiga leprosaria, as ruinas das casas, do convento das freiras, da escola, do hospital e do cinema. Tudo estava já a ser invadido pela vegetação, e no meio de árvores muito altas e frondosas. Muito bonita, a floresta tropical naquela zona.
Visitámos então a aldeia e os tanques para criação de bivalves, assim como aqueles destinados ao tratamento de tartarugas doentes.
Despedimo-nos com um "Modé", o adeus em fijiano.
Nessa noite convidámos o Exody para jantar e provar o "nosso" dourado!

No dia seguinte, levantámos ferro com a primeira luz da manhã. Tínhamos mais um dia de cerca de 50 milhas entre os baixios e recifes da lagoa a norte da ilha Viti Levu. Os waypoints do Curly revelaram-se muito bons, pois se nesta zona estavam no lugar bastantes bois de marcação dos canais, faltavam também muitas outras...
A costa é muito bonita aqui e a ilha diferente das muitas outras ilhas que vimos antes, devido sobretudo a ter extensas áreas de campos para pastagens, com as suas cores verde claro ou castanho dourado a alternarem com áreas verde escuro das árvores, mangais nas margens e outras mais altas na distância. Tudo isto a cobrir montes, alguns bastante altos, e vales.
Fomos ziguezagueando entre ilhotas e baixios, e fundeámos à tarde numa baía muito larga, com alguns veleiros dispersos fundeados e um enorme iate de luxo a motor, com vários andares, muitas luzes durante a noite, e uma espécie de aquaparque insuflável amarrado a ele na popa, num local mais afastado dos restantes barcos.
Era a baía de Nanana, considerada um "hotspot internacional para kitesurf". Parece que terá dias muito ventosos, com a vantagem de a água permanecer pouco agitada, uma vez que está dentro da lagoa. Felizmente não havia quase vento nesse dia.
O jantar foi... sopa de peixe!... E a noite tranquila, embora com chuva que caiu persistentemente, impedindo-nos de apreciar a noite lá fora.




sexta-feira, 26 de junho de 2015

SEXTA-FEIRA, 19 DE JUNHO A SÁBADO, 20 DE JUNHO

A estadia em Savusavu prolongou-se por mais dias do que inicialmente previsto porque o tempo não estava favorável. Ventos de Sul de 30 nós, com rajadas até 40, com o mar com a agitação correspondente - "rough to very rough seas" anunciava o Curly em cada manhã. Aconselhando os navegantes: "be patient and enjoy Savusavu". E assim fizemos!
Comemos em terra muitas vezes, geralmente na companhia de outras tripulações, frequentemente na "Copra Shed Marina" que tinha um restaurante, "Captain's Table", com comida bem confeccionada e agradável, e um snackbar com pizzas ou pastas, e um bar para o qual nos podiam levar as pizzas.
Outras vezes comemos no "Surf and Turf" onde o prato mais original era bife com lagosta, o verdadeiro "surf and turf", além de pratos de bom peixe e vários pratos de caril saborosos, como seria de esperar uma vez que os donos são indianos.
Comer fora e fazer compras em Fiji não é caro.
Foram dias bem passados, excepto os dois primeiros, em que choveu a cântaros. Numa das noites choveu tanto que na manhã seguinte encontrámos o dinghy com água por mais de metade, e com o depósito da gasolina a boiar virado para baixo!...
Felizmente encontrámos um bom sistema para termos wifi, com um SIM Card da Vodafone Fiji introduzido no iPAD, servindo como hotspot para computadores e telefones. Assim tínhamos wifi em todo o lado, incluindo no barco, e até a navegar desde que perto da costa. Um luxo, para nós que temos tido grandes dificuldades com os acessos à internet nesta viagem!
Assistimos também à passagem da banda da polícia, que diariamente se passeava pela rua principal da cidade, porque era a semana de uma campanha contra o crime. A banda era óptima, com a particularidade de ter uma coreografia especial, imitando a certa altura o disparar de armas com os instrumentos musicais, e dançando enquanto tocavam. Um dos elementos da banda destacava-se a certa altura do conjunto e dançava, e era frequentemente uma jovem da assistência vir dançar com ele, de forma bem provocante e sensual. Enfim, uma banda original, e dava gosto "ficar a ver a banda passar"!...
A maioria da frota encontrou-se "presa" em Savusavu, e as conversas giravam à volta do tempo e da meteorologia, com vários barcos a recorrerem aos serviços do Curly.
Tínhamos decidido limpar o casco e pôr anti-fouling em Fiji, certamente muito mais económico que na Austrália. Marcámos a Marina e a subida do barco na Vuda Marina, na costa oeste de Viti Levu, para os dias 23 ou 24 de Junho. Queríamos fazer o trajecto por etapas ao longo da costa norte de Viti Levu, dentro da lagoa, onde as cartas e os waypoints aconselhados pelo Curly seriam de grande ajuda. Fundearíamos de noite e deslocar-nos-íamos de dia, em etapas de 50-60 milhas cada. Assim que o vento baixou um pouco e o tempo o permitiu, ficou decidido sairmos de Savusavu de manhã cedo no Domingo 20, tendo por companhia o Exody, que decidiu a mesma coisa.
Na véspera à noite fomos jantar ao Surf and Turf, que tinha um menu especial de Sábado à noite, e que estava praticamente por conta da frota da World ARC. Vários barcos sairiam na manhã seguinte para fazerem o trajecto pela costa este e sul de Viti Levu, e outros sairiam na segunda-feira. Foi um jantar de despedida animado, pois já todos estávamos com vontade de conhecer mais de Fiji.

DOMINGO, 14 DE JUNHO A QUINTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2015

GRUPO LAU - SAVUSAVU, NA ILHA VANU LEVU
Saímos de manhã de Daliconi, com o "Aretha" - com a sua tripulação familiar, os pais, Caspar e Nicholas, e os 3 filhos, Bluebell, Columbus e Wilow (respectivamente 10, 8 e 3 anos). Seguimos o trajecto da véspera em sentido inverso até estarmos frente à passagem Quilaquila, pela qual passámos para fora da lagoa, ficando em mar aberto. Inicialmente estava pouco vento, mas mais tarde tivemos o suficiente para podermos velejar, na maior parte das 120 milhas do trajecto.
Chegámos na manhã seguinte a Savusavu, uma baía que entra pela terra dentro numa grande extensão, com dezenas e dezenas de barcos em bóias. Tínhamos marcado lugar na "Copra  Shed Marina" constituída por uns pequenos pontões, completamente cheios de barcos e várias bóias de amarração. Pediram desculpa por não terem lugar para nós, mas nenhum barco se tinha ido embora porque a meteorologia tinha piorado e ninguém queria deixar aquele porto abrigado.
Depois de chamarmos sem resposta a "marina" alternativa, Waitui Marina, constituída apenas por bóias, um pequeno edifício e um pontão, ambos em estado bastante degradado, decidimos agarrar uma bóia livre e aí prender o barco. Na realidade, a bóia pertencia à Marina Waitui, e apareceu-nos mais tarde num pequeno barco, o Asseri, e tudo ficou regularizado; só tínhamos que ir pagar a bóia antes de sairmos, eram 10 dólares fijianos por dia (1 Dólar Fijiano é cerca de 5 €).
Quase em frente a nós estava uma casa flutuante com um veleiro atracado, e com o dístico "M V Curly" e o dono acenou-nos amigavelmente. Um personagem! Com uma longa barba branca, cabelo comprido e óculos na ponta do nariz, parecia um Pai Natal, e tinha uma cara tão agradável como ele! O Curly desempenha um papel muito importante para os velejadores em Savusavu. Tem uma emissão diária  em VHF, às 0800 da manhã, que começa com: "Goooood Mooooorning, Savusavu!" E da a informação meteorológica, seguida de várias informações locais e anúncios de restaurantes e lojas, e se coloca à disposição para responder a perguntas dos ouvintes para ajudar a resolver problemas dos barcos. Além dessa funções, tem ainda algumas bóias que aluga, vende cartas com waypoints marcados para se navegar nas Fiji, dá conselhos sobre os melhores trajectos e ancoradouros, e faz amostras para a pesca, que são absolutamente garantidas, desde que... se ponham na água!... É um neozelandês que vive em Fiji há mais de 40 anos, que durante muitos anos fez transporte de veleiros, 60% das vezes em solitário! actividade que deixou "por já estar velho demais para isso".
Fomos falar com ele e comprar as cartas para o trajecto que nos interessava, e comprámos 2 amostras para pesca.
Savusavu é uma cidade construída essencialmente à volta de uma rua principal, com casas um tanto degradadas, mas com muito colorido, cheias de anúncios a explicarem que tipo de actividade comercial tem cada uma, e muito movimento. A população é constituída por sobretudo por nativos Melanesios e indianos, bastantes chineses, neozelandeses e outros descendentes de europeus.
Tem um mercado muitíssimo bem fornecido com grande variedade e quantidade de frutas e legumes. Aí comprámos também um feixe de raízes de cava, já preparado para ser oferecido com uma fita de embrulho colorida.
Os supermercados também estão bem fornecidos, e é fácil encontrar quase tudo, desde que não se procurem coisas sofisticadas.
O World Cruising Club propôs que se organizasse um movimento de ajuda ao povo de Vanuatu que este ano sofreu um ciclone que causou muitos estragos. O WCC deu uma ajuda em dinheiro importante e cada barco contribui com o que decidir. A responsável por organizar as coisas foi a Christiane (A Plus 2), e Savusavu foi o local escolhido. Depois de reunir as senhoras dos vários barcos, decidiu-se em que gastar o dinheiro da WCC (colchões, tendas, cobertores, ferramentas várias, etc) e como pediam panelas grandes, tamanho 36 de preferência, entre outras coisas, resolveu-se que cada barco comprava um panelão desses e o enchei como entendesse com os artigos sugeridos numa longa lista. Conclusão: esgotaram-se os panelões 36 em Savusavu, além de terem sofrido uma inflação súbita de mais de 50% quando a população se apercebeu que de repente vários barcos os procuravam. Lá conseguimos encontrar um panelão, que enchemos com pratos, tigelas, copos, talheres, e algumas roupas. A dificuldade foi encaixá-lo no barco!...

SÁBADO, 13 DE JUNHO DE 2015

Bavatu - Aldeia de Daliconi

Novamente a longa fila indiana de barcos se deslocou nesta manhã da enseada abrigada e acolhedora de Bavatu, para um novo destino. Rodeámos a Ilha de Vanubalavu pelo norte, dirigindo-nos à costa oeste, onde ficava a "Bay of the Islands". A razão de ser deste nome só se conseguiu compreender quando lá chegámos: trata-se de uma baía extensa semeada de montes de pequenas ilhotas, como cogumelos, porque têm uma base calcária, redonda na maior parte delas, com a base mais desgastada pela erosão, e coberta por um grande tufo de vegetação. A fila de barcos foi descrevendo sss, numa gincana entre ilhas, e só possível por quem conhecesse o caminho, pois com o grau de (pouca) precisão das cartas não era possível. Foi um passeio inesquecível, de uma grande beleza.












Chegámos ao destino ao fim da manhã, almoçámos a bordo, e fomos para terra, onde nos esperavam os habitantes da aldeia de Daliconi, para as boas vindas, e a "feast" - uma festa preparada pelos nativos, com comida típica feita por eles, canções e danças. Fomos de boleia com o Jean do A Plus 2, que foi depois com o Luís buscar mais tripulantes de outro barco. Assim, ficámos em terra o Rui, a Christiane e eu. Entrámos na aldeia, onde estava preparada uma zona com cadeiras debaixo de um grande toldo para se assistir ao espectáculo, ao lado de uma mesa já com algumas "iguarias". Sentámos-nos para nos abrigarmos da chuva que começara a cair e eu fui literalmente adoptada pelas crianças!... Vieram ter connosco, e fomo-nos apresentando mutuamente. Eram crianças entre os 5 e 7 anos, três meninas e dois rapazes. Duas delas deram-me a mão e andaram a mostrar-me a aldeia, com os outros atrás. Foi muito engraçado!









 

Os habitantes da aldeia juntaram-se na praia para receberem os convidados para o festim, com música e canções.
começámos por beber água dos côcos. seguiram-se as danças e cânticos, e finalmente serviram-nos um "banquete" de comida local, que incluia um porco assado.
A Festa estendeu-se por um longo período, até depois de anoitecer e foi muito agradável, apesar da chuva miudinha que caiu intermitentemente.

SEXTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2015


No dia seguinte, sexta-feira, 12 de Junho, foi decidido que deixaríamos Lomaloma e iríamos para uma outra baía, chamada Bavatu ou "Turquoise Harbour" o Porto Turquesa, dada a cor da água!
Barcos "em terra", no plotter.
Quem não tinha ainda completado o checkin - o Exody e nós - não teria problemas, pois os oficiais iriam também a Bavatu.
Na Baía de Lomaloma estavam fundeados não só os barcos da World ARC como também os cerca de 25 barcos da ICA, e assim, como fora indicado irmos em fila atrás uns dos outros por causa das dificuldades da cartografia, deslocou-se uma frota de perto de 40 barcos, em fila, aos esses pelo meio dos recifes, num dia inicialmente nublado mas que, a pouco e pouco, foi cedendo lugar ao sol, de tal modo que à chegada à baía de Bavatu pudemos apreciar, realmente, a cor turquesa da água.
Entrada na Baía de Bavatu
Bavatu Yacht Club
Bavatu é uma baía muito recortada, bem protegida, rodeada de mangais, com um pequeno pontão para dinghies pertencente ao Yacht Club.

Fundeámos em cerca de 18 metros. Pouco depois vieram a bordo os Oficiais da Emigração e da Alfândega, e, finalmente, passámos a poder sair do barco para pôr o pé em terras de Fiji!


E assim foi, nessa tarde. Próximo do pontão para os dinghies, num terreno plano com erva aparada sobre a qual tinham colocado uma manta, sentámos-nos todos no chão, de pernas cruzadas, para o cerimonial do "sevu-sevu". Passamos a explicar do que se trata.
O povo de Fiji tem uma cultura Melanésia muito tradicional. Cada aldeia tem um grau elevado de autonomia. Há um chefe mais velho, e um conjunto de governantes mais velhos, assim como um chefe cujo papel é certificar-se que a aldeia funciona como um todo no dia a dia - há jardins comunitários, e projectos comuns a toda a aldeia.
Quando se lança âncora próximo de uma aldeia, é importante visitar o chefe mais velho logo que possível. Será considerado ofensivo ou má educação, ir nadar ou mergulhar antes de se receberem as bênçãos do chefe. Se se tiver uma audiência com o chefe da aldeia, é mandatário chegar com uma oferenda de “cava”, a raiz seca com a qual se faz a bebida nacional de Fiji. A cerimónia é chamada “sevu-sevu”. O chefe abençoará a cava e abençoará também os visitantes que lha ofereceram. Por vezes, poderá preparar a cava e bebê-la com eles. Seguidamente, convirá-los-á para fazerem parte da aldeia, para pescarem nas águas da aldeia, para participar nas funções sociais da aldeia, e ficar sob a protecção da aldeia.
Preparativos para o Sevu-sevu
A cava é bebida casualmente pelos homens da aldeia, pelo menos um par de noites por semana. Nessas ocasiões, há ainda algum grau de cerimónia, embora não tão formal como na cerimónia de sevu-sevu.
Preparação da cava


Luís a beber a cava

Foi uma cerimónia interessante, feita com alguma formalidade. No final, bebemos uma taça de cava, cujo sabor era muito melhor que a cava que tínhamos provado em Tonga, felizmente.
O final do dia passou-se em terra, em convívio com as outras tripulações, a saber as últimas novidades de cada um, pois há sempre novidades e planos variados em cada etapa!... 
A reunião dos mais pequenos

QUINTA-FEIRA, 11 DE JUNHO DE 2015 - FIJI 1

FIJI -Alguns dados gerais
Fiji é um país constituído por 332 ilhas, das quais pelos menos 100 não são habitadas.As ilhas situam-se entre 15 e 20 graus de latitude Sul, e abraçam o meridiano 180. Fiji é um dos pontos do globo onde começa o novo dia!
A maior ilha é Viti Levu, onde fica a capital, Suva. A segunda ilha em tamanho e importância é Vanua Levu, com a principal cidade, Savusavu.
A Este há um grupo de ilhas chamado "Grupo Lau",  e estas são as primeiras ilhas que se encontram quando se vem de Tonga.  São consideradas das ilhas mais bonitas de Fiji.
Anteriormente não se podia fazer a entrada no país por este grupo de ilhas, mas recentemente alterou-se o sistema e agora já é possível fazer o checkin oficial do pais em Lomaloma, a principal povoação desse grupo. Este facto permite, a quem vem de Tonga, visitar estas ilhas primeiro, e prosseguir para as outras ilhas aproveitando a direcção predominante dos ventos, que são os alísios de Sul e que sopram de Sueste e de Este.
Na zona noroeste de Viti Levu e na costa norte de Vanua Levu encontra-se a maior parte das plantações de cana de açúcar, que constitui a principal exportação de Fiji.
O clima é marítimo tropical, sem grandes extremos de calor ou frio. Situa-se numa área afectada por ciclones, na sua maioria confinados ao período entre Novembro e Abril, e mais frequentemente em Janeiro e Fevereiro. Em média, 10 a 12 ciclones por década afectam alguma parte de Fiji, e 2 a 3 provocam danos graves.
As áreas costeiras de Sueste e as montanhas do interior apresentam um tempo nublado, persistentemente húmido. A chuva é abundante no Verão
Fiji era, até 1972, parte da British Commonwealth.
A população das Fiji é constituída quase em partes iguais por indígenas Melanésios, e por descendentes de indianos trazidos pelos ingleses no final do século XIX para trabalharem nas plantações de cana de açúcar. Existe ainda uma minoria de chineses e descendentes de europeus.
Os indianos de Fiji têm uma aptidão natural para o comércio que os indígenas não têm, tendo adquirido o domínio do comércio de Fiji e, após terem obtido poder económico, passaram naturalmente a ter também ambições políticas. Os governantes, indígenas Melanésios, com receio de perderem o controle do país, e certamente algum grau de identidade, após um golpe de estado, proibiram qualquer indiano de ter cargos políticos. Os indianos argumentaram que, após 100 anos e 4 gerações a viverem nas Fiji, são tão Fijianos como os indígenas Melanésios. Nessa altura a Grã Bretanha apoiou os indianos, e Fiji abandonou a Commonwealth em 1972.
Há muita tensão étnica em Fiji, que já tem originado violência e golpes de estado. No entanto, tem sido um país seguro para os visitantes, excepto ocasionalmente em Suva e Lautoka. De um modo geral ambas as etnias são amigáveis e procuram ser úteis para os visitantes.

CHEGADA A FIJI
A cartografia em Fiji apresenta erros significativos, pelo que navegar por aqui tem que ser feito com muito cuidado e atenção, não se podendo confiar no que mostra a carta, tendo que ser feita em muitas áreas, navegação “à vista”.
No Grupo Lau encontrámos um erro persistente de 0,5 milha nas cartas Navionics do plotter, o que numa zona cheia de recifes e cabeças de coral é muitíssimo! As cartas Navionics no iPAD estão muito mais correctas, mas também, segundo elas, teremos passado em cima de alguns recifes, ou teríamos embatido noutros que não estavam na carta. Felizmente é um dado conhecido e estávamos avisados.
Na zona mais a Norte do Grupo Lau, há uma colecção de 6 ilhas chamadas, nas cartas inglesas, “The Exploring Islands”. Estão rodeadas por uma larga barreira de coral, e partilham a mesma lagoa.
A ilha maior é Vanuabalavu. Nela, segundo os guias, é sempre possível encontrar uma zona para ancorar calma, sem vento, serena, seja qual for a direcção do vento, dada a forma da ilha, muito recortada.
A principal povoação é Lomaloma, e a entrada para a lagoa mais próxima dessa vila é a “Tongan Passage”, nome que se justifica plenamente, pois é o melhor passe para quem vem de Tonga.


Depois de 3 dias de viagem, chegámos à “Tongan Passage” pelas 10.30 h. Tínhamos waypoints para a passagem. Um deles, que estava no meio da passagem, aparecia no plotter como estando em pleno recife! Mesmo sabendo que o waypoint estava certo, e tendo visto todos os barcos no plotter a passarem “por cima do recife” ao entrarem na lagoa, não deixou de nos fazer sentir pouco confortáveis e seguros!… após fundearmos na baía próximo de Lomaloma, todos os barcos estavam, no plotter, fundeados… em terra! Enfim, valeu-nos o conselho de só se entrar com a luz da manhã, os waypoints e a experiência dos que entraram antes de nós, porque o plotter… era para esquecer!
Vieram primeiro a bordo a oficial da Saúde e Quarentena, e a responsável pela organização de apoio aos barcos visitantes, a “Yacht Help”, duas Fijianas muito simpáticas que, após alguma dificuldade para subirem a bordo (a popa do Allegro é pequena, e tem tanta coisa lá instalada (piloto de vento, hidrogerador, balsa, bóias de homem ao mar, antena de SSB), nos cumprimentaram logo com “Bula”, o olá em fijiano!
Correu tudo bem, mas não pudemos ir a terra nesse dia, porque tínhamos que ser visitados primeiro pela Alfândega e a Polícia, o que acabou por ficar para o dia seguinte.

terça-feira, 16 de junho de 2015

SEGUNDA-FEIRA, 8 DE JUNHO A QUARTA-FEIRA, 10 DE JUNHO DE 2015

Neste dia, além de nós, largaram o Luna Quest, o Ayama, Afar VI,  Karma Wins e Aquilon III! E ainda vários barcos do outro Rally (ICA), a maior parte deles sem AIS. Realmente, habituámo-nos tanto a ver os outros barcos pelo AIS, que já estranhamos quando não o têm. É uma ajuda inestimável.
Mudámos para a hora de Fiji, isto é, atrasámos o relógio uma hora, porque se combinou que as comunicações  seriam "Fiji time", o que teve como consequência que o pôr do sol foi às 17.07 - a noite começou cedíssimo!...
O vento portou-se muito bem entre as 1000 e as 1930, entre os 15 e os 20 nós (era suposto não haver vento...), mas depois caiu e tivemos que ligar o motor até às 1230 do dia seguinte. Ainda abrimos a genoa para tentar "ajudar" o motor, mas só depois do meio dia voltámos a ter vento que se visse. Toda a tarde tivemos 13-16 nós e, só com genoa, fazíamos 6-7 nós de velocidade.

Na quarta-feira dia 10 depois das 1200, o vento aumentou para 23-27 nós, e acabámos por ter que reduzir muito o pano, e depois por ter que alterar o rumo para atrasarmos a chegada a Fiji, pois iríamos entrar pelas  "Exploring Islands" do "Lau Group", um conjunto de seis ilhas dentro de uma grande lagoa rodeada por recifes, e com vários recifes no interior dela. A cartografia aqui não é fiável, e não deveríamos entrar na lagoa antes das nove da manhã para termos a melhor luz para identificar os recifes - navegação à vista.
O mar pôs-se de acordo com o vento, e assim foi uma noite incómoda e cansativa, com ondas de 3 a 4 metros.

DOMINGO, 7 DE JUNHO DE 2015

Domingo - Último dia no Reino do Tonga. Amanhã, faremos o checkout aqui em Neiafu, na ilha de Vava'u, para nos dirigirmos para as Ilhas Fiji.
De manhã cedo, levantámos ferro de Port Maurelle, e regressámos a Neiafu, onde ficámos numa bóia. Durante a manhã, veio a bordo o Andy do "Pentagram". Ele e a Emma decidiram deixar o "Pentagram" em Raiatea, e viajam agora no catamarans "Karma Wins", com o Barry e a Carol; logo decidirão quando irão buscar o barco deles, talvez ainda este ano, talvez no próximo ano, depois de viajarem um pouco pela Australia/Nova Zelândia. O trabalho dele antes desta viagem era arranjar avarias em barcos, portanto tem resolvido vários problemas dos barcos da frota. Foi ele que nos alugou o gerador portátil que temos agora. Deve ter à volta de 40 anos, usa um piercing muito chamativo na orelha, um cravo de ferradura, e é uma pessoa animada e sempre bem disposta, tal como a mulher, a Emma. Também lhe chamam "Swampy", e sobretudo a Emma trata-o sempre assim. Um casal original, mas são muito boas pessoas. Resumindo a história, o Andy veio a bordo arranjar o interruptor que estabelece a ligação ora para o gerador, ora para o inversor. Como de qualquer modo o gerador não está a funcionar, e a ligação do inversor andava com mau contacto, pôs o sistema a funcionar apenas para o inversor e ficámos com o inversor a funcionar sem problemas.
Almoçámos no quase inevitavel e prático Mango Café, mas como a ligação à net não estava a funcionar, à tarde transferimos-nos quase todos para o Aquarium, ali ao lado, e aí acabámos por jantar. Ainda fomos comprar pão à única loja que abriu essa tarde, a padaria, pois ao Domingo está tudo fechado. O único pão que vendem é pão de forma, mas é  muito agradável, e podemos sempre fazer torradas quando deixar de estar tão fresco...
O Rui teve nesta noite o "Jantar do Terceiro Elemento" de cada barco, isto é, dos barcos com mais de dois tripulantes. A ideia é poderem juntar-se todos e dizerem mal dos respectivos skippers à vontade. Foi organizado pelo Andrew do Juno, e juntaram-se o Chris (Afar vI), Brian (Exocet Strike),  o Rui do Allegro, e mais alguns...

Segunda-feira, 8 de Junho -  Às 0830 da manhã estávamos no Mango Café para o checkout de Tonga., ao mesmo tempo que os cerca de 25 barcos e respectivas tripulações  do Rally ICA. Éramos, portanto, quase 40 barcos barcos a fazer checkout. Quando nos despachámos (felizmente o Allegro começa por A...) , fomos fazer as últimas compras de fruta, legumes, ovos e  pouco mais.
Largámos de Neiafu, rumo a Fiji às 12.45, para percorrermos cerca de 280 milhas.
Adeus Tonga!

SEXTA-FEIRA, 5 DE JUNHO E SÁBADO, 6 DE JUNHO DE 2015

Sexta-feira passámos a manhã na Baía próxima da ilha de Tapana, onde fica o restaurante "La Paella".
Almoçámos a bordo do "A Plus 2", ainda na mesma baia, nós levámos o cuscuz e eles fizeram a salada.
Depois levantámos ferro e fomos para outra zona destas ilhas, ainda mais bonita, uma baía chamada Port Maurelle. Aí encontrámos fundeados o "Aretha" e o "Juno". Combinou-se uma "Happy Hour" na praia, e lá fomos todos para terra, para a bebida do por do sol e o convívio com os outros dois barcos. O Andrew do Juno resolveu acender uma fogueira, o que fez as delícias das três crianças do "Aretha". Um sucesso!
O jantar foi a bordo do Allegro, com o Jean e Christiane. O Rui fez um "spaghetti "à bolonhesa, eu fiz a mousse, e bebeu-se, desta vez, vinho português, um douro que estava muito bom.

O Sábado de manhã, o Luís e eu demos uma longa volta de dinghy. A ideia era pescar o jantar, mas só demos banho à amostra. Decididamente, o peixe não quer nada connosco, nem no Allegro, nem no dinghy. Consolou-nos desta vez o facto de nenhum dos dinghies ter pescado nada... Aproveitámos para ir até à praia, caminhar um bocado e tomar um banho.
O almoço foi a bordo. À tarde, o Rui resolveu ir com o Jean e o Andrew ver uma gruta -"Marine's Cave", e nós ficámos a bordo. Voltaram passado um bom bocado; o Rui tinha esmurrado a cabeça.... Naquela gruta era necessário mergulhar e nadar debaixo de água cerca de 4 metros até se atingir o interior da gruta. O Rui mergulhou, mas depois foi subindo para a superfície, e quando a atingiu ainda tinham passado os 4 metros... Felizmente, foi apenas uma escoriação ligeira.
Jantámos cedo, a bordo, porque fôramos convidados para um serão no "Aretha": "meninos" a jogar poker no poço, e "meninas" a ver um filme no salão. As crianças era suposto irem dormir cedo, mas estavam tão contentes e excitadas com os convidados a bordo, que só a Willow adormeceu. Entretanto, o Makena chegara também a Port Maurelle, e o Luc, a Sara e o Kai (de 15 meses) juntaram-se ao serão. Foi uma noite divertida e diferente!

QUINTA-FEIRA, 4 DE JUNHO DE 2015

Na quinta-feira, dia 4 de Junho, saímos da Baía de Neiafu para visitarmos as ilhas aqui à volta, muitas delas não habitadas, e outras com muito poucos habitantes. São ilhas cobertas de vegetação, algumas rochosas, calcárias, com grutas mais ou menos extensas, outras com praias de areia fina e branca, muito bonitas.
Fomos na companhia do "A Plus 2". No primeiro dia dirigimo-nos a uma enseada (Tapana) com meia dúzia de pequenos veleiros, bóias livres (muito prático, evitam o fundear...) e um estranho barco, mais como uma pequena casa flutuante, com as paredes pintadas de azul claro, ramos de folhas verdes e a designação: "Ark Gallery". Fomos visitar. Era o local onde se pagava pela bóia que utilizáramos e a lojinha onde uma "artista" vendia pequenos quadros pintados por ela e alguns objectos feitos de osso por artistas tongans.
Na ilha do outro lado da enseada, sabíamos que havia um restaurante, e já tínhamos avisado que riríamos jantar. Um restaurante, adivinhem, espanhol!... A dona, Maria, uma valenciana, começou por ir trabalhar para Tahiti há muitos anos, e acabou por estabelecer-se numa ilha do Tonga há 28 anos! O marido, o Eduardo, é um basco artista.
O restaurante, chamado "La Paella" é uma construção de madeira, com uma varanda com uma bela vista para o mar, onde ela nos serviu o que ela chamou tapas, mas que, na realidade, eram muito mais que vulgares tapas, confeccionadas e apresentadas com requinte! Claro que não faltava o gaspacho, um mini-gaspacho muito saboroso; a tortilha espanhola; os croquetes; e várias outras "tapas" mais fora do vulgar, deliciosas. Seguiu-se a paella, não podia deixar de ser dado o nome do restaurante e o facto da dona ser valenciana; estava boa, mas não à altura das tapas. E finalmente um gelado de manga caseiro para sobremesa, também muito bom.
Quando pensávamos que tudo tinha acabado, começou a parte artística! O Eduardo começou a tocar guitarra e a cantar "A garota de Ipanema" em espanhol... Seguiram-se algumas canções em espanhol, e depois um "blue" cantado, e tocado na guitarra e numa harmónica suspensa na cabeça dele, fantástico!
Foi uma noite diferente, que nos fez sentir mais perto de casa!...

QUARTA-FEIRA, 3 DE JUNHO DE 2015

Passámos esta semana de forma muito agradável, uns dias ainda aqui em Neiafu, para podermos abastecer, usar wifi, conviver...
Tivemos o jantar da entrega dos prêmios da ultima etapa, uma etapa múltipla, em que só cerca de cinco barcos cumpriram o percurso completo, pois a maioria decidiu ir para Bora Bora, e alguns foram atrasados por avarias várias.
O jantar decorreu no Mango Cafe, com os discursos habituais por parte das autoridades locais, desta vez um representante do turismo de Neiafu, e da organização da World ARC. Seguiram-se os prémios "reais" e depois os" Fun Prizes". E desta vez, surpresa, tivemos direito a um prémio: fomos o barco cuja previsão do tempo total desta perna mais se aproximou da realidade!
Seguiu-se um jantar tipo buffet, com os pratos característicos desta terra, e, depois as danças típicas, executadas por adolescentes. Foi interessante e, sobretudo, foi o mote para que todas as tripulações se pusessem a dançar, tal como todas as empregadas de mesa e até o cozinheiro e seus ajudantes deram um "pulinho" de dança!...
Na quarta-feira, 3 de Junho, fomos visitar o Jardim Botânico, uma visita interessante, onde nos foram mostradas os vários tipos de produção local ligada à agronomia: o modo como utilizam as fibras da casca das árvores para tecerem aquela espécie de aventais e os leques, que fazem parte da indumentária dos tongans; as folhas de coqueiro para fabricarem esteiras que podem servir como cobertura dos telhados, portas ou janelas das casas, para fabrico de cestos, etc; os cocos, utilizados quer para bebida (água de coco), alimento (a polpa), quer usando a casca para extraírem a copra, e as fibras da casca para fazerem cordas, cintos, etc. Mostraram-nos o modo como cultivam a baunilha e como preparam a essência de baunilha; a utilização dos "nonis", um fruto com o qual preparam uma espécie de xarope, de cheiro e sabor horríveis, mas com propriedades infindáveis e supostamente boas ppara revenir quase qualquer maleita, se ingerido regularmente em pequenas quantidades; e, finalmente, a raiz com a qual preparam a cava, a bebida que utilizam nos cerimoniais deles, e que tem efeitos sedativos.
Depois da visita, seguiu-se um almoço num restaurante na praia de Enaiu, onde nos serviram um buffet de comida típica, muito agradável e onde assistimos novamente às danças típicas, executadas mais uma vez por crianças e adolescentes.
No regresso do almoço, ainda fomos rapidamente comprar alguns mantimentos, e a seguir tivemos o "skipper's briefing". Neste juntou-se à reunião o organizador de um grupo de cruzeiro, o ICA, com sede na Nova Zelandia. O grupo é constituído por cerca de 25 barcos, que navegarão juntamente com os do Rally da World ARC entre Tonga e Fiji.
Amanhã vamos dar uma volta pelas ilhas aqui à volta de Vava'u, juntamente com o "A Plus 2".

DOMINGO, 31 DE MAIO DE 2015

O jantar correu muito bem, foi um serão bem passado, e os "Moelleux au Chocolat" estavam uma delícia!
Hoje, Domingo, resolvemos ir assistir a uma missa. Há muito por onde escolher, pois eles seguem múltiplas igrejas, protestante, anglicana, luterana, santos dos últimos dias, mormons, católica,  etc.
Fomos assistir à missa católica, mesmo aqui ao lado do local onde estamos fundeados. Todos se arranjam especialmente para a ida à missa, com os trajes tradicionais. Os homens com saias compridas até à canela, camisa e, à volta da cintura, uma faixa larga e bastante comprida de ráfia entretecida. Elas, de vestidos coloridos, de tecido geralmente brilhante (cetim), algumas com o mesmo tipo de faixa, e outras com uma espécie de cinto com longas tiras penduradas a toda a volta da saia. Muitos leques, também em palhinha, usados tanto por mulheres como por homens, e as crianças também todas aperaltadas, um espectáculo de cor e variedade. A música, cantada por todos, nalguns trechos por homens alternando com as mulheres, noutros todos em conjunto, num conjunto bem afinado, fazendo lembrar por vezes uma ópera, mas sempre um coro bem ensaiado.
A saída da missa foi um espectáculo, porque se lá dentro não se podiam tirar fotografias, cá fora a maioria gostava de ser fotografada, incluindo o padre! Foi muito instrutivo para vermos os fatos domingueiros e o relacionamento entre eles.

Temos constatados que os tongans não são tão afáveis, nem tão amáveis como os Polinésios, e nota-se neles uma maior agressividade também.

A boa notícia do dia é que já está resolvido o diferendo com as autoridades locais relativamente à eventual multa. Resolveu-se com a velha maneira tradicional, típica dos países pequenos e pobres, depois de uma reunião entre o Andrew Bishop e o oficial da alfândega.

Almoçámos no Mango Cafe, e passámos a tarde a bordo, a pôr a secar a vela, os cabos, as almofadas, etc.
No Sábado, quando estávamos aqui em terra, caiu a maior carga de água que já vimos nesta viagem. De repente desatou a chover torrencialmente, mas em vez de durar uns minutos, manteve-se com grande intensidade durante cerca de 3 horas. Felizmente estávamos no Mango Cafe, pelo que pudemos assistir ao espectáculo sem nos molharmos.