Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

terça-feira, 5 de maio de 2015

TERÇA-FEIRA, 4 DE MAIO DE 2015

RAIATEA

Dia 02 entrámos na lagoa comum às ilhas de Taha e Raiatea pelo passe Toahotu, virado a leste. Contornámos a parte sueste da Ilha Taha, uma ilha quase redonda, recortada por numerosas baías, e atravessámos o canal, muito largo, que a separa de Raiatea, e dirigimo-nos à Marina de Apooiti, um marina onde a grande maioria dos barcos são catamarans para alugar. Aí estava já amarrado o "A Plus 2", próximo do qual ficámos, e o "Luna Quest". As tripulações dos 2 barcos tinham já um jantar combinado para essa noite, num Hotel próximo, mas nós estávamos um pouco cansados, e decidimos jantar ali na Marina, no "Voile d'Or" - um jantar bem agradável. Ainda lavámos o barco por fora e arrumámos por dentro, e tomámos um duche antes de jantar. Merecemos bem aquele jantar!...

Dia 03 de Maio, passámos a manhã na Marina. Enquanto fomos ao duche de manhã, cometemos o erro de deixar os albóis abertos. Claro, caiu uma carga de água torrencial... O Luís ainda correu para tentar minimizar a molha, mas os duches eram longe e a chuva rápida!... Tivemos que pôr tudo a secar, e num instante se passou a manhã. Almoçámos a bordo, e a seguir fomos a Uturoa, a capital da Ilha de Raiatea, levantar dinheiro (só aí há ATM), carregar o telefone local com mais francos da Polinésia Francesa, e ver a localidade. É pequena, sem muito para ver, mas tem um mercado engraçado, o cais dos barcos maiores, e ainda outra "marina", que é mais um cais no meio da povoação, sem electricidade, e onde estava atracado o "Exocet Strike". Encontrámos os seus tripulantes e também os do "Aquilon III", no restaurante "Cubana", um snackbar onde fomos comer um gelado. É agradável estarmos novamente no meio da frota. É como que a nossa "família náutica", aqui tão lomge da Família!...
O jantar foi no "Raiatea Lodge Hotel", com o "A Plus 2", "Luna Quest" e "Juno", que chegara nessa manhã à Marina onde estamos. Foi um jantar mais chique, com cozinha mais requintada, e muito agradável.

Hoje, dia 04, estava previsto um "tour" a Taha durando todo o dia. Mas... o Rui Castilho escorregou ao descer do barco com as mãos cheias de coisas e... partiu a cabeça! Fomos ao Hospital com ele. Ele está bem, e estamos no Hotel onde jantámos ontem, onde almoçámos e onde estamos a aproveitar o óptimo wifi!...

MA

SÁBADO, 02 DE MAIO DE 2015

MOOREA
No dia 30 de Abril, largámos da Marina de Taina, em Tahiti, rumo a Moorea, a ilha próxima (cerca de 20 milhas). Resolvemos sair pelo passe de Papeete, frente à cidade do mesmo nome. Para tal, percorremos o longo Canal de Faa, balizado, que passa ao lado da pista do Aeroporto de Papeete. Dentro do recife, na lagoa, a superfície da água estava lisa, tranquila. assim que saímos pelo passe, começou a agitação, com ondas de través de cerca de 1 metro, e lá fomos nós a balançar até Moorea, com um almoço agitado pelo movimento, mas muito bom: bifes com arroz e salada de tomate! Não há balanço que faça desistir o cozinheiro!... Mesmo com os ovos que resolveram voar da prateleira e aterrar em cima do fogão!... Acompanhado de cerveja tahitiana, Hinano.

Contornámos a ilha de Moorea, uma ilha com relevo elevado, muito verde, e com várias entradas para a sua lagoa. Passámos ao largo da Baía de Cook, e entrámos pelo passe de Tareu, que dá acesso à Baía de Oponuhu. Se tínhamos dúvidas relativamente às condições de acesso deste passe, perdemo-las logo, pois vinha a sair um paquete bem grande quando nos aproximámos. Fundeámos em 11 metros de água, bastante próximo do "Exocet Strike" que já aí estava, mesmo a seguir ao pôr do sol. Tranquilidade, sossego, beleza natural, com as montanhas logo ali, e as margens da lagoa com luzes em quase todas as casas. Era fim de semana prolongado para os tahitianos também, com o feriado do 1º de Maio, e muitos deles têm casa de recreio em Moorea.
O vento começou a soprar mais pouco depois de chegarmos, canalizado pelas montanhas, mas pouco depois diminuiu novamente e a noite foi muito tranquila.
O amanhecer foi muito cedo, muito bonito, com golfinhos a entrarem na baía, uma maravilha.
Enchemos o dinghy, fomos cumprimentar a tripulação do Exocet Strike (John e Stella, e Brian), e fomos explorar a baía. É bastante extensa, comprida, e, de onde estávamos, não víamos a porção mais dentro de terra. É profunda no seu centro, e com cabeças de coral mais próximo das margens. No regresso desta digressão, vimos um dinghy onde nos faziam acenos com os braços. Aproximámo-nos. Eram os tripulantes do Exocet Strike que tinham tido uma pane no motor (acabado de rever em Papeete, antes de arrancarem - porque é que estas coisas acontecem tantas vezes?...). Demos-lhes um reboque, deixámo-los no barco, e, à tarde, quando lá voltámos, o John já tinha conseguido resolver o problema.
Fomos a terra, procurar onde almoçar e, se possivel, encontrar wifi, e acabámos a comer bifes e camarões no "Snackbar da Fifi"! Este era o único local onde se podia comer naquela baía, e apenas ao almoço.
Depois de um mergulho naquelas águas a 29ºC, voltámos ao Allegro, onde tivemos uma tarde preguiçosa, a saborear o belo enquadramento do local.
A noite foi novamente sossegada, com a lua cheia a nascer por cima de nós, no topo da montanha, e a iluminar a noite de Moorea.
No dia seguinte levantámos ferro cedo. E desta vez, sem quaisquer problemas. Os corais deixaram-nos sossegados por esta vez! Saímos da Baía de Oponuhu e voltámos ao mar agitado, igual ao que estava antes de entrarmos na lagoa.
Dirigimo-nos a Huahine, a cerca de 85 milhas, devagar, com muito pouco pano porque queríamos chegar de dia mas, na parte final, mesmo sem velas, continuávamos a fazer quase 3 nós, por isso ainda ficámos a fazer vai-vem a cerca de 2 milhas da ilha, à espera que amanhecesse. Quando já tínhamos boa visibilidade, continuávamos a não ver mastros na lagoa, pelo menos do lado de Este. Não nos pareceu muito acolhedora para fundear, e acabámos por decidir continuar até Raiatea e Taha, duas ilhas que partilham a mesma lagoa.

MA + LA