Tour da Ilha de Christmas Island
Começámos por ir a um ponto elevado da ilha, com uma vista linda sobre o porto. A frota, na sua maioria,ou já tinha partido ou preparava-se para levantar ferro.
Desse ponto vimos os pássaros típicos de Christmas Island, só existentes neste local, e que fazem parte da bandeira da ilha: os "Golden Bosunbirds". São pássaros realmente de cor dourada, com uma cauda longa, da mesma cor. A bandeira local, que só vimos porque o Starblazer tinha uma içada a bordo, tem por fundo a bandeira australiana, no centro um quadrado onde se encontra a imagem do contorno da ilha, que se assemelha muito a um cão, um fox-terrier, e, ao lado deste quadrado, o desenho, a amarelo, dum "Golden Bosunbird".
Vimos, também nesse ponto elevado, os Boobies, os pássaros presentes também nas Galápagos, e em várias outras ilhas do Pacífico. E as fragatas.
Passámos por algumas casas, com aspecto bem mais agradável que os prédios de 2 andares existentes junto ao porto. Passámos também pelo acesso a um centro de detenção, onde vivem não só condenados por vários crimes, sobretudo estrangeiros à espera de serem deportados para os países de origem, como, na sua maioria, emigrantes ilegais, que aportaram clandestinamente a Christmas Island e aguardam a resolução da sua situação.
Mas a finalidade principal do tour era a observação da selva e dos seus principais habitantes, os caranguejos: "Red Crabs, Blue Crabs e Rubber Crabs". O nome do tour era, precisamente, "Jungle Tour". "Jungle" fez-me pensar em lianas, macacos, animais selvagens... Mas, afinal, não há nada disso por ali, e o objecto de análise são os caranguejos!
Foi um passeio interessante, e agradável, e conseguimos ver os 3 tipos de caranguejos, apesar de estarmos na época seca, e eles gostarem sobretudo de água. Pelas estradas encontrámos sinais de trânsito a avisar para se ter cuidado com os caranguejos, cuidado para não os atropelar, note-se, não porque sejam perigosos... Na época das chuvas, do acasalamento e desova, os caranguejos migram até à água do mar, os machos à frente, seguidos uns dias depois pelas fêmeas, acasalam na água do mar e os machos regressam. As fêmeas desovam na água, e regressam à selva mais tarde, juntamente com os caranguejos filhos. Nessa época, as estradas cobrem-se de caranguejos, e várias estradas são encerradas ao trânsito para defesa dos caranguejos. Na borda de algumas das estradas vêem-se calhas de metal, só interrompidas no local onde existem sob a estrada túneis cobertos por barras metálicas, para que os caranguejos possam atravessar a estrada sem serem atropelados, e sem haver necessidade de encerrar o trânsito aí... Vimos também um método mais recente, construído para que os caranguejos atravessem as estradas, e que são pontes para caranguejos!...
Os caranguejos não são comestíveis, e a principal razão para serem tão protegidos é que limpam a floresta, a selva, das folhas secas e outros detritos, contribuindo para a manutenção da "selva".
E assim foi, na sua essência, o "Jungle Tour".
Ao regressarmos ao porto, quase todos os barcos tinham já largado, e restávamos três.
Aproveitei para fazer um pouco de snorkeling,enquanto o Luís e o Rui ficaram a bordo, ocupados com trabalhos vários. e valeu a pena. Os corais estão bem vivos na ilha, com cores muito bonitas, e os peixes tropicais praticamente não fogem, até por vezes se aproximam de nós: peixes amarelos, ou com riscas amarelas e pretas, peixes pretos com uma risca branca fosforescente, os peixes papagaio, com tonalidades de azul turquesa e verde, etc.
Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares
sábado, 26 de setembro de 2015
SEXTA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO DE 2015
CHRISTMAS ISLAND
Depois de uma largada quase sem vento, no dia 13 de Setembro, lá fomos andando devagar e com muitas motoradas, para percorrermos as cerca de 600 milhas de Lombok para Christmas Island. Quando chegámos, na Sexta-feira, 18 de Setembro, já os primeiros barcos a chegar estavam quase a preparar-se para seguir viagem. Mas ainda deu para as tripulações se encontrarem nessa noite em terra para um Barbecue.
O dia em que chegámos foi logo muito atarefado. Primeiro com a vinda a bordo da Polícia para fazer o check in. Acabámos o check in em terra com a Alfândega. Para isso tivemos, é claro que encher o dinghy, pôr-lhe o motor, o depósito, os remos... E enchê-lo com os jerrycans vazios, mais os sacos de lixo e ainda o saco para a lavandaria.
No cais esperava-nos o Victor, "yellow shirt", para nos ajudar com as burocracias, combinar connosco o programa para esses dias e, muito importante, com uma pequena camioneta para levar os jerrycans à estação de serviço. Não havia espaço para passageiros, de modo que lá fomos os três a pé até à bomba. Enchidos os depósitos, e mais 3 que a estação de serviço nos emprestou, a camioneta levou-os de volta ao cais.
E nós avançámos para o Supermercado, do outro lado da estrada. Muito mais bem fornecido do que esperávamos, foi uma agradável surpresa. Uma carrinha esperava à saída, para levar as compras para o cais. Pedimos boleia, e lá fomos com as compras. Mas, como precisávamos de mais dólares australianos para Cocos, onde não há ATM, fizemos uma paragem no Banco. Também este não tinha ATM, o dinheiro tinha que ser levantado como se fosse um crédito, com muita burocracia, telefonemas e tudo. E a carrinha lá fora, com o condutor pacientemente à espera...
Finalmente regressámos ao cais. Levámos para o barco os depósitos de gasóleo, despejámos-los para o depósito, e depois foi necessário voltar a encher mais 2 jerrycans. Enquanto o Luís e o Rui voltavam à estação de serviço, eu fiquei a arrumar as compras. Quando tudo terminou, estávamos já cansados e cheios de fome. Tínhamos pensado comer qualquer coisa em terra, mas o não havia onde, de modo que fomos almoçar para o barco.
Christmas Island pertence à Austrália, e a hora é UTC + 7.
É uma ilha pequena, que viveu durante muitos anos à conta da exploração dos fosfatos. Toda a sua economia girava à volta das minas e transporte de fosfatos.
Quando diminuiu a procura destes, a economia da ilha sofreu uma recessão importante. Procuram agora virar-se mais para o turismo, mas tudo está ainda muito pouco desenvolvido nesse campo.
Depois de uma largada quase sem vento, no dia 13 de Setembro, lá fomos andando devagar e com muitas motoradas, para percorrermos as cerca de 600 milhas de Lombok para Christmas Island. Quando chegámos, na Sexta-feira, 18 de Setembro, já os primeiros barcos a chegar estavam quase a preparar-se para seguir viagem. Mas ainda deu para as tripulações se encontrarem nessa noite em terra para um Barbecue.
O dia em que chegámos foi logo muito atarefado. Primeiro com a vinda a bordo da Polícia para fazer o check in. Acabámos o check in em terra com a Alfândega. Para isso tivemos, é claro que encher o dinghy, pôr-lhe o motor, o depósito, os remos... E enchê-lo com os jerrycans vazios, mais os sacos de lixo e ainda o saco para a lavandaria.
No cais esperava-nos o Victor, "yellow shirt", para nos ajudar com as burocracias, combinar connosco o programa para esses dias e, muito importante, com uma pequena camioneta para levar os jerrycans à estação de serviço. Não havia espaço para passageiros, de modo que lá fomos os três a pé até à bomba. Enchidos os depósitos, e mais 3 que a estação de serviço nos emprestou, a camioneta levou-os de volta ao cais.
E nós avançámos para o Supermercado, do outro lado da estrada. Muito mais bem fornecido do que esperávamos, foi uma agradável surpresa. Uma carrinha esperava à saída, para levar as compras para o cais. Pedimos boleia, e lá fomos com as compras. Mas, como precisávamos de mais dólares australianos para Cocos, onde não há ATM, fizemos uma paragem no Banco. Também este não tinha ATM, o dinheiro tinha que ser levantado como se fosse um crédito, com muita burocracia, telefonemas e tudo. E a carrinha lá fora, com o condutor pacientemente à espera...
Finalmente regressámos ao cais. Levámos para o barco os depósitos de gasóleo, despejámos-los para o depósito, e depois foi necessário voltar a encher mais 2 jerrycans. Enquanto o Luís e o Rui voltavam à estação de serviço, eu fiquei a arrumar as compras. Quando tudo terminou, estávamos já cansados e cheios de fome. Tínhamos pensado comer qualquer coisa em terra, mas o não havia onde, de modo que fomos almoçar para o barco.
Christmas Island pertence à Austrália, e a hora é UTC + 7.
É uma ilha pequena, que viveu durante muitos anos à conta da exploração dos fosfatos. Toda a sua economia girava à volta das minas e transporte de fosfatos.
Quando diminuiu a procura destes, a economia da ilha sofreu uma recessão importante. Procuram agora virar-se mais para o turismo, mas tudo está ainda muito pouco desenvolvido nesse campo.
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