Allegro (no Mediterrâneo)

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Allegro nas Baleares

sexta-feira, 8 de maio de 2015

SEXTA-FEIRA, 08 DE MAIO DE 2015

TAHAA

O Rui tem continuado bem. Se não fosse o penso na cabeça, ninguém saberia o trambolhão que ele deu...

No dia seguinte, dia 06 de Maio, fizemos o programa que estava previsto para aquele dia - o "tour" da ilha de Tahaa, em barco rápido.
O barco arrancou da Marina de Apooiti, onde estamos; e começámos por ir buscar vários outros turistas a vários pontões de empreendimentos turisticos próximos; depois o guia acelerou e lá fomos a toda a velocidade para Tahaa.

 A primeira paragem foi numa quinta produtora de pérolas. Um pontão de madeira comprido, pela água dentro, com uma pequena casa de madeira, onde as ostras são triadas.








São entreabertas de modo a não estragar o "manto" (que produz o nácar), e aí é feita a triagem das que vão servir de dadoras de enxertos de manto, que são as que têm cores mais bonitas no interior da concha, e as que irão ser receptoras - receptoras de um desses enxertos de manto, simultaneamente com um núcleo redondo, que constitui o corpo estranho à volta do qual se vão acumular camadas sucessivas de nácar, até formarem a pérola. Foi-nos explicada toda a sucessão de operações e trabalhos necessários à produção das pérolas, e depois visitámos a casa com a exposição de pérolas para venda. O jardim à volta da casa era muito bonito e havia uma casa de madeira construida numa árvore que com certeza faria as delícias dos nossos netos!...

 A segunda paragem foi num "Jardim de Coral". Saímos do barco próximo de um "motu" (um ilhéu), com máscaras e tubos para "snorkeling" e sapatos de borracha/plástico, em vez de barbatanas. O guia levou-nos por um carreiro aberto na vegetação até a outra margem do motu, próximo de um "passe" (abertura) da lagoa, que provocava uma corrente na água. Assim, quando entrámos na água e nos deixámos ir, fomos arrastados, sem termos que nadar, em direcção ao local onde ficara o barco. É como se víssemos um filme, a passar sob os nossos olhos, enquanto boiávamos; só tínhamos que fazer pequenos gestos para orientarmos a deslocação. E o espectáculo era muito bonito: os corais têm cores variadas, castanho, amarelo, verde, roxo... E os peixes, nem se fala, ainda mais coloridos! Uma beleza!
A seguir, visita a uma quinta produtora de baunilha. Preparadíssima "para turista ver": - o guia da quinta dizia 2 frases em francês, seguia logo com as mesmas frases em inglês, tudo isto rápido e eficiente, e foi-nos explicando como se cultiva a baunilha, como se deve guardar e utilizar.

No final, claro, a venda de vagens de baunilha, açúcar baunilhado, mel com baunilha, etc, etc. Juntamente com a venda deram-nos um sumo de fruta e fruta para comer. Na realidade, já estávamos a precisar.


Próxima paragem: Almoço! Num motu próximo, onde nos aguardava um buffet de comida tahitiana, com a inevitável salada de peixe cru (muito boa), mahi mahi (dourada), galinha, carne de porco e carne de vaca, arroz e uru (fruta-pão, que utilizam em vez da batata), precedido de um "maitai" feito pelo guia (um cocktail de sumo de fruta com rum).
A seguir ao almoço uma explicação sobre vários peixes que estavam em "parques de peixes" junto ao pontão de acesso, e, finalmente, para quem queria, tocar nas raias (são muito macias e aveludadas, quem diria...) e nos tubarões de pontas pretas (as pontas das barbatanas têm um mancha preta) - isso não nos tentou...


 Depois, regresso à Marina. Foi um dia muito bem passado!