A Ilha de Lanzarote tem sido uma agradável
surpresa.
É uma ilha com clima muito seco, muito árida e
com uma extensão muito considerável da sua superfície coberta por lava – o que
dá origem a uma paisagem negra. Tem várias elevações, algumas bastante altas,
que correspondem, na sua maioria, a antigos vulcões (houve múltiplas erupções
em diversos locais).
Todas as casas da Ilha estão pintadas de branco, incluindo os telhados, quando existem, porque muitas delas têm açoteias para recolher a (pouca) água das chuvas. O contraste do negro da terra com a brancura das casas é muito bonito.
Na parte da ilha com grande extensão coberta de
lava, os jardins das casas são de terra negra, alisada, e salpicada por
pequenos canteiros de cactos, uma ou outra palmeira e, por vezes, uma nota de
cor de alguma flor que consiga sobreviver neste clima seco e solo vulcânico.
Tudo isto muito bem tratado. Incrível!
A plantação de vinha é feita dentro de pequenos
muros, semicirculares ou rectos, igualmente de pedra negra, para protegerem as
plantas do vento. Tudo o que é horta ou outras culturas, tem sistemas de rega
gota a gota…
A organização que está por trás de tudo isto tem que ser muito boa.
A organização que está por trás de tudo isto tem que ser muito boa.
Depois, pelas pessoas.
Simpáticas, acolhedoras, prestáveis, alegres. Entendem que a sua vida está dependente do turismo e do serviço que prestam aos visitantes, e fazem-no com muita simpatia. Nalguns lugares, os ilhéus são muito fechados e pouco alegres, aqui temos encontrado o contrário.
Simpáticas, acolhedoras, prestáveis, alegres. Entendem que a sua vida está dependente do turismo e do serviço que prestam aos visitantes, e fazem-no com muita simpatia. Nalguns lugares, os ilhéus são muito fechados e pouco alegres, aqui temos encontrado o contrário.
Alugámos um carro e passeámos pela ilha durante
2 dias (dias 3 e 4 de Outubro).
No 1ºdia fomos visitar a parte sudoeste da
ilha.

Visitámos o Parque Nacional de Timanfaya -
impressionante pela enorme extensão de terra coberta de lava. Uma paisagem de
terra negra e vários vulcões extintos.

No centro mostraram-nos umas fumarolas, onde, pela temperatura muito elevada, queimavam pequenos paus, e onde despejavam água que era expelida segundos depois em forma de geiser – o que mostra que ainda se mantém alguma actividade vulcânica...
Ainda no Parque Timanfaya demos uma volta de camelo em alusão ao transporte antigamente utilizado na ilha.
Demos a volta pela costa sudoeste, agreste e igualmente com rochas vulcânicas e almoçámos num local alto com vista para o mar - uma parrilhada de carne.
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| Salinas |
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| Restaurante "Casa Emiliano" |
A seguir ao almoço, descemos novamente para a costa e visitámos a Marina de Rubicon, no Sul.
Começámos por visitar a casa de José Saramago.
Demos com um guia ideal, um senhor muito amável e simpático, que nos levou a fazer a visita da casa e do edifício onde foi instalada a biblioteca de Saramago.
Demos com um guia ideal, um senhor muito amável e simpático, que nos levou a fazer a visita da casa e do edifício onde foi instalada a biblioteca de Saramago.
A visita da casa acabou na cozinha (simples, caseira e muito acolhedora), onde nos foi oferecido um café – porque, segundo nos disse o guia, Saramago recebia sempre os seus visitantes oferecendo-lhes um café, que era tomado ali naquela cozinha.
O jardim, com uma larga vista de mar, e a cadeira onde Saramago se sentava ao final do dia, foi a última parte da visita à casa.

Foi muito interessante. E mostrou-nos uma faceta mais agradável do nosso Nobel do que aquela que nos habituámos a ver.
Visitámos também a Fundação César Manrique,
artista lazarotenho com muitas intervenções imaginativas em vários pontos da Ilha.







O almoço foi uma parrilhada de peixe numa vila piscatória, num restaurante à beira mar, onde provámos o vinho de Lanzarote, o “Bermejo”.

Depois fomos ao "Jardim dos Cactos", recinto com múltiplas espécies diferentes de cactos.
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| Jardim dos cactos |

Mais tarde fomos ver os “Jameos del Agua”, uma enorme gruta subterrânea, com uma lagoa interior, resultante da comunicação de um túnel vulcânico com o mar. Está muito bem decorada e aproveitada (por César Manrique); ali fazem concertos e jantares; no outro extremo, que é a céu aberto e num local mais elevado, existe uma bacia de água que foi aproveitada para fazer um lago tendo o fundo sido pintado de branco. Mais uma vez, o contraste do preto das pedras e rochas com o branco do lago e o azul da água, fica deslumbrante.

Acabámos o passeio no Mirador del Rio, de onde se vê a pequena ilha a norte de Lanzarote – La Graciosa.

(MA + LA)









