Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

sábado, 12 de setembro de 2015

QUARTA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2015


Chegámos no dia 9 de manhã, a Gili Gede, uma pequena ilha pertencente à ilha de Lombok. Na carta diz que tem uma Marina, a Marina del Ray, que até tem pontões desenhados na carta, mas... é só em projecto. Existem algumas bóias, mas nada mais, e não chegaram para tantos barcos. É a primeira vez que a paragem da World ARC na Indonésia é aqui (anteriormente era em Bali) e  parece que nunca por aqui se tinham visto tantos barcos em simultâneo...
Na aproximação fomos vendo várias velas triangulares coloridas e, já mais perto conseguimos ver que os cascos dos barcos tinham umas extensões laterais em bambu, como se fossem trimarans em miniatura, parecendo uns aranhiços; com um pequeno motor atrás. São os barcos de pesca deles.
Fundeámos, num fundo de areia, sem problemas.
Veio a bordo o Hugh, yellow-shirt, combinar connosco o programa e os timings da nossa estadia aqui.
Logo nesse dia fizemos o abastecimento de gasóleo. Uma aventura!, mas vários barcos ajudaram com os dinghies, e tudo correu razoavelmente. Há um pontão, mas com pouco fundo na proximidade, onde está um camião com gasóleo. Este é transferido para uns bidões grandes, e destes, com uma mangueira já bastante perfurada, é passado o gasóleo para os barcos. A segurar a mangueira ao longo do pontão estão cerca de 12 rapazes, e em cima do barco, mais 3 ou 4, além do Ray, o responsável, um australiano, e que dá o nome à "Marina". Lança-se o ferro, com no Mediterrâneo, e progride-se de popa até à proximidade do pontão, ao qual o barco é preso por cabos. Começa então o abastecimento, e começa o convés a ficar todo sujo de gasóleo, porque a mangueira tem furos. A quantidade de litros que entra no depósito é calculada de forma aproximada, e essa é a quantia cobrada no fim. Para encher os jerrycans, acharam por bem levá-los para terra e encher lá; sempre foi uma zona do barco que foi poupada ao duche de gasóleo...
Regressámos ao nosso local de fundear, próximo do Makena, do A Plus 2 e do Exody. Aí, baldeámos o barco e lavámo-lo com detergente e água salgada.
A baía é muito protegida, o vento que esteve tímido durante toda a travessia para a Indonésia, apareceu com alguma consistência aqui na baía, o que refrescou o ar e o barco, tornando a estadia muito mais agradável.
Praticamente não há mosquitos por cá, o que foi também uma agradável surpresa!...
À noite, vieram-nos buscar num barco local, e fomos a terra jantar: um restaurante na praia, ainda meio em projecto, ao ar livre, com mesas de madeira corridas, umas instalações sanitárias primitivas, uns gralhadores onde eram grelhados os peixes, três de cada vez, o que significou um jantar muito demorado, dando tempo para pormos a conversa em dia com as outras tripulações. Comemos arroz com peixe grelhado, e bebemos cerveja, a única bebida disponível, e soube-nos muito bem! Tudo muito simples, mas com muito boa vontade e muita simpatia.

MA+LA

DOMINGO, 6 DE SETEMBRO DE 2015

Nunca se está contente com o que se tem.
Ou é vento a mais, ou é vento a menos. Ou mar a mais, ou mar a menos. Ou gasóleo a menos, ou gasóleo a menos. Quando, afinal, o que temps tido até agora tem sido excepcional!
Mas hoje o que nos faz falta são os Amigos e a Família para festejarem connosco os 64 anos da minha patroa de alto mar!
O dia começou com um nascer do sol espantoso, que se continuou com um tranquilo dia de vela. O vento é pouco, é verdade. Mas não se pode querer tudo.
Estamos a celebrar os três, e não só os 64 anos da Manela. Celebramos tudo o que nos tem sido proporcionado desde que largámos de Lagos há quase um ano!


LA