Passamos três dias na Virgin Gorda. Fomos visitar "The Bath", na zona sueste da ilha, constituída por umas rochas grandes, arredondadas, que têm a particularidade de serem de granito, e que alternam com praia de areia branca, existindo entre elas grutas e túneis que permitem a passagem entre as pequenas praias. Muito bonito, e "acrobático"...
Na quarta-feira, 28 de Abril, dia do aniversário do Luis, viemos para Nanny Cay, em Tortola, a cerca de 12 milhas de distância. Estávamos preocupados com a vela nova. Chegaria a tempo?
Mal atracámos, ainda estava o marinheiro connosco a ajudar-nos, veio um homem com um papel na mão, à procura do skipper... Era, nem mais nem menos, do que a pessoa que vinha entregar a vela nova! Não podia ter sido mais certa a altura da entrega. Foi, com certeza a melhor prenda de anos do Luis!
Nanny Cay, na Ilha de Tortola, foi uma agradável paragem antes de iniciarmos a ARC Europa, de regresso a casa.
A Marina está muito bem arranjada, rodeada de relvados, com uma pequena praia, uma piscina, as melhores instalações sanitárias, cada duche existindo numa casa de banho completa, quase como se estivéssemos em casa... Uma boa loja náutica, um supermercado pequeno mas bem abastecido, uma lavandaria razoável, enfim, sentimo-nos bem lá.
De manhã acordávamos com os galos a cantarem e galos, galinhas e pintos passeavam-se pelo relvado. Quando acordávamos a ouvir os galos e a sentir o cheirinho da relva molhada, parecia que estávamos no campo!...
Os barcos foram chegando, os vários eventos foram agradáveis, e depressa chegou o dia da largada. Mas antes disso, na quarta-feira, dia 4, organizou-se uma ida à Ilha de Sainf Thomas, pertencente às Virgin Islands americanas.
Chegados à bilheteira do ferry, constatámos que deveríamos ter obtido o visto temporário com antecedência via internet. Éramos 10, a Jeanette é americana, e a Anna e a Svanfridur já tinham visto. As funcionárias tiveram que preencher a informação para sete vistos temporários via internet; demorou um bom bocado.
Finalmente, lá apanhámos o ferry. Mas não fomos directamente para St. THomas, como pensávamos. O ferry parou numa ilha muito próxima de Tortola, a Ilha de St John, também americana, para o check in nos Estados Unidos. Aí, saiu toda a gente do ferry, fez-se uma fila que entrou por uma porta dos "customs" e saiu pela outra, regressando ao ferry, e lá seguimos para St. Thomas. Aí, apanhámos um táxi para Charlotte Amelie, a capital. É um porto, grande, onde atracam grandes paquetes, e que está totalmente virado para o comércio e o turismo, com lojas de marcas boas e famosas, muitas joalharias, muitos recantos pitorescos, tudo isto em edifícios que antigamente eram armazéns e também alojamento de escravos, nos tempos da escravatura e da exploração da cana de açúcar. Tudo muito bem arranjado, muito colorido. Foi uma visita curiosa e agradável.