Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

quinta-feira, 14 de abril de 2016

SÁBADO, 9 DE ABRIL DE 2016

O dia 9 de Abril foi o dia do Final oficial da Volta ao Mundo, da World ARC 2015/2016!

O dia começou em Marigot Bay, na ilha de Saint Lucia, a cerca de 8 milhas de Rodney Bay, com um desfile dos barcos participantes, a "sailing parade". À frente ia o barco mais pequeno da frota, o Luna Quest (Rival 38), seguindo-se o Exody (Starlight 39), o Chat Eau Bleu (Lagoon 40), o Garlix (XP 44), o Allegro (Trintella 45), o Ayama (Ocean Cruiser 42), o Circe (Hallberg Rassy 48), o Wayward Wind (Hans Christian 43), o Hugur (Najad 52), Aretha (Oyster 53), A Plus 2 (Amel 54), Makena (Lagoon 62) e o Tulasi (Amel 64). O Starblazer não pôde participar por terem o motor avariado, mas o casal tripulante fez a parada a bordo de outro barco.
A fila de barcos percorreu a distância até Rodney Bay, fazendo um desvio para rodear a baía de Castries, a capital da ilha. Em Rodney Bay, cortámos a Linha de Chegada, a mesma que fora a Linha de Partida 16 meses antes!
E assim ficou oficialmente concluída a Volta ao Mundo em barco à vela!

Após entrarmos na Marina, foi-nos oferecido o tradicional "rhum punch", e mais umas bebidas e petiscos num toldo montado nos pontões da Marina.
E à noite, houve o jantar de encerramento da World ARC, o "Prizegiving" final. Foi uma cerimónia muito agradável e simpática. Enquanto jantávamos, iam passando fotografias desta grande aventura, dos vários barcos, tripulações, locais visitados. Os discursos oficiais foram curtos. O Victor falou muito bem, fazendo um apanhado daquilo que foi esta viagem e da vida nesta "pequena aldeia" que se constituiu ao longo dela. Como uma "família" unida pelo mesmo feito.
A distribuição final dos prémios foi outro ponto alto. Em vez de cada barco ser chamado pelo seu nome, era feita uma descrição mais ou menos cifrada, que nos permitia identificar o barco em causa.
Em relação a nós, foi notado, entre outras coisas, o facto de sermos o único barco a ter tido sempre uma tripulação fixa das mesmas três pessoas a bordo; o barco em que o Skipper é conhecido como o médico da frota que teve que prestar assistência por várias vezes a tripulantes da frota, e o barco que preparou um prémio especial que distribuiu no jantar de Grenada, tornando "oficial" o Grupo das "Turtles"! Dado o sucesso que teve esse facto, ele, Victor, vai propor a instituição de um prémio novo na próxima World ARC: o "Turtle Prize"!



DE QUINTA-FEIRA, 7 A SÁBADO, 9 DE ABRIL DE 2016DE ABRIL

Marigot Bay é, quanto a nós,  a baía mais bonita de Saint Lucia. Tem um canal de entrada limitado a bombordo por uma língua de areia com coqueiros, e mais para dentro as margens da baía são constituídas por mangais, excepto do lado direito, onde há uma Marina, com um longo pontão onde os barcos se prendem de proa ou popa, e se amarram também a uma boia. Esse pontão dá acesso, num dos extremos, aos "customs", e ao escritório da Marina, a cafés e restaurantes muito agradáveis, e à estrada; e no outro extremo ao Hotel Capella, com as piscinas e restaurante em baixo, e bungalows de madeira, distribuídos ao longo da encosta.
Antes da entrada da baía há, à esquerda, um restaurante com doca para os dinghies, o Doolitle, também muito simpático.

Foi nesta baía que passámos os dois dias seguintes, aproveitando para conviver com os outros barcos, para descansar, tomar banhos de piscina, e beber uma pina-colada ou um "rhum punch".
No dia da chegada, fomos comer pizzas, festejar e beber à saúde da tripulação, da Anne Marie e da Teresa!
Depois ficámos nós a bordo, porque os três restantes foram para o hotel em Rodney Bay.
No dia 7, houve um jantar de convívio orgânico pela WARC, com buffet de comida local, no Mygo Caffe.
O dia 8 foi um dia livre de actividades programadas.
E no dia 9 largámos para a parada náutica final.

DE QUINTA-FEIRA, 31 DE MARÇO A QUARTA-FEIRA, 6 DE ABRIL DE 2016

No dia 31 de Março largamos do estaleiro (Grenada Marine, em Saint David's Bay) para Port Louis Marina, em Saint George. Aí ficamos 2 dias, e aí foram tiradas as medidas para a vela nova, que será feita em Barbados, e entregue em Tortola, antes (esperamos!...) do início da ARC Europa.
No dia 2 de Abril, dirigimo-nos mais para Norte, e chegámos à tarde a Chatham Bay, na Union Island.  A Union Island já não faz parte de Grenada, pertence ao grupo de Saint Vincent and Grenadines. Mal chegámos apareceu logo um barco local a oferecer os seus préstimos. O homem do barco chamava-se Bushman.
Mal pudemos, mergulhámos na baia, mesmo a tempo de vermos uma raia grande, preta e branca, a aproximar-se, curiosa. De resto, ali perto do barco, a única coisa que conseguimos ver mais, foram cardumes de peixes pequeninos que nos rodeavam enquanto nadávamos - a visibilidade, naquela profundidade de 7 metros, não era boa. Antes do por do sol, enquanto preparávamos uma bebida e o jantar, assistimos aos saltos de um enorme cardume de peixe pequeno prateado. E o por do sol brindou-nós com mais um raio verde!
No dia 3, de manhã, fomos com o Bushman até Clifton, a vila principal da ilha, no barco dele,. Pensámos  que as nossas colunas não iam resistir à pancada que apanharam com os saltos sobre a mareta... Mas, estamos uns marinheiros muito resistentes, agora...
Clifton é um pequeno porto com mais actividade turística que o resto da ilha, porque é aí que fica o aeroporto. Tem vários pequenos restaurantes e bares, um mercado de fruta e legumes muito colorido, dois pequenos hotéis, uns pontões pequenos de acesso à terra. Dá ideia que já terá visto melhores dias, pois está pouco cuidado. Fomos a pé até ao aeroporto, com o Bushman a indicar-nos o caminho, para fazermos o check in de Saint Vincent. Como era fim de semana, as formalidades eram feitas no aeroporto. Três guichets diferentes... Depois, a oficial da alfândega levou-nos de carro de volta à vila, para irmos ao ATM. Comprámos fruta no pequeno mercado, baguetes de pão num pequeno quiosque, e gelo na esplanada de um hotel, e regressámos. Pelo caminho, o Bushman foi buscar a cozinheira à vila de Ashton, mais pequena que Clifton, situada numa lagoa de corais, rodeada de mangais.
O almoço foi no restaurante tosco que o Bushman tem na praia, onde bebemos rum punch, cerveja e comemos comida local. Depois ele levou-nos e volta ao barco.

No dia 4 fomos de Union Island para Tobago Cays, muito próximo, embora completamente contra o vento. Ficámos numa bóia, perto do Starblazer que ainda lá estava. Tobago Cays é realmente muito bonito, com 4 ou 5 pequenas ilhas pouco altas, água em tons de turquesa, azul, verde, muito transparentes e areia muito branca. Mergulhámos, fizemos  snorkeling, vimos as tartarugas, inclusive a comer a "relva" do fundo, muito bom.
Jantamos a bordo do Starblazer, uns bifes muito, muito bons, grelhados no grelhadora gás instalado na popa do barco deles.

Dia 5, arrancamos para Bequia. Um "rasta man" muito típico destas paragens, veio no seu barco a motor "Blue Sky" ajudar-nos a apanhar uma boia. Depois fomos à terra para almoçar e fazer o check out de Saint Vincent, pois a próxima paragem já seria em Saint Lucia, um outro país.
Almoçámos no Café Maria, numa varanda com vista para a baía. Aqui, em Bequia, completámos oficiosamente a Volta ao Mundo, pois já tínhamos aqui estado antes, em Dezembro de 2014.
Desta vez, o jantar foi a bordo do Allegro com o John e a Joyce do Starblazer - uma massa com atum gratinada e um óptimo ananás.

Dia 6, largámos cedo para Marigot Bay, em Saint Lucia, para chegarmos lá ainda com luz do dia. Mas... Há sempre imprevistos!...
Fomos inicialmente à vela, uma bolina folgada, depois um largo, muito bem até o vento cair, próximo dos Pítons, na parte sul de Saint Lucia. Entretanto, o motor do Starblazer deixou de funcionar. Teria água no óleo... Foram ficando cada vez mais para trás, até que resolvemos propor-lhes um reboque.
Rebocámo-los até uma baía muito próximo de Marigot Bay, onde se prenderam a uma boia, mesmo quando o sol se punha. No dia seguinte seria mais fácil irem à vela até Rodney Bay, se houvesse vento, ou serem rebocados com luz do dia, caso não houvesse.
Assim, entrámos em Marigot Bay já noite cerrada, ajudados lá dentro por um dinghy onde estavam o Casper (Aretha) e o Peter (Exody). Ficamos entre o Exody e o Makena.
Ao descermos do barco, tivemos a grande e agradável surpresa de termos à nossa espera não só a Anne Marie, que seria mais previsível, mas também, de forma totalmente inesperada, a Teresa Gago!
Deu-nos uma grande alegria esta surpresa!