No dia 31 de Março largamos do estaleiro (Grenada Marine, em Saint David's Bay) para Port Louis Marina, em Saint George. Aí ficamos 2 dias, e aí foram tiradas as medidas para a vela nova, que será feita em Barbados, e entregue em Tortola, antes (esperamos!...) do início da ARC Europa.
No dia 2 de Abril, dirigimo-nos mais para Norte, e chegámos à tarde a Chatham Bay, na Union Island. A Union Island já não faz parte de Grenada, pertence ao grupo de Saint Vincent and Grenadines. Mal chegámos apareceu logo um barco local a oferecer os seus préstimos. O homem do barco chamava-se Bushman.
Mal pudemos, mergulhámos na baia, mesmo a tempo de vermos uma raia grande, preta e branca, a aproximar-se, curiosa. De resto, ali perto do barco, a única coisa que conseguimos ver mais, foram cardumes de peixes pequeninos que nos rodeavam enquanto nadávamos - a visibilidade, naquela profundidade de 7 metros, não era boa. Antes do por do sol, enquanto preparávamos uma bebida e o jantar, assistimos aos saltos de um enorme cardume de peixe pequeno prateado. E o por do sol brindou-nós com mais um raio verde!
No dia 3, de manhã, fomos com o Bushman até Clifton, a vila principal da ilha, no barco dele,. Pensámos que as nossas colunas não iam resistir à pancada que apanharam com os saltos sobre a mareta... Mas, estamos uns marinheiros muito resistentes, agora...
Clifton é um pequeno porto com mais actividade turística que o resto da ilha, porque é aí que fica o aeroporto. Tem vários pequenos restaurantes e bares, um mercado de fruta e legumes muito colorido, dois pequenos hotéis, uns pontões pequenos de acesso à terra. Dá ideia que já terá visto melhores dias, pois está pouco cuidado. Fomos a pé até ao aeroporto, com o Bushman a indicar-nos o caminho, para fazermos o check in de Saint Vincent. Como era fim de semana, as formalidades eram feitas no aeroporto. Três guichets diferentes... Depois, a oficial da alfândega levou-nos de carro de volta à vila, para irmos ao ATM. Comprámos fruta no pequeno mercado, baguetes de pão num pequeno quiosque, e gelo na esplanada de um hotel, e regressámos. Pelo caminho, o Bushman foi buscar a cozinheira à vila de Ashton, mais pequena que Clifton, situada numa lagoa de corais, rodeada de mangais.
O almoço foi no restaurante tosco que o Bushman tem na praia, onde bebemos rum punch, cerveja e comemos comida local. Depois ele levou-nos e volta ao barco.
No dia 4 fomos de Union Island para Tobago Cays, muito próximo, embora completamente contra o vento. Ficámos numa bóia, perto do Starblazer que ainda lá estava. Tobago Cays é realmente muito bonito, com 4 ou 5 pequenas ilhas pouco altas, água em tons de turquesa, azul, verde, muito transparentes e areia muito branca. Mergulhámos, fizemos snorkeling, vimos as tartarugas, inclusive a comer a "relva" do fundo, muito bom.
Jantamos a bordo do Starblazer, uns bifes muito, muito bons, grelhados no grelhadora gás instalado na popa do barco deles.
Dia 5, arrancamos para Bequia. Um "rasta man" muito típico destas paragens, veio no seu barco a motor "Blue Sky" ajudar-nos a apanhar uma boia. Depois fomos à terra para almoçar e fazer o check out de Saint Vincent, pois a próxima paragem já seria em Saint Lucia, um outro país.
Almoçámos no Café Maria, numa varanda com vista para a baía. Aqui, em Bequia, completámos oficiosamente a Volta ao Mundo, pois já tínhamos aqui estado antes, em Dezembro de 2014.
Desta vez, o jantar foi a bordo do Allegro com o John e a Joyce do Starblazer - uma massa com atum gratinada e um óptimo ananás.
Dia 6, largámos cedo para Marigot Bay, em Saint Lucia, para chegarmos lá ainda com luz do dia. Mas... Há sempre imprevistos!...
Fomos inicialmente à vela, uma bolina folgada, depois um largo, muito bem até o vento cair, próximo dos Pítons, na parte sul de Saint Lucia. Entretanto, o motor do Starblazer deixou de funcionar. Teria água no óleo... Foram ficando cada vez mais para trás, até que resolvemos propor-lhes um reboque.
Rebocámo-los até uma baía muito próximo de Marigot Bay, onde se prenderam a uma boia, mesmo quando o sol se punha. No dia seguinte seria mais fácil irem à vela até Rodney Bay, se houvesse vento, ou serem rebocados com luz do dia, caso não houvesse.
Assim, entrámos em Marigot Bay já noite cerrada, ajudados lá dentro por um dinghy onde estavam o Casper (Aretha) e o Peter (Exody). Ficamos entre o Exody e o Makena.
Ao descermos do barco, tivemos a grande e agradável surpresa de termos à nossa espera não só a Anne Marie, que seria mais previsível, mas também, de forma totalmente inesperada, a Teresa Gago!
Deu-nos uma grande alegria esta surpresa!