Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

domingo, 1 de maio de 2016

DE SEGUNDA-FEIRA, 11 DE ABRIL A SEGUNDA-FEIRA, 25 DE ABRIL DE 2016

Os barcos foram largando de Rodney Bay. A maioria deles voltar-nos-emos a encontrar em Nanny Cay, porque embora só 3 façam a ARC Europa como nós (A Plus 2, Circe e Garlix), muitos dos outros farão a ARC USA, que também parte de Nanny Cay no mesmo dia.
Há quatro barcos que não vamos voltar a ver, pelo menos nos tempos mais próximos. O Makena, que foi um dos primeiros a largar; irá velejar para Sul, para as Grenadines e depois Grenada, e nos planos deles está a repetição da Volta ao Mundo, mas desta vez independentes e mais lentamente, estando em aberto a Volta pelo Sul da América... Bons ventos e boas aventuras para o Luc, a Sarah e o Kai!
O Chateau Bleu também não veremos mais nesta viagem - para já, vão ficar pelas Caraíbas, a conhecerem estas paragens e mais tarde decidirão para onde seguem, Europa ou regresso à Austrália.
O terceiro barco é o Aretha. Vai navegar a caminho do Canal do Panamá, para depois rumarem a San Francisco, onde vão iniciar uma nova vida. Jantaram a bordo do Allegro na véspera da largada, e as despedidas não foram fáceis. Largaram na manhã do dia 15. Que  tudo corra bem à "Team Aretha"nesta viagem e na nova vida que os espera em San Francisco.
O quarto barco é o Tulasi, que vai passar umas semanas à Martinique e depois ficará em Rodney Bay enquanto os donos regressam à casa.

Nós saímos de Rodney Bay também a 15, e fomos para a Martinique, onde ficámos na Marina du Marin, uma Marina enorme, com cerca de 600 lugares, num envolvimento agradável e numa baía muito grande. Voltámos, assim, a França, com as boas baguetes, os croissants, bom café, boa comida e euros...
Na primeira noite tivemos uma "happy hour" a bordo do Hugur.
E na segunda, um café e uma prova de rum no A Plus 2.

Em Rodney Bay, o Luis tinha pedido uma revisão do rigging, e ficámos a saber que precisávamos substituir pelo menos um dos brandais, e que o devíamos fazer em Le Marin.
De modo que, após uma avaliação mais completa, foi substituída a maior parte do aparelho, num trabalho rápido, profissional e com o qual o Luis ficou muito satisfeito. Mais uma coisa feita e pronta. Só nos falta a vela nova, a ser entregue em Nanny Cay.
Quando estávamos no pontão da Caraibe Gréement onde foi feito o trabalho, apareceu um casal grego, que fizera a ARC+ connosco, a bordo do Filizi. Vinham cumprimentar-nos e felicitar-nos pela Volta, e queriam saber novidades da viagem, pois estão a pensar fazer o mesmo qualquer dia... Almoçámos com eles, e foi agradável falar com eles da viagem; quase sem darmos por isso, começamos a fazer balanços do que passámos...

Saímos do Le Marin no dia 21 de Abril. Tínhamos pensado ir para Les Saintes, mas o vento estava sueste, e a baía era exactamente virada a sueste, sujeita a mareta, pelo que continuámos até a uma baía no Nordeste de Guadalupe, a Baía Deshaies, onde chegámos ao final do dia. Cheia de barcos, mas muito acolhedora, a intenção era ficarmos dois dias. Mas durante a noite o vento foi aumentando, em rajadas canalizadas pelos montes envolventes, e deixou de ser uma baía tão aprazível, para se tornar preocupante deixar o barco sozinho e ir passear para terra. Conclusão: seguimos viagem, e decidimos ir para as British Virgin Islands, onde estava o Wayward Wind.
Foi um velejar agradável, sem pressas, porque não queríamos chegar de noite; tivemos mesmo que "travar" a velocidade do barco para chegarmos com luz do dia. Chegámos à Virgin Gorda, ao Virgin Gorda Yacht Harbour, em Spanish Town, às 8 da manhã do dia 25 de Abril e atracámos ao lado do Wayward Wind. Também o Circe estava na mesma Marina.
Fizemos o check in, e constatámos que a moeda local não é a libra, nem uma variante da mesma como em Santa Helena, mas sim... o dólar americano!