O Rui tem continuado bem. Se não fosse o penso na cabeça, ninguém saberia o trambolhão que ele deu...
No dia seguinte, dia 06 de Maio, fizemos o programa que estava previsto para aquele dia - o "tour" da ilha de Tahaa, em barco rápido.
O barco arrancou da Marina de Apooiti, onde estamos; e começámos por ir buscar vários outros turistas a vários pontões de empreendimentos turisticos próximos; depois o guia acelerou e lá fomos a toda a velocidade para Tahaa.


São entreabertas de modo a não estragar o "manto" (que produz o nácar), e aí é feita a triagem das que vão servir de dadoras de enxertos de manto, que são as que têm cores mais bonitas no interior da concha, e as que irão ser receptoras - receptoras de um desses enxertos de manto, simultaneamente com um núcleo redondo, que constitui o corpo estranho à volta do qual se vão acumular camadas sucessivas de nácar, até formarem a pérola. Foi-nos explicada toda a sucessão de operações e trabalhos necessários à produção das pérolas, e depois visitámos a casa com a exposição de pérolas para venda. O jardim à volta da casa era muito bonito e havia uma casa de madeira construida numa árvore que com certeza faria as delícias dos nossos netos!...
A segunda paragem foi num "Jardim de Coral". Saímos do barco próximo de um "motu" (um ilhéu), com máscaras e tubos para "snorkeling" e sapatos de borracha/plástico, em vez de barbatanas. O guia levou-nos por um carreiro aberto na vegetação até a outra margem do motu, próximo de um "passe" (abertura) da lagoa, que provocava uma corrente na água. Assim, quando entrámos na água e nos deixámos ir, fomos arrastados, sem termos que nadar, em direcção ao local onde ficara o barco. É como se víssemos um filme, a passar sob os nossos olhos, enquanto boiávamos; só tínhamos que fazer pequenos gestos para orientarmos a deslocação. E o espectáculo era muito bonito: os corais têm cores variadas, castanho, amarelo, verde, roxo... E os peixes, nem se fala, ainda mais coloridos! Uma beleza!
A seguir, visita a uma quinta produtora de baunilha. Preparadíssima "para turista ver": - o guia da quinta dizia 2 frases em francês, seguia logo com as mesmas frases em inglês, tudo isto rápido e eficiente, e foi-nos explicando como se cultiva a baunilha, como se deve guardar e utilizar.
No final, claro, a venda de vagens de baunilha, açúcar baunilhado, mel com baunilha, etc, etc. Juntamente com a venda deram-nos um sumo de fruta e fruta para comer. Na realidade, já estávamos a precisar.Próxima paragem: Almoço! Num motu próximo, onde nos aguardava um buffet de comida tahitiana, com a inevitável salada de peixe cru (muito boa), mahi mahi (dourada), galinha, carne de porco e carne de vaca, arroz e uru (fruta-pão, que utilizam em vez da batata), precedido de um "maitai" feito pelo guia (um cocktail de sumo de fruta com rum).
A seguir ao almoço uma explicação sobre vários peixes que estavam em "parques de peixes" junto ao pontão de acesso, e, finalmente, para quem queria, tocar nas raias (são muito macias e aveludadas, quem diria...) e nos tubarões de pontas pretas (as pontas das barbatanas têm um mancha preta) - isso não nos tentou...

Depois, regresso à Marina. Foi um dia muito bem passado!







Sem comentários:
Enviar um comentário