MOOREA
No dia 30 de Abril, largámos da Marina de Taina, em Tahiti, rumo a Moorea, a ilha próxima (cerca de 20 milhas). Resolvemos sair pelo passe de Papeete, frente à cidade do mesmo nome. Para tal, percorremos o longo Canal de Faa, balizado, que passa ao lado da pista do Aeroporto de Papeete. Dentro do recife, na lagoa, a superfície da água estava lisa, tranquila. assim que saímos pelo passe, começou a agitação, com ondas de través de cerca de 1 metro, e lá fomos nós a balançar até Moorea, com um almoço agitado pelo movimento, mas muito bom: bifes com arroz e salada de tomate! Não há balanço que faça desistir o cozinheiro!... Mesmo com os ovos que resolveram voar da prateleira e aterrar em cima do fogão!... Acompanhado de cerveja tahitiana, Hinano.
Contornámos a ilha de Moorea, uma ilha com relevo elevado, muito verde, e com várias entradas para a sua lagoa. Passámos ao largo da Baía de Cook, e entrámos pelo passe de Tareu, que dá acesso à Baía de Oponuhu. Se tínhamos dúvidas relativamente às condições de acesso deste passe, perdemo-las logo, pois vinha a sair um paquete bem grande quando nos aproximámos. Fundeámos em 11 metros de água, bastante próximo do "Exocet Strike" que já aí estava, mesmo a seguir ao pôr do sol. Tranquilidade, sossego, beleza natural, com as montanhas logo ali, e as margens da lagoa com luzes em quase todas as casas. Era fim de semana prolongado para os tahitianos também, com o feriado do 1º de Maio, e muitos deles têm casa de recreio em Moorea.
O vento começou a soprar mais pouco depois de chegarmos, canalizado pelas montanhas, mas pouco depois diminuiu novamente e a noite foi muito tranquila.
O amanhecer foi muito cedo, muito bonito, com golfinhos a entrarem na baía, uma maravilha.
Enchemos o dinghy, fomos cumprimentar a tripulação do Exocet Strike (John e Stella, e Brian), e fomos explorar a baía. É bastante extensa, comprida, e, de onde estávamos, não víamos a porção mais dentro de terra. É profunda no seu centro, e com cabeças de coral mais próximo das margens. No regresso desta digressão, vimos um dinghy onde nos faziam acenos com os braços. Aproximámo-nos. Eram os tripulantes do Exocet Strike que tinham tido uma pane no motor (acabado de rever em Papeete, antes de arrancarem - porque é que estas coisas acontecem tantas vezes?...). Demos-lhes um reboque, deixámo-los no barco, e, à tarde, quando lá voltámos, o John já tinha conseguido resolver o problema.
Fomos a terra, procurar onde almoçar e, se possivel, encontrar wifi, e acabámos a comer bifes e camarões no "Snackbar da Fifi"! Este era o único local onde se podia comer naquela baía, e apenas ao almoço.
Depois de um mergulho naquelas águas a 29ºC, voltámos ao Allegro, onde tivemos uma tarde preguiçosa, a saborear o belo enquadramento do local.
A noite foi novamente sossegada, com a lua cheia a nascer por cima de nós, no topo da montanha, e a iluminar a noite de Moorea.
No dia seguinte levantámos ferro cedo. E desta vez, sem quaisquer problemas. Os corais deixaram-nos sossegados por esta vez! Saímos da Baía de Oponuhu e voltámos ao mar agitado, igual ao que estava antes de entrarmos na lagoa.
Dirigimo-nos a Huahine, a cerca de 85 milhas, devagar, com muito pouco pano porque queríamos chegar de dia mas, na parte final, mesmo sem velas, continuávamos a fazer quase 3 nós, por isso ainda ficámos a fazer vai-vem a cerca de 2 milhas da ilha, à espera que amanhecesse. Quando já tínhamos boa visibilidade, continuávamos a não ver mastros na lagoa, pelo menos do lado de Este. Não nos pareceu muito acolhedora para fundear, e acabámos por decidir continuar até Raiatea e Taha, duas ilhas que partilham a mesma lagoa.
MA + LA
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