Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

terça-feira, 16 de junho de 2015

QUINTA-FEIRA, 4 DE JUNHO DE 2015

Na quinta-feira, dia 4 de Junho, saímos da Baía de Neiafu para visitarmos as ilhas aqui à volta, muitas delas não habitadas, e outras com muito poucos habitantes. São ilhas cobertas de vegetação, algumas rochosas, calcárias, com grutas mais ou menos extensas, outras com praias de areia fina e branca, muito bonitas.
Fomos na companhia do "A Plus 2". No primeiro dia dirigimo-nos a uma enseada (Tapana) com meia dúzia de pequenos veleiros, bóias livres (muito prático, evitam o fundear...) e um estranho barco, mais como uma pequena casa flutuante, com as paredes pintadas de azul claro, ramos de folhas verdes e a designação: "Ark Gallery". Fomos visitar. Era o local onde se pagava pela bóia que utilizáramos e a lojinha onde uma "artista" vendia pequenos quadros pintados por ela e alguns objectos feitos de osso por artistas tongans.
Na ilha do outro lado da enseada, sabíamos que havia um restaurante, e já tínhamos avisado que riríamos jantar. Um restaurante, adivinhem, espanhol!... A dona, Maria, uma valenciana, começou por ir trabalhar para Tahiti há muitos anos, e acabou por estabelecer-se numa ilha do Tonga há 28 anos! O marido, o Eduardo, é um basco artista.
O restaurante, chamado "La Paella" é uma construção de madeira, com uma varanda com uma bela vista para o mar, onde ela nos serviu o que ela chamou tapas, mas que, na realidade, eram muito mais que vulgares tapas, confeccionadas e apresentadas com requinte! Claro que não faltava o gaspacho, um mini-gaspacho muito saboroso; a tortilha espanhola; os croquetes; e várias outras "tapas" mais fora do vulgar, deliciosas. Seguiu-se a paella, não podia deixar de ser dado o nome do restaurante e o facto da dona ser valenciana; estava boa, mas não à altura das tapas. E finalmente um gelado de manga caseiro para sobremesa, também muito bom.
Quando pensávamos que tudo tinha acabado, começou a parte artística! O Eduardo começou a tocar guitarra e a cantar "A garota de Ipanema" em espanhol... Seguiram-se algumas canções em espanhol, e depois um "blue" cantado, e tocado na guitarra e numa harmónica suspensa na cabeça dele, fantástico!
Foi uma noite diferente, que nos fez sentir mais perto de casa!...

1 comentário:

  1. a Paella um dos locais que nos ficou na memória. A comida foi fraquita, o vinho um bocadito fora de prazo, o preço de um 5 estrelas, mas o ambiente e a companhia - Emilio e seus andaluzese mais um par de malucos - transformaram a noite num acontecimento que recordamos com saudade.
    A tal "galeria de arte" ficou atravessada na memória da Ana por alguma peça que não conseguiu comprar. Eu prometi que voltávamos lá ?!

    ResponderEliminar