Na quinta-feira, dia 4 de Junho, saímos da Baía de Neiafu para visitarmos as ilhas aqui à volta, muitas delas não habitadas, e outras com muito poucos habitantes. São ilhas cobertas de vegetação, algumas rochosas, calcárias, com grutas mais ou menos extensas, outras com praias de areia fina e branca, muito bonitas.
Fomos na companhia do "A Plus 2". No primeiro dia dirigimo-nos a uma enseada (Tapana) com meia dúzia de pequenos veleiros, bóias livres (muito prático, evitam o fundear...) e um estranho barco, mais como uma pequena casa flutuante, com as paredes pintadas de azul claro, ramos de folhas verdes e a designação: "Ark Gallery". Fomos visitar. Era o local onde se pagava pela bóia que utilizáramos e a lojinha onde uma "artista" vendia pequenos quadros pintados por ela e alguns objectos feitos de osso por artistas tongans.
Na ilha do outro lado da enseada, sabíamos que havia um restaurante, e já tínhamos avisado que riríamos jantar. Um restaurante, adivinhem, espanhol!... A dona, Maria, uma valenciana, começou por ir trabalhar para Tahiti há muitos anos, e acabou por estabelecer-se numa ilha do Tonga há 28 anos! O marido, o Eduardo, é um basco artista.
O restaurante, chamado "La Paella" é uma construção de madeira, com uma varanda com uma bela vista para o mar, onde ela nos serviu o que ela chamou tapas, mas que, na realidade, eram muito mais que vulgares tapas, confeccionadas e apresentadas com requinte! Claro que não faltava o gaspacho, um mini-gaspacho muito saboroso; a tortilha espanhola; os croquetes; e várias outras "tapas" mais fora do vulgar, deliciosas. Seguiu-se a paella, não podia deixar de ser dado o nome do restaurante e o facto da dona ser valenciana; estava boa, mas não à altura das tapas. E finalmente um gelado de manga caseiro para sobremesa, também muito bom.
Quando pensávamos que tudo tinha acabado, começou a parte artística! O Eduardo começou a tocar guitarra e a cantar "A garota de Ipanema" em espanhol... Seguiram-se algumas canções em espanhol, e depois um "blue" cantado, e tocado na guitarra e numa harmónica suspensa na cabeça dele, fantástico!
Foi uma noite diferente, que nos fez sentir mais perto de casa!...
a Paella um dos locais que nos ficou na memória. A comida foi fraquita, o vinho um bocadito fora de prazo, o preço de um 5 estrelas, mas o ambiente e a companhia - Emilio e seus andaluzese mais um par de malucos - transformaram a noite num acontecimento que recordamos com saudade.
ResponderEliminarA tal "galeria de arte" ficou atravessada na memória da Ana por alguma peça que não conseguiu comprar. Eu prometi que voltávamos lá ?!