A estadia em Savusavu prolongou-se por mais dias do que inicialmente previsto porque o tempo não estava favorável. Ventos de Sul de 30 nós, com rajadas até 40, com o mar com a agitação correspondente - "rough to very rough seas" anunciava o Curly em cada manhã. Aconselhando os navegantes: "be patient and enjoy Savusavu". E assim fizemos!
Comemos em terra muitas vezes, geralmente na companhia de outras tripulações, frequentemente na "Copra Shed Marina" que tinha um restaurante, "Captain's Table", com comida bem confeccionada e agradável, e um snackbar com pizzas ou pastas, e um bar para o qual nos podiam levar as pizzas.
Outras vezes comemos no "Surf and Turf" onde o prato mais original era bife com lagosta, o verdadeiro "surf and turf", além de pratos de bom peixe e vários pratos de caril saborosos, como seria de esperar uma vez que os donos são indianos.
Comer fora e fazer compras em Fiji não é caro.
Foram dias bem passados, excepto os dois primeiros, em que choveu a cântaros. Numa das noites choveu tanto que na manhã seguinte encontrámos o dinghy com água por mais de metade, e com o depósito da gasolina a boiar virado para baixo!...
Felizmente encontrámos um bom sistema para termos wifi, com um SIM Card da Vodafone Fiji introduzido no iPAD, servindo como hotspot para computadores e telefones. Assim tínhamos wifi em todo o lado, incluindo no barco, e até a navegar desde que perto da costa. Um luxo, para nós que temos tido grandes dificuldades com os acessos à internet nesta viagem!
Assistimos também à passagem da banda da polícia, que diariamente se passeava pela rua principal da cidade, porque era a semana de uma campanha contra o crime. A banda era óptima, com a particularidade de ter uma coreografia especial, imitando a certa altura o disparar de armas com os instrumentos musicais, e dançando enquanto tocavam. Um dos elementos da banda destacava-se a certa altura do conjunto e dançava, e era frequentemente uma jovem da assistência vir dançar com ele, de forma bem provocante e sensual. Enfim, uma banda original, e dava gosto "ficar a ver a banda passar"!...
A maioria da frota encontrou-se "presa" em Savusavu, e as conversas giravam à volta do tempo e da meteorologia, com vários barcos a recorrerem aos serviços do Curly.
Tínhamos decidido limpar o casco e pôr anti-fouling em Fiji, certamente muito mais económico que na Austrália. Marcámos a Marina e a subida do barco na Vuda Marina, na costa oeste de Viti Levu, para os dias 23 ou 24 de Junho. Queríamos fazer o trajecto por etapas ao longo da costa norte de Viti Levu, dentro da lagoa, onde as cartas e os waypoints aconselhados pelo Curly seriam de grande ajuda. Fundearíamos de noite e deslocar-nos-íamos de dia, em etapas de 50-60 milhas cada. Assim que o vento baixou um pouco e o tempo o permitiu, ficou decidido sairmos de Savusavu de manhã cedo no Domingo 20, tendo por companhia o Exody, que decidiu a mesma coisa.
Na véspera à noite fomos jantar ao Surf and Turf, que tinha um menu especial de Sábado à noite, e que estava praticamente por conta da frota da World ARC. Vários barcos sairiam na manhã seguinte para fazerem o trajecto pela costa este e sul de Viti Levu, e outros sairiam na segunda-feira. Foi um jantar de despedida animado, pois já todos estávamos com vontade de conhecer mais de Fiji.
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