Allegro (no Mediterrâneo)

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Allegro nas Baleares

sexta-feira, 26 de junho de 2015

DOMINGO, 14 DE JUNHO A QUINTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2015

GRUPO LAU - SAVUSAVU, NA ILHA VANU LEVU
Saímos de manhã de Daliconi, com o "Aretha" - com a sua tripulação familiar, os pais, Caspar e Nicholas, e os 3 filhos, Bluebell, Columbus e Wilow (respectivamente 10, 8 e 3 anos). Seguimos o trajecto da véspera em sentido inverso até estarmos frente à passagem Quilaquila, pela qual passámos para fora da lagoa, ficando em mar aberto. Inicialmente estava pouco vento, mas mais tarde tivemos o suficiente para podermos velejar, na maior parte das 120 milhas do trajecto.
Chegámos na manhã seguinte a Savusavu, uma baía que entra pela terra dentro numa grande extensão, com dezenas e dezenas de barcos em bóias. Tínhamos marcado lugar na "Copra  Shed Marina" constituída por uns pequenos pontões, completamente cheios de barcos e várias bóias de amarração. Pediram desculpa por não terem lugar para nós, mas nenhum barco se tinha ido embora porque a meteorologia tinha piorado e ninguém queria deixar aquele porto abrigado.
Depois de chamarmos sem resposta a "marina" alternativa, Waitui Marina, constituída apenas por bóias, um pequeno edifício e um pontão, ambos em estado bastante degradado, decidimos agarrar uma bóia livre e aí prender o barco. Na realidade, a bóia pertencia à Marina Waitui, e apareceu-nos mais tarde num pequeno barco, o Asseri, e tudo ficou regularizado; só tínhamos que ir pagar a bóia antes de sairmos, eram 10 dólares fijianos por dia (1 Dólar Fijiano é cerca de 5 €).
Quase em frente a nós estava uma casa flutuante com um veleiro atracado, e com o dístico "M V Curly" e o dono acenou-nos amigavelmente. Um personagem! Com uma longa barba branca, cabelo comprido e óculos na ponta do nariz, parecia um Pai Natal, e tinha uma cara tão agradável como ele! O Curly desempenha um papel muito importante para os velejadores em Savusavu. Tem uma emissão diária  em VHF, às 0800 da manhã, que começa com: "Goooood Mooooorning, Savusavu!" E da a informação meteorológica, seguida de várias informações locais e anúncios de restaurantes e lojas, e se coloca à disposição para responder a perguntas dos ouvintes para ajudar a resolver problemas dos barcos. Além dessa funções, tem ainda algumas bóias que aluga, vende cartas com waypoints marcados para se navegar nas Fiji, dá conselhos sobre os melhores trajectos e ancoradouros, e faz amostras para a pesca, que são absolutamente garantidas, desde que... se ponham na água!... É um neozelandês que vive em Fiji há mais de 40 anos, que durante muitos anos fez transporte de veleiros, 60% das vezes em solitário! actividade que deixou "por já estar velho demais para isso".
Fomos falar com ele e comprar as cartas para o trajecto que nos interessava, e comprámos 2 amostras para pesca.
Savusavu é uma cidade construída essencialmente à volta de uma rua principal, com casas um tanto degradadas, mas com muito colorido, cheias de anúncios a explicarem que tipo de actividade comercial tem cada uma, e muito movimento. A população é constituída por sobretudo por nativos Melanesios e indianos, bastantes chineses, neozelandeses e outros descendentes de europeus.
Tem um mercado muitíssimo bem fornecido com grande variedade e quantidade de frutas e legumes. Aí comprámos também um feixe de raízes de cava, já preparado para ser oferecido com uma fita de embrulho colorida.
Os supermercados também estão bem fornecidos, e é fácil encontrar quase tudo, desde que não se procurem coisas sofisticadas.
O World Cruising Club propôs que se organizasse um movimento de ajuda ao povo de Vanuatu que este ano sofreu um ciclone que causou muitos estragos. O WCC deu uma ajuda em dinheiro importante e cada barco contribui com o que decidir. A responsável por organizar as coisas foi a Christiane (A Plus 2), e Savusavu foi o local escolhido. Depois de reunir as senhoras dos vários barcos, decidiu-se em que gastar o dinheiro da WCC (colchões, tendas, cobertores, ferramentas várias, etc) e como pediam panelas grandes, tamanho 36 de preferência, entre outras coisas, resolveu-se que cada barco comprava um panelão desses e o enchei como entendesse com os artigos sugeridos numa longa lista. Conclusão: esgotaram-se os panelões 36 em Savusavu, além de terem sofrido uma inflação súbita de mais de 50% quando a população se apercebeu que de repente vários barcos os procuravam. Lá conseguimos encontrar um panelão, que enchemos com pratos, tigelas, copos, talheres, e algumas roupas. A dificuldade foi encaixá-lo no barco!...

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