No dia seguinte, sexta-feira, 12 de Junho, foi decidido que deixaríamos Lomaloma e iríamos para uma outra baía, chamada Bavatu ou "Turquoise Harbour" o Porto Turquesa, dada a cor da água!
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| Barcos "em terra", no plotter. |
Quem não tinha ainda completado o checkin - o Exody e nós - não teria problemas, pois os oficiais iriam também a Bavatu.
Na Baía de Lomaloma estavam fundeados não só os barcos da World ARC como também os cerca de 25 barcos da ICA, e assim, como fora indicado irmos em fila atrás uns dos outros por causa das dificuldades da cartografia, deslocou-se uma frota de perto de 40 barcos, em fila, aos esses pelo meio dos recifes, num dia inicialmente nublado mas que, a pouco e pouco, foi cedendo lugar ao sol, de tal modo que à chegada à baía de Bavatu pudemos apreciar, realmente, a cor turquesa da água.
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| Entrada na Baía de Bavatu |
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| Bavatu Yacht Club |
Bavatu é uma baía muito recortada, bem protegida, rodeada de mangais, com um pequeno pontão para dinghies pertencente ao Yacht Club.
Fundeámos em cerca de 18 metros. Pouco depois vieram a bordo os Oficiais da Emigração e da Alfândega, e, finalmente, passámos a poder sair do barco para pôr o pé em terras de Fiji!
E assim foi, nessa tarde. Próximo do pontão para os dinghies, num terreno plano com erva aparada sobre a qual tinham colocado uma manta, sentámos-nos todos no chão, de pernas cruzadas, para o cerimonial do "sevu-sevu". Passamos a explicar do que se trata.
O povo de Fiji tem uma cultura Melanésia muito tradicional. Cada aldeia tem um grau elevado de autonomia. Há um chefe mais velho, e um conjunto de governantes mais velhos, assim como um chefe cujo papel é certificar-se que a aldeia funciona como um todo no dia a dia - há jardins comunitários, e projectos comuns a toda a aldeia.
Quando se lança âncora próximo de uma aldeia, é importante visitar o chefe mais velho logo que possível. Será considerado ofensivo ou má educação, ir nadar ou mergulhar antes de se receberem as bênçãos do chefe. Se se tiver uma audiência com o chefe da aldeia, é mandatário chegar com uma oferenda de “cava”, a raiz seca com a qual se faz a bebida nacional de Fiji. A cerimónia é chamada “sevu-sevu”. O chefe abençoará a cava e abençoará também os visitantes que lha ofereceram. Por vezes, poderá preparar a cava e bebê-la com eles. Seguidamente, convirá-los-á para fazerem parte da aldeia, para pescarem nas águas da aldeia, para participar nas funções sociais da aldeia, e ficar sob a protecção da aldeia.
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| Preparativos para o Sevu-sevu |
A cava é bebida casualmente pelos homens da aldeia, pelo menos um par de noites por semana. Nessas ocasiões, há ainda algum grau de cerimónia, embora não tão formal como na cerimónia de sevu-sevu.
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| Preparação da cava |
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| Luís a beber a cava |
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Foi uma cerimónia interessante, feita com alguma formalidade. No final, bebemos uma taça de cava, cujo sabor era muito melhor que a cava que tínhamos provado em Tonga, felizmente.
O final do dia passou-se em terra, em convívio com as outras tripulações, a saber as últimas novidades de cada um, pois há sempre novidades e planos variados em cada etapa!...
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| A reunião dos mais pequenos |
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