Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

domingo, 28 de junho de 2015

DOMINGO, 21 DE JUNHO E SEGUNDA-FEIRA, 22 DE JUNHO DE 2015

Adeus, Savusavu!
Largámos com a primeira luz do dia. Savusavu foi uma paragem agradável, e foi bom estarmos num porto tão abrigado enquanto a ventania soprava lá fora.
Apanhámos inicialmente o mar agitado, e o vento de proa até ao primeiro waypoint que ficava mesmo a Sul. Depois de passado este, pudemos bolinar para os seguintes. Um alívio, desligar o motor!...
Pusemos a amostra comprada ao Curly na água, e passado pouco tempo, a linha começou a desenrolar-se rapidamente. Um peixe! Uma animação! Folgámos a vela para reduzir a velocidade do barco, e o Luís começou a enrolar a linha. O mar, agitado, não ajudava nada. Quando começámos a ver o peixe, era um grande peixe! Deu algum trabalho puxá-lo para bordo, e valeu-nos o grande gancho de bambu que nos dera o Rui Soares. Era um belíssimo dourado, com cerca de um metro e meio! Nunca tínhamos pescado um peixe tão grande!...lá conseguimos içá-lo para bordo, e preparámo-lo logo ali, com o trabalho dificultado pelas ondas, que o faziam escorregar de um lado para o outro, e pela nossa falta de experiência em amanhar peixe tão grande. Conseguimos tirar a maior parte dos lombos, e só depois nos lembrámos de o fotografar... Foi um sucesso, a amostra do Curly. Nessa noite, fundeados, o Luís mandou-lhe um mail!
Fundeámos nessa tarde na ilha de Makogai, ilha onde em tempos existiu uma leprosaria, e que tem actualmente em curso um projecto de cultura de ameijoas gigantes e de tratamento de tartarugas. Fomos com o Peter e a Marian do Exody, e ao chegámos a terra com o embrulho de cava na mão, veio ao nosso encontro um habitante da aldeia, que nos levou ao chefe da aldeia. depois de nos cumprimentarmos e apresentarmos, sentámo-nos no chão e o chefe pegou no ramo de cava e começou a falar. Calculamos, pelo que lemos e nos disseram, que tenha abençoado a cava, que nos tenha abençoado também a nós, aceite como membros da aldeia, e desejado que a nossa viagem corra bem.
depois o guia que nos recebera, foi-nos mostrar o que restava da antiga leprosaria, as ruinas das casas, do convento das freiras, da escola, do hospital e do cinema. Tudo estava já a ser invadido pela vegetação, e no meio de árvores muito altas e frondosas. Muito bonita, a floresta tropical naquela zona.
Visitámos então a aldeia e os tanques para criação de bivalves, assim como aqueles destinados ao tratamento de tartarugas doentes.
Despedimo-nos com um "Modé", o adeus em fijiano.
Nessa noite convidámos o Exody para jantar e provar o "nosso" dourado!

No dia seguinte, levantámos ferro com a primeira luz da manhã. Tínhamos mais um dia de cerca de 50 milhas entre os baixios e recifes da lagoa a norte da ilha Viti Levu. Os waypoints do Curly revelaram-se muito bons, pois se nesta zona estavam no lugar bastantes bois de marcação dos canais, faltavam também muitas outras...
A costa é muito bonita aqui e a ilha diferente das muitas outras ilhas que vimos antes, devido sobretudo a ter extensas áreas de campos para pastagens, com as suas cores verde claro ou castanho dourado a alternarem com áreas verde escuro das árvores, mangais nas margens e outras mais altas na distância. Tudo isto a cobrir montes, alguns bastante altos, e vales.
Fomos ziguezagueando entre ilhotas e baixios, e fundeámos à tarde numa baía muito larga, com alguns veleiros dispersos fundeados e um enorme iate de luxo a motor, com vários andares, muitas luzes durante a noite, e uma espécie de aquaparque insuflável amarrado a ele na popa, num local mais afastado dos restantes barcos.
Era a baía de Nanana, considerada um "hotspot internacional para kitesurf". Parece que terá dias muito ventosos, com a vantagem de a água permanecer pouco agitada, uma vez que está dentro da lagoa. Felizmente não havia quase vento nesse dia.
O jantar foi... sopa de peixe!... E a noite tranquila, embora com chuva que caiu persistentemente, impedindo-nos de apreciar a noite lá fora.




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