Allegro (no Mediterrâneo)

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Allegro nas Baleares

terça-feira, 29 de março de 2016

DOMINGO, 13 DE MARÇO A SEGUNDA-FEIRA, 20 DE MARÇO DE 2016

Na véspera de chegarmos a Grenada, numa altura em que ligámos o motor, ele foi abaixo sem razão aparente. Voltámos a ligar, trabalhou 6 minutos e desligou-se outra vez. Todos os indicadores normais, não parecia haver nenhuma razão para o motor parar. O Luis mudou para o outro filtro de gasóleo, mas mesmo assim, o motor voltou a parar.
Aproximámo-nos lentamente de Saint Georges na parte sudoeste da ilha, onde fica a Port Louis Marina. Queríamos chegar com luz do dia. Tinha-nos sido dito que já estava preparado um reboque para as sete da manhã. Afinal, não havia nenhum barco para esse efeito. Ficámos a fazer bordos à vela, a fazer tempo, enquanto esperávamos pelo Luc e Victor no dinghy do Makena, que o Luc pôs à disposição para vir ao nosso lado se fosse necessário. Ligámos o motor que se aguentou cerca de 20 min e depois mais outro tanto, e não chegou a ser necessário o reboque. Entrámos na Marina às 09:00 locais (UTC -4).
A Marina está muito bem arranjada, bem equipada.. Sabe bem voltarmos a ter pontões seguros, estáveis e boas instalações. Depois de nós, ao princípio da tarde, chegou o Wayward Wind, também com problemas de motor. E mais alguns barcos tiveram igualmente problemas. Parece que o gasóleo brasileiro não será muito recomendável...

Levámos a vela para o veleiro para ver se valia a pena tentar arranjá-la - o veredito final é que não vale a pena. Terá que ser vela nova.
Em relação ao motor, o problema foi do gasóleo com impurezas, que entupiram os filtros.
O leme tem uma folga que aparentemente será devida ao apoio superior do eixo do leme no convés. Mas para se ter a certeza, terá que se ver o leme com o barco a seco.

Aproveitámos os dias em Port Louis Marina para estar com as outras tripulações. Estamos quase no fim desta Volta.
Fizemos um tour de Grenada, chamada a Ilha das Especiarias, que incluiu um banho nas quedas de água de Concord, uma visita a uma quinta de exploração de especiarias, e o regresso por Saint Georges, a principal povoação da ilha, com o seu porto muito pitoresco. A principal especiaria da Ilha é a noz moscada. O rum punch local é polvilhado com noz moscada!
Tivemos um jantar no Yacht Club de Grenada. E o jantar de encerramento desta perna com a habitual distribuição de prémios.
Nós fizemos uma pequena distribuição de prémios particular, no final do jantar. O Luis arranjara quatro pequenas tartarugas em pedra pintada, na África do Sul, embrulhou-as e ofereceu uma a cada um dos "turtles" do Rally: Luna Quest, Wayward Wind, Chat Eau Bleu e nós próprios. Foi um sucesso! Gostaram muito da lembrança!
Houve ainda um convite para um convívio a bordo do Aretha, ao final do dia de Domingo, muito agradável.
Como no estaleiro não trabalham ao fim de semana, adiámos a subida do barco para segunda-feira, 21 de Março.

O vento estava de Este, entre 16 e 22 nós. Até à ponta SE da ilha foi muito agradável, à vela, mas depois passámos a ter vento e mar pela proa. Ligámos o motor, que funcionou utilizando combustível de um depósito auxiliar com diesel limpo. A progressao foi lenta, pelo que foi sendo necessário "alimentar" o depósito auxiliar com mais combustível. Com o estado do mar, agitado, a transfega de gasóleo não foi propriamente uma limpeza; já havia gasóleo nos sapatos, nas pernas, nas mãos, enfim, nada de grave, deu para chegarmos bem, mas bastante cansados.
O barco foi posto a seco e nós almoçámos às quatro da tarde no pequeno restaurante do estaleiro.

1 comentário:

  1. Nota para futuros exploradores: uma volta ao mundo de barco tem mais aventuras nos estaleiros que no mar!

    PS - Abril = Março, no título.

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