Nas Mauricias, demos uma volta pela ilha, com um chauffeur de táxi que nos serviu também de guia.
Ainda em Port Louis, levou-nos a visitar a principal mesquita da capital. Mesquita já antiga, com uma enorme árvore no interior. Não pudemos entrar no local das orações, onde, de qualquer forma só os homens podem entrar, mas foi interessante. Eu, como ia de calções, tive que vestir uma espécie de casaco comprido para poder entrar.
A seguir, passámos numa catedral católica, e também entrámos para a visitar. Tinha sido construída pelos escravos, no séc.XVIII.
E, finalmente, visitámos um templo hindu, a religião com mais seguidores na ilha. Curiosamente, era um templo tamir, frequentado por hindus que têm como elemento comum falarem tamul, uma língua falada sobretudo no sueste da India; esses templos têm a particularidade de serem extremamente coloridos, com inúmeras figuras em relevo também elas muito coloridas, e existem vários desses templos espalhados pela ilha. Os templos hindus mais tradicionais ou frequentados pelos outros indianos têm uma cor única e mais sóbria, geralmente amarelada.
Mais tarde passámos por um importante local de peregrinação hindu, junto a um lago - parecia que estávamos noutro país. É muito curiosa esta diversidade de cultos numa ilha que não é grande, e o modo como parec reinar a tolerância e o respeito entre as várias religiões. Um exemplo para tantos! Esta foi uma interessante visita pelas religiões da ilha. Faltou-nos o budismo...
Depois de sairmos da capital, Port Louis, com os seus enormes contrastes entre zonas muito desenvolvidas dedicadas ao turismo, e as zonas onde vive e trabalha a grande maioria dos mauricianos, muito mais pobre, caótica, com grande densidade populacional, animação e confusão, dirigimo-nos à parte sul e depois oeste da ilha. Vimos os campos de cana de açúcar, as plantações de chá, as praias de areia branca, protegidas do mar aberto pelos recifes de coral, uma antiga residência colonial, e regressámos quando o sol já desaparecia, avistando na distância as zonas montanhosas da região central da ilha. Valeu a pena o tour, conseguimos ficar com uma ideia geral da ilha, embora nos faltasse ver toda a região norte e este.
Os dias passaram-se rapidamente, mas de forma agradável e mais repousaste que o habitual. Arranjos foram só as uniões da vela grande aos carrinhos, que precisaram de substituição, e pouco mais.
O reaprovisionamento foi feito num hipermercado num centro comercial enorme na periferia de Port Louis. E os frescos ficaram para comprar em Reunião.
No dia da largada, dia 22, assistimos a uma curiosa cerimónia de benção da frota e de cada barco, feita por sacerdotes de diferentes credos: hindu, muçulmano, católico e budista. Constituiu um acontecimento marcante da nossa passagem pelas Mauricias!
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