Allegro (no Mediterrâneo)

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SEGUNDA-FEIRA, 26 DE JANEIRO DE 2015

ILHA DE PORVENIR - Entrada oficial no Panamá.

No Domingo, 26 de Janeiro de 2015, largámos da Ilha Chichime e fomos para a Ilha Porvenir, a poucas milhas de distância. 
No trajecto vimos vários, repito vários, barcos encalhados nos recifes circundantes. Encalhados, virados de lado, sem mastro, e com ar de não ter sido há muito tempo. Impressionante! E assustador! Parece que houve um temporal maior, há uns meses, em que vários barcos garraram e acabaram nos recifes. E aí ficaram!

 
A Ilha de Porvenir tem um pequeno aeródromo, já desde o tempo da Segunda Guerra, quando os Americanos o construíram e utilizaram. A ilha é quase só a pista de aviação, mais uns coqueiros numa ponta e as instalações da Fronteira do Panamá. Mesmo assim é um Porto de entrada.
Aí se pode fazer a entrada oficial no Pais. Com a vantagem de a burocracia ser de algum modo mais fácil aí. E mesmo assim!...
Passámos por quatro "offices":
Primeiro, pela Emigração. Passaportes, carimbos, etc, e 100 dólares por pessoa.
Segundo, pela "Comunidade Guna": mais papéis, e mais 20 dólares por pessoa.
Terceiro, pelo "Harbour Master": papéis do barco, papel da saída do barco da Colômbia, ...
E, finalmente, quarto, a Polícia: mais perguntas, papéis, carimbos.
Felizmente, os "Yellow Shirts" da WCC ajudaram muito neste processo todo. Foram-nos dizendo o que havia a fazer, orientando neste jogo de secretárias e ainda fotografando alguns dos papéis mais importantes.



Neste posto de Polícia, assisti a uma cena muito curiosa. O Polícia queria saber explicar aos barcos que a bandeira do Panamá tinha que ser colocada no local mais alto do barco. Então, pediu a um dos "Yellow Shirts" que lhe ensinasse como é que dizia isso em inglês, e foi escrevendo num caderno, soletrando, a frase correspondente: " yo must put de Panama flage on de highest position on de boat". Agora já pode dizê-la aos barcos que futuramente ali passem.

Ao levantarmos a âncora em Porvenir, veio agarrado um grande pedaço do que parecia ser ou um saco enorme de serapilheira ou a vela de um dos "ulus" locais. Deu algum trabalho a soltar aquilo do ferro, enquanto eu fazia círculos entre os outros barcos, sem sair para fora do limite deles, intimidada pela vista anterior de tanto barco encalhado nos recifes... Correu tudo bem, libertámos a âncora e rumámos à Ilha Linton, depois de sair da barreira de corais.
 
Linton é uma ilha situada junto à costa do Panamá, com um bom ancoradouro, a meio caminho da distância que nos separava da baía de entrada do Canal do Panamá.

Chegámos ao destino logo após o pôr do sol. Fundeámos e ainda demos um mergulho numa água a 28 oC, ao anoitecer, antes do jantar. O local era muito abrigado e seguro. Foi uma boa opção, em vez de fazermos o trajecto durante a noite. 

Na manhã seguinte, sem pressas, e novamente depois de um banho de mar, largámos para a Marina de Shelter Bay.
Esta fica já no interior da enorme baía que dá acesso ao Canal do Panamá.
À medida que nos aproximávamos, foi aumentando o movimento dos grandes navios, embora a grande maioria estivesse fundeada tanto no exterior como no interior da baía. A entrada é muito larga, muito bem sinalizada (com o sistema YALA B, o mesmo que se pratica deste lado do Atlântico, desde Saint Lucia) e fez-se sem quaisquer problemas.
Entrámos na Marina pelas 14.00 h.

MA+LA

2 comentários:

  1. Quando contarmos aos miúdos que viram barcos fantasma é que vai ser giro! O Gonca vai adorar, ja a Bia nao sabemos!... Grande emoção, a pescar bocados de barco fantasma! Que bom que conseguem tirar fotos, fica muito mais giro! So faltou o nevoeiro para dar um ar mais assustador!

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