VISITA À ALDEIA ÍNDIA DA TRIBO EMBERA.
Esta tribo vivia originalmente na Colômbia, mas há 50 anos, cinco
famílias decidiram mudar-se para a floresta virgem panamiana, porque a
vida na Colômbia se tornara demasiado perigosa com a guerrilha e os
traficantes de droga a invadirem a floresta colombiana onde habitavam.
Instalaram-se nas margens do Rio Chagres, um afluente do Lago Gatun, e
aí se mantiveram até hoje. São actualmente 142 pessoas nessa comunidade
que visitámos, e há mais quatro comunidades semelhantes.
Partimos de autocarro daqui da Marina às 07.00h, até à margem do Rio
Chagres. Aí nos esperavam alguns índios com o corpo tatuado e vestidos
com tangas de cor lisa, vermelhas ou azuis.


Para chegarmos à aldeia, levaram-nos em canoas (com motor...), num
trajecto no rio Chagres durante cerca de 45 min. O rio é muito bonito e
vimos vários tipos de pássaros - garças, abutres, águias, e pássaros
mais pequenos. Não vimos crocodilo nenhum (felizmente), embora nos
tenham dito que os há por cá, embora de pequenas dimensões.
Ao chegarmos à aldeia, tivemos uma recepção com música, tocada pelos
homens, e as mulheres e crianças vieram receber-nos à borda de água.

Depois de uma explicação feita por um dos índios e pelo guia, sobre o
modo de vida, os hábitos, o artesanato, a educação dos mais novos, etc,
foi servido o almoço. Foi servido em folhas de palma dobradas de modo a
fazerem pequenos recipientes tipo tigela. Dentro vinham pedaços de peixe
frito, banana frita e uma fritura de milho. Muito saboroso. Para se
limparem as mãos estavam preparadas umas taças com água, folhas
aromáticas e umas sementes. A sobremesa foi fruta -ananás, banana,
melancia, e papaia. Para beber, água.

Os índios vivem em cubatas construídas sobre estacas, para protecção
contra os animais predadores. Sobe-se por uns degraus escavados num
tronco, ou por escadas de madeira.
Depois fizeram umas danças e tocaram música, enquanto vendiam o
artesanato que produzem: pratos/bandejas/tigelas tecidas com fios de
palma sem cor ou coloridos com corantes naturais, e esculturas feitas em
madeira macia, avermelhada, muito bonita.
Finalmente, quem quis ainda deu um mergulho no rio, deixando-se arrastar
pela corrente, enquanto os que não quiseram apanhavam um duche de uma
boa chuvada que resolveu aparecer mesmo à hora do banho de rio. De nós
todos do Allegro, o Skipper foi o único a tomar banho - e soube-lhe mesmo bem!
Apesar de ser uma visita nitidamente preparada para "turista ver", foi
interessante ficar com uma ideia de como viviam e vivem actualmente
estes índios. A principal fonte de receita da tribo é precisamente
derivada destas visitas turísticas, diárias na época seca, e do
artesanato que vendem.
Que luz ,que colorido, que exemplos fantásticos de vida, são momentos únicos e ímpares, aproveitem, aproveitem o mais possível. Bons ventos e a continuação de boa viagem que cá por mim fico à espera de mais notícias. Beijinhos Locas e Miguel
ResponderEliminarFoi para turistas mas foi muito fixe! Que bom!!!
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