Para já, a impressão é óptima!
Durante a viagem para cá, com uma noite de muito vento, dias sem vento e dias equilibrados (houve de tudo um pouco!...), tivemos por várias vezes a visita de pássaros que se instalavam à proa, tendo variado entre um e três. Vendo agora fotos de pássaros daqui, concluímos que alguns deles eram alcatrazes de bico azul e patas vermelhas!
Quando nos aproximámos demos com uma foca a nadar ao lado do barco.
E à chegada ao porto para ancorarmos, um grupo de leões marinhos apanhava banhos de sol numas rochas próximas da margem. Depois vimos o que já tínhamos lido: leões marinhos a treparem para todos os barcos a que conseguem ter acesso, refastelados nos degraus de trás dos catamarans, e nas popas dos barcos com popas baixas.


Quando viemos a terra, num taxi aquático, no cais estava uma família deles, com um pequenino a querer mamar, numa mãe meio preguiçosa, que mal se mexia, e com o pai na água a fazer uns rosnidos barulhentos. Enfim, isto está a prometer, e explica o encanto de Darwin por estas terras!
Este início foi escrito no dia da chegada aqui, à Ilha de San Cristobal, no Arquipélago das Galápagos.
Chegámos no dia 19 de Fevereiro de manhã. As vindas a terra são por taxi aquático, o que acaba por ser muito mais simples do que utilizar o dinghy, até porque não é caro.
Nesse dia foi logo combinado com a equipa da WCC que dá apoio ao Rally , a vinda a bordo da equipa de inspecção das autoridades de Galápagos. Já tínhamos preparado tudo com antecedência, desde limpar o fundo do barco (foi feito na Marina em Shelter Bay); até à separação do lixo em lixo orgânico e lixo reciclável durante a viagem para aqui; comermos todos os frescos que podiam levantar problemas (tínhamos uma lista extensa de alimentos proibidos, como laranjas, e de alimentos com restrições, como bananas por exemplo); colarmos uns avisos bem à vista a dizer para não se deitar lixo no mar, ou para se usar o tanque de águas sujas durante a permanência aqui; e finalmente tínhamos colocado bem à vista os detergentes e sabonetes amigos do ambiente oferecidos pelo Pedro e a Tânia em Portugal!
E a inspecção correu muito bem, e tivemos autorização para vir a terra.
Diariamente há uma "happy hour" entre as 5 e as 8 da tarde, no Hotel Miconia, onde está instalado o Rally Control, para convívio das tripulações e para se tratar dos papéis necessários ao prosseguimento da viagem. Lá fomos e mais uma vez foi agradável saber notícias dos outros barcos, os sucessos, os problemas, as aventuras e as soluções. É uma faceta muito interessante deste cruzeiro em grupo, conversar e ir conhecendo as diferentes histórias dos barcos, skippers e tripulantes.
Acabámos a jantar num restaurante de grelhados, uma construção em madeira despretensiosa, mas em que os pratos vinham muito bem apresentados e decorados. Contrastes simpáticos!

Entretanto descobrimos que o gerador, apesar de arrancar normalmente, não produzia 220 V... Assim, não carrega as baterias, nem pode fazer funcionar o dessalinizador. Tem que ser resolvido. Conseguiu-se que viesse a bordo um electricista daqui de San Cristobal. Ficámos os dois a bordo por causa disso, enquanto o Rui e a Teresa foram fazer um passeio pela ilha, ver uma lagoa no interior duma cratera de vulcão, ver uma espécie de quinta onde os animais aí criados são, nada mais nada menos que tartarugas gigantescas, e ainda uma casa numa árvore que é a maior árvore do país Equador.
O electricista fez o seu melhor, mas não conseguiu detectar a causa da avaria nem resolvê-la.
No dia 21, Sábado, fomos fazer um tour já marcada pelo WCC, chamado "Kicker Rock Tour". Já várias tripulações de outros barcos o tinham feito e descreviam-no como muito bom, de modo que as nossas expectativas eram muito altas. E não foram defraudadas!
Tratava-se de ir fazer "snorkeling" junto a uma rocha chamada "Kicker Rock". Trata-se de uma rocha vulcânica, no meio do mar, que sofreu uma fissura que a dividiu em duas. É imponente. É um local de nidificação de várias aves, entre elas os alcatrazes de patas azuis ou vermelhas (ou "blue feet boobies" ou "red feet boobies") e a fragata.
Para além disso, tem uma vida subaquática muito rica, e portanto fazer "snorkeling" aí é muito especial. E foi! Uma experiência inesquecível! Andamos a nadar por entre múltiplos cardumes de peixes pequenos e... por cima de tubarões de várias espécies, incluindo tubarões-martelo, tubarões das Galápagos, tubarões com as pontas das barbatanas pretas ("black tip sharks"), ou brancas ("white tip. sharks"). Sim, tubarões!... Que estavam uns 3 ou 4 metros abaixo de nós, e não nos ligavam nenhuma!
Vimos também vários tipos de raias, marmoreadas ou cheias de pintas brancas. Em cardumes de 4 ou 5, passavam majestosamente por baixo de nós, uma maravilha! E ainda as tartarugas, com as quais também nadámos. Foi um a experiência em cheio!
Antes de irmos para Kicker Rock, ainda fomos à praia de Longaria, fazer snorkeling. A caminho, vimos iguanas marinhas, e, na praia, alguns leões marinhos. durante o snorkeling vimos vários tipos de peixes, raias e tartarugas.
Na proximidade de Kicker Rock, tivemos tambem a surpresa de vermos cinco baleias, bastante próximas do barco! Almoçámos a bordo da lancha que nos levou, e depois fomos ainda a uma praia de areia muito branca, com alguns leis marinhos por ali, caranguejos vermelhos nas rochas negras, e um banho com uma temperatura fantástica!
Soubemos depois que enquanto passeámos pela praia, um leão marinho entrou para bordo da lancha e instalou-se lá dentro, no sítio onde antes pousávamos os pés quando estávamos sentados. Incrível! Estão mesmo por todo o lado, e não se assustam com a presença de pessoas. O condutor da lancha teve que o afugentar!
Foi um dia que não esqueceremos!
Ao fim da tarde vieram cá a bordo o Per e a Christine (tripulantes do Ayama). Ele percebe de arranjos em barcos, parte eléctrica, motores e geradores, e ofereceu-se para vir cá tentar perceber o que se passava. E assim foi. Depois de várias horas a trabalhar, a suar (a casa das máquinas é quentíssima), disse-nos que o problema não parecia ser do gerador, mas sim de conexões já à saída dele. O Luís passou o tempo com ele a ajudá-lo no que podia, e nós estivemos a conversar com a Christine. Acabaram por jantar cá connosco e ele prometeu voltar hoje para continuar.
Entretanto, o Luís decidiu ir para Puerto Ayora na Ilha de Santa Cruz, onde há muito mais recursos, em vez de ir para a ilha Isabel, a mais bonita e interessante, como estava previsto. A possibilidade de nos resolverem o problema nas Galápagos reside em Puerto Ayora. Assim, teve que se alterar o plano de "zarpe" de Isabella para Santa Cruz, o que foi feito esta manhã com o agente da WCC.
A seguir ao almoço, o Per voltou, e por aqui está há muito tempo. Descobriu um fusível que fundiu, e que é certamente parte do problema. Só falta saber porque fundiu...
Entretanto a Teresa começou a ver o fim das suas férias a aproximar-se, e decidiu ir conhecer mais um pouco das Galápagos. Quando foi a terra esta manhã, comprou um bilhete de ferry e foi hoje para Santa Cruz. Só depois soube que nós vamos amanhã para lá. Lá nos encontraremos então. A nossa ideia é, uma vez lá a tentar arranjar a avaria, ir a Isabella de ferry para conhecer mais essa ilha que parece ser a mais interessante.
TERÇA-FEIRA, 24 DE FEVEREIRO DE 2015
Aproveitando um intervalo no trabalho do electricista, fomos ver o Parque Natural e a Fundação Darwin, onde se faz criação de tartarugas, e onde existem tambem iguanas terrestres. aqui ficam umas imagens.









Olá de novo, que bom saber que gerador à parte (mas dentro em breve solucionado ), estão encantados com Galápagos, só podia ser !
ResponderEliminarAgora imagino que a seguir tem de abastecer bem o barco, comida, àgua ,e, muito gasóleo...não vá o vento faltar na ida até às Marquesas, mas ante aproveitem bem , e, façam-nos invejosos com os vossos relatos e/ou fotos.
Abraços e beijinhos
Locas e Miguel
Olá meninos! Grandes notícias desses locais mágicos. Não vou repetir a ponta de alguma (não Maldosa) inveja que sinto ao ler estas belas descrições! Espantosa a "lata" dos leões marinhos! Pelo que nos toca, a divagação pelas Antilhas está a chegar ao fim. O Magelanus segue dia 3 de Março para Palma de Mallorca a bordo do "Yacht Express". E nós, 5ªfeira. As emoções com as Antilhas são de vária ordem a descrever depois de "coar" o produto! Beijocas e boa continuação! Team Magelanus III.
ResponderEliminarGrandes vidas. Como eu vos percebo, até nas "angustias" com geradores ... mas calma que tudo se resolve! Divirtam-se.
ResponderEliminarQue maravilha! Queremos fotos, mesmo com pouca definição! Beijinhos e abraco dos filhos!
ResponderEliminarÉ sempre um prazer ler-vos e, parece, que o caminho até às Marquesas é uma perna longa: se estivesse aí convosco, aprenderia, certamente, mais terminologia...
ResponderEliminarBons ventos e boa viagem com gerador e tudo!! Beijos e Abraços Jão e Carlos
Olá meninos, fantasticas experiencias essas...nadar por cima de tubarões..Uauuuuuuuuuuu..Fico contente pela resolução do fusível e recordo uma palavra......KISS... Keep it simple.....Nós tb com a ansiedade pensamos sempre em coisas mais complicadas.... uma vez foi com uma peça pequenina chamada bendix de apenas 2 Euros mas fundamental para o motor arrancar e trabalhar....mas nós pensavamos que tinhamos ficado sem motor.Emoções fortes e que assim tudo continue bjs Locas e Miguel
ResponderEliminarAdoramos as fotos!!
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