Saint Lucia é uma ilha muito verde, com muita vegetação, e com dois montes mais altos e ponteagudos na costa oeste, chamados os "Pitons", que são um marco desta ilha.
Ao rumarmos a Sul ao longo da costa Oeste passámos pelo movimentado porto de Castries, a capital de Saint Lucia, com vários paquetes turisticos fundeados, tipo "barco do amor". Passámos depois a vila de Soufrières, onde existem bóias às quais os iates se podem amarrar, e a seguir, os Pitons.
Seguimos directamente para a ilha de Saint Vincent, sem passarmos na costa Sul de Saint Lucia, próximo da qual se situa o principal aeroporto da ilha.
Saint Vincent é também uma ilha verde, mas mais montanhosa e acidentada que a anterior.
Entre as ilhas, no canal de Saint Vincent, o vento aumentou de intensidade, permitindo-nos fazer uma vela agradável. Pouco depois caiu novamente, quando ficámos à sombra do extinto vulcão de Soufrières - aqui os nomes repetem-se frequentemente de uns lugares para outros.
Procurámos uma baía onde passarmos a noite, e acabámos por escolher Wallilabou. Esta, além do nome muito agradável, estava descrita no guia como um dos locais onde foram filmadas cenas do filme "Os Piratas das Caraíbas".


De facto a baía era bonita, mas a aldeia tão pobre, e os restos dos cenários do filme, que deveriam servir de atracção turistica, já estão com um ar bastante degradado.Apareceu-nos logo o "comité de recepção" já anunciado no "pilot book": - as canoas, barquinhos a remos ou a motor ou simples pranchas, com os "boat boys" a tentarem vender tudo e mais alguma coisa - bananas, colares e pulseiras artesanais, toranjas, goiabas, abacates, tomate, pepino, gelo, cervejas, etc, etc... Faz impressão tanta pobreza, e cada barco que por lá fundeia é uma hipótese de fazerem algum negócio...
Lançámos a âncora e a popa foi presa a terra com um cabo ligado a... um coqueiro! Muito engraçado! Do comité de recepção fazia parte um barco pronto para nos levar o cabo a terra, claro.Tomámos então um belo e merecido banho nas águas da baía de Wallilabou.
E jantámos todos a bordo do Allegro, uma sopa de legumes óptima, feita pela Anne Marie .
No dia 15 fomos para Admiralty Bay, na Ilha de Bequia, uma baía larga, cheia de barcos, bonita, e onde finalmente tivemos um vislumbre da água transparente das Caraíbas. Foi pouco, mas soube-nos muito bem.
O "comité de recepção" mais pequeno e civilizado, além de nos arranjar uma bóia para nós e outra para o Magelanus, vendeu-nos duas lagostas vivas, que o nosso cozinheiro (Rui) cozinhou para o jantar.


O serviço de lavandaria era também feito por barco - foram buscar e levar a roupa a bordo do Magelanus.
Em terra fomos ao banco e às compras - supermercado, fruta, um vestido para a Anne Marie...



O almoço foi em terra, no restaurante Coco's, onde comemos "mahi-mahi", o nome deles para dourado - muito bom!

No dia 16 regressámos, mas só os dois a bordo. O Rui Castilho e a Anne Marie foram convidados para passearem uns dias a bordo do Magelanus.
No regresso, fomos directos a Marigot Bay (uma maravilha novamente) para passar a noite.
No dia seguinte de manhã fomos a terra de "táxi" tratar de dar entrada em Saint Lucia novamente - alfândega e imigração.
E dia 17 chegámos novamente a Rodney Bay para continuarmos alguns preparativos necessários antes da Volta ao Mundo, que começará em Janeiro.



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