Barco em seco. Todo de pernas para o ar lá por dentro, chão retirado para se poder ter acesso ao depósito do gasóleo; nosso quarto todo desmanchado, para haver acesso ao leme, leme propriamente dito no chão lá fora...
Isto foi o panorama até ontem. Ontem recolocaram o leme no lugar. E hoje estão a acabar o puzzle, a repor todas as peças, porque com a peça em fibra que construíram, as madeiras dentro não encaixam perfeitamente e têm que ser "adaptadas" para se poder montar a parede e o tecto do quarto. As escadas interiores já estão no lugar, e assim já é possível entrar e sair sem se fazer uma ginástica realmente difícil. Mas arrumar e limpar ainda não foi possível, porque os trabalhadores entram e saem, acertam a madeira, ajustam, aparafusam, enfim, ainda permanece caos suficiente para impedir que se consiga repor a ordem...
De qualquer modo, continuamos a pensar que o barco irá para a água hoje, e os planos são: passar a noite aqui, numa bóia, para por tudo a funcionar, motor, gerador, ver se não há entradas de água, etc, amanhã logo cedo fazer o checkout de Grenada aqui (só funciona aqui às terças e quintas-feiras) e largar amarras para Union Island, ou Carriacou se se fizer tarde para chegarmos de dia...
Ainda hoje, aproveitei para fazer uma máquina de roupa (o estaleiro tem lavandaria self-service), e vou a seguir ao almoço comprar os frescos.
Choveu durante a noite, uma carga de água, mas agora tem estado descoberto. O vento está fraco, embora lá fora se vejam alguns carneiros.
Realmente o barco foi para a água, mas mesmo no final do dia de trabalho aqui. Portanto, puseram-nós na água, encostado ao pontão, mas ainda sem gasóleo. Isso só amanhã... Não dá para experimentar nada, mas deu para ver que não entrou água pelo leme nem pelo macho de fundo que foi revisto. Já não é mau.
Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares
quinta-feira, 31 de março de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
DOMINGO, 13 DE MARÇO A SEGUNDA-FEIRA, 20 DE MARÇO DE 2016
Na véspera de chegarmos a Grenada, numa altura em que ligámos o motor, ele foi abaixo sem razão aparente. Voltámos a ligar, trabalhou 6 minutos e desligou-se outra vez. Todos os indicadores normais, não parecia haver nenhuma razão para o motor parar. O Luis mudou para o outro filtro de gasóleo, mas mesmo assim, o motor voltou a parar.
Aproximámo-nos lentamente de Saint Georges na parte sudoeste da ilha, onde fica a Port Louis Marina. Queríamos chegar com luz do dia. Tinha-nos sido dito que já estava preparado um reboque para as sete da manhã. Afinal, não havia nenhum barco para esse efeito. Ficámos a fazer bordos à vela, a fazer tempo, enquanto esperávamos pelo Luc e Victor no dinghy do Makena, que o Luc pôs à disposição para vir ao nosso lado se fosse necessário. Ligámos o motor que se aguentou cerca de 20 min e depois mais outro tanto, e não chegou a ser necessário o reboque. Entrámos na Marina às 09:00 locais (UTC -4).
A Marina está muito bem arranjada, bem equipada.. Sabe bem voltarmos a ter pontões seguros, estáveis e boas instalações. Depois de nós, ao princípio da tarde, chegou o Wayward Wind, também com problemas de motor. E mais alguns barcos tiveram igualmente problemas. Parece que o gasóleo brasileiro não será muito recomendável...
Levámos a vela para o veleiro para ver se valia a pena tentar arranjá-la - o veredito final é que não vale a pena. Terá que ser vela nova.
Em relação ao motor, o problema foi do gasóleo com impurezas, que entupiram os filtros.
O leme tem uma folga que aparentemente será devida ao apoio superior do eixo do leme no convés. Mas para se ter a certeza, terá que se ver o leme com o barco a seco.
Aproveitámos os dias em Port Louis Marina para estar com as outras tripulações. Estamos quase no fim desta Volta.
Fizemos um tour de Grenada, chamada a Ilha das Especiarias, que incluiu um banho nas quedas de água de Concord, uma visita a uma quinta de exploração de especiarias, e o regresso por Saint Georges, a principal povoação da ilha, com o seu porto muito pitoresco. A principal especiaria da Ilha é a noz moscada. O rum punch local é polvilhado com noz moscada!
Tivemos um jantar no Yacht Club de Grenada. E o jantar de encerramento desta perna com a habitual distribuição de prémios.
Nós fizemos uma pequena distribuição de prémios particular, no final do jantar. O Luis arranjara quatro pequenas tartarugas em pedra pintada, na África do Sul, embrulhou-as e ofereceu uma a cada um dos "turtles" do Rally: Luna Quest, Wayward Wind, Chat Eau Bleu e nós próprios. Foi um sucesso! Gostaram muito da lembrança!
Houve ainda um convite para um convívio a bordo do Aretha, ao final do dia de Domingo, muito agradável.
Como no estaleiro não trabalham ao fim de semana, adiámos a subida do barco para segunda-feira, 21 de Março.
O vento estava de Este, entre 16 e 22 nós. Até à ponta SE da ilha foi muito agradável, à vela, mas depois passámos a ter vento e mar pela proa. Ligámos o motor, que funcionou utilizando combustível de um depósito auxiliar com diesel limpo. A progressao foi lenta, pelo que foi sendo necessário "alimentar" o depósito auxiliar com mais combustível. Com o estado do mar, agitado, a transfega de gasóleo não foi propriamente uma limpeza; já havia gasóleo nos sapatos, nas pernas, nas mãos, enfim, nada de grave, deu para chegarmos bem, mas bastante cansados.
O barco foi posto a seco e nós almoçámos às quatro da tarde no pequeno restaurante do estaleiro.
Aproximámo-nos lentamente de Saint Georges na parte sudoeste da ilha, onde fica a Port Louis Marina. Queríamos chegar com luz do dia. Tinha-nos sido dito que já estava preparado um reboque para as sete da manhã. Afinal, não havia nenhum barco para esse efeito. Ficámos a fazer bordos à vela, a fazer tempo, enquanto esperávamos pelo Luc e Victor no dinghy do Makena, que o Luc pôs à disposição para vir ao nosso lado se fosse necessário. Ligámos o motor que se aguentou cerca de 20 min e depois mais outro tanto, e não chegou a ser necessário o reboque. Entrámos na Marina às 09:00 locais (UTC -4).
A Marina está muito bem arranjada, bem equipada.. Sabe bem voltarmos a ter pontões seguros, estáveis e boas instalações. Depois de nós, ao princípio da tarde, chegou o Wayward Wind, também com problemas de motor. E mais alguns barcos tiveram igualmente problemas. Parece que o gasóleo brasileiro não será muito recomendável...
Levámos a vela para o veleiro para ver se valia a pena tentar arranjá-la - o veredito final é que não vale a pena. Terá que ser vela nova.
Em relação ao motor, o problema foi do gasóleo com impurezas, que entupiram os filtros.
O leme tem uma folga que aparentemente será devida ao apoio superior do eixo do leme no convés. Mas para se ter a certeza, terá que se ver o leme com o barco a seco.
Aproveitámos os dias em Port Louis Marina para estar com as outras tripulações. Estamos quase no fim desta Volta.
Fizemos um tour de Grenada, chamada a Ilha das Especiarias, que incluiu um banho nas quedas de água de Concord, uma visita a uma quinta de exploração de especiarias, e o regresso por Saint Georges, a principal povoação da ilha, com o seu porto muito pitoresco. A principal especiaria da Ilha é a noz moscada. O rum punch local é polvilhado com noz moscada!
Tivemos um jantar no Yacht Club de Grenada. E o jantar de encerramento desta perna com a habitual distribuição de prémios.
Nós fizemos uma pequena distribuição de prémios particular, no final do jantar. O Luis arranjara quatro pequenas tartarugas em pedra pintada, na África do Sul, embrulhou-as e ofereceu uma a cada um dos "turtles" do Rally: Luna Quest, Wayward Wind, Chat Eau Bleu e nós próprios. Foi um sucesso! Gostaram muito da lembrança!
Houve ainda um convite para um convívio a bordo do Aretha, ao final do dia de Domingo, muito agradável.
Como no estaleiro não trabalham ao fim de semana, adiámos a subida do barco para segunda-feira, 21 de Março.
O vento estava de Este, entre 16 e 22 nós. Até à ponta SE da ilha foi muito agradável, à vela, mas depois passámos a ter vento e mar pela proa. Ligámos o motor, que funcionou utilizando combustível de um depósito auxiliar com diesel limpo. A progressao foi lenta, pelo que foi sendo necessário "alimentar" o depósito auxiliar com mais combustível. Com o estado do mar, agitado, a transfega de gasóleo não foi propriamente uma limpeza; já havia gasóleo nos sapatos, nas pernas, nas mãos, enfim, nada de grave, deu para chegarmos bem, mas bastante cansados.
O barco foi posto a seco e nós almoçámos às quatro da tarde no pequeno restaurante do estaleiro.
domingo, 20 de março de 2016
AVARIAS NA PERNA FORTALEZA-GRENADA
AVARIAS NA PERNA FORTALEZA-GRENADA
Duas que recentemente tivemos.
A primeira aconteceu na madrugada de 04 de Março.
Tinha ido à proa para uma vistoria rotineira quando ao olhar para a parte superior do mastro verifiquei que a genoa apresentava um rasgão na parte superior da valuma, logo depois da faixa de protecção UV.
A primeira aconteceu na madrugada de 04 de Março.
Tinha ido à proa para uma vistoria rotineira quando ao olhar para a parte superior do mastro verifiquei que a genoa apresentava um rasgão na parte superior da valuma, logo depois da faixa de protecção UV.
Duas que recentemente tivemos.
A primeira aconteceu na madrugada de 04 de Março.
Tinha ido à proa para uma vistoria rotineira quando, ao olhar para a parte superior do mastro, verifiquei que a genoa apresentava um rasgão na parte superior da valuma, logo depois da faixa de protecção UV.
Com uma dimensão de 2-3 metros, a zona lesada não era mais extensa porque o vento estava muito fraco.
A genoa e a vela grande foram feitas expressamente para esta aventura.
A vela grande tem tido bastante utilização apresentando sinais de envelhecimento aqui e ali.
Mas a genoa, essa é que tem tido uma utilização praticamente constante e um comportamento excepcional. Fez, no fundo toda a World ARC já que só foi retirada agora durante a última perna.
Também com sinais de envelhecimento e desgaste fora já revista em Cape Town e agora, mais recentemente, em Salvador. Em ambos os casos a dita revisão foi insuficientemente feita já que em qualquer dos casos nada me foi dito quanto ao futuro da vela, mesmo depois de ambos os veleiros terem sido questionados quanto à eventual necessidade de substituição.
É, de facto, tudo muito parecido por este Mundo fora.
O resto da manhã foi para arrear a genoa rasgada, dobrá-la o melhor possível no convés e retirar a genoa sobresselente da loca da proa e envergá-la. Parece pouco, não é? Isto tudo com um squall curioso, que chegou, molhou e desandou…
Vamos esperar pelo veredicto do veleiro (não sei ainda se de Grenada se de St. Lucia) e pela resposta da companhia de seguros.
A outra genoa, a que agora está a ser utilizada, é bastante mais fina, não me dá a confiança que tenho sentido na que se estragou.
Quanto à outra avaria foi o entupimento (?) da drenagem da sanita da proa.
Em Salvador fiz a revisão dos tubos, tudo tinha ficado limpo, excepto a peça em ângulo recto logo a seguir ao macho-de-fundo. Essa, por o Allegro estar a nado não se conseguiu limpar completamente. É com certeza essa a zona que entupiu.
Vai ter que ser substituída mais tarde.
Ainda bem que temos duas casas de banho a bordo!
Temos sido muito bafejados pela sorte com as avarias que temos tido!
E pronto.
Faltam-nos menos de dois dias para chegar a Grenada e uma passagem mais estreita.
Já estamos, mesmo, com muita vontade de chegar. E de parar.
A informação que temos da Marina é muito favorável. Acho que vai ter tudo o que necessitamos.
E depois de mais uns dias com actividades sociais e náuticas, de repente, vamos estar todos “desempregados”, sem sabermos bem como substituir o que nos tem sido proporcionado de uma forma tão agradável.
Vai ser assim.
Depois é tempo de reflexão e de “digestão”.
LA
SÁBADO, 20 DE FEVEREIRO, A TERÇA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2016
Allegro - SÁBADO, 20 DE FEVEREIRO, A TERÇA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2016
De Salvador para Fernando Noronha, começámos com vento fraco no 1º dia e tivemos que usar o motor para avançarmos. O 2º dia foi um dia de vários “squalls” e à tarde rizámos a vela grande. Nesse dia pagámos caro termo-nos esquecido de fechar o macho de fundo do lavatório, e tivemos uma inundação no WC da popa, que deu bastante trabalho a limpar…
No 3º dia, vento variável, e acabámos por ter de ligar o motor para nos afastarmos da costa; foi a última vez que o ligámos. Daí para a frente, vento sempre regular, entre 12 e 17 nós, e corrente favorável. O céu foi limpando e choveu menos; dois dias de vela muito agradáveis.
Chegámos a Fernando Noronha a 25 de Fevereiro, pelas 09:00, e fundeámos junto ao porto.
Como em Fernando Noronha é +1 h que em Salvador ou Fortaleza, já eram11h. Tarde para apanharmos os oficiais para nos darem a entrada, porque se aproximava a hora do almoço. Um pouco antes das 14:00h, o Luís foi no dinghy do Hugur, tratar das formalidades (muito demoradas…). Nessa noite jantámos no Restaurante Mergulhão, no morro junto ao porto, onde nos receberam muito bem, com muita simpatia e boa comida e agradável serviço. Caipirinha, queijo coalhado grelhado e moqueca de camarão. E café de saco, no final - aos anos que não via fazer, e não bebia, café de saco!… Jantámos com os Hugur, Ayama e Starblazer. Aretha e Wayward Wind regressaram a bordo pouco depois de nós chegarmos ao restaurante.
Muitas nuvens, muita, muita chuva, muito “rolar” no ancoradouro. Mesmo assim, valeu a pena. Não pudemos fazer “snorkelling”, uma das actividades mais recomendadas da Ilha, porque a visibilidade estava má, mas visitámos a Ilha no “Ônibus” que a atravessa de 1/2 em 1/2 hora. Fomos à Praia do Sueste, onde as tartarugas vêm desovar na época própria, e onde vimos pequenos tubarões dos recifes à borda de água, junto aos nossos pés. Tomámos um óptimo banho de mar na Praia do Sancho (à qual só se tem acesso descendo dois lanços de escadas verticais colocadas em buracos das rochas, e muitos outros degraus de pedra até à areia…), com água a 29 ºC. Caminhámos pelos montes à beira-mar para vermos os principais miradouros com vistas muito bonitas, e parámos na Vila dos Remédios, a principal povoação da Ilha.
Para despedida, no dia 27, Sábado, almoçámos novamente no “Mergulhão”, peixe “crocante” e risotto de camarão que estava uma delícia.
Largámos às 17:15, com pena de não podermos estar mais tempo…
De Fernando Noronha para Fortaleza, apanhámos vento favorável, corrente forte e favorável, alguns squalls fortes no 1ºdia, depois bom tempo. Tudo era tão a favor, que tivemos que ir reduzindo pano para não chegarmos de noite (tinham-nos avisado que não era recomendável), e acabámos por ter um período em que, sem velas, fizemos durante várias horas, SOG de 4.8 a 5.1 nós!
Chegámos a Fortaleza às 09:00. Tivemos que ancorar durante umas horas fora da Marina porque estava com a lotação completa, até sair um barco no início da tarde.
A Marina tem péssimas condições porque os pontões estão meio destruídos, não pudemos ficar encostados a nenhum, e as tripulações de vários barcos tinham que se deslocar no dinghy para terem acesso aos pontões…
à parte esse “pequeno” pormenor, tudo o resto foi muito agradável. A Marina pertence a um complexo com Hotel, piscina com esplanada e bom wifi, táxis sempre disponíveis no Hotel, de forma que acabou por sem uma estadia agradável e bastante descontraída.
O pouco tempo não deu para conhecer Fortaleza, mas ficámos com boa impressão do pouco que vimos.
Cidade grande, com 3 milhões de habitantes, onde parece que será Verão o ano inteiro, muito virada para o turismo, com muito comércio, muitas praias, uma longa avenida à beira-mar (um calçadão…), gente afável e simpática.
Na 1ª noite fomos jantar ao “Boteco da Praia”, quase todas as tripulações, um serviço muito demorado (éramos muitos…), e boa comida. Depois passeio a pé, e café e digestivo no “Café Havana” com os Hugur e os Ayama.
Abastecemos de gasóleo através de jerricans, com a ajuda do Victor “yellow shirt”. Comprámos os frescos e usámos a lavandaria na cidade.
Na 2ª (e última!) noite, jantámos na esplanada da piscina, a aproveitar o wifi e a tomarmos a última caipirinha realmente brasileira.
Largámos a 3 de Março para a última perna desta Volta ao Mundo: Fortaleza-Grenada.
É verdade. Está a acabar!
Temos tido bom vento, corrente favorável, muitos squalls e bastante chuva.
Hoje tivemos a visita do maior “cardume” de golfinhos desta Volta. Deviam ser uns quarenta ou cinquenta e ficaram connosco para aí durante uma hora. Parece que adivinharam que estamos a chegar ao fim da Volta!…
Hoje, faz 16 anos que largámos para o Brasil, para repetir a Viagem do Pedro Álvares Cabral.
Hoje, de regresso a casa, estamos a deixar o Brasil a poucos dias de concluirmos, em Grenada, a nossa Volta ao Mundo em barco à vela.
MA+LA
No 3º dia, vento variável, e acabámos por ter de ligar o motor para nos afastarmos da costa; foi a última vez que o ligámos. Daí para a frente, vento sempre regular, entre 12 e 17 nós, e corrente favorável. O céu foi limpando e choveu menos; dois dias de vela muito agradáveis.
Chegámos a Fernando Noronha a 25 de Fevereiro, pelas 09:00, e fundeámos junto ao porto.
Como em Fernando Noronha é +1 h que em Salvador ou Fortaleza, já eram11h. Tarde para apanharmos os oficiais para nos darem a entrada, porque se aproximava a hora do almoço. Um pouco antes das 14:00h, o Luís foi no dinghy do Hugur, tratar das formalidades (muito demoradas…). Nessa noite jantámos no Restaurante Mergulhão, no morro junto ao porto, onde nos receberam muito bem, com muita simpatia e boa comida e agradável serviço. Caipirinha, queijo coalhado grelhado e moqueca de camarão. E café de saco, no final - aos anos que não via fazer, e não bebia, café de saco!… Jantámos com os Hugur, Ayama e Starblazer. Aretha e Wayward Wind regressaram a bordo pouco depois de nós chegarmos ao restaurante.
Muitas nuvens, muita, muita chuva, muito “rolar” no ancoradouro. Mesmo assim, valeu a pena. Não pudemos fazer “snorkelling”, uma das actividades mais recomendadas da Ilha, porque a visibilidade estava má, mas visitámos a Ilha no “Ônibus” que a atravessa de 1/2 em 1/2 hora. Fomos à Praia do Sueste, onde as tartarugas vêm desovar na época própria, e onde vimos pequenos tubarões dos recifes à borda de água, junto aos nossos pés. Tomámos um óptimo banho de mar na Praia do Sancho (à qual só se tem acesso descendo dois lanços de escadas verticais colocadas em buracos das rochas, e muitos outros degraus de pedra até à areia…), com água a 29 ºC. Caminhámos pelos montes à beira-mar para vermos os principais miradouros com vistas muito bonitas, e parámos na Vila dos Remédios, a principal povoação da Ilha.
Para despedida, no dia 27, Sábado, almoçámos novamente no “Mergulhão”, peixe “crocante” e risotto de camarão que estava uma delícia.
Largámos às 17:15, com pena de não podermos estar mais tempo…
De Fernando Noronha para Fortaleza, apanhámos vento favorável, corrente forte e favorável, alguns squalls fortes no 1ºdia, depois bom tempo. Tudo era tão a favor, que tivemos que ir reduzindo pano para não chegarmos de noite (tinham-nos avisado que não era recomendável), e acabámos por ter um período em que, sem velas, fizemos durante várias horas, SOG de 4.8 a 5.1 nós!
Chegámos a Fortaleza às 09:00. Tivemos que ancorar durante umas horas fora da Marina porque estava com a lotação completa, até sair um barco no início da tarde.
A Marina tem péssimas condições porque os pontões estão meio destruídos, não pudemos ficar encostados a nenhum, e as tripulações de vários barcos tinham que se deslocar no dinghy para terem acesso aos pontões…
à parte esse “pequeno” pormenor, tudo o resto foi muito agradável. A Marina pertence a um complexo com Hotel, piscina com esplanada e bom wifi, táxis sempre disponíveis no Hotel, de forma que acabou por sem uma estadia agradável e bastante descontraída.
O pouco tempo não deu para conhecer Fortaleza, mas ficámos com boa impressão do pouco que vimos.
Cidade grande, com 3 milhões de habitantes, onde parece que será Verão o ano inteiro, muito virada para o turismo, com muito comércio, muitas praias, uma longa avenida à beira-mar (um calçadão…), gente afável e simpática.
Na 1ª noite fomos jantar ao “Boteco da Praia”, quase todas as tripulações, um serviço muito demorado (éramos muitos…), e boa comida. Depois passeio a pé, e café e digestivo no “Café Havana” com os Hugur e os Ayama.
Abastecemos de gasóleo através de jerricans, com a ajuda do Victor “yellow shirt”. Comprámos os frescos e usámos a lavandaria na cidade.
Na 2ª (e última!) noite, jantámos na esplanada da piscina, a aproveitar o wifi e a tomarmos a última caipirinha realmente brasileira.
Largámos a 3 de Março para a última perna desta Volta ao Mundo: Fortaleza-Grenada.
É verdade. Está a acabar!
Temos tido bom vento, corrente favorável, muitos squalls e bastante chuva.
Hoje tivemos a visita do maior “cardume” de golfinhos desta Volta. Deviam ser uns quarenta ou cinquenta e ficaram connosco para aí durante uma hora. Parece que adivinharam que estamos a chegar ao fim da Volta!…
Hoje, faz 16 anos que largámos para o Brasil, para repetir a Viagem do Pedro Álvares Cabral.
Hoje, de regresso a casa, estamos a deixar o Brasil a poucos dias de concluirmos, em Grenada, a nossa Volta ao Mundo em barco à vela.
MA+LA
terça-feira, 1 de março de 2016
QUARTA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO A SÁBADO, 20 DE FEVEREIRO DE 2016
A manhã e o princípio da tarde de quarta-feira foram passados à espera da caixa ou de notícias dela.
A manhã e o princípio da tarde foram passados à espera da caixa ou de notícias dela.
Até que pelas 1600 se ouviu “Allegro??????” e “está aqui a peça”.
E estava. Com deficiências mas estava e em condições de ser montada.
Depois de bem avaliada pelo Steffan, foi colocada. Finalmente, ao fim de mais de uma semana, o leme podia, outra vez, ser utilizado.
Após duas horas estava tudo pronto!
Foi um momento muito agradável e de descontracção. Tudo volta a ser mais real. E possível …
Assim, ficou decidido que largaríamos no sábado com destino a Fernando de Noronha.
QUINTA-
Na quinta aproveitámos para fazer um Tour pela cidade no Hop on, Hop off e ficarmos com uma noção mais correcta da cidade.
À noite os Starblazers jantaram a bordo. Foi muito agradável. Eles são boas pessoas, simples e amigos um do outro. O ambiente foi muito agradável.
SEXTA
Na sexta, cedo, começou a preparação dp Allegro para duas pernas pequenas - cerca de seiscentas milhas para Fernando de Noronha e, depois, trezentas e poucas para Fortaleza.
Entre outras era necessário comprovar o normal funcionamento de algumas coisas, nomeadamente do guincho. Mais uma vez o guincho não queria colaborar - guincho preso e o motor não funcionando …
Isto noutros locais não é complicado mas em Salvador é preciso um grande empenho para, ao se pedir a intervenção de um electricista não se acabar a substituir o guincho e a ter uma obra para mais de uma semana.
Assim aceitei a ajuda do John do Starblazer que é Eng. Electrotécnico. Era um cabo para o disjuntor do guincho que estava partido - o disjuntor salta se houver uma sobrecarga ou se houver um curto-circuito e rearma automaticamente passados 10 segundos.
Pelo meio da tarde estava tudo resolvido e arranjado.
Durante a sexta-feira foram ainda compradas as provisões pela Manuela e o Rui.
Mais para o fim da tarde chegou a genoa com 40 “pensos duplos” …
No princípio da tarde o Agente Ramon concluiu a papelada para completar o chek out para Fernando de Noronha e Fortaleza.
Finalmente, antes do jantar houve G&T a bordo do Starblazer.
Um dia em cheio!
SÁBADO
Foi colocada e içada a genoa de manhã cedo.
Acabámos por largar pelas 10:45, depois do Serginho (marinheiro da Marina) ter limpo o Watt and Sea e a sonda do odómetro (não fosse estar bloqueada).
Depois de sair da Baía rumámos a Norte com uma bolina inicialmente cerrada mas que passadas algumas horas foi folgando. Com o vento muito regular e o mar a ajudar fomos rumando bem.
Para o final do dia mudámos de bordo por estarmos muito perto de terra.
A única vez! Faltando-nos pouco mais de 100 milhas para chegarmos a Fernando de Noronha e não voltámos a mudar de bordo …
LA
E estava. Com deficiências mas estava e em condições de ser montada.
Depois de bem avaliada pelo Steffan, foi colocada. Finalmente, ao fim de mais de uma semana, o leme podia, outra vez, ser utilizado.
Após duas horas estava tudo pronto!
Foi um momento muito agradável e de descontracção. Tudo volta a ser mais real. E possível …
Assim, ficou decidido que largaríamos no sábado com destino a Fernando de Noronha.
QUINTA-
Na quinta aproveitámos para fazer um Tour pela cidade no Hop on, Hop off e ficarmos com uma noção mais correcta da cidade.
À noite os Starblazers jantaram a bordo. Foi muito agradável. Eles são boas pessoas, simples e amigos um do outro. O ambiente foi muito agradável.
SEXTA
Na sexta, cedo, começou a preparação dp Allegro para duas pernas pequenas - cerca de seiscentas milhas para Fernando de Noronha e, depois, trezentas e poucas para Fortaleza.
Entre outras era necessário comprovar o normal funcionamento de algumas coisas, nomeadamente do guincho. Mais uma vez o guincho não queria colaborar - guincho preso e o motor não funcionando …
Isto noutros locais não é complicado mas em Salvador é preciso um grande empenho para, ao se pedir a intervenção de um electricista não se acabar a substituir o guincho e a ter uma obra para mais de uma semana.
Assim aceitei a ajuda do John do Starblazer que é Eng. Electrotécnico. Era um cabo para o disjuntor do guincho que estava partido - o disjuntor salta se houver uma sobrecarga ou se houver um curto-circuito e rearma automaticamente passados 10 segundos.
Pelo meio da tarde estava tudo resolvido e arranjado.
Durante a sexta-feira foram ainda compradas as provisões pela Manuela e o Rui.
Mais para o fim da tarde chegou a genoa com 40 “pensos duplos” …
No princípio da tarde o Agente Ramon concluiu a papelada para completar o chek out para Fernando de Noronha e Fortaleza.
Finalmente, antes do jantar houve G&T a bordo do Starblazer.
Um dia em cheio!
SÁBADO
Foi colocada e içada a genoa de manhã cedo.
Acabámos por largar pelas 10:45, depois do Serginho (marinheiro da Marina) ter limpo o Watt and Sea e a sonda do odómetro (não fosse estar bloqueada).
Depois de sair da Baía rumámos a Norte com uma bolina inicialmente cerrada mas que passadas algumas horas foi folgando. Com o vento muito regular e o mar a ajudar fomos rumando bem.
Para o final do dia mudámos de bordo por estarmos muito perto de terra.
A única vez! Faltando-nos pouco mais de 100 milhas para chegarmos a Fernando de Noronha e não voltámos a mudar de bordo …
LA
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