Chegámos ontem à cidade da Horta, no Faial!
Apanhámos a depressão, claro, não havia maneira de a evitar...
No dia 29 à tarde, antes de começar, descemos e prendemos bem a vela grande, ficando só com a genoa.
Ventos inicialmente entre 20 e 25 nós, e mar a ficar mais alto, 2-3 metros. Pela alheta. O barco a andar muito bem.
Depois durante a noite de 29, foi aumentando progressivamente. Na manhã de 30, passou para 30-35 nós e ondas de 4 metros. Fomos enrolando a genoa à medida que o vento ia aumentando. A pressão foi descendo de 1019 para 1016, depois 1013. Uma enorme chuvada, que acalmou temporariamente a altura das ondas, caiu durante a manhã.
Depois houve uma fase, enganadora, em que o vento passou novamente para os 25-30 e depois 20-25. E o mar sossegou um pouco. Sabíamos que não era o que estava previsto, e ficàmos na expectativa do que se seguiria. Durou umas horas, poucas, aquela acalmia relativa.
Depois, na madrugada de 31, recomeçou a aumentar, rapidamente. A pressão chegou aos 1002, e aí veio o vento mais forte: 35 a 42 nós, com picos de 46. E o mar aumentou para ondas de 5 metros. A genoa estava reduzida a um pequeno triângulo, a chuva voltou por alguns períodos mais curtos, e o Allegro foi sacudido, mas aguentou-se muito bem. O barco todo fechado, nós de colete e arnês quando íamos lá para fora, onde ficava sempre um de nós, por vezes dois.
Depois melhorou um pouco, mantendo-se entre os 30-35 nós e com ondas de 3-4 metros, à medida que nos aproximávamos do Faial. Soube muito bem quando começámos a ver a ilha. É muito bonita vista do mar.
Depois de contornarmos o Monte da Guia, cambámos para cruzar a linha de chegada e nos aproximarmos do porto. Aí apanhámos ainda 37 nós de vento.
Entretanto já faláramos com o Rally Control, com o Victor, que nos deu as indicações sobre o local que nos destinara, dentro da Marina (felizmente!), abraçados a outros barcos da ARC Europa. Enquanto nos dirigíamos para lá, um forte squall caiu sobre nós, com vento e chuva fortes, e tivemos que dar uma voltas no porto enquanto esperávamos que passasse.
Entrámos depois na Marina. O primeiro barco que passámos foi o Garlix. Tinham a tocar a música que se ouve nos desafios de futebol, tocavam a buzina e acenavam! Depois vimos a Christiane, também a acenar no A Plus 2, e, mais à frente, o Victor e o Jean estavam preparados para receber os nossos cabos e nos prenderem. A Christiane, o Jens e a Dagmar vieram também ajudar depois.
Como sempre, foi uma chegada muito, muito acolhedora!
Mais tarde fomos jantar a terra com o Jean e Christiane. E nós dois não resistimos a fazer uma visita nesse primeiro dia (noite), ao carismático Peter's, para vermos o ambiente e tomarmos o tradicional gin tónico! Faz parte da chegada à Horta!
MA + LA
Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares
quinta-feira, 9 de junho de 2016
quarta-feira, 1 de junho de 2016
QUINTA-FEIRA, 26 DE MAIO A DOMINGO, 29 DE MAIO DE 2016
10º a 13º dias da perna Bermuda - Faial.
Estes 4 dias têm-se passado bem, com alguns períodos com muito pouco vento e necessidade de usar o motor para avançarmos, e outros de vento mesmo pela popa, o que, com as ondas, se torna uma mareação menos confortável. Mas tudo tem corrido bem a bordo, sem sobressaltos.
O dia 26 foi um dia praticamente sem vento, e tivemos que andar a motor todo o dia e noite.
No dia 27, o vento reapareceu e foi um agradável dia de vela - e de descanso do barulho do motor…
Na última noite o vento estava fraco, mesmo de popa, e o mar mais agitado, fazendo com que a retranca balançasse toda a noite com cada onda um pouco maior.
Agora de manhã estão 10 nós pela popa, muito pouco para o Allegro e temos ajudado com o motor, fazendo “motorsailing”.
Soubemos há 2 dias que se formou uma depressão e que vamos apanhar algum mau tempo antes de chegarmos à Horta. Estava a correr muito bem esta perna, queríamos mais vento, mas não demais… É assim, o equilíbrio é muito difícil…
Contamos chegar no dia 1. Já estamos a antecipar a sensação de estarmos em terras de Portugal outra vez, a beber o inevitável gin tónico no Peter’s Café!
MA + LA
O dia 26 foi um dia praticamente sem vento, e tivemos que andar a motor todo o dia e noite.
No dia 27, o vento reapareceu e foi um agradável dia de vela - e de descanso do barulho do motor…
Na última noite o vento estava fraco, mesmo de popa, e o mar mais agitado, fazendo com que a retranca balançasse toda a noite com cada onda um pouco maior.
Agora de manhã estão 10 nós pela popa, muito pouco para o Allegro e temos ajudado com o motor, fazendo “motorsailing”.
Soubemos há 2 dias que se formou uma depressão e que vamos apanhar algum mau tempo antes de chegarmos à Horta. Estava a correr muito bem esta perna, queríamos mais vento, mas não demais… É assim, o equilíbrio é muito difícil…
Contamos chegar no dia 1. Já estamos a antecipar a sensação de estarmos em terras de Portugal outra vez, a beber o inevitável gin tónico no Peter’s Café!
MA + LA
TERÇA-FEIRA, 17 DE MAIO A QUARTA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2016
Largámos na manhã do dia 17, dentro da baía junto à cidade de Saint George, na Bermuda, com vento exactamente pela proa. Um espectáculo, todos aqueles barcos à vela a percorrerem o canal até ao mar aberto. Só não perfeito porque o vento era mesmo pela proa.
Estava um dia de sol, vento de 12 nós, uma bolina inicialmente. O vento rondou de NE, para ESE, e finalmente SE toda a noite. Muitas nuvens durante a noite, mas ainda sem chuva. A pressão atmosférica estava nos 1027 quando largámos, e foi baixando progressivamente até aos 1018 dois dias depois, ficando o tempo sempre encoberto, ainda sem chuva.
No dia 20, às 0400 h da madrugada (porque é que tudo acontece sempre pelas 04 da madrugada?) entrou uma vaga grande, súbita e inesperadamente, para o poço. Daí passou para o salão, e escorreu pela parede da parte de trás da cozinha, onde fica o quadro eléctrico geral. Aparentemente não foi até à casa das máquinas. Como consequência, cerca de 30 a 60 min depois, o gerador ligou-se sozinho tendo que ser parado com o corta-corrente respectivo (o quadro electrónico do gerador deixou de responder). Apesar de se ter limpo o quadro, e ter aplicado o spray adequado, cada vez que, mais tarde, se ligava o corta-corrente, o motor de arranque do gerador começava a trabalhar. Ficou em curto-circuito. E, assim, ficámos sem possibilidade de utilizar o gerador para carregar baterias e para ter 220V. O que significa que deixámos de poder usar o dessalinizador para fazer água, que está agora sob racionamento. A loiça passou a ser lavada apenas com água salgada, e foi restringida a água que usávamos sem grande preocupação de economia… Felizmente que, na véspera, tínhamos praticamente enchido o depósito grande de água. E, para beber, há muita, muita água engarrafada a bordo…
Na tarde também de dia 20 caiu a primeira grande carga de água, o que aconteceu em simultâneo com um aumento súbito do vento de 24 para 34 nós, rondando de SW para W, voltando mais tarde para S, e uma trovoada intensa, em que a um dos relâmpagos se seguiu imediatamente o trovão, não nos dando tempo de contar nem até 1. Muito próximo mesmo!… E desagradável, fazendo-nos lembrar o Garlix que de Richards Bay para Cape Town foi atingido por um raio e teve que seguir até à Cidade do Cabo sem electrónica (onde foi totalmente substituída). Muito provavelmente estas alterações foram provocadas pela passagem de uma frente.
No dia 21, vento de NW pelos 20 nós durante a madrugada e manhã, depois 14, 12, 10… A pressão atmosférica voltara aos 1024. Às 02h da madrugada de dia 22, tivemos que ligar o motor. Assim ficou até às 16h, altura em que foi reaparecendo algum vento, que se tornou mais consistente durante a noite e se manteve todo o dia até à madrugada de dia 24. E então praticamente desapareceu. A pressão chegou aos 1032, estávamos mesmo no centro da zona de alta pressão, como vimos na meteorologia que recebemos nesse dia. Um dia com muito pouca progressão, e algum motor. Não queríamos abusar do motor porque as previsões para os próximos dias não iam além dos 10 nós, o que muitas vezes quer dizer menos de 10, o que para o Allegro é pouco… E ainda nos faltam muitas milhas.
Entretanto, boa notícia, já passámos o meio caminho desta perna, ontem de manhã. O que é animador!…
Hoje, dia 25, às 02 da madrugada, o turno acabou com o motor ligado e apenas 6 nós de vento de WSW, o que foi registado no livro de bordo. Quando se estava a passar o turno ao tripulante seguinte, que estava a entrar, começou a surgir uma brisa, e aí estavam 8-10 nós de vento, de WNW. Foi desenrolada a genoa, parado o motor, e o barco ficou a fazer 5.6 a 6.0 nós com esse ventinho, porque entretanto uma corrente favorável resolveu também empurrar-nos para a frente. E já é quase meio dia, e para a frente continuamos!
As “grib files”, que mandamos vir por e-mail (satélite), têm-se revelado certas, são uma ajuda preciosa.
Nos últimos dias temos posto na água as amostras “garantidas” de Savu-Savu, mas ainda não houve nenhum peixe que lhes mordesse.
E a comida continua a ser óptima a bordo, com o Rui a fazer o almoço para ele e para o Luís, e a Manuela a fazer a sopa do jantar para os três. Ao almoço, desde há muito tempo que faço dieta (para aí desde a Austrália…), porque com o tipo de cozinha do Rui não parava de engordar e tive que me começar a defender…
MA+LA
No dia 20, às 0400 h da madrugada (porque é que tudo acontece sempre pelas 04 da madrugada?) entrou uma vaga grande, súbita e inesperadamente, para o poço. Daí passou para o salão, e escorreu pela parede da parte de trás da cozinha, onde fica o quadro eléctrico geral. Aparentemente não foi até à casa das máquinas. Como consequência, cerca de 30 a 60 min depois, o gerador ligou-se sozinho tendo que ser parado com o corta-corrente respectivo (o quadro electrónico do gerador deixou de responder). Apesar de se ter limpo o quadro, e ter aplicado o spray adequado, cada vez que, mais tarde, se ligava o corta-corrente, o motor de arranque do gerador começava a trabalhar. Ficou em curto-circuito. E, assim, ficámos sem possibilidade de utilizar o gerador para carregar baterias e para ter 220V. O que significa que deixámos de poder usar o dessalinizador para fazer água, que está agora sob racionamento. A loiça passou a ser lavada apenas com água salgada, e foi restringida a água que usávamos sem grande preocupação de economia… Felizmente que, na véspera, tínhamos praticamente enchido o depósito grande de água. E, para beber, há muita, muita água engarrafada a bordo…
Na tarde também de dia 20 caiu a primeira grande carga de água, o que aconteceu em simultâneo com um aumento súbito do vento de 24 para 34 nós, rondando de SW para W, voltando mais tarde para S, e uma trovoada intensa, em que a um dos relâmpagos se seguiu imediatamente o trovão, não nos dando tempo de contar nem até 1. Muito próximo mesmo!… E desagradável, fazendo-nos lembrar o Garlix que de Richards Bay para Cape Town foi atingido por um raio e teve que seguir até à Cidade do Cabo sem electrónica (onde foi totalmente substituída). Muito provavelmente estas alterações foram provocadas pela passagem de uma frente.
No dia 21, vento de NW pelos 20 nós durante a madrugada e manhã, depois 14, 12, 10… A pressão atmosférica voltara aos 1024. Às 02h da madrugada de dia 22, tivemos que ligar o motor. Assim ficou até às 16h, altura em que foi reaparecendo algum vento, que se tornou mais consistente durante a noite e se manteve todo o dia até à madrugada de dia 24. E então praticamente desapareceu. A pressão chegou aos 1032, estávamos mesmo no centro da zona de alta pressão, como vimos na meteorologia que recebemos nesse dia. Um dia com muito pouca progressão, e algum motor. Não queríamos abusar do motor porque as previsões para os próximos dias não iam além dos 10 nós, o que muitas vezes quer dizer menos de 10, o que para o Allegro é pouco… E ainda nos faltam muitas milhas.
Entretanto, boa notícia, já passámos o meio caminho desta perna, ontem de manhã. O que é animador!…
Hoje, dia 25, às 02 da madrugada, o turno acabou com o motor ligado e apenas 6 nós de vento de WSW, o que foi registado no livro de bordo. Quando se estava a passar o turno ao tripulante seguinte, que estava a entrar, começou a surgir uma brisa, e aí estavam 8-10 nós de vento, de WNW. Foi desenrolada a genoa, parado o motor, e o barco ficou a fazer 5.6 a 6.0 nós com esse ventinho, porque entretanto uma corrente favorável resolveu também empurrar-nos para a frente. E já é quase meio dia, e para a frente continuamos!
As “grib files”, que mandamos vir por e-mail (satélite), têm-se revelado certas, são uma ajuda preciosa.
Nos últimos dias temos posto na água as amostras “garantidas” de Savu-Savu, mas ainda não houve nenhum peixe que lhes mordesse.
E a comida continua a ser óptima a bordo, com o Rui a fazer o almoço para ele e para o Luís, e a Manuela a fazer a sopa do jantar para os três. Ao almoço, desde há muito tempo que faço dieta (para aí desde a Austrália…), porque com o tipo de cozinha do Rui não parava de engordar e tive que me começar a defender…
MA+LA
DE SÁBADO, 7 DE MAIO A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2016
Largámos com bom vento, um tanto irregular na sombra das ilhas, mas suficiente para andarmos bem à vela. Perto de 50 barcos, entre os que farão a ARC Europa e os que vão para os EUA (ARC USA).
À noite desse primeiro dia, o vento caiu, e tivemos que ligar o motor durante algumas horas, até ao final do dia 8.
Durante a noite de 8 e nos dias 9, 10 e durante a manhã do dia 11, houve sempre vento entre 12 e 15 nós, num largo de que o Allegro (e nós) gosta (gostamos) muito. Andámos muito bem, uma vela muito agradável, com o mar a sossegar progressivamente. Muito bom.
Depois...acabou-se. O vento caiu completamente. E o fim da tarde de 11, todo o dia 12 e 13 até chegarmos à cidade de St. Georges, na Bermuda, teve que ser feito a motor. Uma pena...
Entrámos no porto a caminho da doca dos "customs", e do Iate Club que ficava no caminho, chegaram até nós os gritos de "Allegro" e "Welcome" - estava a decorrer o BBQ e a festa de máscaras dos piratas, e a varanda do Club estava cheia de velejadores que nos viram chegar e nos saudaram.
Nessa noite, depois de fazermos o check in da Bermuda, ficàmos abraçados a outros dois barcos, na doca da cidade. Jantámos em terra, peixe muito bom.
Na manhã seguinte foi o dia de abastecimento de gasóleo, e, como tínhamos sido o último barco a atracar, fomos o primeiro a ter que sair e também o primeiro a abastecer, o que foi óptimo porque nos permitiu arrumar e limpar o barco e ficarmos com tempo livre.
Aproveitámos para alugar uma motorizada e dar uma volta pela Ilha.
A Ilha da Bermuda é muito bonita, todos os telhados estão pintados de branco (o que faz um efeito de postal de Natal, como se fosse neve), as casas pintadas de cores variadas, tudo muito limpo, acolhedor, muito "british"; os jardins públicos e privados, e a vegetação ao longo da estrada muito bem tratados, casas bonitas, enfim, dá gosto ver. É uma ilha cara, a vida é cara, mas uma ilha muito bonita e bem tratada. E onde as pessoas são muito simpáticas, bem dispostas e acolhedoras.
O traje local típico dos homens é... a bermuda, e meias até ao joelho. Mais chique, inclui uma camisa branca, e gravata de seda a condizer com o padrão das bermudas, e blazer.
No Domingo houve o jantar da distribuição dos prémios, no Iate Club. Entre os barcos premiados, vários da World ARC: Garlix, Ayama, Exody e Circe.
E hoje, segunda-feira, um jantar dos participantes da World ARC aqui presentes na Bermuda. Éramos 17 pessoas, de 8 barcos (o Allegro é o único barco com 3 tripulantes, todos os outros são tripulados por um casal) que amanhã se irão separar: Allegro, A Plus 2, Circe e Garlix, seguimos com a ARC Europa.
Os restantes, Ayama, Exody, Hugur e Starblazer, seguem com a ARC USA.
E hoje, pelas 11 horas, largaremos para a perna mais comprida deste regresso à Europa, 1800 milhas da Bermuda à cidade da Horta, no Faial.
À noite desse primeiro dia, o vento caiu, e tivemos que ligar o motor durante algumas horas, até ao final do dia 8.
Durante a noite de 8 e nos dias 9, 10 e durante a manhã do dia 11, houve sempre vento entre 12 e 15 nós, num largo de que o Allegro (e nós) gosta (gostamos) muito. Andámos muito bem, uma vela muito agradável, com o mar a sossegar progressivamente. Muito bom.
Depois...acabou-se. O vento caiu completamente. E o fim da tarde de 11, todo o dia 12 e 13 até chegarmos à cidade de St. Georges, na Bermuda, teve que ser feito a motor. Uma pena...
Entrámos no porto a caminho da doca dos "customs", e do Iate Club que ficava no caminho, chegaram até nós os gritos de "Allegro" e "Welcome" - estava a decorrer o BBQ e a festa de máscaras dos piratas, e a varanda do Club estava cheia de velejadores que nos viram chegar e nos saudaram.
Nessa noite, depois de fazermos o check in da Bermuda, ficàmos abraçados a outros dois barcos, na doca da cidade. Jantámos em terra, peixe muito bom.
Na manhã seguinte foi o dia de abastecimento de gasóleo, e, como tínhamos sido o último barco a atracar, fomos o primeiro a ter que sair e também o primeiro a abastecer, o que foi óptimo porque nos permitiu arrumar e limpar o barco e ficarmos com tempo livre.
Aproveitámos para alugar uma motorizada e dar uma volta pela Ilha.
A Ilha da Bermuda é muito bonita, todos os telhados estão pintados de branco (o que faz um efeito de postal de Natal, como se fosse neve), as casas pintadas de cores variadas, tudo muito limpo, acolhedor, muito "british"; os jardins públicos e privados, e a vegetação ao longo da estrada muito bem tratados, casas bonitas, enfim, dá gosto ver. É uma ilha cara, a vida é cara, mas uma ilha muito bonita e bem tratada. E onde as pessoas são muito simpáticas, bem dispostas e acolhedoras.
O traje local típico dos homens é... a bermuda, e meias até ao joelho. Mais chique, inclui uma camisa branca, e gravata de seda a condizer com o padrão das bermudas, e blazer.
No Domingo houve o jantar da distribuição dos prémios, no Iate Club. Entre os barcos premiados, vários da World ARC: Garlix, Ayama, Exody e Circe.
E hoje, segunda-feira, um jantar dos participantes da World ARC aqui presentes na Bermuda. Éramos 17 pessoas, de 8 barcos (o Allegro é o único barco com 3 tripulantes, todos os outros são tripulados por um casal) que amanhã se irão separar: Allegro, A Plus 2, Circe e Garlix, seguimos com a ARC Europa.
Os restantes, Ayama, Exody, Hugur e Starblazer, seguem com a ARC USA.
E hoje, pelas 11 horas, largaremos para a perna mais comprida deste regresso à Europa, 1800 milhas da Bermuda à cidade da Horta, no Faial.
segunda-feira, 16 de maio de 2016
TERÇA-FEIRA, 27 DE ABRIL A SABADO, 7 DE MAIO DE 2016
Passamos três dias na Virgin Gorda. Fomos visitar "The Bath", na zona sueste da ilha, constituída por umas rochas grandes, arredondadas, que têm a particularidade de serem de granito, e que alternam com praia de areia branca, existindo entre elas grutas e túneis que permitem a passagem entre as pequenas praias. Muito bonito, e "acrobático"...
Na quarta-feira, 28 de Abril, dia do aniversário do Luis, viemos para Nanny Cay, em Tortola, a cerca de 12 milhas de distância. Estávamos preocupados com a vela nova. Chegaria a tempo?
Mal atracámos, ainda estava o marinheiro connosco a ajudar-nos, veio um homem com um papel na mão, à procura do skipper... Era, nem mais nem menos, do que a pessoa que vinha entregar a vela nova! Não podia ter sido mais certa a altura da entrega. Foi, com certeza a melhor prenda de anos do Luis!
Nanny Cay, na Ilha de Tortola, foi uma agradável paragem antes de iniciarmos a ARC Europa, de regresso a casa.
A Marina está muito bem arranjada, rodeada de relvados, com uma pequena praia, uma piscina, as melhores instalações sanitárias, cada duche existindo numa casa de banho completa, quase como se estivéssemos em casa... Uma boa loja náutica, um supermercado pequeno mas bem abastecido, uma lavandaria razoável, enfim, sentimo-nos bem lá.
De manhã acordávamos com os galos a cantarem e galos, galinhas e pintos passeavam-se pelo relvado. Quando acordávamos a ouvir os galos e a sentir o cheirinho da relva molhada, parecia que estávamos no campo!...
Os barcos foram chegando, os vários eventos foram agradáveis, e depressa chegou o dia da largada. Mas antes disso, na quarta-feira, dia 4, organizou-se uma ida à Ilha de Sainf Thomas, pertencente às Virgin Islands americanas.
Chegados à bilheteira do ferry, constatámos que deveríamos ter obtido o visto temporário com antecedência via internet. Éramos 10, a Jeanette é americana, e a Anna e a Svanfridur já tinham visto. As funcionárias tiveram que preencher a informação para sete vistos temporários via internet; demorou um bom bocado.
Finalmente, lá apanhámos o ferry. Mas não fomos directamente para St. THomas, como pensávamos. O ferry parou numa ilha muito próxima de Tortola, a Ilha de St John, também americana, para o check in nos Estados Unidos. Aí, saiu toda a gente do ferry, fez-se uma fila que entrou por uma porta dos "customs" e saiu pela outra, regressando ao ferry, e lá seguimos para St. Thomas. Aí, apanhámos um táxi para Charlotte Amelie, a capital. É um porto, grande, onde atracam grandes paquetes, e que está totalmente virado para o comércio e o turismo, com lojas de marcas boas e famosas, muitas joalharias, muitos recantos pitorescos, tudo isto em edifícios que antigamente eram armazéns e também alojamento de escravos, nos tempos da escravatura e da exploração da cana de açúcar. Tudo muito bem arranjado, muito colorido. Foi uma visita curiosa e agradável.
Na quarta-feira, 28 de Abril, dia do aniversário do Luis, viemos para Nanny Cay, em Tortola, a cerca de 12 milhas de distância. Estávamos preocupados com a vela nova. Chegaria a tempo?
Mal atracámos, ainda estava o marinheiro connosco a ajudar-nos, veio um homem com um papel na mão, à procura do skipper... Era, nem mais nem menos, do que a pessoa que vinha entregar a vela nova! Não podia ter sido mais certa a altura da entrega. Foi, com certeza a melhor prenda de anos do Luis!
Nanny Cay, na Ilha de Tortola, foi uma agradável paragem antes de iniciarmos a ARC Europa, de regresso a casa.
A Marina está muito bem arranjada, rodeada de relvados, com uma pequena praia, uma piscina, as melhores instalações sanitárias, cada duche existindo numa casa de banho completa, quase como se estivéssemos em casa... Uma boa loja náutica, um supermercado pequeno mas bem abastecido, uma lavandaria razoável, enfim, sentimo-nos bem lá.
De manhã acordávamos com os galos a cantarem e galos, galinhas e pintos passeavam-se pelo relvado. Quando acordávamos a ouvir os galos e a sentir o cheirinho da relva molhada, parecia que estávamos no campo!...
Os barcos foram chegando, os vários eventos foram agradáveis, e depressa chegou o dia da largada. Mas antes disso, na quarta-feira, dia 4, organizou-se uma ida à Ilha de Sainf Thomas, pertencente às Virgin Islands americanas.
Chegados à bilheteira do ferry, constatámos que deveríamos ter obtido o visto temporário com antecedência via internet. Éramos 10, a Jeanette é americana, e a Anna e a Svanfridur já tinham visto. As funcionárias tiveram que preencher a informação para sete vistos temporários via internet; demorou um bom bocado.
Finalmente, lá apanhámos o ferry. Mas não fomos directamente para St. THomas, como pensávamos. O ferry parou numa ilha muito próxima de Tortola, a Ilha de St John, também americana, para o check in nos Estados Unidos. Aí, saiu toda a gente do ferry, fez-se uma fila que entrou por uma porta dos "customs" e saiu pela outra, regressando ao ferry, e lá seguimos para St. Thomas. Aí, apanhámos um táxi para Charlotte Amelie, a capital. É um porto, grande, onde atracam grandes paquetes, e que está totalmente virado para o comércio e o turismo, com lojas de marcas boas e famosas, muitas joalharias, muitos recantos pitorescos, tudo isto em edifícios que antigamente eram armazéns e também alojamento de escravos, nos tempos da escravatura e da exploração da cana de açúcar. Tudo muito bem arranjado, muito colorido. Foi uma visita curiosa e agradável.
domingo, 1 de maio de 2016
DE SEGUNDA-FEIRA, 11 DE ABRIL A SEGUNDA-FEIRA, 25 DE ABRIL DE 2016
Os barcos foram largando de Rodney Bay. A maioria deles voltar-nos-emos a encontrar em Nanny Cay, porque embora só 3 façam a ARC Europa como nós (A Plus 2, Circe e Garlix), muitos dos outros farão a ARC USA, que também parte de Nanny Cay no mesmo dia.
Há quatro barcos que não vamos voltar a ver, pelo menos nos tempos mais próximos. O Makena, que foi um dos primeiros a largar; irá velejar para Sul, para as Grenadines e depois Grenada, e nos planos deles está a repetição da Volta ao Mundo, mas desta vez independentes e mais lentamente, estando em aberto a Volta pelo Sul da América... Bons ventos e boas aventuras para o Luc, a Sarah e o Kai!
O Chateau Bleu também não veremos mais nesta viagem - para já, vão ficar pelas Caraíbas, a conhecerem estas paragens e mais tarde decidirão para onde seguem, Europa ou regresso à Austrália.
O terceiro barco é o Aretha. Vai navegar a caminho do Canal do Panamá, para depois rumarem a San Francisco, onde vão iniciar uma nova vida. Jantaram a bordo do Allegro na véspera da largada, e as despedidas não foram fáceis. Largaram na manhã do dia 15. Que tudo corra bem à "Team Aretha"nesta viagem e na nova vida que os espera em San Francisco.
O quarto barco é o Tulasi, que vai passar umas semanas à Martinique e depois ficará em Rodney Bay enquanto os donos regressam à casa.
Nós saímos de Rodney Bay também a 15, e fomos para a Martinique, onde ficámos na Marina du Marin, uma Marina enorme, com cerca de 600 lugares, num envolvimento agradável e numa baía muito grande. Voltámos, assim, a França, com as boas baguetes, os croissants, bom café, boa comida e euros...
Na primeira noite tivemos uma "happy hour" a bordo do Hugur.
E na segunda, um café e uma prova de rum no A Plus 2.
Em Rodney Bay, o Luis tinha pedido uma revisão do rigging, e ficámos a saber que precisávamos substituir pelo menos um dos brandais, e que o devíamos fazer em Le Marin.
De modo que, após uma avaliação mais completa, foi substituída a maior parte do aparelho, num trabalho rápido, profissional e com o qual o Luis ficou muito satisfeito. Mais uma coisa feita e pronta. Só nos falta a vela nova, a ser entregue em Nanny Cay.
Quando estávamos no pontão da Caraibe Gréement onde foi feito o trabalho, apareceu um casal grego, que fizera a ARC+ connosco, a bordo do Filizi. Vinham cumprimentar-nos e felicitar-nos pela Volta, e queriam saber novidades da viagem, pois estão a pensar fazer o mesmo qualquer dia... Almoçámos com eles, e foi agradável falar com eles da viagem; quase sem darmos por isso, começamos a fazer balanços do que passámos...
Saímos do Le Marin no dia 21 de Abril. Tínhamos pensado ir para Les Saintes, mas o vento estava sueste, e a baía era exactamente virada a sueste, sujeita a mareta, pelo que continuámos até a uma baía no Nordeste de Guadalupe, a Baía Deshaies, onde chegámos ao final do dia. Cheia de barcos, mas muito acolhedora, a intenção era ficarmos dois dias. Mas durante a noite o vento foi aumentando, em rajadas canalizadas pelos montes envolventes, e deixou de ser uma baía tão aprazível, para se tornar preocupante deixar o barco sozinho e ir passear para terra. Conclusão: seguimos viagem, e decidimos ir para as British Virgin Islands, onde estava o Wayward Wind.
Foi um velejar agradável, sem pressas, porque não queríamos chegar de noite; tivemos mesmo que "travar" a velocidade do barco para chegarmos com luz do dia. Chegámos à Virgin Gorda, ao Virgin Gorda Yacht Harbour, em Spanish Town, às 8 da manhã do dia 25 de Abril e atracámos ao lado do Wayward Wind. Também o Circe estava na mesma Marina.
Fizemos o check in, e constatámos que a moeda local não é a libra, nem uma variante da mesma como em Santa Helena, mas sim... o dólar americano!
Há quatro barcos que não vamos voltar a ver, pelo menos nos tempos mais próximos. O Makena, que foi um dos primeiros a largar; irá velejar para Sul, para as Grenadines e depois Grenada, e nos planos deles está a repetição da Volta ao Mundo, mas desta vez independentes e mais lentamente, estando em aberto a Volta pelo Sul da América... Bons ventos e boas aventuras para o Luc, a Sarah e o Kai!
O Chateau Bleu também não veremos mais nesta viagem - para já, vão ficar pelas Caraíbas, a conhecerem estas paragens e mais tarde decidirão para onde seguem, Europa ou regresso à Austrália.
O terceiro barco é o Aretha. Vai navegar a caminho do Canal do Panamá, para depois rumarem a San Francisco, onde vão iniciar uma nova vida. Jantaram a bordo do Allegro na véspera da largada, e as despedidas não foram fáceis. Largaram na manhã do dia 15. Que tudo corra bem à "Team Aretha"nesta viagem e na nova vida que os espera em San Francisco.
O quarto barco é o Tulasi, que vai passar umas semanas à Martinique e depois ficará em Rodney Bay enquanto os donos regressam à casa.
Nós saímos de Rodney Bay também a 15, e fomos para a Martinique, onde ficámos na Marina du Marin, uma Marina enorme, com cerca de 600 lugares, num envolvimento agradável e numa baía muito grande. Voltámos, assim, a França, com as boas baguetes, os croissants, bom café, boa comida e euros...
Na primeira noite tivemos uma "happy hour" a bordo do Hugur.
E na segunda, um café e uma prova de rum no A Plus 2.
Em Rodney Bay, o Luis tinha pedido uma revisão do rigging, e ficámos a saber que precisávamos substituir pelo menos um dos brandais, e que o devíamos fazer em Le Marin.
De modo que, após uma avaliação mais completa, foi substituída a maior parte do aparelho, num trabalho rápido, profissional e com o qual o Luis ficou muito satisfeito. Mais uma coisa feita e pronta. Só nos falta a vela nova, a ser entregue em Nanny Cay.
Quando estávamos no pontão da Caraibe Gréement onde foi feito o trabalho, apareceu um casal grego, que fizera a ARC+ connosco, a bordo do Filizi. Vinham cumprimentar-nos e felicitar-nos pela Volta, e queriam saber novidades da viagem, pois estão a pensar fazer o mesmo qualquer dia... Almoçámos com eles, e foi agradável falar com eles da viagem; quase sem darmos por isso, começamos a fazer balanços do que passámos...
Saímos do Le Marin no dia 21 de Abril. Tínhamos pensado ir para Les Saintes, mas o vento estava sueste, e a baía era exactamente virada a sueste, sujeita a mareta, pelo que continuámos até a uma baía no Nordeste de Guadalupe, a Baía Deshaies, onde chegámos ao final do dia. Cheia de barcos, mas muito acolhedora, a intenção era ficarmos dois dias. Mas durante a noite o vento foi aumentando, em rajadas canalizadas pelos montes envolventes, e deixou de ser uma baía tão aprazível, para se tornar preocupante deixar o barco sozinho e ir passear para terra. Conclusão: seguimos viagem, e decidimos ir para as British Virgin Islands, onde estava o Wayward Wind.
Foi um velejar agradável, sem pressas, porque não queríamos chegar de noite; tivemos mesmo que "travar" a velocidade do barco para chegarmos com luz do dia. Chegámos à Virgin Gorda, ao Virgin Gorda Yacht Harbour, em Spanish Town, às 8 da manhã do dia 25 de Abril e atracámos ao lado do Wayward Wind. Também o Circe estava na mesma Marina.
Fizemos o check in, e constatámos que a moeda local não é a libra, nem uma variante da mesma como em Santa Helena, mas sim... o dólar americano!
quinta-feira, 14 de abril de 2016
SÁBADO, 9 DE ABRIL DE 2016
O dia 9 de Abril foi o dia do Final oficial da Volta ao Mundo, da World ARC 2015/2016!
O dia começou em Marigot Bay, na ilha de Saint Lucia, a cerca de 8 milhas de Rodney Bay, com um desfile dos barcos participantes, a "sailing parade". À frente ia o barco mais pequeno da frota, o Luna Quest (Rival 38), seguindo-se o Exody (Starlight 39), o Chat Eau Bleu (Lagoon 40), o Garlix (XP 44), o Allegro (Trintella 45), o Ayama (Ocean Cruiser 42), o Circe (Hallberg Rassy 48), o Wayward Wind (Hans Christian 43), o Hugur (Najad 52), Aretha (Oyster 53), A Plus 2 (Amel 54), Makena (Lagoon 62) e o Tulasi (Amel 64). O Starblazer não pôde participar por terem o motor avariado, mas o casal tripulante fez a parada a bordo de outro barco.
A fila de barcos percorreu a distância até Rodney Bay, fazendo um desvio para rodear a baía de Castries, a capital da ilha. Em Rodney Bay, cortámos a Linha de Chegada, a mesma que fora a Linha de Partida 16 meses antes!
E assim ficou oficialmente concluída a Volta ao Mundo em barco à vela!
Após entrarmos na Marina, foi-nos oferecido o tradicional "rhum punch", e mais umas bebidas e petiscos num toldo montado nos pontões da Marina.
E à noite, houve o jantar de encerramento da World ARC, o "Prizegiving" final. Foi uma cerimónia muito agradável e simpática. Enquanto jantávamos, iam passando fotografias desta grande aventura, dos vários barcos, tripulações, locais visitados. Os discursos oficiais foram curtos. O Victor falou muito bem, fazendo um apanhado daquilo que foi esta viagem e da vida nesta "pequena aldeia" que se constituiu ao longo dela. Como uma "família" unida pelo mesmo feito.
A distribuição final dos prémios foi outro ponto alto. Em vez de cada barco ser chamado pelo seu nome, era feita uma descrição mais ou menos cifrada, que nos permitia identificar o barco em causa.
Em relação a nós, foi notado, entre outras coisas, o facto de sermos o único barco a ter tido sempre uma tripulação fixa das mesmas três pessoas a bordo; o barco em que o Skipper é conhecido como o médico da frota que teve que prestar assistência por várias vezes a tripulantes da frota, e o barco que preparou um prémio especial que distribuiu no jantar de Grenada, tornando "oficial" o Grupo das "Turtles"! Dado o sucesso que teve esse facto, ele, Victor, vai propor a instituição de um prémio novo na próxima World ARC: o "Turtle Prize"!
DE QUINTA-FEIRA, 7 A SÁBADO, 9 DE ABRIL DE 2016DE ABRIL
Marigot Bay é, quanto a nós, a baía mais bonita de Saint Lucia. Tem um canal de entrada limitado a bombordo por uma língua de areia com coqueiros, e mais para dentro as margens da baía são constituídas por mangais, excepto do lado direito, onde há uma Marina, com um longo pontão onde os barcos se prendem de proa ou popa, e se amarram também a uma boia. Esse pontão dá acesso, num dos extremos, aos "customs", e ao escritório da Marina, a cafés e restaurantes muito agradáveis, e à estrada; e no outro extremo ao Hotel Capella, com as piscinas e restaurante em baixo, e bungalows de madeira, distribuídos ao longo da encosta.
Antes da entrada da baía há, à esquerda, um restaurante com doca para os dinghies, o Doolitle, também muito simpático.
Foi nesta baía que passámos os dois dias seguintes, aproveitando para conviver com os outros barcos, para descansar, tomar banhos de piscina, e beber uma pina-colada ou um "rhum punch".
No dia da chegada, fomos comer pizzas, festejar e beber à saúde da tripulação, da Anne Marie e da Teresa!
Depois ficámos nós a bordo, porque os três restantes foram para o hotel em Rodney Bay.
No dia 7, houve um jantar de convívio orgânico pela WARC, com buffet de comida local, no Mygo Caffe.
O dia 8 foi um dia livre de actividades programadas.
E no dia 9 largámos para a parada náutica final.
Antes da entrada da baía há, à esquerda, um restaurante com doca para os dinghies, o Doolitle, também muito simpático.
Foi nesta baía que passámos os dois dias seguintes, aproveitando para conviver com os outros barcos, para descansar, tomar banhos de piscina, e beber uma pina-colada ou um "rhum punch".
No dia da chegada, fomos comer pizzas, festejar e beber à saúde da tripulação, da Anne Marie e da Teresa!
Depois ficámos nós a bordo, porque os três restantes foram para o hotel em Rodney Bay.
No dia 7, houve um jantar de convívio orgânico pela WARC, com buffet de comida local, no Mygo Caffe.
O dia 8 foi um dia livre de actividades programadas.
E no dia 9 largámos para a parada náutica final.
DE QUINTA-FEIRA, 31 DE MARÇO A QUARTA-FEIRA, 6 DE ABRIL DE 2016
No dia 31 de Março largamos do estaleiro (Grenada Marine, em Saint David's Bay) para Port Louis Marina, em Saint George. Aí ficamos 2 dias, e aí foram tiradas as medidas para a vela nova, que será feita em Barbados, e entregue em Tortola, antes (esperamos!...) do início da ARC Europa.
No dia 2 de Abril, dirigimo-nos mais para Norte, e chegámos à tarde a Chatham Bay, na Union Island. A Union Island já não faz parte de Grenada, pertence ao grupo de Saint Vincent and Grenadines. Mal chegámos apareceu logo um barco local a oferecer os seus préstimos. O homem do barco chamava-se Bushman.
Mal pudemos, mergulhámos na baia, mesmo a tempo de vermos uma raia grande, preta e branca, a aproximar-se, curiosa. De resto, ali perto do barco, a única coisa que conseguimos ver mais, foram cardumes de peixes pequeninos que nos rodeavam enquanto nadávamos - a visibilidade, naquela profundidade de 7 metros, não era boa. Antes do por do sol, enquanto preparávamos uma bebida e o jantar, assistimos aos saltos de um enorme cardume de peixe pequeno prateado. E o por do sol brindou-nós com mais um raio verde!
No dia 3, de manhã, fomos com o Bushman até Clifton, a vila principal da ilha, no barco dele,. Pensámos que as nossas colunas não iam resistir à pancada que apanharam com os saltos sobre a mareta... Mas, estamos uns marinheiros muito resistentes, agora...
Clifton é um pequeno porto com mais actividade turística que o resto da ilha, porque é aí que fica o aeroporto. Tem vários pequenos restaurantes e bares, um mercado de fruta e legumes muito colorido, dois pequenos hotéis, uns pontões pequenos de acesso à terra. Dá ideia que já terá visto melhores dias, pois está pouco cuidado. Fomos a pé até ao aeroporto, com o Bushman a indicar-nos o caminho, para fazermos o check in de Saint Vincent. Como era fim de semana, as formalidades eram feitas no aeroporto. Três guichets diferentes... Depois, a oficial da alfândega levou-nos de carro de volta à vila, para irmos ao ATM. Comprámos fruta no pequeno mercado, baguetes de pão num pequeno quiosque, e gelo na esplanada de um hotel, e regressámos. Pelo caminho, o Bushman foi buscar a cozinheira à vila de Ashton, mais pequena que Clifton, situada numa lagoa de corais, rodeada de mangais.
O almoço foi no restaurante tosco que o Bushman tem na praia, onde bebemos rum punch, cerveja e comemos comida local. Depois ele levou-nos e volta ao barco.
No dia 4 fomos de Union Island para Tobago Cays, muito próximo, embora completamente contra o vento. Ficámos numa bóia, perto do Starblazer que ainda lá estava. Tobago Cays é realmente muito bonito, com 4 ou 5 pequenas ilhas pouco altas, água em tons de turquesa, azul, verde, muito transparentes e areia muito branca. Mergulhámos, fizemos snorkeling, vimos as tartarugas, inclusive a comer a "relva" do fundo, muito bom.
Jantamos a bordo do Starblazer, uns bifes muito, muito bons, grelhados no grelhadora gás instalado na popa do barco deles.
Dia 5, arrancamos para Bequia. Um "rasta man" muito típico destas paragens, veio no seu barco a motor "Blue Sky" ajudar-nos a apanhar uma boia. Depois fomos à terra para almoçar e fazer o check out de Saint Vincent, pois a próxima paragem já seria em Saint Lucia, um outro país.
Almoçámos no Café Maria, numa varanda com vista para a baía. Aqui, em Bequia, completámos oficiosamente a Volta ao Mundo, pois já tínhamos aqui estado antes, em Dezembro de 2014.
Desta vez, o jantar foi a bordo do Allegro com o John e a Joyce do Starblazer - uma massa com atum gratinada e um óptimo ananás.
Dia 6, largámos cedo para Marigot Bay, em Saint Lucia, para chegarmos lá ainda com luz do dia. Mas... Há sempre imprevistos!...
Fomos inicialmente à vela, uma bolina folgada, depois um largo, muito bem até o vento cair, próximo dos Pítons, na parte sul de Saint Lucia. Entretanto, o motor do Starblazer deixou de funcionar. Teria água no óleo... Foram ficando cada vez mais para trás, até que resolvemos propor-lhes um reboque.
Rebocámo-los até uma baía muito próximo de Marigot Bay, onde se prenderam a uma boia, mesmo quando o sol se punha. No dia seguinte seria mais fácil irem à vela até Rodney Bay, se houvesse vento, ou serem rebocados com luz do dia, caso não houvesse.
Assim, entrámos em Marigot Bay já noite cerrada, ajudados lá dentro por um dinghy onde estavam o Casper (Aretha) e o Peter (Exody). Ficamos entre o Exody e o Makena.
Ao descermos do barco, tivemos a grande e agradável surpresa de termos à nossa espera não só a Anne Marie, que seria mais previsível, mas também, de forma totalmente inesperada, a Teresa Gago!
Deu-nos uma grande alegria esta surpresa!
No dia 2 de Abril, dirigimo-nos mais para Norte, e chegámos à tarde a Chatham Bay, na Union Island. A Union Island já não faz parte de Grenada, pertence ao grupo de Saint Vincent and Grenadines. Mal chegámos apareceu logo um barco local a oferecer os seus préstimos. O homem do barco chamava-se Bushman.
Mal pudemos, mergulhámos na baia, mesmo a tempo de vermos uma raia grande, preta e branca, a aproximar-se, curiosa. De resto, ali perto do barco, a única coisa que conseguimos ver mais, foram cardumes de peixes pequeninos que nos rodeavam enquanto nadávamos - a visibilidade, naquela profundidade de 7 metros, não era boa. Antes do por do sol, enquanto preparávamos uma bebida e o jantar, assistimos aos saltos de um enorme cardume de peixe pequeno prateado. E o por do sol brindou-nós com mais um raio verde!
No dia 3, de manhã, fomos com o Bushman até Clifton, a vila principal da ilha, no barco dele,. Pensámos que as nossas colunas não iam resistir à pancada que apanharam com os saltos sobre a mareta... Mas, estamos uns marinheiros muito resistentes, agora...
Clifton é um pequeno porto com mais actividade turística que o resto da ilha, porque é aí que fica o aeroporto. Tem vários pequenos restaurantes e bares, um mercado de fruta e legumes muito colorido, dois pequenos hotéis, uns pontões pequenos de acesso à terra. Dá ideia que já terá visto melhores dias, pois está pouco cuidado. Fomos a pé até ao aeroporto, com o Bushman a indicar-nos o caminho, para fazermos o check in de Saint Vincent. Como era fim de semana, as formalidades eram feitas no aeroporto. Três guichets diferentes... Depois, a oficial da alfândega levou-nos de carro de volta à vila, para irmos ao ATM. Comprámos fruta no pequeno mercado, baguetes de pão num pequeno quiosque, e gelo na esplanada de um hotel, e regressámos. Pelo caminho, o Bushman foi buscar a cozinheira à vila de Ashton, mais pequena que Clifton, situada numa lagoa de corais, rodeada de mangais.
O almoço foi no restaurante tosco que o Bushman tem na praia, onde bebemos rum punch, cerveja e comemos comida local. Depois ele levou-nos e volta ao barco.
No dia 4 fomos de Union Island para Tobago Cays, muito próximo, embora completamente contra o vento. Ficámos numa bóia, perto do Starblazer que ainda lá estava. Tobago Cays é realmente muito bonito, com 4 ou 5 pequenas ilhas pouco altas, água em tons de turquesa, azul, verde, muito transparentes e areia muito branca. Mergulhámos, fizemos snorkeling, vimos as tartarugas, inclusive a comer a "relva" do fundo, muito bom.
Jantamos a bordo do Starblazer, uns bifes muito, muito bons, grelhados no grelhadora gás instalado na popa do barco deles.
Dia 5, arrancamos para Bequia. Um "rasta man" muito típico destas paragens, veio no seu barco a motor "Blue Sky" ajudar-nos a apanhar uma boia. Depois fomos à terra para almoçar e fazer o check out de Saint Vincent, pois a próxima paragem já seria em Saint Lucia, um outro país.
Almoçámos no Café Maria, numa varanda com vista para a baía. Aqui, em Bequia, completámos oficiosamente a Volta ao Mundo, pois já tínhamos aqui estado antes, em Dezembro de 2014.
Desta vez, o jantar foi a bordo do Allegro com o John e a Joyce do Starblazer - uma massa com atum gratinada e um óptimo ananás.
Dia 6, largámos cedo para Marigot Bay, em Saint Lucia, para chegarmos lá ainda com luz do dia. Mas... Há sempre imprevistos!...
Fomos inicialmente à vela, uma bolina folgada, depois um largo, muito bem até o vento cair, próximo dos Pítons, na parte sul de Saint Lucia. Entretanto, o motor do Starblazer deixou de funcionar. Teria água no óleo... Foram ficando cada vez mais para trás, até que resolvemos propor-lhes um reboque.
Rebocámo-los até uma baía muito próximo de Marigot Bay, onde se prenderam a uma boia, mesmo quando o sol se punha. No dia seguinte seria mais fácil irem à vela até Rodney Bay, se houvesse vento, ou serem rebocados com luz do dia, caso não houvesse.
Assim, entrámos em Marigot Bay já noite cerrada, ajudados lá dentro por um dinghy onde estavam o Casper (Aretha) e o Peter (Exody). Ficamos entre o Exody e o Makena.
Ao descermos do barco, tivemos a grande e agradável surpresa de termos à nossa espera não só a Anne Marie, que seria mais previsível, mas também, de forma totalmente inesperada, a Teresa Gago!
Deu-nos uma grande alegria esta surpresa!
sábado, 2 de abril de 2016
QUINTA-FEIRA, 31 DE MARÇO DE 2016
Dormimos bem, apesar do balanço, do estado nos cunhos onde estamos amarrados (ferrugentos, com superfícies cortantes) e da luz de uma grua ao lado do barco a iluminar-nos a noite toda.
Vão agora por diesel. Depois verificar motor e gerador para ver se tudo está OK. Antes das 10 ou 11 não saímos daqui.
Assim, alterámos os planos. Iremos de volta a Port Loius Marina, e faremos lá o checkout.
O veleiro ainda não mediu a vela. Irá medi-la a Port Lois Marina amanhã.
Vão agora por diesel. Depois verificar motor e gerador para ver se tudo está OK. Antes das 10 ou 11 não saímos daqui.
Assim, alterámos os planos. Iremos de volta a Port Loius Marina, e faremos lá o checkout.
O veleiro ainda não mediu a vela. Irá medi-la a Port Lois Marina amanhã.
quinta-feira, 31 de março de 2016
TERÇA-FEIRA, 22 A QUARTA-FEIRA, 30 DE MARÇO DE 2016
Barco em seco. Todo de pernas para o ar lá por dentro, chão retirado para se poder ter acesso ao depósito do gasóleo; nosso quarto todo desmanchado, para haver acesso ao leme, leme propriamente dito no chão lá fora...
Isto foi o panorama até ontem. Ontem recolocaram o leme no lugar. E hoje estão a acabar o puzzle, a repor todas as peças, porque com a peça em fibra que construíram, as madeiras dentro não encaixam perfeitamente e têm que ser "adaptadas" para se poder montar a parede e o tecto do quarto. As escadas interiores já estão no lugar, e assim já é possível entrar e sair sem se fazer uma ginástica realmente difícil. Mas arrumar e limpar ainda não foi possível, porque os trabalhadores entram e saem, acertam a madeira, ajustam, aparafusam, enfim, ainda permanece caos suficiente para impedir que se consiga repor a ordem...
De qualquer modo, continuamos a pensar que o barco irá para a água hoje, e os planos são: passar a noite aqui, numa bóia, para por tudo a funcionar, motor, gerador, ver se não há entradas de água, etc, amanhã logo cedo fazer o checkout de Grenada aqui (só funciona aqui às terças e quintas-feiras) e largar amarras para Union Island, ou Carriacou se se fizer tarde para chegarmos de dia...
Ainda hoje, aproveitei para fazer uma máquina de roupa (o estaleiro tem lavandaria self-service), e vou a seguir ao almoço comprar os frescos.
Choveu durante a noite, uma carga de água, mas agora tem estado descoberto. O vento está fraco, embora lá fora se vejam alguns carneiros.
Realmente o barco foi para a água, mas mesmo no final do dia de trabalho aqui. Portanto, puseram-nós na água, encostado ao pontão, mas ainda sem gasóleo. Isso só amanhã... Não dá para experimentar nada, mas deu para ver que não entrou água pelo leme nem pelo macho de fundo que foi revisto. Já não é mau.
Isto foi o panorama até ontem. Ontem recolocaram o leme no lugar. E hoje estão a acabar o puzzle, a repor todas as peças, porque com a peça em fibra que construíram, as madeiras dentro não encaixam perfeitamente e têm que ser "adaptadas" para se poder montar a parede e o tecto do quarto. As escadas interiores já estão no lugar, e assim já é possível entrar e sair sem se fazer uma ginástica realmente difícil. Mas arrumar e limpar ainda não foi possível, porque os trabalhadores entram e saem, acertam a madeira, ajustam, aparafusam, enfim, ainda permanece caos suficiente para impedir que se consiga repor a ordem...
De qualquer modo, continuamos a pensar que o barco irá para a água hoje, e os planos são: passar a noite aqui, numa bóia, para por tudo a funcionar, motor, gerador, ver se não há entradas de água, etc, amanhã logo cedo fazer o checkout de Grenada aqui (só funciona aqui às terças e quintas-feiras) e largar amarras para Union Island, ou Carriacou se se fizer tarde para chegarmos de dia...
Ainda hoje, aproveitei para fazer uma máquina de roupa (o estaleiro tem lavandaria self-service), e vou a seguir ao almoço comprar os frescos.
Choveu durante a noite, uma carga de água, mas agora tem estado descoberto. O vento está fraco, embora lá fora se vejam alguns carneiros.
Realmente o barco foi para a água, mas mesmo no final do dia de trabalho aqui. Portanto, puseram-nós na água, encostado ao pontão, mas ainda sem gasóleo. Isso só amanhã... Não dá para experimentar nada, mas deu para ver que não entrou água pelo leme nem pelo macho de fundo que foi revisto. Já não é mau.
terça-feira, 29 de março de 2016
DOMINGO, 13 DE MARÇO A SEGUNDA-FEIRA, 20 DE MARÇO DE 2016
Na véspera de chegarmos a Grenada, numa altura em que ligámos o motor, ele foi abaixo sem razão aparente. Voltámos a ligar, trabalhou 6 minutos e desligou-se outra vez. Todos os indicadores normais, não parecia haver nenhuma razão para o motor parar. O Luis mudou para o outro filtro de gasóleo, mas mesmo assim, o motor voltou a parar.
Aproximámo-nos lentamente de Saint Georges na parte sudoeste da ilha, onde fica a Port Louis Marina. Queríamos chegar com luz do dia. Tinha-nos sido dito que já estava preparado um reboque para as sete da manhã. Afinal, não havia nenhum barco para esse efeito. Ficámos a fazer bordos à vela, a fazer tempo, enquanto esperávamos pelo Luc e Victor no dinghy do Makena, que o Luc pôs à disposição para vir ao nosso lado se fosse necessário. Ligámos o motor que se aguentou cerca de 20 min e depois mais outro tanto, e não chegou a ser necessário o reboque. Entrámos na Marina às 09:00 locais (UTC -4).
A Marina está muito bem arranjada, bem equipada.. Sabe bem voltarmos a ter pontões seguros, estáveis e boas instalações. Depois de nós, ao princípio da tarde, chegou o Wayward Wind, também com problemas de motor. E mais alguns barcos tiveram igualmente problemas. Parece que o gasóleo brasileiro não será muito recomendável...
Levámos a vela para o veleiro para ver se valia a pena tentar arranjá-la - o veredito final é que não vale a pena. Terá que ser vela nova.
Em relação ao motor, o problema foi do gasóleo com impurezas, que entupiram os filtros.
O leme tem uma folga que aparentemente será devida ao apoio superior do eixo do leme no convés. Mas para se ter a certeza, terá que se ver o leme com o barco a seco.
Aproveitámos os dias em Port Louis Marina para estar com as outras tripulações. Estamos quase no fim desta Volta.
Fizemos um tour de Grenada, chamada a Ilha das Especiarias, que incluiu um banho nas quedas de água de Concord, uma visita a uma quinta de exploração de especiarias, e o regresso por Saint Georges, a principal povoação da ilha, com o seu porto muito pitoresco. A principal especiaria da Ilha é a noz moscada. O rum punch local é polvilhado com noz moscada!
Tivemos um jantar no Yacht Club de Grenada. E o jantar de encerramento desta perna com a habitual distribuição de prémios.
Nós fizemos uma pequena distribuição de prémios particular, no final do jantar. O Luis arranjara quatro pequenas tartarugas em pedra pintada, na África do Sul, embrulhou-as e ofereceu uma a cada um dos "turtles" do Rally: Luna Quest, Wayward Wind, Chat Eau Bleu e nós próprios. Foi um sucesso! Gostaram muito da lembrança!
Houve ainda um convite para um convívio a bordo do Aretha, ao final do dia de Domingo, muito agradável.
Como no estaleiro não trabalham ao fim de semana, adiámos a subida do barco para segunda-feira, 21 de Março.
O vento estava de Este, entre 16 e 22 nós. Até à ponta SE da ilha foi muito agradável, à vela, mas depois passámos a ter vento e mar pela proa. Ligámos o motor, que funcionou utilizando combustível de um depósito auxiliar com diesel limpo. A progressao foi lenta, pelo que foi sendo necessário "alimentar" o depósito auxiliar com mais combustível. Com o estado do mar, agitado, a transfega de gasóleo não foi propriamente uma limpeza; já havia gasóleo nos sapatos, nas pernas, nas mãos, enfim, nada de grave, deu para chegarmos bem, mas bastante cansados.
O barco foi posto a seco e nós almoçámos às quatro da tarde no pequeno restaurante do estaleiro.
Aproximámo-nos lentamente de Saint Georges na parte sudoeste da ilha, onde fica a Port Louis Marina. Queríamos chegar com luz do dia. Tinha-nos sido dito que já estava preparado um reboque para as sete da manhã. Afinal, não havia nenhum barco para esse efeito. Ficámos a fazer bordos à vela, a fazer tempo, enquanto esperávamos pelo Luc e Victor no dinghy do Makena, que o Luc pôs à disposição para vir ao nosso lado se fosse necessário. Ligámos o motor que se aguentou cerca de 20 min e depois mais outro tanto, e não chegou a ser necessário o reboque. Entrámos na Marina às 09:00 locais (UTC -4).
A Marina está muito bem arranjada, bem equipada.. Sabe bem voltarmos a ter pontões seguros, estáveis e boas instalações. Depois de nós, ao princípio da tarde, chegou o Wayward Wind, também com problemas de motor. E mais alguns barcos tiveram igualmente problemas. Parece que o gasóleo brasileiro não será muito recomendável...
Levámos a vela para o veleiro para ver se valia a pena tentar arranjá-la - o veredito final é que não vale a pena. Terá que ser vela nova.
Em relação ao motor, o problema foi do gasóleo com impurezas, que entupiram os filtros.
O leme tem uma folga que aparentemente será devida ao apoio superior do eixo do leme no convés. Mas para se ter a certeza, terá que se ver o leme com o barco a seco.
Aproveitámos os dias em Port Louis Marina para estar com as outras tripulações. Estamos quase no fim desta Volta.
Fizemos um tour de Grenada, chamada a Ilha das Especiarias, que incluiu um banho nas quedas de água de Concord, uma visita a uma quinta de exploração de especiarias, e o regresso por Saint Georges, a principal povoação da ilha, com o seu porto muito pitoresco. A principal especiaria da Ilha é a noz moscada. O rum punch local é polvilhado com noz moscada!
Tivemos um jantar no Yacht Club de Grenada. E o jantar de encerramento desta perna com a habitual distribuição de prémios.
Nós fizemos uma pequena distribuição de prémios particular, no final do jantar. O Luis arranjara quatro pequenas tartarugas em pedra pintada, na África do Sul, embrulhou-as e ofereceu uma a cada um dos "turtles" do Rally: Luna Quest, Wayward Wind, Chat Eau Bleu e nós próprios. Foi um sucesso! Gostaram muito da lembrança!
Houve ainda um convite para um convívio a bordo do Aretha, ao final do dia de Domingo, muito agradável.
Como no estaleiro não trabalham ao fim de semana, adiámos a subida do barco para segunda-feira, 21 de Março.
O vento estava de Este, entre 16 e 22 nós. Até à ponta SE da ilha foi muito agradável, à vela, mas depois passámos a ter vento e mar pela proa. Ligámos o motor, que funcionou utilizando combustível de um depósito auxiliar com diesel limpo. A progressao foi lenta, pelo que foi sendo necessário "alimentar" o depósito auxiliar com mais combustível. Com o estado do mar, agitado, a transfega de gasóleo não foi propriamente uma limpeza; já havia gasóleo nos sapatos, nas pernas, nas mãos, enfim, nada de grave, deu para chegarmos bem, mas bastante cansados.
O barco foi posto a seco e nós almoçámos às quatro da tarde no pequeno restaurante do estaleiro.
domingo, 20 de março de 2016
AVARIAS NA PERNA FORTALEZA-GRENADA
AVARIAS NA PERNA FORTALEZA-GRENADA
Duas que recentemente tivemos.
A primeira aconteceu na madrugada de 04 de Março.
Tinha ido à proa para uma vistoria rotineira quando ao olhar para a parte superior do mastro verifiquei que a genoa apresentava um rasgão na parte superior da valuma, logo depois da faixa de protecção UV.
A primeira aconteceu na madrugada de 04 de Março.
Tinha ido à proa para uma vistoria rotineira quando ao olhar para a parte superior do mastro verifiquei que a genoa apresentava um rasgão na parte superior da valuma, logo depois da faixa de protecção UV.
Duas que recentemente tivemos.
A primeira aconteceu na madrugada de 04 de Março.
Tinha ido à proa para uma vistoria rotineira quando, ao olhar para a parte superior do mastro, verifiquei que a genoa apresentava um rasgão na parte superior da valuma, logo depois da faixa de protecção UV.
Com uma dimensão de 2-3 metros, a zona lesada não era mais extensa porque o vento estava muito fraco.
A genoa e a vela grande foram feitas expressamente para esta aventura.
A vela grande tem tido bastante utilização apresentando sinais de envelhecimento aqui e ali.
Mas a genoa, essa é que tem tido uma utilização praticamente constante e um comportamento excepcional. Fez, no fundo toda a World ARC já que só foi retirada agora durante a última perna.
Também com sinais de envelhecimento e desgaste fora já revista em Cape Town e agora, mais recentemente, em Salvador. Em ambos os casos a dita revisão foi insuficientemente feita já que em qualquer dos casos nada me foi dito quanto ao futuro da vela, mesmo depois de ambos os veleiros terem sido questionados quanto à eventual necessidade de substituição.
É, de facto, tudo muito parecido por este Mundo fora.
O resto da manhã foi para arrear a genoa rasgada, dobrá-la o melhor possível no convés e retirar a genoa sobresselente da loca da proa e envergá-la. Parece pouco, não é? Isto tudo com um squall curioso, que chegou, molhou e desandou…
Vamos esperar pelo veredicto do veleiro (não sei ainda se de Grenada se de St. Lucia) e pela resposta da companhia de seguros.
A outra genoa, a que agora está a ser utilizada, é bastante mais fina, não me dá a confiança que tenho sentido na que se estragou.
Quanto à outra avaria foi o entupimento (?) da drenagem da sanita da proa.
Em Salvador fiz a revisão dos tubos, tudo tinha ficado limpo, excepto a peça em ângulo recto logo a seguir ao macho-de-fundo. Essa, por o Allegro estar a nado não se conseguiu limpar completamente. É com certeza essa a zona que entupiu.
Vai ter que ser substituída mais tarde.
Ainda bem que temos duas casas de banho a bordo!
Temos sido muito bafejados pela sorte com as avarias que temos tido!
E pronto.
Faltam-nos menos de dois dias para chegar a Grenada e uma passagem mais estreita.
Já estamos, mesmo, com muita vontade de chegar. E de parar.
A informação que temos da Marina é muito favorável. Acho que vai ter tudo o que necessitamos.
E depois de mais uns dias com actividades sociais e náuticas, de repente, vamos estar todos “desempregados”, sem sabermos bem como substituir o que nos tem sido proporcionado de uma forma tão agradável.
Vai ser assim.
Depois é tempo de reflexão e de “digestão”.
LA
SÁBADO, 20 DE FEVEREIRO, A TERÇA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2016
Allegro - SÁBADO, 20 DE FEVEREIRO, A TERÇA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2016
De Salvador para Fernando Noronha, começámos com vento fraco no 1º dia e tivemos que usar o motor para avançarmos. O 2º dia foi um dia de vários “squalls” e à tarde rizámos a vela grande. Nesse dia pagámos caro termo-nos esquecido de fechar o macho de fundo do lavatório, e tivemos uma inundação no WC da popa, que deu bastante trabalho a limpar…
No 3º dia, vento variável, e acabámos por ter de ligar o motor para nos afastarmos da costa; foi a última vez que o ligámos. Daí para a frente, vento sempre regular, entre 12 e 17 nós, e corrente favorável. O céu foi limpando e choveu menos; dois dias de vela muito agradáveis.
Chegámos a Fernando Noronha a 25 de Fevereiro, pelas 09:00, e fundeámos junto ao porto.
Como em Fernando Noronha é +1 h que em Salvador ou Fortaleza, já eram11h. Tarde para apanharmos os oficiais para nos darem a entrada, porque se aproximava a hora do almoço. Um pouco antes das 14:00h, o Luís foi no dinghy do Hugur, tratar das formalidades (muito demoradas…). Nessa noite jantámos no Restaurante Mergulhão, no morro junto ao porto, onde nos receberam muito bem, com muita simpatia e boa comida e agradável serviço. Caipirinha, queijo coalhado grelhado e moqueca de camarão. E café de saco, no final - aos anos que não via fazer, e não bebia, café de saco!… Jantámos com os Hugur, Ayama e Starblazer. Aretha e Wayward Wind regressaram a bordo pouco depois de nós chegarmos ao restaurante.
Muitas nuvens, muita, muita chuva, muito “rolar” no ancoradouro. Mesmo assim, valeu a pena. Não pudemos fazer “snorkelling”, uma das actividades mais recomendadas da Ilha, porque a visibilidade estava má, mas visitámos a Ilha no “Ônibus” que a atravessa de 1/2 em 1/2 hora. Fomos à Praia do Sueste, onde as tartarugas vêm desovar na época própria, e onde vimos pequenos tubarões dos recifes à borda de água, junto aos nossos pés. Tomámos um óptimo banho de mar na Praia do Sancho (à qual só se tem acesso descendo dois lanços de escadas verticais colocadas em buracos das rochas, e muitos outros degraus de pedra até à areia…), com água a 29 ºC. Caminhámos pelos montes à beira-mar para vermos os principais miradouros com vistas muito bonitas, e parámos na Vila dos Remédios, a principal povoação da Ilha.
Para despedida, no dia 27, Sábado, almoçámos novamente no “Mergulhão”, peixe “crocante” e risotto de camarão que estava uma delícia.
Largámos às 17:15, com pena de não podermos estar mais tempo…
De Fernando Noronha para Fortaleza, apanhámos vento favorável, corrente forte e favorável, alguns squalls fortes no 1ºdia, depois bom tempo. Tudo era tão a favor, que tivemos que ir reduzindo pano para não chegarmos de noite (tinham-nos avisado que não era recomendável), e acabámos por ter um período em que, sem velas, fizemos durante várias horas, SOG de 4.8 a 5.1 nós!
Chegámos a Fortaleza às 09:00. Tivemos que ancorar durante umas horas fora da Marina porque estava com a lotação completa, até sair um barco no início da tarde.
A Marina tem péssimas condições porque os pontões estão meio destruídos, não pudemos ficar encostados a nenhum, e as tripulações de vários barcos tinham que se deslocar no dinghy para terem acesso aos pontões…
à parte esse “pequeno” pormenor, tudo o resto foi muito agradável. A Marina pertence a um complexo com Hotel, piscina com esplanada e bom wifi, táxis sempre disponíveis no Hotel, de forma que acabou por sem uma estadia agradável e bastante descontraída.
O pouco tempo não deu para conhecer Fortaleza, mas ficámos com boa impressão do pouco que vimos.
Cidade grande, com 3 milhões de habitantes, onde parece que será Verão o ano inteiro, muito virada para o turismo, com muito comércio, muitas praias, uma longa avenida à beira-mar (um calçadão…), gente afável e simpática.
Na 1ª noite fomos jantar ao “Boteco da Praia”, quase todas as tripulações, um serviço muito demorado (éramos muitos…), e boa comida. Depois passeio a pé, e café e digestivo no “Café Havana” com os Hugur e os Ayama.
Abastecemos de gasóleo através de jerricans, com a ajuda do Victor “yellow shirt”. Comprámos os frescos e usámos a lavandaria na cidade.
Na 2ª (e última!) noite, jantámos na esplanada da piscina, a aproveitar o wifi e a tomarmos a última caipirinha realmente brasileira.
Largámos a 3 de Março para a última perna desta Volta ao Mundo: Fortaleza-Grenada.
É verdade. Está a acabar!
Temos tido bom vento, corrente favorável, muitos squalls e bastante chuva.
Hoje tivemos a visita do maior “cardume” de golfinhos desta Volta. Deviam ser uns quarenta ou cinquenta e ficaram connosco para aí durante uma hora. Parece que adivinharam que estamos a chegar ao fim da Volta!…
Hoje, faz 16 anos que largámos para o Brasil, para repetir a Viagem do Pedro Álvares Cabral.
Hoje, de regresso a casa, estamos a deixar o Brasil a poucos dias de concluirmos, em Grenada, a nossa Volta ao Mundo em barco à vela.
MA+LA
No 3º dia, vento variável, e acabámos por ter de ligar o motor para nos afastarmos da costa; foi a última vez que o ligámos. Daí para a frente, vento sempre regular, entre 12 e 17 nós, e corrente favorável. O céu foi limpando e choveu menos; dois dias de vela muito agradáveis.
Chegámos a Fernando Noronha a 25 de Fevereiro, pelas 09:00, e fundeámos junto ao porto.
Como em Fernando Noronha é +1 h que em Salvador ou Fortaleza, já eram11h. Tarde para apanharmos os oficiais para nos darem a entrada, porque se aproximava a hora do almoço. Um pouco antes das 14:00h, o Luís foi no dinghy do Hugur, tratar das formalidades (muito demoradas…). Nessa noite jantámos no Restaurante Mergulhão, no morro junto ao porto, onde nos receberam muito bem, com muita simpatia e boa comida e agradável serviço. Caipirinha, queijo coalhado grelhado e moqueca de camarão. E café de saco, no final - aos anos que não via fazer, e não bebia, café de saco!… Jantámos com os Hugur, Ayama e Starblazer. Aretha e Wayward Wind regressaram a bordo pouco depois de nós chegarmos ao restaurante.
Muitas nuvens, muita, muita chuva, muito “rolar” no ancoradouro. Mesmo assim, valeu a pena. Não pudemos fazer “snorkelling”, uma das actividades mais recomendadas da Ilha, porque a visibilidade estava má, mas visitámos a Ilha no “Ônibus” que a atravessa de 1/2 em 1/2 hora. Fomos à Praia do Sueste, onde as tartarugas vêm desovar na época própria, e onde vimos pequenos tubarões dos recifes à borda de água, junto aos nossos pés. Tomámos um óptimo banho de mar na Praia do Sancho (à qual só se tem acesso descendo dois lanços de escadas verticais colocadas em buracos das rochas, e muitos outros degraus de pedra até à areia…), com água a 29 ºC. Caminhámos pelos montes à beira-mar para vermos os principais miradouros com vistas muito bonitas, e parámos na Vila dos Remédios, a principal povoação da Ilha.
Para despedida, no dia 27, Sábado, almoçámos novamente no “Mergulhão”, peixe “crocante” e risotto de camarão que estava uma delícia.
Largámos às 17:15, com pena de não podermos estar mais tempo…
De Fernando Noronha para Fortaleza, apanhámos vento favorável, corrente forte e favorável, alguns squalls fortes no 1ºdia, depois bom tempo. Tudo era tão a favor, que tivemos que ir reduzindo pano para não chegarmos de noite (tinham-nos avisado que não era recomendável), e acabámos por ter um período em que, sem velas, fizemos durante várias horas, SOG de 4.8 a 5.1 nós!
Chegámos a Fortaleza às 09:00. Tivemos que ancorar durante umas horas fora da Marina porque estava com a lotação completa, até sair um barco no início da tarde.
A Marina tem péssimas condições porque os pontões estão meio destruídos, não pudemos ficar encostados a nenhum, e as tripulações de vários barcos tinham que se deslocar no dinghy para terem acesso aos pontões…
à parte esse “pequeno” pormenor, tudo o resto foi muito agradável. A Marina pertence a um complexo com Hotel, piscina com esplanada e bom wifi, táxis sempre disponíveis no Hotel, de forma que acabou por sem uma estadia agradável e bastante descontraída.
O pouco tempo não deu para conhecer Fortaleza, mas ficámos com boa impressão do pouco que vimos.
Cidade grande, com 3 milhões de habitantes, onde parece que será Verão o ano inteiro, muito virada para o turismo, com muito comércio, muitas praias, uma longa avenida à beira-mar (um calçadão…), gente afável e simpática.
Na 1ª noite fomos jantar ao “Boteco da Praia”, quase todas as tripulações, um serviço muito demorado (éramos muitos…), e boa comida. Depois passeio a pé, e café e digestivo no “Café Havana” com os Hugur e os Ayama.
Abastecemos de gasóleo através de jerricans, com a ajuda do Victor “yellow shirt”. Comprámos os frescos e usámos a lavandaria na cidade.
Na 2ª (e última!) noite, jantámos na esplanada da piscina, a aproveitar o wifi e a tomarmos a última caipirinha realmente brasileira.
Largámos a 3 de Março para a última perna desta Volta ao Mundo: Fortaleza-Grenada.
É verdade. Está a acabar!
Temos tido bom vento, corrente favorável, muitos squalls e bastante chuva.
Hoje tivemos a visita do maior “cardume” de golfinhos desta Volta. Deviam ser uns quarenta ou cinquenta e ficaram connosco para aí durante uma hora. Parece que adivinharam que estamos a chegar ao fim da Volta!…
Hoje, faz 16 anos que largámos para o Brasil, para repetir a Viagem do Pedro Álvares Cabral.
Hoje, de regresso a casa, estamos a deixar o Brasil a poucos dias de concluirmos, em Grenada, a nossa Volta ao Mundo em barco à vela.
MA+LA
terça-feira, 1 de março de 2016
QUARTA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO A SÁBADO, 20 DE FEVEREIRO DE 2016
A manhã e o princípio da tarde de quarta-feira foram passados à espera da caixa ou de notícias dela.
A manhã e o princípio da tarde foram passados à espera da caixa ou de notícias dela.
Até que pelas 1600 se ouviu “Allegro??????” e “está aqui a peça”.
E estava. Com deficiências mas estava e em condições de ser montada.
Depois de bem avaliada pelo Steffan, foi colocada. Finalmente, ao fim de mais de uma semana, o leme podia, outra vez, ser utilizado.
Após duas horas estava tudo pronto!
Foi um momento muito agradável e de descontracção. Tudo volta a ser mais real. E possível …
Assim, ficou decidido que largaríamos no sábado com destino a Fernando de Noronha.
QUINTA-
Na quinta aproveitámos para fazer um Tour pela cidade no Hop on, Hop off e ficarmos com uma noção mais correcta da cidade.
À noite os Starblazers jantaram a bordo. Foi muito agradável. Eles são boas pessoas, simples e amigos um do outro. O ambiente foi muito agradável.
SEXTA
Na sexta, cedo, começou a preparação dp Allegro para duas pernas pequenas - cerca de seiscentas milhas para Fernando de Noronha e, depois, trezentas e poucas para Fortaleza.
Entre outras era necessário comprovar o normal funcionamento de algumas coisas, nomeadamente do guincho. Mais uma vez o guincho não queria colaborar - guincho preso e o motor não funcionando …
Isto noutros locais não é complicado mas em Salvador é preciso um grande empenho para, ao se pedir a intervenção de um electricista não se acabar a substituir o guincho e a ter uma obra para mais de uma semana.
Assim aceitei a ajuda do John do Starblazer que é Eng. Electrotécnico. Era um cabo para o disjuntor do guincho que estava partido - o disjuntor salta se houver uma sobrecarga ou se houver um curto-circuito e rearma automaticamente passados 10 segundos.
Pelo meio da tarde estava tudo resolvido e arranjado.
Durante a sexta-feira foram ainda compradas as provisões pela Manuela e o Rui.
Mais para o fim da tarde chegou a genoa com 40 “pensos duplos” …
No princípio da tarde o Agente Ramon concluiu a papelada para completar o chek out para Fernando de Noronha e Fortaleza.
Finalmente, antes do jantar houve G&T a bordo do Starblazer.
Um dia em cheio!
SÁBADO
Foi colocada e içada a genoa de manhã cedo.
Acabámos por largar pelas 10:45, depois do Serginho (marinheiro da Marina) ter limpo o Watt and Sea e a sonda do odómetro (não fosse estar bloqueada).
Depois de sair da Baía rumámos a Norte com uma bolina inicialmente cerrada mas que passadas algumas horas foi folgando. Com o vento muito regular e o mar a ajudar fomos rumando bem.
Para o final do dia mudámos de bordo por estarmos muito perto de terra.
A única vez! Faltando-nos pouco mais de 100 milhas para chegarmos a Fernando de Noronha e não voltámos a mudar de bordo …
LA
E estava. Com deficiências mas estava e em condições de ser montada.
Depois de bem avaliada pelo Steffan, foi colocada. Finalmente, ao fim de mais de uma semana, o leme podia, outra vez, ser utilizado.
Após duas horas estava tudo pronto!
Foi um momento muito agradável e de descontracção. Tudo volta a ser mais real. E possível …
Assim, ficou decidido que largaríamos no sábado com destino a Fernando de Noronha.
QUINTA-
Na quinta aproveitámos para fazer um Tour pela cidade no Hop on, Hop off e ficarmos com uma noção mais correcta da cidade.
À noite os Starblazers jantaram a bordo. Foi muito agradável. Eles são boas pessoas, simples e amigos um do outro. O ambiente foi muito agradável.
SEXTA
Na sexta, cedo, começou a preparação dp Allegro para duas pernas pequenas - cerca de seiscentas milhas para Fernando de Noronha e, depois, trezentas e poucas para Fortaleza.
Entre outras era necessário comprovar o normal funcionamento de algumas coisas, nomeadamente do guincho. Mais uma vez o guincho não queria colaborar - guincho preso e o motor não funcionando …
Isto noutros locais não é complicado mas em Salvador é preciso um grande empenho para, ao se pedir a intervenção de um electricista não se acabar a substituir o guincho e a ter uma obra para mais de uma semana.
Assim aceitei a ajuda do John do Starblazer que é Eng. Electrotécnico. Era um cabo para o disjuntor do guincho que estava partido - o disjuntor salta se houver uma sobrecarga ou se houver um curto-circuito e rearma automaticamente passados 10 segundos.
Pelo meio da tarde estava tudo resolvido e arranjado.
Durante a sexta-feira foram ainda compradas as provisões pela Manuela e o Rui.
Mais para o fim da tarde chegou a genoa com 40 “pensos duplos” …
No princípio da tarde o Agente Ramon concluiu a papelada para completar o chek out para Fernando de Noronha e Fortaleza.
Finalmente, antes do jantar houve G&T a bordo do Starblazer.
Um dia em cheio!
SÁBADO
Foi colocada e içada a genoa de manhã cedo.
Acabámos por largar pelas 10:45, depois do Serginho (marinheiro da Marina) ter limpo o Watt and Sea e a sonda do odómetro (não fosse estar bloqueada).
Depois de sair da Baía rumámos a Norte com uma bolina inicialmente cerrada mas que passadas algumas horas foi folgando. Com o vento muito regular e o mar a ajudar fomos rumando bem.
Para o final do dia mudámos de bordo por estarmos muito perto de terra.
A única vez! Faltando-nos pouco mais de 100 milhas para chegarmos a Fernando de Noronha e não voltámos a mudar de bordo …
LA
sábado, 20 de fevereiro de 2016
TERÇA-FEIRA, 16 DE FEVEREIRO DE 2016
É hoje o dia da verdade, ou pelo menos de grande parte da verdade.
É hoje que vamos saber se o sistema de governo do Allegro fica em condições de poder funcionar.
No Allegro, o sistema de transmissão entre a roda do leme e o quadrante não é feito por cabos. Faz-se através de veios (eixos) metálicos, cilíndricos, separados por caixas onde a direcção do eixo que entra na caixa é diferente da do eixo que dela sai.
Estas caixas, fixadas com firmeza a zonas estruturais têm no seu interior rodas dentadas que articulando-se umas com as outras transmitem o movimento de rotação de eixo para eixo.No Allegro, numa destas caixas (na que fica entre a casa das máquina e o camarote da popa) as referidas rodas dentadas apresentam alguns dentes muito danificados. A substituição do seu conteúdo é, portanto, necessária.O responsável pelos trabalhos de arranjo feitos na Marina, Marcelo, foi quem ficou de encontrar a oficina para refazer o “miolo” da caixa.A caixa tem de estar em condições de bom funcionamento e tem de ser correctamente montada para podermos continuar com segurança.Como alternativa, tentámos ainda encontrar uma caixa completa para substituição. Trocámos e-mails com representantes da Lewmar em Portugal, na América e no Brasil (se houvesse uma caixa no Brasil toda a pesadíssima burocracia ficaria muito simplificada), mas não conseguimos nada até agora.Hoje é o dia em que Marcelo ficou de ter a caixa pronta para poder ser montada.Ele garante que vai estar pronta hoje.Eu quero ver.O Carnaval e outros pormenores, responsáveis por mais de uma semana de atrasos, fizeram com que o tempo, para ir e visitar Fernando de Noronha e chegar a Fortaleza a tempo do rendezvous comece a escassear.Vamos ver o que vai acontecerLA
domingo, 14 de fevereiro de 2016
QUINTA-FEIRA, 4 DE FEVEREIRO DE 2016
Desde que largámos de Santa Helena, temos tido predominantemente vento fraco, dos quadrantes de Este (SE,ESE,E), entre 8 e 12 nós. Por vezes chegou aos 15 e, raramente, aos 20. De vez em quando ligámos o motor para não ficarmos parados. Sempre que o vento permite, navegamos em borboleta, com a genoa no pau. A escota deteriorou-se na extremidade junto ao pau, e tivemos que a cortar e reposicionar; mudámos um pouco a posição do pau e, sobretudo, a tensão na escota da genoa com bom resultado - até agora, não voltou a acontecer. Durante a noite em que não pudemos fazer “borboleta” navegámos demasiado para Norte, e, noutras ocasiões, o vento e, sobretudo a corrente, não nos permitiram um rumo mais directo e desviámo-nos demais para Sul.
Nestes últimos dias, o vento caiu para menos de 10 nós e, depois de fazermos as contas ao gasóleo, decidimos ligar o motor e fazer rumo directo a Salvador. Vamos no 2º dia de motor, e as previsões continuam a não passar dos 10 nós nas zonas onde vamos passando…
Estão uns dias espectaculares, límpidos, poucas nuvens, cada vez mais quentes, assim como a água do mar, que já vai em 29º. As noites agora têm estado estreladas, com o Cruzeiro do Sul a bombordo, a fazer-nos companhia. Saímos de St Helena no quarto crescente, já passou a lua cheia, e o quarto minguante está a acabar. Tantos dias… Uma longa perna.
Já só estamos no mar os 3 barcos que largaram de St Helena a 21 de Janeiro, e o Wayward Wind chega hoje a Salvador. Ficamos nós e o Luna Quest.
O nosso ETA é para Sábado dia 6, de madrugada ou manhã cedo. Sábado de Carnaval.
Estamos desejosos de chegar!…
MA, LA
Estão uns dias espectaculares, límpidos, poucas nuvens, cada vez mais quentes, assim como a água do mar, que já vai em 29º. As noites agora têm estado estreladas, com o Cruzeiro do Sul a bombordo, a fazer-nos companhia. Saímos de St Helena no quarto crescente, já passou a lua cheia, e o quarto minguante está a acabar. Tantos dias… Uma longa perna.
Já só estamos no mar os 3 barcos que largaram de St Helena a 21 de Janeiro, e o Wayward Wind chega hoje a Salvador. Ficamos nós e o Luna Quest.
O nosso ETA é para Sábado dia 6, de madrugada ou manhã cedo. Sábado de Carnaval.
Estamos desejosos de chegar!…
MA, LA
DEZEMBRO DE 2015 E JANEIRO DE 2016 ATÉ QUINTA-FEIRA, 21
DEZEMBRO 2015 E JANEIRO 2016 ATÉ DOMINGO, DIA 10
Faz hoje 1 ano que começou a Volta ao Mundo, a World ARC, em Saint Lucia!
Estamos todos de parabéns!
A estadia em Cape Town correu muito bem, primeiro com a visita da Ana, Miguel e os filhos. Um tempo para matar algumas saudades e ficar ainda com muitas mais.
Depois o Natal, que começou com um almoço “em português”, a bordo, no dia 24, com o Rui, Anne Marie e a filha do Rui, Maria João, que veio passar o Natal com o pai. Trocámos presentes e almoçámos juntos.
Depois, no dia 25, houve um almoço no pontão, para todas as tripulações que ficaram a bordo dos vários barcos. Éramos 22 adultos, e as 4 crianças da frota. Cada barco contribuiu com parte da refeição. A nós calharam-nos os acompanhamentos. Levámos ainda um bolo-rei que a Anne Marie trouxera de Portugal, e eu fiz um arroz doce, para que houvesse mais um toque típico de casa. Acabámos a tarde instalados a bordo do Aretha, e foi muito agradável.
Na passagem do ano, festejámos novamente com as tripulações dos outros barcos, mas desta vez veio um cozinheiro fazer um barbecue no pontão, e acabámos todos a jantar e a festejar a Passagem do Ano a bordo do Makena. Houve um fogo de artifício à meia noite, prolongado e muito bonito, a fazer lembrar os de Portugal.
Além dos festejos, aproveitámos para fazer algum turismo. A Cidade do Cabo é muito bonita, e não queríamos deixar de ir ao Cabo da Boa Esperança, entre outros locais.
Depois do tempo das Festas, e do descanso em Cape Town, recomeçámos a velejar no dia 6 de Janeiro, iniciando mais uma longa etapa, Cape Town - Salvador da Baía, com passagem por Santa Helena. A etapa Cidade do Cabo - Santa Helena são cerca de 1700 milhas, e Santa Helena - Salvador, 1900 milhas. Em Santa Helena está prevista uma paragem de 3 dias, e a chegada a Salvador deverá ser durante o Carnaval.
O vento na largada era de cerca de 20 nós. Foi aumentando progressivamente para 25-30, e mais tarde 30-35, com rajadas até 42 nós. A direcção era de SSE, favorável nesse aspecto.
O mar tornou-se alto e desencontrado, muito desconfortável, com ondas que entravam para o poço, e pelos vários ventiladores do barco, tornando tudo bastante húmido e escorregadio.
E a temperatura era fresca, as noites frias. A corrente era favorável, a corrente fria de Benguela.
Duraram 3 dias aquelas condições, e ontem começaram a melhorar. Hoje já estamos com 15-20 nós, o mar acalmou muito, e a vida a bordo está mais confortável.
Houve 2 avarias até agora.
Uma, transitória, que se resolveu por si, e que atribuímos a mau contacto devido à humidade: o SSB deixou de emitir. A recepção estava normal, mas os outros barcos não nos ouviam. ao fim de 36 horas, resolveu, e passou a funcionar normalmente. Ainda bem, por todas as razões, e também porque amanhã é o Allegro o barco responsável pelas comunicações, o “net controller”.
A segunda, preocupante, diz respeito ao sistema de transmissão do leme; uma das caixas do sistema, na casa das máquinas, está parcialmente solta. Ainda funciona, mas oscila com os movimentos do leme. Tentámos fixá-la, mas o acesso é muito difícil, prejudicado ainda por cima pelo desalinizador. O movimento, constante, torna tudo ainda mais difícil. Ainda colocámos o leme auxiliar, para imobilizar o leme do barco, mas não foi suficiente para se consertar o problema. A solução, para já, é utilizar o mais possível o leme de vento até se terem as condições para fixar a caixa. Assim sendo, estamos agora a ser governados pelo piloto de vento, que se está a portar muito bem.
É uma avaria que nos pode trazer grandes dificuldades, temos a noção disso. vamos tentar resolvê-la em Sta. Helena com a ajuda do skipper do “Ayama”.
Mas ainda falta tanto tempo e tantas milhas …
LA+MA
DE QUINTA-FEIRA, DIA 14 A QUINTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2016
No dia 14 de Janeiro, cruzámos o Meridiano de Greenwich, às 07:51 da manhã (05:51 hora de Greenwich), passando de longitude Este para longitude Oeste!
Utilizando o piloto de vento, mesmo quando andámos a motor, conseguimos poupar o sistema de transmissão do leme, e a avaria não se agravou nem se complicou.
SANTA HELENA
Santa Helena pertence a Inglaterra, sendo a moeda a libra esterlina de Santa Helena.
Foi descoberta pelo português João da Nova em 1502, quando regressava da Índia. Como era dia de Santa Helena (21 de Maio), foi esse o nome dado à Ilha.
Cruzámos a linha de chegada a Santa Helena às 13:06 (hora de Cape Town), do dia 18 de Janeiro. Às 11:35 (hora de Santa Helena) prendemo-nos a uma das bóias amarelas da Baía de Saint James, onde fica a capital da ilha, Jamestown.
A hora é UTC, a mesma que em Portugal, agora no Inverno de lá, menos 2 horas do que na África do Sul.
Vista do mar, a ilha é um grande bloco de rocha negra, vulcânica, com um ar seco e árido. A cidade de Jamestown, um fileira de casas que sobe colina acima, enfiadas num estreito vale entre montanha de cada lado. Ah, e já se vê do mar a famosa escada de Jacob, com os seus 699 degraus, que sobe até ao topo da colina.
Fomos a terra, transportados por um “Water Taxi”, que eles chamam Ferry Boat, mas que é um barco pequeno onde cabem uma dúzia de pessoas, com uma pequena cabine de protecção do “taxista”. A chegada ao cais pode ser difícil quando há mareta, pois é feita com a ajuda de uns cabos com nós, presos a uma estrutura metálica, aos quais nos agarramos para não nos desequilibrarmos. Só vendo!…
Fomos aos “Customs” e seguidamente à Emigração, onde nos fizeram logo check in e check out para daí a 3 dias.
Depois ao Banco, levantar Libras de Santa Helena, que não são aceites em Inglaterra, só na Ilha. Não há ATMs em Santa Helena, e não aceitam cartões de débito ou de crédito para pagamentos. Nem para o gasóleo, nem nos (poucos) restaurantes. Tudo em “cash”.
Jamestown parece que parou no tempo nos anos 50. E em Inglaterra, claro. Tipicamente “british”…
Almoçámos no “Consulate Hotel”, o único da ilha, e único em si próprio…
Regressámos ao Allegro, e Stephan (do Ayama) veio ajudar o Luís a arranjar a caixa do leme. E conseguiram! Menos uma grande dor de cabeça!…
Havia um BBQ nessa noite em terra, mas acabámos por comer num restaurante e ir beber um copo ao St Helena Yacht Club, onde era o BBQ. É um club náutico com umas instalações muito modestas, mas que nos recebeu muito bem. Aliás, por toda a ilha, as pessoas são amáveis, e cumprimentam sempre.
No dia 19, de manhã, o programa foi “Mergulhar com os tubarões baleia”. Tubarões enormes, com 7 a 10 metros, cuja sombra na água já assusta pelo tamanho. Quando mergulhamos junto a eles, é impressionante! São realmente enormes, mexem-se devagar, têm o corpo, negro, sarapintado de pintas brancas, e trazem agarrados a eles os peixes pequenos, as rémoras. São majestosos, e assustadores quando viram a cabeça para nós! Inesquecível!
À tarde, veio um barco transportar o gasóleo para reabastecer o Allegro.
O dia 20, sexta-feira, começou com o Luís a subir ao mastro, de manhã muito cedo, para substituir o “baby stay”.
Depois seguimos para terra para o passeio pela Ilha. Mas não num transporte qualquer. O “mini-bus” que nos transportou era um Chevrolet de 1929, com 18 lugares, descapotável, com um toldo de lona para nos proteger da chuva. Uma relíquia! Visitámos a casa onde viveu Napoleão durante os seus 18 anos de exílio na Ilha, o túmulo onde esteve sepultado, a casa do Governador com as suas enormes tartarugas, sendo a mais velha chamada Jonathan e apresentada como o animal mais idoso do mundo, e as obras do aeroporto. É verdade, Santa Helena vai passar a ter um aeroporto, porque, até aqui, só é abastecida por barco que vem uma vez por semana.
A ilha árida e seca que vimos do mar, é, afinal, no seu interior, verde, húmida, com zonas de vegetação luxuriante e outras zonas de pastagens. Uma muito agradável surpresa.
No dia 21, de manhã, comprámos os frescos. Almoçámos no “Consulate Hotel” com as tripulações dos outros 2 barcos ainda na Ilha, o Luna Quest e o Wayward Wind. E às 16:00 largámos de Santa Helena, para percorrermos as 1900 Milhas que nos separam de S. Salvador da Baía de Todos os Santos.
MA+LA
SANTA HELENA
Santa Helena pertence a Inglaterra, sendo a moeda a libra esterlina de Santa Helena.
Foi descoberta pelo português João da Nova em 1502, quando regressava da Índia. Como era dia de Santa Helena (21 de Maio), foi esse o nome dado à Ilha.
Cruzámos a linha de chegada a Santa Helena às 13:06 (hora de Cape Town), do dia 18 de Janeiro. Às 11:35 (hora de Santa Helena) prendemo-nos a uma das bóias amarelas da Baía de Saint James, onde fica a capital da ilha, Jamestown.
A hora é UTC, a mesma que em Portugal, agora no Inverno de lá, menos 2 horas do que na África do Sul.
Vista do mar, a ilha é um grande bloco de rocha negra, vulcânica, com um ar seco e árido. A cidade de Jamestown, um fileira de casas que sobe colina acima, enfiadas num estreito vale entre montanha de cada lado. Ah, e já se vê do mar a famosa escada de Jacob, com os seus 699 degraus, que sobe até ao topo da colina.
Fomos a terra, transportados por um “Water Taxi”, que eles chamam Ferry Boat, mas que é um barco pequeno onde cabem uma dúzia de pessoas, com uma pequena cabine de protecção do “taxista”. A chegada ao cais pode ser difícil quando há mareta, pois é feita com a ajuda de uns cabos com nós, presos a uma estrutura metálica, aos quais nos agarramos para não nos desequilibrarmos. Só vendo!…
Fomos aos “Customs” e seguidamente à Emigração, onde nos fizeram logo check in e check out para daí a 3 dias.
Depois ao Banco, levantar Libras de Santa Helena, que não são aceites em Inglaterra, só na Ilha. Não há ATMs em Santa Helena, e não aceitam cartões de débito ou de crédito para pagamentos. Nem para o gasóleo, nem nos (poucos) restaurantes. Tudo em “cash”.
Jamestown parece que parou no tempo nos anos 50. E em Inglaterra, claro. Tipicamente “british”…
Almoçámos no “Consulate Hotel”, o único da ilha, e único em si próprio…
Regressámos ao Allegro, e Stephan (do Ayama) veio ajudar o Luís a arranjar a caixa do leme. E conseguiram! Menos uma grande dor de cabeça!…
Havia um BBQ nessa noite em terra, mas acabámos por comer num restaurante e ir beber um copo ao St Helena Yacht Club, onde era o BBQ. É um club náutico com umas instalações muito modestas, mas que nos recebeu muito bem. Aliás, por toda a ilha, as pessoas são amáveis, e cumprimentam sempre.
No dia 19, de manhã, o programa foi “Mergulhar com os tubarões baleia”. Tubarões enormes, com 7 a 10 metros, cuja sombra na água já assusta pelo tamanho. Quando mergulhamos junto a eles, é impressionante! São realmente enormes, mexem-se devagar, têm o corpo, negro, sarapintado de pintas brancas, e trazem agarrados a eles os peixes pequenos, as rémoras. São majestosos, e assustadores quando viram a cabeça para nós! Inesquecível!
À tarde, veio um barco transportar o gasóleo para reabastecer o Allegro.
O dia 20, sexta-feira, começou com o Luís a subir ao mastro, de manhã muito cedo, para substituir o “baby stay”.
Depois seguimos para terra para o passeio pela Ilha. Mas não num transporte qualquer. O “mini-bus” que nos transportou era um Chevrolet de 1929, com 18 lugares, descapotável, com um toldo de lona para nos proteger da chuva. Uma relíquia! Visitámos a casa onde viveu Napoleão durante os seus 18 anos de exílio na Ilha, o túmulo onde esteve sepultado, a casa do Governador com as suas enormes tartarugas, sendo a mais velha chamada Jonathan e apresentada como o animal mais idoso do mundo, e as obras do aeroporto. É verdade, Santa Helena vai passar a ter um aeroporto, porque, até aqui, só é abastecida por barco que vem uma vez por semana.
A ilha árida e seca que vimos do mar, é, afinal, no seu interior, verde, húmida, com zonas de vegetação luxuriante e outras zonas de pastagens. Uma muito agradável surpresa.
No dia 21, de manhã, comprámos os frescos. Almoçámos no “Consulate Hotel” com as tripulações dos outros 2 barcos ainda na Ilha, o Luna Quest e o Wayward Wind. E às 16:00 largámos de Santa Helena, para percorrermos as 1900 Milhas que nos separam de S. Salvador da Baía de Todos os Santos.
MA+LA
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