Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

sábado, 12 de dezembro de 2015

SEGUNDA-FEIRA, 7 DE DEZEMBRO DE 2015

Hoje viemos pôr o barco a seco no estaleiro do Royal Cape Yacht Club.
Saímos cedo da Marina, com o cenário da Table Mountain à distância.
Não têm "travel-lift", portanto o barco, ainda na água, é preso a uma estrutura que tem a parte lateral fora de água, estando a restante parte mergulhada. Prendem o barco muito bem com cabos e depois começam a rebocar todo aquele conjunto, que desliza nuns carris, através de um cabo de aço. Quando o barco começa a sair da água, se constatam que está inclinado, tornam a deixá-lo voltar para trás até ficar a boiar novamente, corrigem a posição dos cabos e... repetem o processo. Fizeram isto para aí 5 vezes até ficarem satisfeitos com a posição, e agora ali está o Allegro, na rampa do estaleiro para limpar o casco, pôr o antifouling, rever os zincos, e polir o casco para ficar todo bonito outra vez, e pronto para mais 2 travessias do Atlântico, o Atlântico Sul de Este para Oeste, e depois o Atlântico Norte, de Oeste para Este, de regresso a casa.

E neste momento, do alto do Allegro, temos uma vista espectacular da Table Mountain, que hoje tem a "toalha de mesa" colocada: um manto de nuvens que descem um bocado pelas bordas da "mesa", parecendo mesmo uma toalha!

Na quarta-feira já temos um programa previsto. Um dos barcos da frota, o Ayama, de nacionalidade sueca, descobriu que há cá uma  marca de vinho Ayama, que é feita aqui perto de Cape Town, a 2 horas de caminho. E combinou com eles uma visita à "vineyard" com prova dos vinhos, para todas as tripulações que quisessem ir. E lá vamos nós todos, claro. Já toda a gente se mete com eles porque tinham uma vinha aqui e não diziam nada...

Amanhã, dia 8 de Dezembro, chegam a Ana, o Miguel e os três filhos. Este blog vai novamente ficar sem notícias frescas, porque tencionamos aproveitar a estadia deles cá para matarmos algumas das muitas saudades acumuladas, não só deles, mas através das notícias que nos trazem, de todos os que ficaram por lá... Provavelmente só depois do dia 20 retomaremos a escrita...

MA

domingo, 6 de dezembro de 2015

TERÇA-FEIRA, 1 DE DEZEMBRO DE 2015

 Na Segunda-feira, 30 de Novembro, dobrámos o Cabo Agulhas, passando do Oceano Índico para o Oceano Atlantico! Este é o ponto mais a sul de África, e o ponto mais a sul de todo o cruzeiro da World ARC, 35º09' Sul. Nessa noite dobrámos depois o Cabo da Boa Esperança, que fica 90 milhas a noroeste do Cabo das Agulhas.
O Cabo da Boa Esperança foi inicialmente chamado Cabo das Tormentas.
Para nós foi, realmente, Cabo da Boa Esperança, pois passámo-lo com bom tempo, havendo apenas a assinalar a presença de muitos barcos de pesca, um dos quais por não ter alterado a rota conforme combinado por VHF, obrigou a manobra "salvadora" de última hora.
A entrada no porto, fez-se com muito nevoeiro. Só foi feita "em segurança" devido à tecnologia actualmente existente - cartas electrónicas, radar e AIS. Um petroleiro com mais de 900 pés e rumando a 12 nós para a entrada do porto "surgiu" e desapareceu quase a seguir a cerca de 100 metros de nós. Pouco depois a visibilidade diminuiu para menos 30 metros, obrigando-nos a seguir na zona mais externa do corredor para termos mais segurança.
Mais tarde, e antes de entrarmos no Porto, começámos a ver os leões marinhos, de papo para o ar a agitarem as barbatanas, ou a mergulharem quando nos aproximávamos. A visibilidade era ainda bastante má pelo que não nos permitiu ver a Table Mountain no seu esplendor.
No acesso à "Victoria and Alfred Waterfront Marina" passámos as duas pontes que se abriram para nos dar passagem.








Toda a zona do Waterfront é actualmente um dos pontos turísticos altos de Cape Town, e está muito bem arranjada.





Encostámos ao pontão reservado para os barcos da World ARC às 07:00 da manhã.

















A chegada a Cape Town é um marco muito importante nesta Volta ao Mundo!
Significa que regressámos ao Atlântico, que ficou para trás o Oceano que mais expectativa nos causou em termos de potenciais perigos, o Índico.

E agora é tempo de paragem mais prolongada, nesta cidade espectacular que é Cape Town.
Paragem para descansarmos, para estarmos com a Família (!) para passarmos o Natal e a Passagem para o Novo Ano, para se fazerem os arranjos necessários no Allegro que se tem portado realmente  bem, e no dia 6 de Janeiro retomar a Viagem.

LA+MA