Allegro (no Mediterrâneo)

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Allegro nas Baleares

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

LANZAROTE - FUERTEVENTURA - GRAN CANARIA

Quarta-feira 8 de Outubro de 2014

Lanzarote - Fuerteventura

Passagem feita parcialmente a motor porque havia muito pouco vento. Mar chão, céu limpo, vento regular, tudo tranquilo.

Dirigimo-nos para Puerto del Castillo, a marina que nos fora indicada em Puerto Calero.
Com péssima sinalização, onde faltava inclusivamente uma boia cardinal Sul, numa zona em que a sonda reduzia rapidamente de 200 para menos de 5 metros e depois ainda para menos (3 m) numa pequena extensão, ao longo do estreito canal de entrada.

Sem resposta à chamada por VHF, a entrada e a saída processaram-se sem 
problemas.
Um “marinero” informou-nos que não havia lugares (estavam em vésperas de um campeonato de pesca) e aconselhou a marina de Gran Tarajal.
 
Felizmente já tínhamos almoçado um spaghetti Carbonara feito pelo Rui, que estava óptimo...

Continuámos para sul, decididos, na altura, a seguir directamente para Las Palmas, mas algumas milhas e cerca de 4 h depois acabámos por atracar na tal marina de Gran Tarajal cheia de lugares livres. E assim voltámos ao plano inicial - conhecer mais esta ilha.

Sexta-feira 10 de Outubro de 2014

Fuerteventura é também uma ilha bastante árida, montanhosa, embora com cores mais acastanhadas e com poucas zonas negras. Entre montanhas há uma zona de dunas, e de praias de areia branca. 



 
Para alugar um carro para explorar a ilha tivemos que ir de autocarro (chamado "guagua" aqui nas ilhas e que se diz “guágua”) até Morro Jalbe, no sul, pois em Gran Tarajal não existe serviço de "rent a car".



Morro Jalbe é uma zona de turismo de massas, cheia de hotéis, centros comerciais e, claro, montes de turistas. Tem uma praia muito extensa, ao longo de Km, e no porto, uma marina pequena e pouco desenvolvida.
 


Percorremos a costa sul até ao farol de Punta de Jandia, e depois subimos os montes, por estradas secundárias, péssimas sobretudo para o carro, até à costa Oeste - mais agreste, com ondas e mar mais batido.
Almoçámos mexilhões e tortilhas num restaurante no meio dos montes (Cofete).

Aí tivemos a sorte de assistir a uma festa de aniversário peculiar e muito agradável. Foram chegando várias pessoas, com todo o tipo de instrumentos de corda - violas, guitarras, cavaquinhos e de percussão - pandeiretas, reco-recos, matracas, um pequeno tambor. E iniciaram um espectáculo entre amigos, com música e vários cantores, tipo desgarrada, que foi muito interessante e agradável para nós!
Passámos o resto do dia a visitar a parte noroeste da ilha a caminho de Betancuria.
 
Betancuria é uma vila histórica e antiga capital de Fuerteventura, onde tudo encerra às 1700 horas. Tudo é mesmo tudo, até casas de banho...


 

Acabámos na "Casa de los Quesos" a provar os queijos de cabra da ilha.






Sábado 11 de Outubro de 2014

Fomos entregar o carro ao mesmo local, e aproveitámos para fazer praia.
A água tem uma temperatura óptima (24 graus), e, quando o sol descobriu (porque apanhámos chuva...), uma cor esverdeada muito bonita.
 









O regresso foi penoso, com uma espera prolongada pelo "guagua", mas lá chegámos a Gran Tarajal ao anoitecer.
 
Passámos por uma rotunda com estas esculturas, obra de uma artista cubana.






Domingo 12 de Outubro de 2014

Largámos para Las Palmas ao meio dia (parece ser a hora preferida para largarmos).
Içámos a vela grande no primeiro rizo porque além de se prever um aumento do vento no canal íamos, também, cruzar as zonas de aceleração, onde a intensidade do vento pode aumentar muito em pouco tempo.
Com a genoa toda aberta e o mar com ondas < 2 m, fomos seguindo, ligeiros, com a velocidade aumentando progressivamente para os 6, 7 e, depois 8 nós e picos de 8,5+ nós. A velocidade máxima registada foi 9,0 nós, o que para o Allegro (e carregado como está) é realmente muito bom.
As condições mantiveram-se assim durante quase toda a travessia, com ventos de través, tendo a passagem sido agradável e rápida.
A aproximação a Las Palmas feita durante a noite decorreu como é costume nos portos maiores, onde a intensidade das luzes em terra tende a obscurecer a das bóias de navegação. A boia de estibordo, a primeira a ser visualizada (tem um alcance de 10M) foi esbranquiçada quase até à entrada, tendo passado, então, a um verde descorado.
Atracámos às 0400h no pontão de espera onde ficámos até às 0930h.

(LA+MA)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

LANZAROTE – VISITA À ILHA


A Ilha de Lanzarote tem sido uma agradável surpresa.

Parque Nacional de Timanfaya
Primeiro, pela paisagem.
É uma ilha com clima muito seco, muito árida e com uma extensão muito considerável da sua superfície coberta por lava – o que dá origem a uma paisagem negra. Tem várias elevações, algumas bastante altas, que correspondem, na sua maioria, a antigos vulcões (houve múltiplas erupções em diversos locais). 
 
Todas as casas da Ilha estão pintadas de branco, incluindo os telhados, quando existem, porque muitas delas têm açoteias para recolher a (pouca) água das chuvas. O contraste do negro da terra com a brancura das casas é muito bonito. 


Na parte da ilha com grande extensão coberta de lava, os jardins das casas são de terra negra, alisada, e salpicada por pequenos canteiros de cactos, uma ou outra palmeira e, por vezes, uma nota de cor de alguma flor que consiga sobreviver neste clima seco e solo vulcânico. Tudo isto muito bem tratado. Incrível! 

A plantação de vinha é feita dentro de pequenos muros, semicirculares ou rectos, igualmente de pedra negra, para protegerem as plantas do vento. Tudo o que é horta ou outras culturas, tem sistemas de rega gota a gota… 
A organização que está por trás de tudo isto tem que ser muito boa.



Depois, pelas pessoas.
Simpáticas, acolhedoras, prestáveis, alegres. Entendem que a sua vida está dependente do turismo e do serviço que prestam aos visitantes, e fazem-no com muita simpatia. Nalguns lugares, os ilhéus são muito fechados e pouco alegres, aqui temos encontrado o contrário.



Alugámos um carro e passeámos pela ilha durante 2 dias (dias 3 e 4 de Outubro).

No 1ºdia fomos visitar a parte sudoeste da ilha.

 



Visitámos o Parque Nacional de Timanfaya - impressionante pela enorme extensão de terra coberta de lava. Uma paisagem de terra negra e vários vulcões extintos.

 

No centro mostraram-nos umas fumarolas, onde, pela temperatura muito elevada, queimavam pequenos paus, e onde despejavam água que era expelida segundos depois em forma de geiser – o que mostra que ainda se mantém alguma actividade vulcânica...



 
Ainda no Parque Timanfaya demos uma volta de camelo em alusão ao transporte antigamente utilizado na ilha.




Demos a volta pela costa sudoeste, agreste e igualmente com rochas vulcânicas e almoçámos num local alto com vista para o mar - uma parrilhada de carne.

Salinas
 


Restaurante "Casa Emiliano"


A seguir ao almoço, descemos novamente para a costa e visitámos a Marina de Rubicon, no Sul.

Marina de Rubicon
Distâncias a não esquecer...


 












 No 2ºdia fomos para este e norte da Ilha.
Começámos por visitar a casa de José Saramago.



 

Demos com um guia ideal, um senhor muito amável e simpático, que nos levou a fazer a visita da casa e do edifício onde foi instalada a biblioteca de Saramago. 


 
A visita da casa acabou na cozinha (simples, caseira e muito acolhedora), onde nos foi oferecido um café – porque, segundo nos disse o guia, Saramago recebia sempre os seus visitantes oferecendo-lhes um café, que era tomado ali naquela cozinha. 
 


O jardim, com uma larga vista de mar, e a cadeira onde Saramago se sentava ao final do dia, foi a última parte da visita à casa.

 







Foi muito interessante. E mostrou-nos uma faceta mais agradável do nosso Nobel do que aquela que nos habituámos a ver.



Visitámos também a Fundação César Manrique, artista lazarotenho com muitas intervenções imaginativas em vários pontos da Ilha.


























O almoço foi uma parrilhada de peixe numa vila piscatória, num restaurante à beira mar, onde provámos o vinho de Lanzarote, o “Bermejo”.

 




Depois fomos ao "Jardim dos Cactos", recinto com múltiplas espécies diferentes de cactos.

Jardim dos cactos

















Mais tarde fomos ver os “Jameos del Agua”, uma enorme gruta subterrânea, com uma lagoa interior, resultante da comunicação de um túnel vulcânico com o mar. Está muito bem decorada e aproveitada (por César Manrique); ali fazem concertos e jantares; no outro extremo, que é a céu aberto e num local mais elevado, existe uma bacia de água que foi aproveitada para fazer um lago tendo o fundo sido pintado de branco. Mais uma vez, o contraste do preto das pedras e rochas com o branco do lago e o azul da água, fica deslumbrante.


 









 





  








Acabámos o passeio no Mirador del Rio, de onde se vê a pequena ilha a norte de Lanzarote – La Graciosa.
 










(MA + LA)