Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

quinta-feira, 9 de junho de 2016

QUARTA-FEIRA, 1 DE JUNHO DE 2016

Chegámos ontem à cidade da Horta, no Faial!
Apanhámos a depressão, claro, não havia maneira de a evitar...
No dia 29 à tarde, antes de começar, descemos e prendemos bem a vela grande, ficando só com a genoa.
Ventos inicialmente entre 20 e 25 nós, e mar a ficar mais alto, 2-3 metros. Pela alheta. O barco a andar muito bem.
Depois durante a noite de 29, foi aumentando progressivamente. Na manhã de 30, passou para 30-35 nós e ondas de 4 metros. Fomos enrolando a genoa à medida que o vento ia aumentando. A pressão foi descendo de 1019 para 1016, depois 1013. Uma enorme chuvada, que acalmou temporariamente a altura das ondas, caiu durante a manhã.
Depois houve uma fase, enganadora, em que o vento passou novamente para os 25-30 e depois 20-25. E o mar sossegou um pouco. Sabíamos que não era o que estava previsto, e ficàmos na expectativa do que se seguiria. Durou umas horas, poucas, aquela acalmia relativa.
Depois, na madrugada de 31, recomeçou a aumentar, rapidamente. A pressão chegou aos 1002, e aí veio o vento mais forte: 35 a 42 nós, com picos de 46. E o mar aumentou para ondas de 5 metros. A genoa estava reduzida a um pequeno triângulo, a chuva voltou por alguns períodos mais curtos, e o Allegro foi sacudido, mas aguentou-se muito bem. O barco todo fechado, nós de colete e arnês quando íamos lá para fora, onde ficava sempre um de nós, por vezes dois.
Depois melhorou um pouco, mantendo-se entre os 30-35 nós e com ondas de 3-4 metros, à medida que nos aproximávamos do Faial. Soube muito bem quando começámos a ver a ilha. É muito bonita vista do mar.
Depois de contornarmos o Monte da Guia, cambámos para cruzar a linha de chegada e nos aproximarmos do porto. Aí apanhámos ainda 37 nós de vento.
Entretanto já faláramos com o Rally Control, com o Victor, que nos deu as indicações sobre o local que nos destinara, dentro da Marina (felizmente!), abraçados a outros barcos da ARC Europa. Enquanto nos dirigíamos para lá, um forte squall caiu sobre nós, com vento e chuva fortes, e tivemos que dar uma voltas no porto enquanto esperávamos que passasse.
Entrámos  depois na Marina. O primeiro barco que passámos foi o Garlix. Tinham a tocar a música que se ouve nos desafios de futebol, tocavam a buzina e acenavam! Depois vimos a Christiane, também a acenar no A Plus 2, e, mais à frente, o Victor e o Jean estavam preparados para receber os nossos cabos e nos prenderem. A Christiane, o Jens e a Dagmar vieram também ajudar depois.
Como sempre, foi uma chegada muito, muito acolhedora!
Mais tarde fomos jantar a terra com o Jean e Christiane. E nós dois não resistimos a fazer uma visita nesse primeiro dia (noite), ao carismático Peter's, para vermos o ambiente e tomarmos o tradicional gin tónico! Faz parte da chegada à Horta!

MA + LA

quarta-feira, 1 de junho de 2016

QUINTA-FEIRA, 26 DE MAIO A DOMINGO, 29 DE MAIO DE 2016

10º a 13º dias da perna Bermuda - Faial.
Estes 4 dias têm-se passado bem, com alguns períodos com muito pouco vento e necessidade de usar o motor para avançarmos, e outros de vento mesmo pela popa, o que, com as ondas, se torna uma mareação menos confortável. Mas tudo tem corrido bem a bordo, sem sobressaltos.
O dia 26 foi um dia praticamente sem vento, e tivemos que andar a motor todo o dia e noite.
No dia 27, o vento reapareceu e foi um agradável dia de vela - e de descanso do barulho do motor…
Na última noite o vento estava fraco, mesmo de popa, e o mar mais agitado, fazendo com que a retranca balançasse toda a noite com cada onda um pouco maior.
Agora de manhã estão 10 nós pela popa, muito pouco para o Allegro e temos ajudado com o motor, fazendo “motorsailing”.
Soubemos há 2 dias que se formou uma depressão e que vamos apanhar algum mau tempo antes de chegarmos à Horta. Estava a correr muito bem esta perna, queríamos mais vento, mas não demais… É assim, o equilíbrio é muito difícil…
Contamos chegar no dia 1. Já estamos a antecipar a sensação de estarmos em terras de Portugal outra vez, a beber o inevitável gin tónico no Peter’s Café!


MA + LA

TERÇA-FEIRA, 17 DE MAIO A QUARTA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2016

Estava um dia de sol, vento de 12 nós, uma bolina inicialmente. O vento rondou de NE, para ESE, e finalmente SE toda a noite. Muitas nuvens durante a noite, mas ainda sem chuva. A pressão atmosférica estava nos 1027 quando largámos, e foi baixando progressivamente até aos 1018 dois dias depois, ficando o tempo sempre encoberto, ainda sem chuva.
No dia 20, às 0400 h da madrugada (porque é que tudo acontece sempre pelas 04 da madrugada?) entrou uma vaga grande, súbita e inesperadamente, para o poço. Daí passou para o salão, e escorreu pela parede da parte de trás da cozinha, onde fica o quadro eléctrico geral. Aparentemente não foi até à casa das máquinas. Como consequência, cerca de 30 a 60 min depois, o gerador ligou-se sozinho tendo que ser parado com o corta-corrente respectivo (o quadro electrónico do gerador deixou de responder). Apesar de se ter limpo o quadro, e ter aplicado o spray adequado, cada vez que, mais tarde, se ligava o corta-corrente, o motor de arranque do gerador começava a trabalhar. Ficou em curto-circuito. E, assim, ficámos sem possibilidade de utilizar o gerador para carregar baterias e para ter 220V. O que significa que deixámos de poder usar o dessalinizador para fazer água, que está agora sob racionamento. A loiça passou a ser lavada apenas com água salgada, e foi restringida a água que usávamos sem grande preocupação de economia… Felizmente que, na véspera, tínhamos praticamente enchido o depósito grande de água. E, para beber, há muita, muita água engarrafada a bordo…
Na tarde também de dia 20 caiu a primeira grande carga de água, o que aconteceu em simultâneo com um aumento súbito do vento de 24 para 34 nós, rondando de SW para W, voltando mais tarde para S, e uma trovoada intensa, em que a um dos relâmpagos se seguiu imediatamente o trovão, não nos dando tempo de contar nem até 1. Muito próximo mesmo!… E desagradável, fazendo-nos lembrar o Garlix que de Richards Bay para Cape Town foi atingido por um raio e teve que seguir até à Cidade do Cabo sem electrónica (onde foi totalmente substituída). Muito provavelmente estas alterações foram provocadas pela passagem de uma frente.
No dia 21, vento de NW pelos 20 nós durante a madrugada e manhã, depois 14, 12, 10… A pressão atmosférica voltara aos 1024. Às 02h da madrugada de dia 22, tivemos que ligar o motor. Assim ficou até às 16h, altura em que foi reaparecendo algum vento, que se tornou mais consistente durante a noite e se manteve todo o dia até à madrugada de dia 24. E então praticamente desapareceu. A pressão chegou aos 1032, estávamos mesmo no centro da zona de alta pressão, como vimos na meteorologia que recebemos nesse dia. Um dia com muito pouca progressão, e algum motor. Não queríamos abusar do motor porque as previsões para os próximos dias não iam além dos 10 nós, o que muitas vezes quer dizer menos de 10, o que para o Allegro é pouco… E ainda nos faltam muitas milhas.
Entretanto, boa notícia, já passámos o meio caminho desta perna, ontem de manhã. O que é animador!…
Hoje, dia 25, às 02 da madrugada, o turno acabou com o motor ligado e apenas 6 nós de vento de WSW, o que foi registado no livro de bordo. Quando se estava a passar o turno ao tripulante seguinte, que estava a entrar, começou a surgir uma brisa, e aí estavam 8-10 nós de vento, de WNW. Foi desenrolada a genoa, parado o motor, e o barco ficou a fazer 5.6 a 6.0 nós com esse ventinho, porque entretanto uma corrente favorável resolveu também empurrar-nos para a frente. E já é quase meio dia, e para a frente continuamos!
As “grib files”, que mandamos vir por e-mail (satélite), têm-se revelado certas, são uma ajuda preciosa.
Nos últimos dias temos posto na água as amostras “garantidas” de Savu-Savu, mas ainda não houve nenhum peixe que lhes mordesse.
E a comida continua a ser óptima a bordo, com o Rui a fazer o almoço para ele e para o Luís, e a Manuela a fazer a sopa do jantar para os três. Ao almoço, desde há muito tempo que faço dieta (para aí desde a Austrália…), porque com o tipo de cozinha do Rui não parava de engordar e tive que me começar a defender…


MA+LA

DE SÁBADO, 7 DE MAIO A SEGUNDA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2016

Largámos com bom vento, um tanto irregular na sombra das ilhas, mas suficiente para andarmos bem à vela. Perto de 50 barcos, entre os que farão a ARC Europa e os que vão para os EUA (ARC USA).
À noite desse primeiro dia, o vento caiu, e tivemos que ligar o motor durante algumas horas, até ao final do dia 8.
Durante a noite de 8 e nos dias 9, 10 e durante a manhã do dia 11, houve sempre vento entre 12 e 15 nós, num largo de que o Allegro (e nós) gosta (gostamos) muito. Andámos muito bem, uma vela muito agradável, com o mar a sossegar progressivamente. Muito bom.
Depois...acabou-se. O vento caiu completamente. E o fim da tarde de 11, todo o dia 12 e 13 até chegarmos à cidade de St. Georges, na Bermuda, teve que ser feito a motor. Uma pena...
Entrámos no porto a caminho da doca dos "customs", e do Iate Club que ficava no caminho, chegaram até nós os gritos de "Allegro" e "Welcome" - estava a decorrer o BBQ e a festa de máscaras dos piratas, e a varanda do Club estava cheia de velejadores que nos viram chegar e nos saudaram.
Nessa noite, depois de fazermos o check in da Bermuda, ficàmos abraçados a outros dois barcos, na doca da cidade. Jantámos em terra, peixe muito bom.
Na manhã seguinte foi o dia de abastecimento de gasóleo, e, como tínhamos sido o último barco a atracar, fomos o primeiro a ter que sair e também o primeiro a abastecer, o que foi óptimo porque nos permitiu arrumar e limpar o barco e ficarmos com tempo livre.
Aproveitámos para alugar uma motorizada e dar uma volta pela Ilha.
A Ilha da Bermuda é muito bonita, todos os telhados estão pintados de branco (o que faz um efeito de postal de Natal, como se fosse neve), as casas pintadas de cores variadas, tudo muito limpo, acolhedor, muito "british"; os jardins públicos e privados, e a vegetação ao longo da estrada muito bem tratados, casas bonitas, enfim, dá gosto ver. É uma ilha cara, a vida é cara, mas uma ilha muito bonita e bem tratada. E onde as pessoas são muito simpáticas, bem dispostas e acolhedoras.
O traje local típico dos homens é... a bermuda, e meias até ao joelho. Mais chique, inclui uma camisa branca, e gravata de seda a condizer com o padrão das bermudas, e blazer.
No Domingo houve o jantar da distribuição dos prémios, no Iate Club. Entre os barcos premiados, vários da World ARC: Garlix, Ayama, Exody e Circe.
E hoje, segunda-feira, um jantar dos participantes da World ARC aqui presentes na Bermuda. Éramos 17 pessoas, de 8 barcos (o Allegro é o único barco com 3 tripulantes, todos os outros são tripulados por um casal) que amanhã se irão separar: Allegro, A Plus 2, Circe e Garlix, seguimos com a ARC Europa.
Os restantes,  Ayama, Exody, Hugur e Starblazer, seguem com a ARC USA.
E hoje, pelas 11 horas, largaremos para a perna mais comprida deste regresso à Europa, 1800 milhas da Bermuda à cidade da Horta, no Faial.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

TERÇA-FEIRA, 27 DE ABRIL A SABADO, 7 DE MAIO DE 2016

Passamos três dias na Virgin Gorda. Fomos visitar "The Bath", na zona sueste da ilha, constituída por umas rochas grandes, arredondadas, que têm a particularidade de serem de granito, e que alternam com praia de areia branca, existindo entre elas grutas e túneis que permitem a passagem entre as pequenas praias. Muito bonito, e "acrobático"...

Na quarta-feira, 28 de Abril, dia do aniversário do Luis, viemos para Nanny Cay, em Tortola, a cerca de 12 milhas de distância. Estávamos preocupados com a vela nova. Chegaria a tempo?
Mal atracámos, ainda estava o marinheiro connosco a ajudar-nos, veio um homem com um papel na mão, à procura do skipper... Era, nem mais nem menos, do que a pessoa que vinha entregar a vela nova! Não podia ter sido mais certa a altura da entrega. Foi, com certeza a melhor prenda de anos do Luis!

Nanny Cay, na Ilha de Tortola, foi uma agradável paragem antes de iniciarmos a ARC Europa, de regresso a casa.
A Marina está muito bem arranjada, rodeada de relvados, com uma pequena praia, uma piscina, as melhores instalações sanitárias, cada duche existindo numa casa de banho completa, quase como se estivéssemos em casa... Uma boa loja náutica, um supermercado pequeno mas bem abastecido, uma lavandaria razoável, enfim, sentimo-nos bem lá.
De manhã acordávamos com os galos a cantarem e galos, galinhas e pintos passeavam-se pelo relvado. Quando acordávamos a ouvir os galos e a sentir o cheirinho da relva molhada, parecia que estávamos no campo!...

Os barcos foram chegando, os vários eventos foram agradáveis, e depressa chegou o dia da largada. Mas antes disso, na quarta-feira, dia 4, organizou-se uma ida à Ilha de Sainf Thomas, pertencente às Virgin Islands americanas.
Chegados à bilheteira do ferry, constatámos que deveríamos ter obtido o visto temporário com antecedência via internet. Éramos 10, a Jeanette é americana, e a Anna e a Svanfridur já tinham visto. As funcionárias tiveram que preencher a informação para sete vistos temporários via internet; demorou um bom bocado.
Finalmente, lá apanhámos o ferry. Mas não fomos directamente para St. THomas, como pensávamos. O ferry parou numa ilha muito próxima de Tortola, a Ilha de St John, também americana, para o check in nos Estados Unidos. Aí, saiu toda a gente do ferry, fez-se uma fila que entrou por uma porta dos "customs" e saiu pela outra, regressando ao ferry, e lá seguimos para St. Thomas. Aí, apanhámos um táxi para Charlotte Amelie, a capital. É um porto, grande, onde atracam grandes paquetes, e que está totalmente virado para o comércio e o turismo, com lojas de marcas boas e famosas, muitas joalharias, muitos recantos pitorescos, tudo isto em edifícios que antigamente eram armazéns e também alojamento de escravos, nos tempos da escravatura e da exploração da cana de açúcar. Tudo muito bem arranjado, muito colorido. Foi uma visita curiosa e agradável.

domingo, 1 de maio de 2016

DE SEGUNDA-FEIRA, 11 DE ABRIL A SEGUNDA-FEIRA, 25 DE ABRIL DE 2016

Os barcos foram largando de Rodney Bay. A maioria deles voltar-nos-emos a encontrar em Nanny Cay, porque embora só 3 façam a ARC Europa como nós (A Plus 2, Circe e Garlix), muitos dos outros farão a ARC USA, que também parte de Nanny Cay no mesmo dia.
Há quatro barcos que não vamos voltar a ver, pelo menos nos tempos mais próximos. O Makena, que foi um dos primeiros a largar; irá velejar para Sul, para as Grenadines e depois Grenada, e nos planos deles está a repetição da Volta ao Mundo, mas desta vez independentes e mais lentamente, estando em aberto a Volta pelo Sul da América... Bons ventos e boas aventuras para o Luc, a Sarah e o Kai!
O Chateau Bleu também não veremos mais nesta viagem - para já, vão ficar pelas Caraíbas, a conhecerem estas paragens e mais tarde decidirão para onde seguem, Europa ou regresso à Austrália.
O terceiro barco é o Aretha. Vai navegar a caminho do Canal do Panamá, para depois rumarem a San Francisco, onde vão iniciar uma nova vida. Jantaram a bordo do Allegro na véspera da largada, e as despedidas não foram fáceis. Largaram na manhã do dia 15. Que  tudo corra bem à "Team Aretha"nesta viagem e na nova vida que os espera em San Francisco.
O quarto barco é o Tulasi, que vai passar umas semanas à Martinique e depois ficará em Rodney Bay enquanto os donos regressam à casa.

Nós saímos de Rodney Bay também a 15, e fomos para a Martinique, onde ficámos na Marina du Marin, uma Marina enorme, com cerca de 600 lugares, num envolvimento agradável e numa baía muito grande. Voltámos, assim, a França, com as boas baguetes, os croissants, bom café, boa comida e euros...
Na primeira noite tivemos uma "happy hour" a bordo do Hugur.
E na segunda, um café e uma prova de rum no A Plus 2.

Em Rodney Bay, o Luis tinha pedido uma revisão do rigging, e ficámos a saber que precisávamos substituir pelo menos um dos brandais, e que o devíamos fazer em Le Marin.
De modo que, após uma avaliação mais completa, foi substituída a maior parte do aparelho, num trabalho rápido, profissional e com o qual o Luis ficou muito satisfeito. Mais uma coisa feita e pronta. Só nos falta a vela nova, a ser entregue em Nanny Cay.
Quando estávamos no pontão da Caraibe Gréement onde foi feito o trabalho, apareceu um casal grego, que fizera a ARC+ connosco, a bordo do Filizi. Vinham cumprimentar-nos e felicitar-nos pela Volta, e queriam saber novidades da viagem, pois estão a pensar fazer o mesmo qualquer dia... Almoçámos com eles, e foi agradável falar com eles da viagem; quase sem darmos por isso, começamos a fazer balanços do que passámos...

Saímos do Le Marin no dia 21 de Abril. Tínhamos pensado ir para Les Saintes, mas o vento estava sueste, e a baía era exactamente virada a sueste, sujeita a mareta, pelo que continuámos até a uma baía no Nordeste de Guadalupe, a Baía Deshaies, onde chegámos ao final do dia. Cheia de barcos, mas muito acolhedora, a intenção era ficarmos dois dias. Mas durante a noite o vento foi aumentando, em rajadas canalizadas pelos montes envolventes, e deixou de ser uma baía tão aprazível, para se tornar preocupante deixar o barco sozinho e ir passear para terra. Conclusão: seguimos viagem, e decidimos ir para as British Virgin Islands, onde estava o Wayward Wind.
Foi um velejar agradável, sem pressas, porque não queríamos chegar de noite; tivemos mesmo que "travar" a velocidade do barco para chegarmos com luz do dia. Chegámos à Virgin Gorda, ao Virgin Gorda Yacht Harbour, em Spanish Town, às 8 da manhã do dia 25 de Abril e atracámos ao lado do Wayward Wind. Também o Circe estava na mesma Marina.
Fizemos o check in, e constatámos que a moeda local não é a libra, nem uma variante da mesma como em Santa Helena, mas sim... o dólar americano!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

SÁBADO, 9 DE ABRIL DE 2016

O dia 9 de Abril foi o dia do Final oficial da Volta ao Mundo, da World ARC 2015/2016!

O dia começou em Marigot Bay, na ilha de Saint Lucia, a cerca de 8 milhas de Rodney Bay, com um desfile dos barcos participantes, a "sailing parade". À frente ia o barco mais pequeno da frota, o Luna Quest (Rival 38), seguindo-se o Exody (Starlight 39), o Chat Eau Bleu (Lagoon 40), o Garlix (XP 44), o Allegro (Trintella 45), o Ayama (Ocean Cruiser 42), o Circe (Hallberg Rassy 48), o Wayward Wind (Hans Christian 43), o Hugur (Najad 52), Aretha (Oyster 53), A Plus 2 (Amel 54), Makena (Lagoon 62) e o Tulasi (Amel 64). O Starblazer não pôde participar por terem o motor avariado, mas o casal tripulante fez a parada a bordo de outro barco.
A fila de barcos percorreu a distância até Rodney Bay, fazendo um desvio para rodear a baía de Castries, a capital da ilha. Em Rodney Bay, cortámos a Linha de Chegada, a mesma que fora a Linha de Partida 16 meses antes!
E assim ficou oficialmente concluída a Volta ao Mundo em barco à vela!

Após entrarmos na Marina, foi-nos oferecido o tradicional "rhum punch", e mais umas bebidas e petiscos num toldo montado nos pontões da Marina.
E à noite, houve o jantar de encerramento da World ARC, o "Prizegiving" final. Foi uma cerimónia muito agradável e simpática. Enquanto jantávamos, iam passando fotografias desta grande aventura, dos vários barcos, tripulações, locais visitados. Os discursos oficiais foram curtos. O Victor falou muito bem, fazendo um apanhado daquilo que foi esta viagem e da vida nesta "pequena aldeia" que se constituiu ao longo dela. Como uma "família" unida pelo mesmo feito.
A distribuição final dos prémios foi outro ponto alto. Em vez de cada barco ser chamado pelo seu nome, era feita uma descrição mais ou menos cifrada, que nos permitia identificar o barco em causa.
Em relação a nós, foi notado, entre outras coisas, o facto de sermos o único barco a ter tido sempre uma tripulação fixa das mesmas três pessoas a bordo; o barco em que o Skipper é conhecido como o médico da frota que teve que prestar assistência por várias vezes a tripulantes da frota, e o barco que preparou um prémio especial que distribuiu no jantar de Grenada, tornando "oficial" o Grupo das "Turtles"! Dado o sucesso que teve esse facto, ele, Victor, vai propor a instituição de um prémio novo na próxima World ARC: o "Turtle Prize"!