quinta-feira, 30 de julho de 2015
TERÇA- FEIRA, 21 DE JULHO DE 2015
“J’en ai assez!”, disse o Luís.
“Nous en avons assez!”
São as frases do dia para esta perna Port Vila (Vanuatu) - Mackay (Austrália).
Estamos fartos. Fartos de céu cinzento de dia e escuro como breu à noite. Fartos de mar alterado com ondas a baterem no casco, a molharem o poço, a virem mergulhar a borda do barco na água (e se este barco tem uma borda alta!…) e ainda uma delas, das maiores, a rebentar na nossa popa com um barulho como o da rebentação numa praia!… Fartos de sermos balançados, chocalhados, projectados de um lado para o outro. Fartos de comermos agarrados aos pratos se não queremos que se entornem. Fartos de ventos de 25 a 30 nós, seguidos de 30 a 35 nós, e, como se não bastasse, de 35 a 40 nós, com rajadas até 44!… Fartos de andarmos molhados se não pela chuva, pela água do mar. Fartos de tentarmos dormir e escorregarmos ou sermos projectados de um lado ao outro da cama… Fartos de cozinharmos e lavarmos a loiça aos trambolhões e aos sacões…Todo o barco escorregadio, e todo fechado, porque o vento e a chuva entram pela popa, e temos que ter as tábuas da porta colocadas, e nem pensar em abrir albóis, porque a água do mar entra por qualquer lado…
Há vários dias que não vemos o sol. E estrelas já nem sabemos onde estão… ontem vimos uma risco de lua no céu, mas as nuvens taparam-na novamente e rapidamente.
Enfim, já se compreende porque não demos ainda noticias nesta perna. Porque… “Nous en avos assez!…”
Quando isto melhorar, ou quando chegarmos, procuraremos ser mais “informativos”.
É que há dias assim, mas tantos seguidos custa mais a suportar…
MA
SEGUNDA-FEIRA, 6 DE JULHO DE 2015
Já passava do meio dia quando, finalmente, arrancámos para Tanna.
Tínhamos-nos levantado ainda não eram sete horas para sermos os primeiros a fazer o checkout out.
Os funcionários da Alfândega deveriam chegar pelas 10:00 horas, assim não haveria perdas de tempo. Mas só pelas onze chegaram. "Fiji time" ...
Quando saímos do canal de acesso à Marina quase não havia vento e o mar estava chão. Depois, lenta mas progressivamente, o vento foi aumentando e o mar também.
Ja perto da Navula Passage o vento não baixava dos 20 nós mas o mar continuava com uma ondulação pequena devido à presença dos bancos de coral.
A passagem final do passe foi feita sem problemas. Não deixou contudo de ser feita com especial cuidado dadas as condições e os antecedentes recentes.
Depois apontámos a Tanna.
As condições continuaram-se a deteriorar durante umas 4 a 6 horas. Por essa altura o vento já não baixava dos 20 nós e o mar, sem a protecção dos corais, estava bastante diferente, com uma ondulação de través.
Depois das 18:00, durante o período de comunicação da tarde entre os barcos, exactamente quando estava a dizer que a bordo estava tudo bem, caiu no poço a primeira onda que tinha acabado de varrer o conves. Quando cheguei ao poço onde estava a Manuela, ainda parte da agua não tinha sido drenada.
Foi uma experiência nova, menos agradável. A entrada de água no poço é mais difícil de controlar e é sentida como uma intromissão, à força, numa zona que sentíamos como protegida.
Por mais três vezes tivemos a entrada de água no poço e, mais tarde, uma quarta.
A partir dessa altura houve uma melhoria significativa do vento e do mar que se mantiveram durante toda a noite.
LA
Tínhamos-nos levantado ainda não eram sete horas para sermos os primeiros a fazer o checkout out.
Os funcionários da Alfândega deveriam chegar pelas 10:00 horas, assim não haveria perdas de tempo. Mas só pelas onze chegaram. "Fiji time" ...
Quando saímos do canal de acesso à Marina quase não havia vento e o mar estava chão. Depois, lenta mas progressivamente, o vento foi aumentando e o mar também.
Ja perto da Navula Passage o vento não baixava dos 20 nós mas o mar continuava com uma ondulação pequena devido à presença dos bancos de coral.
A passagem final do passe foi feita sem problemas. Não deixou contudo de ser feita com especial cuidado dadas as condições e os antecedentes recentes.
Depois apontámos a Tanna.
As condições continuaram-se a deteriorar durante umas 4 a 6 horas. Por essa altura o vento já não baixava dos 20 nós e o mar, sem a protecção dos corais, estava bastante diferente, com uma ondulação de través.
Depois das 18:00, durante o período de comunicação da tarde entre os barcos, exactamente quando estava a dizer que a bordo estava tudo bem, caiu no poço a primeira onda que tinha acabado de varrer o conves. Quando cheguei ao poço onde estava a Manuela, ainda parte da agua não tinha sido drenada.
Foi uma experiência nova, menos agradável. A entrada de água no poço é mais difícil de controlar e é sentida como uma intromissão, à força, numa zona que sentíamos como protegida.
Por mais três vezes tivemos a entrada de água no poço e, mais tarde, uma quarta.
A partir dessa altura houve uma melhoria significativa do vento e do mar que se mantiveram durante toda a noite.
LA
domingo, 5 de julho de 2015
DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2015
Depois de muitas promessas frustradas de nos colocarem o leme no dia seguinte, foi colocado na quinta-feira, 2 de Junho, e o barco foi para a água na sexta.
Como queríamos experimentar o barco para confirmar se tudo estava bem antes de largarmos para Vanuatu, não largámos no Sábado como a restante frota.
Seguiremos amanhã depois das formalidades da alfândega e emigração para percorrermos as quase 500 milhas para Tanna em Vanuatu.
Como queríamos experimentar o barco para confirmar se tudo estava bem antes de largarmos para Vanuatu, não largámos no Sábado como a restante frota.
Seguiremos amanhã depois das formalidades da alfândega e emigração para percorrermos as quase 500 milhas para Tanna em Vanuatu.
TERÇA-FEIRA, 23 DE JUNHO E QUARTA-FEIRA, 24 DE JUNHO DE 2015
Na terça-feira arrancámos para o último trajecto até Vuda, onde tínhamos marcado a Marina e onde o barco sairia da água para limpar o casco e pôr anti-fouling.
Começámos a andar novamente bem cedo, tínhamos cerca de 60 milhas para fazer, mas sempre em ziguezague. O vento estava predominantemente pela proa, não podíamos abrir a vela para ajudar. O percurso, tal como na véspera, era muito bonito.
Ao longo do dia as nuvens foram aumentando, assim como a intensidade do vento, e quando passámos Lautoka, uma cidade portuária e industrial, ao final do dia, o mar estava já desagradável, e bastante desencontrado, e o vento de proa, 25+ nós.
A Marina de Vuda fica numa zona de recifes, e foi escavado no meio deles uma espécie de corredor de acesso à Marina. Enquanto preparávamos o barco para entra e amarrar, tocámos numa rocha. O embate atingiu sobretudo o eixo do leme que ficou empenado. Fundeámos nessa noite e no dia seguinte fomos rebocados para dentro da Marina.
No dia seguinte, veio rebocar-nos um pequeno barco de fibra, com um motor fora de borda de 15 cavalos, e só um funcionário da Marina a bordo. Ficámos apreensivos, porque o "corredor" de acesso à Marina é estreito e comprido e tem pouco mais de 2 metros de profundidade, e nós com o leme bloqueado, a maré baixa, e algum vento.
Começou o reboque, fomos ajudando com o nosso motor e o leme do piloto de vento. Pouco depois de se iniciar o reboque, numa curva, começou a entrar bastante água para o barco do reboque, e o funcionário, o Mak, teve que largar o cabo e esvaziar o barco. Depois recomeçou, com menos pressa, e lá entrámos na Marina, a ver as pedras das margens do corredor mesmo ali ao lado. Mas o Mak levou-nos a bom porto!
O barco foi tirado da água ao final da manhã. O leme foi retirado no dia seguinte para ser endireitado.
E aqui estamos na Marina de Vuda Point, hoje, dia 29 de Junho, à espera que tudo se arranje e fique pronto para seguirmos viagem.
Aproveitámos para descansar 2 dias num hotel aqui ao lado da Marina. O Rui preferiu ficar a bordo. Nós os dois desde Setembro, e com mais de 12.000 milhas percorridas, só uma noite dormimos fora do barco. Já merecíamos bem o conforto de um hotel!...
Começámos a andar novamente bem cedo, tínhamos cerca de 60 milhas para fazer, mas sempre em ziguezague. O vento estava predominantemente pela proa, não podíamos abrir a vela para ajudar. O percurso, tal como na véspera, era muito bonito.
Ao longo do dia as nuvens foram aumentando, assim como a intensidade do vento, e quando passámos Lautoka, uma cidade portuária e industrial, ao final do dia, o mar estava já desagradável, e bastante desencontrado, e o vento de proa, 25+ nós.
A Marina de Vuda fica numa zona de recifes, e foi escavado no meio deles uma espécie de corredor de acesso à Marina. Enquanto preparávamos o barco para entra e amarrar, tocámos numa rocha. O embate atingiu sobretudo o eixo do leme que ficou empenado. Fundeámos nessa noite e no dia seguinte fomos rebocados para dentro da Marina.
No dia seguinte, veio rebocar-nos um pequeno barco de fibra, com um motor fora de borda de 15 cavalos, e só um funcionário da Marina a bordo. Ficámos apreensivos, porque o "corredor" de acesso à Marina é estreito e comprido e tem pouco mais de 2 metros de profundidade, e nós com o leme bloqueado, a maré baixa, e algum vento.
Começou o reboque, fomos ajudando com o nosso motor e o leme do piloto de vento. Pouco depois de se iniciar o reboque, numa curva, começou a entrar bastante água para o barco do reboque, e o funcionário, o Mak, teve que largar o cabo e esvaziar o barco. Depois recomeçou, com menos pressa, e lá entrámos na Marina, a ver as pedras das margens do corredor mesmo ali ao lado. Mas o Mak levou-nos a bom porto!
O barco foi tirado da água ao final da manhã. O leme foi retirado no dia seguinte para ser endireitado.
E aqui estamos na Marina de Vuda Point, hoje, dia 29 de Junho, à espera que tudo se arranje e fique pronto para seguirmos viagem.
Aproveitámos para descansar 2 dias num hotel aqui ao lado da Marina. O Rui preferiu ficar a bordo. Nós os dois desde Setembro, e com mais de 12.000 milhas percorridas, só uma noite dormimos fora do barco. Já merecíamos bem o conforto de um hotel!...
domingo, 28 de junho de 2015
DOMINGO, 21 DE JUNHO E SEGUNDA-FEIRA, 22 DE JUNHO DE 2015
Adeus, Savusavu!
Largámos com a primeira luz do dia. Savusavu foi uma paragem agradável, e foi bom estarmos num porto tão abrigado enquanto a ventania soprava lá fora.
Apanhámos inicialmente o mar agitado, e o vento de proa até ao primeiro waypoint que ficava mesmo a Sul. Depois de passado este, pudemos bolinar para os seguintes. Um alívio, desligar o motor!...
Pusemos a amostra comprada ao Curly na água, e passado pouco tempo, a linha começou a desenrolar-se rapidamente. Um peixe! Uma animação! Folgámos a vela para reduzir a velocidade do barco, e o Luís começou a enrolar a linha. O mar, agitado, não ajudava nada. Quando começámos a ver o peixe, era um grande peixe! Deu algum trabalho puxá-lo para bordo, e valeu-nos o grande gancho de bambu que nos dera o Rui Soares. Era um belíssimo dourado, com cerca de um metro e meio! Nunca tínhamos pescado um peixe tão grande!...lá conseguimos içá-lo para bordo, e preparámo-lo logo ali, com o trabalho dificultado pelas ondas, que o faziam escorregar de um lado para o outro, e pela nossa falta de experiência em amanhar peixe tão grande. Conseguimos tirar a maior parte dos lombos, e só depois nos lembrámos de o fotografar... Foi um sucesso, a amostra do Curly. Nessa noite, fundeados, o Luís mandou-lhe um mail!
Fundeámos nessa tarde na ilha de Makogai, ilha onde em tempos existiu uma leprosaria, e que tem actualmente em curso um projecto de cultura de ameijoas gigantes e de tratamento de tartarugas. Fomos com o Peter e a Marian do Exody, e ao chegámos a terra com o embrulho de cava na mão, veio ao nosso encontro um habitante da aldeia, que nos levou ao chefe da aldeia. depois de nos cumprimentarmos e apresentarmos, sentámo-nos no chão e o chefe pegou no ramo de cava e começou a falar. Calculamos, pelo que lemos e nos disseram, que tenha abençoado a cava, que nos tenha abençoado também a nós, aceite como membros da aldeia, e desejado que a nossa viagem corra bem.
depois o guia que nos recebera, foi-nos mostrar o que restava da antiga leprosaria, as ruinas das casas, do convento das freiras, da escola, do hospital e do cinema. Tudo estava já a ser invadido pela vegetação, e no meio de árvores muito altas e frondosas. Muito bonita, a floresta tropical naquela zona.
Visitámos então a aldeia e os tanques para criação de bivalves, assim como aqueles destinados ao tratamento de tartarugas doentes.
Despedimo-nos com um "Modé", o adeus em fijiano.
Nessa noite convidámos o Exody para jantar e provar o "nosso" dourado!
No dia seguinte, levantámos ferro com a primeira luz da manhã. Tínhamos mais um dia de cerca de 50 milhas entre os baixios e recifes da lagoa a norte da ilha Viti Levu. Os waypoints do Curly revelaram-se muito bons, pois se nesta zona estavam no lugar bastantes bois de marcação dos canais, faltavam também muitas outras...
A costa é muito bonita aqui e a ilha diferente das muitas outras ilhas que vimos antes, devido sobretudo a ter extensas áreas de campos para pastagens, com as suas cores verde claro ou castanho dourado a alternarem com áreas verde escuro das árvores, mangais nas margens e outras mais altas na distância. Tudo isto a cobrir montes, alguns bastante altos, e vales.
Fomos ziguezagueando entre ilhotas e baixios, e fundeámos à tarde numa baía muito larga, com alguns veleiros dispersos fundeados e um enorme iate de luxo a motor, com vários andares, muitas luzes durante a noite, e uma espécie de aquaparque insuflável amarrado a ele na popa, num local mais afastado dos restantes barcos.
Era a baía de Nanana, considerada um "hotspot internacional para kitesurf". Parece que terá dias muito ventosos, com a vantagem de a água permanecer pouco agitada, uma vez que está dentro da lagoa. Felizmente não havia quase vento nesse dia.
O jantar foi... sopa de peixe!... E a noite tranquila, embora com chuva que caiu persistentemente, impedindo-nos de apreciar a noite lá fora.
Largámos com a primeira luz do dia. Savusavu foi uma paragem agradável, e foi bom estarmos num porto tão abrigado enquanto a ventania soprava lá fora.
Apanhámos inicialmente o mar agitado, e o vento de proa até ao primeiro waypoint que ficava mesmo a Sul. Depois de passado este, pudemos bolinar para os seguintes. Um alívio, desligar o motor!...
Pusemos a amostra comprada ao Curly na água, e passado pouco tempo, a linha começou a desenrolar-se rapidamente. Um peixe! Uma animação! Folgámos a vela para reduzir a velocidade do barco, e o Luís começou a enrolar a linha. O mar, agitado, não ajudava nada. Quando começámos a ver o peixe, era um grande peixe! Deu algum trabalho puxá-lo para bordo, e valeu-nos o grande gancho de bambu que nos dera o Rui Soares. Era um belíssimo dourado, com cerca de um metro e meio! Nunca tínhamos pescado um peixe tão grande!...lá conseguimos içá-lo para bordo, e preparámo-lo logo ali, com o trabalho dificultado pelas ondas, que o faziam escorregar de um lado para o outro, e pela nossa falta de experiência em amanhar peixe tão grande. Conseguimos tirar a maior parte dos lombos, e só depois nos lembrámos de o fotografar... Foi um sucesso, a amostra do Curly. Nessa noite, fundeados, o Luís mandou-lhe um mail!
Fundeámos nessa tarde na ilha de Makogai, ilha onde em tempos existiu uma leprosaria, e que tem actualmente em curso um projecto de cultura de ameijoas gigantes e de tratamento de tartarugas. Fomos com o Peter e a Marian do Exody, e ao chegámos a terra com o embrulho de cava na mão, veio ao nosso encontro um habitante da aldeia, que nos levou ao chefe da aldeia. depois de nos cumprimentarmos e apresentarmos, sentámo-nos no chão e o chefe pegou no ramo de cava e começou a falar. Calculamos, pelo que lemos e nos disseram, que tenha abençoado a cava, que nos tenha abençoado também a nós, aceite como membros da aldeia, e desejado que a nossa viagem corra bem.
depois o guia que nos recebera, foi-nos mostrar o que restava da antiga leprosaria, as ruinas das casas, do convento das freiras, da escola, do hospital e do cinema. Tudo estava já a ser invadido pela vegetação, e no meio de árvores muito altas e frondosas. Muito bonita, a floresta tropical naquela zona.
Visitámos então a aldeia e os tanques para criação de bivalves, assim como aqueles destinados ao tratamento de tartarugas doentes.
Despedimo-nos com um "Modé", o adeus em fijiano.
Nessa noite convidámos o Exody para jantar e provar o "nosso" dourado!
No dia seguinte, levantámos ferro com a primeira luz da manhã. Tínhamos mais um dia de cerca de 50 milhas entre os baixios e recifes da lagoa a norte da ilha Viti Levu. Os waypoints do Curly revelaram-se muito bons, pois se nesta zona estavam no lugar bastantes bois de marcação dos canais, faltavam também muitas outras...
A costa é muito bonita aqui e a ilha diferente das muitas outras ilhas que vimos antes, devido sobretudo a ter extensas áreas de campos para pastagens, com as suas cores verde claro ou castanho dourado a alternarem com áreas verde escuro das árvores, mangais nas margens e outras mais altas na distância. Tudo isto a cobrir montes, alguns bastante altos, e vales.
Fomos ziguezagueando entre ilhotas e baixios, e fundeámos à tarde numa baía muito larga, com alguns veleiros dispersos fundeados e um enorme iate de luxo a motor, com vários andares, muitas luzes durante a noite, e uma espécie de aquaparque insuflável amarrado a ele na popa, num local mais afastado dos restantes barcos.
Era a baía de Nanana, considerada um "hotspot internacional para kitesurf". Parece que terá dias muito ventosos, com a vantagem de a água permanecer pouco agitada, uma vez que está dentro da lagoa. Felizmente não havia quase vento nesse dia.
O jantar foi... sopa de peixe!... E a noite tranquila, embora com chuva que caiu persistentemente, impedindo-nos de apreciar a noite lá fora.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
SEXTA-FEIRA, 19 DE JUNHO A SÁBADO, 20 DE JUNHO
A estadia em Savusavu prolongou-se por mais dias do que inicialmente previsto porque o tempo não estava favorável. Ventos de Sul de 30 nós, com rajadas até 40, com o mar com a agitação correspondente - "rough to very rough seas" anunciava o Curly em cada manhã. Aconselhando os navegantes: "be patient and enjoy Savusavu". E assim fizemos!
Comemos em terra muitas vezes, geralmente na companhia de outras tripulações, frequentemente na "Copra Shed Marina" que tinha um restaurante, "Captain's Table", com comida bem confeccionada e agradável, e um snackbar com pizzas ou pastas, e um bar para o qual nos podiam levar as pizzas.
Outras vezes comemos no "Surf and Turf" onde o prato mais original era bife com lagosta, o verdadeiro "surf and turf", além de pratos de bom peixe e vários pratos de caril saborosos, como seria de esperar uma vez que os donos são indianos.
Comer fora e fazer compras em Fiji não é caro.
Foram dias bem passados, excepto os dois primeiros, em que choveu a cântaros. Numa das noites choveu tanto que na manhã seguinte encontrámos o dinghy com água por mais de metade, e com o depósito da gasolina a boiar virado para baixo!...
Felizmente encontrámos um bom sistema para termos wifi, com um SIM Card da Vodafone Fiji introduzido no iPAD, servindo como hotspot para computadores e telefones. Assim tínhamos wifi em todo o lado, incluindo no barco, e até a navegar desde que perto da costa. Um luxo, para nós que temos tido grandes dificuldades com os acessos à internet nesta viagem!
Assistimos também à passagem da banda da polícia, que diariamente se passeava pela rua principal da cidade, porque era a semana de uma campanha contra o crime. A banda era óptima, com a particularidade de ter uma coreografia especial, imitando a certa altura o disparar de armas com os instrumentos musicais, e dançando enquanto tocavam. Um dos elementos da banda destacava-se a certa altura do conjunto e dançava, e era frequentemente uma jovem da assistência vir dançar com ele, de forma bem provocante e sensual. Enfim, uma banda original, e dava gosto "ficar a ver a banda passar"!...
A maioria da frota encontrou-se "presa" em Savusavu, e as conversas giravam à volta do tempo e da meteorologia, com vários barcos a recorrerem aos serviços do Curly.
Tínhamos decidido limpar o casco e pôr anti-fouling em Fiji, certamente muito mais económico que na Austrália. Marcámos a Marina e a subida do barco na Vuda Marina, na costa oeste de Viti Levu, para os dias 23 ou 24 de Junho. Queríamos fazer o trajecto por etapas ao longo da costa norte de Viti Levu, dentro da lagoa, onde as cartas e os waypoints aconselhados pelo Curly seriam de grande ajuda. Fundearíamos de noite e deslocar-nos-íamos de dia, em etapas de 50-60 milhas cada. Assim que o vento baixou um pouco e o tempo o permitiu, ficou decidido sairmos de Savusavu de manhã cedo no Domingo 20, tendo por companhia o Exody, que decidiu a mesma coisa.
Na véspera à noite fomos jantar ao Surf and Turf, que tinha um menu especial de Sábado à noite, e que estava praticamente por conta da frota da World ARC. Vários barcos sairiam na manhã seguinte para fazerem o trajecto pela costa este e sul de Viti Levu, e outros sairiam na segunda-feira. Foi um jantar de despedida animado, pois já todos estávamos com vontade de conhecer mais de Fiji.
Comemos em terra muitas vezes, geralmente na companhia de outras tripulações, frequentemente na "Copra Shed Marina" que tinha um restaurante, "Captain's Table", com comida bem confeccionada e agradável, e um snackbar com pizzas ou pastas, e um bar para o qual nos podiam levar as pizzas.
Outras vezes comemos no "Surf and Turf" onde o prato mais original era bife com lagosta, o verdadeiro "surf and turf", além de pratos de bom peixe e vários pratos de caril saborosos, como seria de esperar uma vez que os donos são indianos.
Comer fora e fazer compras em Fiji não é caro.
Foram dias bem passados, excepto os dois primeiros, em que choveu a cântaros. Numa das noites choveu tanto que na manhã seguinte encontrámos o dinghy com água por mais de metade, e com o depósito da gasolina a boiar virado para baixo!...
Felizmente encontrámos um bom sistema para termos wifi, com um SIM Card da Vodafone Fiji introduzido no iPAD, servindo como hotspot para computadores e telefones. Assim tínhamos wifi em todo o lado, incluindo no barco, e até a navegar desde que perto da costa. Um luxo, para nós que temos tido grandes dificuldades com os acessos à internet nesta viagem!
Assistimos também à passagem da banda da polícia, que diariamente se passeava pela rua principal da cidade, porque era a semana de uma campanha contra o crime. A banda era óptima, com a particularidade de ter uma coreografia especial, imitando a certa altura o disparar de armas com os instrumentos musicais, e dançando enquanto tocavam. Um dos elementos da banda destacava-se a certa altura do conjunto e dançava, e era frequentemente uma jovem da assistência vir dançar com ele, de forma bem provocante e sensual. Enfim, uma banda original, e dava gosto "ficar a ver a banda passar"!...
A maioria da frota encontrou-se "presa" em Savusavu, e as conversas giravam à volta do tempo e da meteorologia, com vários barcos a recorrerem aos serviços do Curly.
Tínhamos decidido limpar o casco e pôr anti-fouling em Fiji, certamente muito mais económico que na Austrália. Marcámos a Marina e a subida do barco na Vuda Marina, na costa oeste de Viti Levu, para os dias 23 ou 24 de Junho. Queríamos fazer o trajecto por etapas ao longo da costa norte de Viti Levu, dentro da lagoa, onde as cartas e os waypoints aconselhados pelo Curly seriam de grande ajuda. Fundearíamos de noite e deslocar-nos-íamos de dia, em etapas de 50-60 milhas cada. Assim que o vento baixou um pouco e o tempo o permitiu, ficou decidido sairmos de Savusavu de manhã cedo no Domingo 20, tendo por companhia o Exody, que decidiu a mesma coisa.
Na véspera à noite fomos jantar ao Surf and Turf, que tinha um menu especial de Sábado à noite, e que estava praticamente por conta da frota da World ARC. Vários barcos sairiam na manhã seguinte para fazerem o trajecto pela costa este e sul de Viti Levu, e outros sairiam na segunda-feira. Foi um jantar de despedida animado, pois já todos estávamos com vontade de conhecer mais de Fiji.
DOMINGO, 14 DE JUNHO A QUINTA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2015
GRUPO LAU - SAVUSAVU, NA ILHA VANU LEVU
Saímos de manhã de Daliconi, com o "Aretha" - com a sua tripulação familiar, os pais, Caspar e Nicholas, e os 3 filhos, Bluebell, Columbus e Wilow (respectivamente 10, 8 e 3 anos). Seguimos o trajecto da véspera em sentido inverso até estarmos frente à passagem Quilaquila, pela qual passámos para fora da lagoa, ficando em mar aberto. Inicialmente estava pouco vento, mas mais tarde tivemos o suficiente para podermos velejar, na maior parte das 120 milhas do trajecto.
Chegámos na manhã seguinte a Savusavu, uma baía que entra pela terra dentro numa grande extensão, com dezenas e dezenas de barcos em bóias. Tínhamos marcado lugar na "Copra Shed Marina" constituída por uns pequenos pontões, completamente cheios de barcos e várias bóias de amarração. Pediram desculpa por não terem lugar para nós, mas nenhum barco se tinha ido embora porque a meteorologia tinha piorado e ninguém queria deixar aquele porto abrigado.
Depois de chamarmos sem resposta a "marina" alternativa, Waitui Marina, constituída apenas por bóias, um pequeno edifício e um pontão, ambos em estado bastante degradado, decidimos agarrar uma bóia livre e aí prender o barco. Na realidade, a bóia pertencia à Marina Waitui, e apareceu-nos mais tarde num pequeno barco, o Asseri, e tudo ficou regularizado; só tínhamos que ir pagar a bóia antes de sairmos, eram 10 dólares fijianos por dia (1 Dólar Fijiano é cerca de 5 €).
Quase em frente a nós estava uma casa flutuante com um veleiro atracado, e com o dístico "M V Curly" e o dono acenou-nos amigavelmente. Um personagem! Com uma longa barba branca, cabelo comprido e óculos na ponta do nariz, parecia um Pai Natal, e tinha uma cara tão agradável como ele! O Curly desempenha um papel muito importante para os velejadores em Savusavu. Tem uma emissão diária em VHF, às 0800 da manhã, que começa com: "Goooood Mooooorning, Savusavu!" E da a informação meteorológica, seguida de várias informações locais e anúncios de restaurantes e lojas, e se coloca à disposição para responder a perguntas dos ouvintes para ajudar a resolver problemas dos barcos. Além dessa funções, tem ainda algumas bóias que aluga, vende cartas com waypoints marcados para se navegar nas Fiji, dá conselhos sobre os melhores trajectos e ancoradouros, e faz amostras para a pesca, que são absolutamente garantidas, desde que... se ponham na água!... É um neozelandês que vive em Fiji há mais de 40 anos, que durante muitos anos fez transporte de veleiros, 60% das vezes em solitário! actividade que deixou "por já estar velho demais para isso".
Fomos falar com ele e comprar as cartas para o trajecto que nos interessava, e comprámos 2 amostras para pesca.
Savusavu é uma cidade construída essencialmente à volta de uma rua principal, com casas um tanto degradadas, mas com muito colorido, cheias de anúncios a explicarem que tipo de actividade comercial tem cada uma, e muito movimento. A população é constituída por sobretudo por nativos Melanesios e indianos, bastantes chineses, neozelandeses e outros descendentes de europeus.
Tem um mercado muitíssimo bem fornecido com grande variedade e quantidade de frutas e legumes. Aí comprámos também um feixe de raízes de cava, já preparado para ser oferecido com uma fita de embrulho colorida.
Os supermercados também estão bem fornecidos, e é fácil encontrar quase tudo, desde que não se procurem coisas sofisticadas.
O World Cruising Club propôs que se organizasse um movimento de ajuda ao povo de Vanuatu que este ano sofreu um ciclone que causou muitos estragos. O WCC deu uma ajuda em dinheiro importante e cada barco contribui com o que decidir. A responsável por organizar as coisas foi a Christiane (A Plus 2), e Savusavu foi o local escolhido. Depois de reunir as senhoras dos vários barcos, decidiu-se em que gastar o dinheiro da WCC (colchões, tendas, cobertores, ferramentas várias, etc) e como pediam panelas grandes, tamanho 36 de preferência, entre outras coisas, resolveu-se que cada barco comprava um panelão desses e o enchei como entendesse com os artigos sugeridos numa longa lista. Conclusão: esgotaram-se os panelões 36 em Savusavu, além de terem sofrido uma inflação súbita de mais de 50% quando a população se apercebeu que de repente vários barcos os procuravam. Lá conseguimos encontrar um panelão, que enchemos com pratos, tigelas, copos, talheres, e algumas roupas. A dificuldade foi encaixá-lo no barco!...
Saímos de manhã de Daliconi, com o "Aretha" - com a sua tripulação familiar, os pais, Caspar e Nicholas, e os 3 filhos, Bluebell, Columbus e Wilow (respectivamente 10, 8 e 3 anos). Seguimos o trajecto da véspera em sentido inverso até estarmos frente à passagem Quilaquila, pela qual passámos para fora da lagoa, ficando em mar aberto. Inicialmente estava pouco vento, mas mais tarde tivemos o suficiente para podermos velejar, na maior parte das 120 milhas do trajecto.
Chegámos na manhã seguinte a Savusavu, uma baía que entra pela terra dentro numa grande extensão, com dezenas e dezenas de barcos em bóias. Tínhamos marcado lugar na "Copra Shed Marina" constituída por uns pequenos pontões, completamente cheios de barcos e várias bóias de amarração. Pediram desculpa por não terem lugar para nós, mas nenhum barco se tinha ido embora porque a meteorologia tinha piorado e ninguém queria deixar aquele porto abrigado.
Depois de chamarmos sem resposta a "marina" alternativa, Waitui Marina, constituída apenas por bóias, um pequeno edifício e um pontão, ambos em estado bastante degradado, decidimos agarrar uma bóia livre e aí prender o barco. Na realidade, a bóia pertencia à Marina Waitui, e apareceu-nos mais tarde num pequeno barco, o Asseri, e tudo ficou regularizado; só tínhamos que ir pagar a bóia antes de sairmos, eram 10 dólares fijianos por dia (1 Dólar Fijiano é cerca de 5 €).
Quase em frente a nós estava uma casa flutuante com um veleiro atracado, e com o dístico "M V Curly" e o dono acenou-nos amigavelmente. Um personagem! Com uma longa barba branca, cabelo comprido e óculos na ponta do nariz, parecia um Pai Natal, e tinha uma cara tão agradável como ele! O Curly desempenha um papel muito importante para os velejadores em Savusavu. Tem uma emissão diária em VHF, às 0800 da manhã, que começa com: "Goooood Mooooorning, Savusavu!" E da a informação meteorológica, seguida de várias informações locais e anúncios de restaurantes e lojas, e se coloca à disposição para responder a perguntas dos ouvintes para ajudar a resolver problemas dos barcos. Além dessa funções, tem ainda algumas bóias que aluga, vende cartas com waypoints marcados para se navegar nas Fiji, dá conselhos sobre os melhores trajectos e ancoradouros, e faz amostras para a pesca, que são absolutamente garantidas, desde que... se ponham na água!... É um neozelandês que vive em Fiji há mais de 40 anos, que durante muitos anos fez transporte de veleiros, 60% das vezes em solitário! actividade que deixou "por já estar velho demais para isso".
Fomos falar com ele e comprar as cartas para o trajecto que nos interessava, e comprámos 2 amostras para pesca.
Savusavu é uma cidade construída essencialmente à volta de uma rua principal, com casas um tanto degradadas, mas com muito colorido, cheias de anúncios a explicarem que tipo de actividade comercial tem cada uma, e muito movimento. A população é constituída por sobretudo por nativos Melanesios e indianos, bastantes chineses, neozelandeses e outros descendentes de europeus.
Tem um mercado muitíssimo bem fornecido com grande variedade e quantidade de frutas e legumes. Aí comprámos também um feixe de raízes de cava, já preparado para ser oferecido com uma fita de embrulho colorida.
Os supermercados também estão bem fornecidos, e é fácil encontrar quase tudo, desde que não se procurem coisas sofisticadas.
O World Cruising Club propôs que se organizasse um movimento de ajuda ao povo de Vanuatu que este ano sofreu um ciclone que causou muitos estragos. O WCC deu uma ajuda em dinheiro importante e cada barco contribui com o que decidir. A responsável por organizar as coisas foi a Christiane (A Plus 2), e Savusavu foi o local escolhido. Depois de reunir as senhoras dos vários barcos, decidiu-se em que gastar o dinheiro da WCC (colchões, tendas, cobertores, ferramentas várias, etc) e como pediam panelas grandes, tamanho 36 de preferência, entre outras coisas, resolveu-se que cada barco comprava um panelão desses e o enchei como entendesse com os artigos sugeridos numa longa lista. Conclusão: esgotaram-se os panelões 36 em Savusavu, além de terem sofrido uma inflação súbita de mais de 50% quando a população se apercebeu que de repente vários barcos os procuravam. Lá conseguimos encontrar um panelão, que enchemos com pratos, tigelas, copos, talheres, e algumas roupas. A dificuldade foi encaixá-lo no barco!...
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