Fiji é um país constituído por 332 ilhas, das quais pelos menos 100 não são habitadas.As ilhas situam-se entre 15 e 20 graus de latitude Sul, e abraçam o meridiano 180. Fiji é um dos pontos do globo onde começa o novo dia!
A maior ilha é Viti Levu, onde fica a capital, Suva. A segunda ilha em tamanho e importância é Vanua Levu, com a principal cidade, Savusavu.
A Este há um grupo de ilhas chamado "Grupo Lau", e estas são as primeiras ilhas que se encontram quando se vem de Tonga. São consideradas das ilhas mais bonitas de Fiji.
Anteriormente não se podia fazer a entrada no país por este grupo de ilhas, mas recentemente alterou-se o sistema e agora já é possível fazer o checkin oficial do pais em Lomaloma, a principal povoação desse grupo. Este facto permite, a quem vem de Tonga, visitar estas ilhas primeiro, e prosseguir para as outras ilhas aproveitando a direcção predominante dos ventos, que são os alísios de Sul e que sopram de Sueste e de Este.
Na zona noroeste de Viti Levu e na costa norte de Vanua Levu encontra-se a maior parte das plantações de cana de açúcar, que constitui a principal exportação de Fiji.
O clima é marítimo tropical, sem grandes extremos de calor ou frio. Situa-se numa área afectada por ciclones, na sua maioria confinados ao período entre Novembro e Abril, e mais frequentemente em Janeiro e Fevereiro. Em média, 10 a 12 ciclones por década afectam alguma parte de Fiji, e 2 a 3 provocam danos graves.
As áreas costeiras de Sueste e as montanhas do interior apresentam um tempo nublado, persistentemente húmido. A chuva é abundante no Verão
Fiji era, até 1972, parte da British Commonwealth.
A população das Fiji é constituída quase em partes iguais por indígenas Melanésios, e por descendentes de indianos trazidos pelos ingleses no final do século XIX para trabalharem nas plantações de cana de açúcar. Existe ainda uma minoria de chineses e descendentes de europeus.
Os indianos de Fiji têm uma aptidão natural para o comércio que os indígenas não têm, tendo adquirido o domínio do comércio de Fiji e, após terem obtido poder económico, passaram naturalmente a ter também ambições políticas. Os governantes, indígenas Melanésios, com receio de perderem o controle do país, e certamente algum grau de identidade, após um golpe de estado, proibiram qualquer indiano de ter cargos políticos. Os indianos argumentaram que, após 100 anos e 4 gerações a viverem nas Fiji, são tão Fijianos como os indígenas Melanésios. Nessa altura a Grã Bretanha apoiou os indianos, e Fiji abandonou a Commonwealth em 1972.
Há muita tensão étnica em Fiji, que já tem originado violência e golpes de estado. No entanto, tem sido um país seguro para os visitantes, excepto ocasionalmente em Suva e Lautoka. De um modo geral ambas as etnias são amigáveis e procuram ser úteis para os visitantes.
CHEGADA A FIJI
A cartografia em Fiji apresenta erros significativos, pelo que navegar por aqui tem que ser feito com muito cuidado e atenção, não se podendo confiar no que mostra a carta, tendo que ser feita em muitas áreas, navegação “à vista”.
No Grupo Lau encontrámos um erro persistente de 0,5 milha nas cartas Navionics do plotter, o que numa zona cheia de recifes e cabeças de coral é muitíssimo! As cartas Navionics no iPAD estão muito mais correctas, mas também, segundo elas, teremos passado em cima de alguns recifes, ou teríamos embatido noutros que não estavam na carta. Felizmente é um dado conhecido e estávamos avisados.
Na zona mais a Norte do Grupo Lau, há uma colecção de 6 ilhas chamadas, nas cartas inglesas, “The Exploring Islands”. Estão rodeadas por uma larga barreira de coral, e partilham a mesma lagoa.
A ilha maior é Vanuabalavu. Nela, segundo os guias, é sempre possível encontrar uma zona para ancorar calma, sem vento, serena, seja qual for a direcção do vento, dada a forma da ilha, muito recortada.
A principal povoação é Lomaloma, e a entrada para a lagoa mais próxima dessa vila é a “Tongan Passage”, nome que se justifica plenamente, pois é o melhor passe para quem vem de Tonga.


Depois de 3 dias de viagem, chegámos à “Tongan Passage” pelas 10.30 h. Tínhamos waypoints para a passagem. Um deles, que estava no meio da passagem, aparecia no plotter como estando em pleno recife! Mesmo sabendo que o waypoint estava certo, e tendo visto todos os barcos no plotter a passarem “por cima do recife” ao entrarem na lagoa, não deixou de nos fazer sentir pouco confortáveis e seguros!… após fundearmos na baía próximo de Lomaloma, todos os barcos estavam, no plotter, fundeados… em terra! Enfim, valeu-nos o conselho de só se entrar com a luz da manhã, os waypoints e a experiência dos que entraram antes de nós, porque o plotter… era para esquecer!
Vieram primeiro a bordo a oficial da Saúde e Quarentena, e a responsável pela organização de apoio aos barcos visitantes, a “Yacht Help”, duas Fijianas muito simpáticas que, após alguma dificuldade para subirem a bordo (a popa do Allegro é pequena, e tem tanta coisa lá instalada (piloto de vento, hidrogerador, balsa, bóias de homem ao mar, antena de SSB), nos cumprimentaram logo com “Bula”, o olá em fijiano!
Correu tudo bem, mas não pudemos ir a terra nesse dia, porque tínhamos que ser visitados primeiro pela Alfândega e a Polícia, o que acabou por ficar para o dia seguinte.
