O jantar correu muito bem, foi um serão bem passado, e os "Moelleux au Chocolat" estavam uma delícia!
Hoje, Domingo, resolvemos ir assistir a uma missa. Há muito por onde escolher, pois eles seguem múltiplas igrejas, protestante, anglicana, luterana, santos dos últimos dias, mormons, católica, etc.
Fomos assistir à missa católica, mesmo aqui ao lado do local onde estamos fundeados. Todos se arranjam especialmente para a ida à missa, com os trajes tradicionais. Os homens com saias compridas até à canela, camisa e, à volta da cintura, uma faixa larga e bastante comprida de ráfia entretecida. Elas, de vestidos coloridos, de tecido geralmente brilhante (cetim), algumas com o mesmo tipo de faixa, e outras com uma espécie de cinto com longas tiras penduradas a toda a volta da saia. Muitos leques, também em palhinha, usados tanto por mulheres como por homens, e as crianças também todas aperaltadas, um espectáculo de cor e variedade. A música, cantada por todos, nalguns trechos por homens alternando com as mulheres, noutros todos em conjunto, num conjunto bem afinado, fazendo lembrar por vezes uma ópera, mas sempre um coro bem ensaiado.
A saída da missa foi um espectáculo, porque se lá dentro não se podiam tirar fotografias, cá fora a maioria gostava de ser fotografada, incluindo o padre! Foi muito instrutivo para vermos os fatos domingueiros e o relacionamento entre eles.
Temos constatados que os tongans não são tão afáveis, nem tão amáveis como os Polinésios, e nota-se neles uma maior agressividade também.
A boa notícia do dia é que já está resolvido o diferendo com as autoridades locais relativamente à eventual multa. Resolveu-se com a velha maneira tradicional, típica dos países pequenos e pobres, depois de uma reunião entre o Andrew Bishop e o oficial da alfândega.
Almoçámos no Mango Cafe, e passámos a tarde a bordo, a pôr a secar a vela, os cabos, as almofadas, etc.
No Sábado, quando estávamos aqui em terra, caiu a maior carga de água que já vimos nesta viagem. De repente desatou a chover torrencialmente, mas em vez de durar uns minutos, manteve-se com grande intensidade durante cerca de 3 horas. Felizmente estávamos no Mango Cafe, pelo que pudemos assistir ao espectáculo sem nos molharmos.
terça-feira, 16 de junho de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
QUARTA-FEIRA, 27, ISTO É, QUINTA-FEIRA, 28 DE MAIO DE 2015 A SÁBADO, 30 DE MAIO DE 2015
VAVA'U -REINO DO TONGA
Navegávamos a caminho das ilhas do Reino do Tonga na quarta-feira, dia 27 de Maio, quando, subitamente e algures ,cruzámos a Linha Internacional de Data e nos encontrámos na quinta-feira, dia 28 de Maio de 2015! Enquanto que minutos antes estávamos atrasados 11 horas em relação a Portugal, de repente ficámos adiantados 12 horas (UTC+13).
A Linha internacional de Data é uma linha imaginária, convencionada em 1884, que corresponde ao meridiano dos 180 graus, altura em que quem cruza de leste para oeste adianta um dia e o oposto acontece a quem cruza em sentido oposto. Não é uma linha recta, para evitar que um mesmo país tenha duas horas diferentes, e assim, as indentações dessa linha englobam num mesmo lado todo o território dos países vizinhos dela.
A chegada a Vava'u é muito bonita, vamos avançando pelo meio de uma costa coberta de vegetação, com numerosas pequenas ilhas pelo caminho, num trajecto sinuoso que só nos deixa ver a vila e todos os barcos nela fundeados, quando já estamos quase em cima deles. Muito bonito!
Mal chegámos, o Jean (A Plus 2) foi-nos buscar ao barco e "aterrámos" no Mango Cafe, à beira da água, com um bom cais para dinghys, no meio da festa de aniversário dos 60 anos da Svanfridur, mulher do Christopher, do iate Hugur, de nacionalidade islandesa. Muito simpática, tinha mandado preparar umas bebidas , aperitivos e um bolo de anos para todos os tripulantes dos vários barcos da frota. Foram uns momentos bem passados, e acabámos a jantar "Fish Curry" e gelado de baunilha com chocolate quente ainda no Mango Cafe.
Finalmente fomos descansar, pois ainda não recuperáramos das noites passadas a fazer leme à mão!...
No dia 29, pelas nove, conforme nos tinham dito, fomos com o Allegro ao pontão da vila para fazermos o checkin com as autoridades. Zangaram-se connosco porque não tínhamos feito o checkin na véspera, alegando que estavam à nossa espera. Tínhamos falado com o "Rally Control" e não nos tinham dito que eles nos esperavam. Antes pelo contrário, disseram-nos que podíamos vir a terra, quando, na realidade, tal não era legal. Levantou-se uma confusão, e disseram-nos que havia uma multa a pagar, e que nós decidíssemos com a organização que nos dera informações incorrectas, quem a pagava. Enfim... muito desagradável, e até hoje ainda não está resolvido, depois de já terem falado duas vezes com o Andrew Bishop, ainda não se definiu como ficam as coisas... Nós temos sido sempre muito cuidadosos para não arranjarmos melindres desta natureza mas, desta vez, vimo-nos envolvidos numa pequena embrulhada. A ver se se resolve finalmente.
Almoço a bordo. Tarde na internet. Happy hour e jantar no "Aquarium Cafe", mesmo ao lado do "Mango Cafe", com quatro músicos a tocarem guitarra e a cantarem, sentados no chão, com um alguidar de "cava" à frente deles, do qual iam bebendo durante toda a noite. A "cava" é uma raiz de uma planta, que é esmagada e feita em polpa e depois misturada com água, tendo efeitos sedativos, e simultaneamente estimulantes, supostamente sem alterar um estado de consciência alerta dos utilizadores. Eles tocaram pela noite fora, aparentemente sem se cansarem, e o efeito sedativo só se fez sentir nos ouvintes que finalmente foram saindo para se meterem nos dinghys e irem descansar!
Hoje, dia 30, ida de manhã a terra, buscar a roupa que deixáramos para lavar na véspera, tentar mandar encher as botijas de gás, mas hoje não estava aberto, e passar a manhã na internet. Afinal, o Luís constatou que um parafuso da escada do barco estava partido, e o Luís passou grande parte da manhã a tentar arranjar outro e a substitui-lo, primeiro sozinho e depois com a ajuda do Rui. Mas ficou arranjado!
Eu aproveitei não ser precisa, e fui com a Marian e o Peter do "Exody" ver o mercado local, comprar legumes e fruta (pouca variedade) e ainda ver o local onde imprimem as "Tonga dirt T-shirts", assim chamadas porque serão feitas com desperdícios vários, depois mergulhadas em água salgada, e, finalmente, impressas com desenhos vários. É um "must" aqui de Vava'u!... Segunda-feira iremos encomendar uma para cada um!
E depois de uma tarde toda dedicada à internet, iremos jantar a bordo do "A Plus 2", levando ingredientes para tortilhas que o Rui cozinhará, e o Jean escolherá o vinho e fará "moelleux de chocolat" para sobremesa! Promete!...
Navegávamos a caminho das ilhas do Reino do Tonga na quarta-feira, dia 27 de Maio, quando, subitamente e algures ,cruzámos a Linha Internacional de Data e nos encontrámos na quinta-feira, dia 28 de Maio de 2015! Enquanto que minutos antes estávamos atrasados 11 horas em relação a Portugal, de repente ficámos adiantados 12 horas (UTC+13).
A Linha internacional de Data é uma linha imaginária, convencionada em 1884, que corresponde ao meridiano dos 180 graus, altura em que quem cruza de leste para oeste adianta um dia e o oposto acontece a quem cruza em sentido oposto. Não é uma linha recta, para evitar que um mesmo país tenha duas horas diferentes, e assim, as indentações dessa linha englobam num mesmo lado todo o território dos países vizinhos dela.
A chegada a Vava'u é muito bonita, vamos avançando pelo meio de uma costa coberta de vegetação, com numerosas pequenas ilhas pelo caminho, num trajecto sinuoso que só nos deixa ver a vila e todos os barcos nela fundeados, quando já estamos quase em cima deles. Muito bonito!
Mal chegámos, o Jean (A Plus 2) foi-nos buscar ao barco e "aterrámos" no Mango Cafe, à beira da água, com um bom cais para dinghys, no meio da festa de aniversário dos 60 anos da Svanfridur, mulher do Christopher, do iate Hugur, de nacionalidade islandesa. Muito simpática, tinha mandado preparar umas bebidas , aperitivos e um bolo de anos para todos os tripulantes dos vários barcos da frota. Foram uns momentos bem passados, e acabámos a jantar "Fish Curry" e gelado de baunilha com chocolate quente ainda no Mango Cafe.
Finalmente fomos descansar, pois ainda não recuperáramos das noites passadas a fazer leme à mão!...
No dia 29, pelas nove, conforme nos tinham dito, fomos com o Allegro ao pontão da vila para fazermos o checkin com as autoridades. Zangaram-se connosco porque não tínhamos feito o checkin na véspera, alegando que estavam à nossa espera. Tínhamos falado com o "Rally Control" e não nos tinham dito que eles nos esperavam. Antes pelo contrário, disseram-nos que podíamos vir a terra, quando, na realidade, tal não era legal. Levantou-se uma confusão, e disseram-nos que havia uma multa a pagar, e que nós decidíssemos com a organização que nos dera informações incorrectas, quem a pagava. Enfim... muito desagradável, e até hoje ainda não está resolvido, depois de já terem falado duas vezes com o Andrew Bishop, ainda não se definiu como ficam as coisas... Nós temos sido sempre muito cuidadosos para não arranjarmos melindres desta natureza mas, desta vez, vimo-nos envolvidos numa pequena embrulhada. A ver se se resolve finalmente.
Almoço a bordo. Tarde na internet. Happy hour e jantar no "Aquarium Cafe", mesmo ao lado do "Mango Cafe", com quatro músicos a tocarem guitarra e a cantarem, sentados no chão, com um alguidar de "cava" à frente deles, do qual iam bebendo durante toda a noite. A "cava" é uma raiz de uma planta, que é esmagada e feita em polpa e depois misturada com água, tendo efeitos sedativos, e simultaneamente estimulantes, supostamente sem alterar um estado de consciência alerta dos utilizadores. Eles tocaram pela noite fora, aparentemente sem se cansarem, e o efeito sedativo só se fez sentir nos ouvintes que finalmente foram saindo para se meterem nos dinghys e irem descansar!
Hoje, dia 30, ida de manhã a terra, buscar a roupa que deixáramos para lavar na véspera, tentar mandar encher as botijas de gás, mas hoje não estava aberto, e passar a manhã na internet. Afinal, o Luís constatou que um parafuso da escada do barco estava partido, e o Luís passou grande parte da manhã a tentar arranjar outro e a substitui-lo, primeiro sozinho e depois com a ajuda do Rui. Mas ficou arranjado!
Eu aproveitei não ser precisa, e fui com a Marian e o Peter do "Exody" ver o mercado local, comprar legumes e fruta (pouca variedade) e ainda ver o local onde imprimem as "Tonga dirt T-shirts", assim chamadas porque serão feitas com desperdícios vários, depois mergulhadas em água salgada, e, finalmente, impressas com desenhos vários. É um "must" aqui de Vava'u!... Segunda-feira iremos encomendar uma para cada um!
E depois de uma tarde toda dedicada à internet, iremos jantar a bordo do "A Plus 2", levando ingredientes para tortilhas que o Rui cozinhará, e o Jean escolherá o vinho e fará "moelleux de chocolat" para sobremesa! Promete!...
sexta-feira, 29 de maio de 2015
QUARTA-FEIRA, 13 DE MAIO A SEGUNDA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2015
Quarta-Feira, 13 de Maio de 2015
Largada de Bora Bora às 0715, rumo a Niue. 1050 milhas a percorrer.
Desistimos de ir a Suwarrow - não há vento nem se prevê que venha a haver durante mais 2 dias.
Continuamos, portanto, a motor.
A largada para esta perna fora 3 dias antes em Uturoa (Raiatea) e já nessa altura a frota se dividiu em dois: um grupo de 6 barcos que se manteve a caminho de Suwarrow e outro com os restantes barcos que foram para Bora Bora esperar pelo vento.
Em relação ao rumo a tomar, a existência de dois centros de baixas pressões que se estão a formar, começa a haver dúvidas e algum debate.
Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
Alterámos o rumo mais para Norte, em direcção a Suwarrow, por se prever um agravamento do tempo, mais intenso na rota para Niue.
Continuamos a motor do 2º para o 3º dia, começando o consumo de diesel a ser significativo.
Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
A informação meteorológica continua a ser incompleta, tendo sido clarificada com um e-mail do Rui Soares.
O “Exocet Strike” que parece ser o barco meteorologicamente mais bem informado, aconselha e mantém rumo para Norte.
Pelo meio do dia começa finalmente a haver vento - 12 a 14 nós de SE - o que nos permitiu desligar o motor.
A pressão atmosférica mantém-se em 1012, mas o mar começa a estar mais agitado e desconfortável.
Sábado, 16 de Maio de 2015
Devido ao agravamento do tempo, optámos por nos dirigirmos, com mais outros 3 barcos, para W, para só mais tarde tomarmos o rumo para Niue (SW).
Pouco depois de amanhecer, a pressão atmosférica desceu rapidamente para 1008, e no princípio da noite o vento subiu para os 16 nós, agora vindo de NE. Sabíamos que no dia seguinte ia chegar o mau tempo.
Domingo, 17 de Maio de 2015
Esperávamos a todo o momento o agravamento das condições atmosféricas, que surgiu pelas 0800, com vento persistentemente superior a 20 nós, e pontas de 28-30 nós, vindo de N.
A pressão atmosférica continuou a baixar rapidamente (1001), com avisos frequentes do “Meteograph”.
A partir das 1500, o vento, de NW agora, subiu ainda mais, tendo atingido, entre as 1630 e as 1830, velocidades persistentemente superiores a 30 nós, com picos de 35-40 nós, tendo ficado registado um máximo de 43 nós.
A partir das 1900, a situação inverteu-se depois de uma enorme chuvada ( e de alguma trovoada), que durou mais de uma hora. Durante esta fase, o vento foi rondando, como é costume, de N para NW, depois para W, e finalmente para SW, durante a madrugada.
Segunda-feira, 18 de Maio de 2015
O vento continuou a rondar de SW para S e finalmente para SE, e assim se tem mantido, com intensidade de 10-15 nós.
A passagem desta depressão, sem estragos maiores durante a sua fase mais intensa, vai deixar uma recordação clara da força que o mar e o vento podem ter e do bom comportamento do barco.
Mais uma vez verificámos o excepcional desempenho do “Hydrovane”, que desta vez teve que ser apoiado manualmente porque não conseguimos imobilizar completamente a roda do leme. Durante a fase mais intensa, cada um de nós fez uma hora de leme em rotação, deixando o barco ir sendo levado com o tempo. O gráfico da nossa deslocação nesta fase traça um semicírculo que ilustra bem de que forma o vento foi rondando…
Posteriormente foi necessário reposicionar o casquilho superior que fixa o “Hydrovane” aos suportes no casco, para o que foi preciso parar o barco (arrear as velas).
Terça-feira, 19 de Maio de 2015
Hoje, ao percorrer o convés, verificámos que o ferro, com o impacto do mar, se tinha deslocado no seu suporte, e ficado mal fixado. Foi corrigido o problema.
Estamos na fase que antecede o desaparecimento completo da instabilidade provocada pela depressão. Mesmo assim o céu tem estado cinzento durante todo o dia e por vezes choveu um pouco.
A caminho de Niue, onde contamos chegar dentro de 5 dias, aguardamos a chegada do sol e do céu azul.
Quarta-feira, 20 de Maio de 2015
Vento mais forte durante a noite, com chuvadas devidas a múltiplos squalls.
O parafuso que devia fixar a roda do leme está moído, e acabámos por fazer toda a noite leme à mão, para apoiar o piloto de vento. Ficámos bastante cansados. Em compensação, o barco andou muito bem.
Quinta-feira, 21 de Maio de 2015.
Utilizou-se o gerador Honda portátil para carregar as baterias.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2015
Vento foi diminuindo e acabámos por ter de ligar o motor.
Fez-se água, ligando o inversor para dar energia para o desalinizador.
Sábado, 23 de Maio de 2015
Chegada a Niue!
Avistámos a Ilha de Niue antes do almoço - é uma ilha plana, sem elevações, parece um bocado grande de musgo a boiar no meio do Pacífico...
Amarrámos a uma bóia, na Baía de Alofi, a capital da Ilha. Tivemos uma recepção muito calorosa dos outros barcos à nossa chegada: buzinas, apitos, acenos! O Paul do Juno levou-nos a terra para as formalidades - feitas numa carrinha estacionada no cais.
O desembarque em terra é muito original. Os tripulantes do dinghy saem na escada do pontão e o dinghy é içado para terra com um guindaste!
Desistimos de ir a Suwarrow - não há vento nem se prevê que venha a haver durante mais 2 dias.
Continuamos, portanto, a motor.
A largada para esta perna fora 3 dias antes em Uturoa (Raiatea) e já nessa altura a frota se dividiu em dois: um grupo de 6 barcos que se manteve a caminho de Suwarrow e outro com os restantes barcos que foram para Bora Bora esperar pelo vento.
Em relação ao rumo a tomar, a existência de dois centros de baixas pressões que se estão a formar, começa a haver dúvidas e algum debate.
Quinta-feira, 14 de Maio de 2015
Alterámos o rumo mais para Norte, em direcção a Suwarrow, por se prever um agravamento do tempo, mais intenso na rota para Niue.
Continuamos a motor do 2º para o 3º dia, começando o consumo de diesel a ser significativo.
Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
A informação meteorológica continua a ser incompleta, tendo sido clarificada com um e-mail do Rui Soares.
O “Exocet Strike” que parece ser o barco meteorologicamente mais bem informado, aconselha e mantém rumo para Norte.
Pelo meio do dia começa finalmente a haver vento - 12 a 14 nós de SE - o que nos permitiu desligar o motor.
A pressão atmosférica mantém-se em 1012, mas o mar começa a estar mais agitado e desconfortável.
Sábado, 16 de Maio de 2015
Devido ao agravamento do tempo, optámos por nos dirigirmos, com mais outros 3 barcos, para W, para só mais tarde tomarmos o rumo para Niue (SW).
Pouco depois de amanhecer, a pressão atmosférica desceu rapidamente para 1008, e no princípio da noite o vento subiu para os 16 nós, agora vindo de NE. Sabíamos que no dia seguinte ia chegar o mau tempo.
Domingo, 17 de Maio de 2015
Esperávamos a todo o momento o agravamento das condições atmosféricas, que surgiu pelas 0800, com vento persistentemente superior a 20 nós, e pontas de 28-30 nós, vindo de N.
A pressão atmosférica continuou a baixar rapidamente (1001), com avisos frequentes do “Meteograph”.
A partir das 1500, o vento, de NW agora, subiu ainda mais, tendo atingido, entre as 1630 e as 1830, velocidades persistentemente superiores a 30 nós, com picos de 35-40 nós, tendo ficado registado um máximo de 43 nós.
A partir das 1900, a situação inverteu-se depois de uma enorme chuvada ( e de alguma trovoada), que durou mais de uma hora. Durante esta fase, o vento foi rondando, como é costume, de N para NW, depois para W, e finalmente para SW, durante a madrugada.
Segunda-feira, 18 de Maio de 2015
O vento continuou a rondar de SW para S e finalmente para SE, e assim se tem mantido, com intensidade de 10-15 nós.
A passagem desta depressão, sem estragos maiores durante a sua fase mais intensa, vai deixar uma recordação clara da força que o mar e o vento podem ter e do bom comportamento do barco.
Mais uma vez verificámos o excepcional desempenho do “Hydrovane”, que desta vez teve que ser apoiado manualmente porque não conseguimos imobilizar completamente a roda do leme. Durante a fase mais intensa, cada um de nós fez uma hora de leme em rotação, deixando o barco ir sendo levado com o tempo. O gráfico da nossa deslocação nesta fase traça um semicírculo que ilustra bem de que forma o vento foi rondando…
Posteriormente foi necessário reposicionar o casquilho superior que fixa o “Hydrovane” aos suportes no casco, para o que foi preciso parar o barco (arrear as velas).
Terça-feira, 19 de Maio de 2015
Hoje, ao percorrer o convés, verificámos que o ferro, com o impacto do mar, se tinha deslocado no seu suporte, e ficado mal fixado. Foi corrigido o problema.
Estamos na fase que antecede o desaparecimento completo da instabilidade provocada pela depressão. Mesmo assim o céu tem estado cinzento durante todo o dia e por vezes choveu um pouco.
A caminho de Niue, onde contamos chegar dentro de 5 dias, aguardamos a chegada do sol e do céu azul.
Quarta-feira, 20 de Maio de 2015
Vento mais forte durante a noite, com chuvadas devidas a múltiplos squalls.
O parafuso que devia fixar a roda do leme está moído, e acabámos por fazer toda a noite leme à mão, para apoiar o piloto de vento. Ficámos bastante cansados. Em compensação, o barco andou muito bem.
Quinta-feira, 21 de Maio de 2015.
Utilizou-se o gerador Honda portátil para carregar as baterias.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2015
Vento foi diminuindo e acabámos por ter de ligar o motor.
Fez-se água, ligando o inversor para dar energia para o desalinizador.
Sábado, 23 de Maio de 2015
Chegada a Niue!
Avistámos a Ilha de Niue antes do almoço - é uma ilha plana, sem elevações, parece um bocado grande de musgo a boiar no meio do Pacífico...
Amarrámos a uma bóia, na Baía de Alofi, a capital da Ilha. Tivemos uma recepção muito calorosa dos outros barcos à nossa chegada: buzinas, apitos, acenos! O Paul do Juno levou-nos a terra para as formalidades - feitas numa carrinha estacionada no cais.
O desembarque em terra é muito original. Os tripulantes do dinghy saem na escada do pontão e o dinghy é içado para terra com um guindaste!
Jantar de festa em terra, com recepção dos niueianos, comida, música e danças típicas, numa noite muito animada. Tudo muito bom.
Domingo, 24 de Maio de 2015
De manhã, tour pela Ilha de Niue, com o Comodoro Keith, presidente do "Niue Yacht Club", que não tem barco, nem é velejador! E designa o Club como “The Biggest Little Yacht Club in the World”! O club não tem barcos, mas tem muitos sócios. Nós fizemo-nos também sócios do NYC!
O Comodoro Keith é uma simpatia, e no passeio pela Ilha levou-nos a ver as grutas de calcário na costa que são muito bonitas, o "blow hole point", onde o rebentar das ondas nos recifes de coral escarpados, levanta colunas de salpicos de água que são arrastadas pelo vento, passeou-nos na principal estrada da ilha, informando-nos da sua história, e também da sua geolologia que é muito partcular.
Jantámos nessa noite em Alofi.
Segunda-feira, 25 de Maio
Depois do reabastecimento de gasóleo, com a ajuda do Comodoro Keith, de frescos e de nos inscrevermos como sócios no NYC, almoçámos no "Uga Crazy Caffe" e regressámos ao Allegro.
Depois de esvaziado e arrumado o dinghy, e acondicionadas as compras, zarpámos para Tonga pelas 19.00h.
LA+MA
Domingo, 24 de Maio de 2015
De manhã, tour pela Ilha de Niue, com o Comodoro Keith, presidente do "Niue Yacht Club", que não tem barco, nem é velejador! E designa o Club como “The Biggest Little Yacht Club in the World”! O club não tem barcos, mas tem muitos sócios. Nós fizemo-nos também sócios do NYC!
O Comodoro Keith é uma simpatia, e no passeio pela Ilha levou-nos a ver as grutas de calcário na costa que são muito bonitas, o "blow hole point", onde o rebentar das ondas nos recifes de coral escarpados, levanta colunas de salpicos de água que são arrastadas pelo vento, passeou-nos na principal estrada da ilha, informando-nos da sua história, e também da sua geolologia que é muito partcular.
Jantámos nessa noite em Alofi.
Segunda-feira, 25 de Maio
Depois do reabastecimento de gasóleo, com a ajuda do Comodoro Keith, de frescos e de nos inscrevermos como sócios no NYC, almoçámos no "Uga Crazy Caffe" e regressámos ao Allegro.
Depois de esvaziado e arrumado o dinghy, e acondicionadas as compras, zarpámos para Tonga pelas 19.00h.
LA+MA
TERÇA-FEIRA, 12 DE MAIO DE 2015
BORA BORA
No Domingo, dia 10 de Maio, em Uturoa, na Ilha de Raiatea, tivemos a largada para a próxima perna, na realidade uma perna com várias etapas: Raiatea - Suwarrow - Niue - Tonga.
Vento: 3-4 nós... De modo que tivemos autorização para ligar os motores e fazer a largada a motor, ou não sairíamos dali...
Depois, houve vários destinos. Alguns barcos seguiram para Suwarrow, como estava previsto. Outros, com o pretexto de não haver vento e ser preciso esperar um pouco por ele, vieram para Bora Bora. E outros ainda, não fizeram a largada, ou porque saíram antes de Raiatea e não quiseram esperar pelo dia da largada, ou porque ficaram retidos antes por problemas ainda não resolvidos com os barcos.
Nós estamos no grupo que veio para Bora Bora. Queríamos muito conhecer esta ilha mítica, e estávamos mesmo aqui ao lado... Juntámos-nos à "revolta", não da Bounty (que aconteceu por estas bandas...), mas da World ARC!
E ainda bem! A ilha é uma maravilha. Apesar de todo o turismo que tem, e de ser um destino turístico muito procurado, ainda não conseguiram dar cabo dela. É uma ilha vulcânica elevada, toda verde, coberta de vegetação, circundada por uma lagoa que é uma maravilha de tons de azul, turquesa, verdes, de uma água transparente.
Atracamos numa bóia do Club Náutico Maikai e aqui estamos, sem vontade de sair daqui para uma "motorada" quase certa...
Ontem fizemos um "tour" de "snorkeling" em vários pontos da lagoa, e acabámos por fazer toda a volta da ilha. O lado este é ainda mais bonito que o lado oeste onde estamos ancorados. Vimos raias, corais, peixes de múltiplas cores que nós vieram comer à mão, uma Moreira que parecia domesticada, enfim, até os animais da ilha já se habituaram a exibir-se para os turistas!
E agora chegou a hora de partir, mesmo sem vento, ou não chegaremos a lado nenhum...
Amanhã de manhã largaremos de Bora Bora! rumo a Suwarrow, se possível. Se não for possível em tempo útil, será Niue e, se o vento se portar mesmo muito mal, terá que ser apenas Tonga.
Vamos ver!...
MA + LA
No Domingo, dia 10 de Maio, em Uturoa, na Ilha de Raiatea, tivemos a largada para a próxima perna, na realidade uma perna com várias etapas: Raiatea - Suwarrow - Niue - Tonga.
Vento: 3-4 nós... De modo que tivemos autorização para ligar os motores e fazer a largada a motor, ou não sairíamos dali...
Depois, houve vários destinos. Alguns barcos seguiram para Suwarrow, como estava previsto. Outros, com o pretexto de não haver vento e ser preciso esperar um pouco por ele, vieram para Bora Bora. E outros ainda, não fizeram a largada, ou porque saíram antes de Raiatea e não quiseram esperar pelo dia da largada, ou porque ficaram retidos antes por problemas ainda não resolvidos com os barcos.
Nós estamos no grupo que veio para Bora Bora. Queríamos muito conhecer esta ilha mítica, e estávamos mesmo aqui ao lado... Juntámos-nos à "revolta", não da Bounty (que aconteceu por estas bandas...), mas da World ARC!
E ainda bem! A ilha é uma maravilha. Apesar de todo o turismo que tem, e de ser um destino turístico muito procurado, ainda não conseguiram dar cabo dela. É uma ilha vulcânica elevada, toda verde, coberta de vegetação, circundada por uma lagoa que é uma maravilha de tons de azul, turquesa, verdes, de uma água transparente.
Atracamos numa bóia do Club Náutico Maikai e aqui estamos, sem vontade de sair daqui para uma "motorada" quase certa...
Ontem fizemos um "tour" de "snorkeling" em vários pontos da lagoa, e acabámos por fazer toda a volta da ilha. O lado este é ainda mais bonito que o lado oeste onde estamos ancorados. Vimos raias, corais, peixes de múltiplas cores que nós vieram comer à mão, uma Moreira que parecia domesticada, enfim, até os animais da ilha já se habituaram a exibir-se para os turistas!
E agora chegou a hora de partir, mesmo sem vento, ou não chegaremos a lado nenhum...
Amanhã de manhã largaremos de Bora Bora! rumo a Suwarrow, se possível. Se não for possível em tempo útil, será Niue e, se o vento se portar mesmo muito mal, terá que ser apenas Tonga.
Vamos ver!...
MA + LA
sexta-feira, 8 de maio de 2015
SEXTA-FEIRA, 08 DE MAIO DE 2015
TAHAA
O Rui tem continuado bem. Se não fosse o penso na cabeça, ninguém saberia o trambolhão que ele deu...
No dia seguinte, dia 06 de Maio, fizemos o programa que estava previsto para aquele dia - o "tour" da ilha de Tahaa, em barco rápido.
O barco arrancou da Marina de Apooiti, onde estamos; e começámos por ir buscar vários outros turistas a vários pontões de empreendimentos turisticos próximos; depois o guia acelerou e lá fomos a toda a velocidade para Tahaa.
A primeira paragem foi numa quinta produtora de pérolas. Um pontão de madeira comprido, pela água dentro, com uma pequena casa de madeira, onde as ostras são triadas.


São entreabertas de modo a não estragar o "manto" (que produz o nácar), e aí é feita a triagem das que vão servir de dadoras de enxertos de manto, que são as que têm cores mais bonitas no interior da concha, e as que irão ser receptoras - receptoras de um desses enxertos de manto, simultaneamente com um núcleo redondo, que constitui o corpo estranho à volta do qual se vão acumular camadas sucessivas de nácar, até formarem a pérola. Foi-nos explicada toda a sucessão de operações e trabalhos necessários à produção das pérolas, e depois visitámos a casa com a exposição de pérolas para venda. O jardim à volta da casa era muito bonito e havia uma casa de madeira construida numa árvore que com certeza faria as delícias dos nossos netos!...
A segunda paragem foi num "Jardim de Coral". Saímos do barco próximo de um "motu" (um ilhéu), com máscaras e tubos para "snorkeling" e sapatos de borracha/plástico, em vez de barbatanas. O guia levou-nos por um carreiro aberto na vegetação até a outra margem do motu, próximo de um "passe" (abertura) da lagoa, que provocava uma corrente na água. Assim, quando entrámos na água e nos deixámos ir, fomos arrastados, sem termos que nadar, em direcção ao local onde ficara o barco. É como se víssemos um filme, a passar sob os nossos olhos, enquanto boiávamos; só tínhamos que fazer pequenos gestos para orientarmos a deslocação. E o espectáculo era muito bonito: os corais têm cores variadas, castanho, amarelo, verde, roxo... E os peixes, nem se fala, ainda mais coloridos! Uma beleza!
A seguir, visita a uma quinta produtora de baunilha. Preparadíssima "para turista ver": - o guia da quinta dizia 2 frases em francês, seguia logo com as mesmas frases em inglês, tudo isto rápido e eficiente, e foi-nos explicando como se cultiva a baunilha, como se deve guardar e utilizar.
No final, claro, a venda de vagens de baunilha, açúcar baunilhado, mel com baunilha, etc, etc. Juntamente com a venda deram-nos um sumo de fruta e fruta para comer. Na realidade, já estávamos a precisar.
Próxima paragem: Almoço! Num motu próximo, onde nos aguardava um buffet de comida tahitiana, com a inevitável salada de peixe cru (muito boa), mahi mahi (dourada), galinha, carne de porco e carne de vaca, arroz e uru (fruta-pão, que utilizam em vez da batata), precedido de um "maitai" feito pelo guia (um cocktail de sumo de fruta com rum).
A seguir ao almoço uma explicação sobre vários peixes que estavam em "parques de peixes" junto ao pontão de acesso, e, finalmente, para quem queria, tocar nas raias (são muito macias e aveludadas, quem diria...) e nos tubarões de pontas pretas (as pontas das barbatanas têm um mancha preta) - isso não nos tentou...

Depois, regresso à Marina. Foi um dia muito bem passado!
O Rui tem continuado bem. Se não fosse o penso na cabeça, ninguém saberia o trambolhão que ele deu...
No dia seguinte, dia 06 de Maio, fizemos o programa que estava previsto para aquele dia - o "tour" da ilha de Tahaa, em barco rápido.
O barco arrancou da Marina de Apooiti, onde estamos; e começámos por ir buscar vários outros turistas a vários pontões de empreendimentos turisticos próximos; depois o guia acelerou e lá fomos a toda a velocidade para Tahaa.


São entreabertas de modo a não estragar o "manto" (que produz o nácar), e aí é feita a triagem das que vão servir de dadoras de enxertos de manto, que são as que têm cores mais bonitas no interior da concha, e as que irão ser receptoras - receptoras de um desses enxertos de manto, simultaneamente com um núcleo redondo, que constitui o corpo estranho à volta do qual se vão acumular camadas sucessivas de nácar, até formarem a pérola. Foi-nos explicada toda a sucessão de operações e trabalhos necessários à produção das pérolas, e depois visitámos a casa com a exposição de pérolas para venda. O jardim à volta da casa era muito bonito e havia uma casa de madeira construida numa árvore que com certeza faria as delícias dos nossos netos!...
A segunda paragem foi num "Jardim de Coral". Saímos do barco próximo de um "motu" (um ilhéu), com máscaras e tubos para "snorkeling" e sapatos de borracha/plástico, em vez de barbatanas. O guia levou-nos por um carreiro aberto na vegetação até a outra margem do motu, próximo de um "passe" (abertura) da lagoa, que provocava uma corrente na água. Assim, quando entrámos na água e nos deixámos ir, fomos arrastados, sem termos que nadar, em direcção ao local onde ficara o barco. É como se víssemos um filme, a passar sob os nossos olhos, enquanto boiávamos; só tínhamos que fazer pequenos gestos para orientarmos a deslocação. E o espectáculo era muito bonito: os corais têm cores variadas, castanho, amarelo, verde, roxo... E os peixes, nem se fala, ainda mais coloridos! Uma beleza!
A seguir, visita a uma quinta produtora de baunilha. Preparadíssima "para turista ver": - o guia da quinta dizia 2 frases em francês, seguia logo com as mesmas frases em inglês, tudo isto rápido e eficiente, e foi-nos explicando como se cultiva a baunilha, como se deve guardar e utilizar.
No final, claro, a venda de vagens de baunilha, açúcar baunilhado, mel com baunilha, etc, etc. Juntamente com a venda deram-nos um sumo de fruta e fruta para comer. Na realidade, já estávamos a precisar.Próxima paragem: Almoço! Num motu próximo, onde nos aguardava um buffet de comida tahitiana, com a inevitável salada de peixe cru (muito boa), mahi mahi (dourada), galinha, carne de porco e carne de vaca, arroz e uru (fruta-pão, que utilizam em vez da batata), precedido de um "maitai" feito pelo guia (um cocktail de sumo de fruta com rum).
A seguir ao almoço uma explicação sobre vários peixes que estavam em "parques de peixes" junto ao pontão de acesso, e, finalmente, para quem queria, tocar nas raias (são muito macias e aveludadas, quem diria...) e nos tubarões de pontas pretas (as pontas das barbatanas têm um mancha preta) - isso não nos tentou...

Depois, regresso à Marina. Foi um dia muito bem passado!
terça-feira, 5 de maio de 2015
TERÇA-FEIRA, 4 DE MAIO DE 2015
RAIATEA
Dia 02 entrámos na lagoa comum às ilhas de Taha e Raiatea pelo passe Toahotu, virado a leste. Contornámos a parte sueste da Ilha Taha, uma ilha quase redonda, recortada por numerosas baías, e atravessámos o canal, muito largo, que a separa de Raiatea, e dirigimo-nos à Marina de Apooiti, um marina onde a grande maioria dos barcos são catamarans para alugar. Aí estava já amarrado o "A Plus 2", próximo do qual ficámos, e o "Luna Quest". As tripulações dos 2 barcos tinham já um jantar combinado para essa noite, num Hotel próximo, mas nós estávamos um pouco cansados, e decidimos jantar ali na Marina, no "Voile d'Or" - um jantar bem agradável. Ainda lavámos o barco por fora e arrumámos por dentro, e tomámos um duche antes de jantar. Merecemos bem aquele jantar!...
Dia 03 de Maio, passámos a manhã na Marina. Enquanto fomos ao duche de manhã, cometemos o erro de deixar os albóis abertos. Claro, caiu uma carga de água torrencial... O Luís ainda correu para tentar minimizar a molha, mas os duches eram longe e a chuva rápida!... Tivemos que pôr tudo a secar, e num instante se passou a manhã. Almoçámos a bordo, e a seguir fomos a Uturoa, a capital da Ilha de Raiatea, levantar dinheiro (só aí há ATM), carregar o telefone local com mais francos da Polinésia Francesa, e ver a localidade. É pequena, sem muito para ver, mas tem um mercado engraçado, o cais dos barcos maiores, e ainda outra "marina", que é mais um cais no meio da povoação, sem electricidade, e onde estava atracado o "Exocet Strike". Encontrámos os seus tripulantes e também os do "Aquilon III", no restaurante "Cubana", um snackbar onde fomos comer um gelado. É agradável estarmos novamente no meio da frota. É como que a nossa "família náutica", aqui tão lomge da Família!...
O jantar foi no "Raiatea Lodge Hotel", com o "A Plus 2", "Luna Quest" e "Juno", que chegara nessa manhã à Marina onde estamos. Foi um jantar mais chique, com cozinha mais requintada, e muito agradável.
Hoje, dia 04, estava previsto um "tour" a Taha durando todo o dia. Mas... o Rui Castilho escorregou ao descer do barco com as mãos cheias de coisas e... partiu a cabeça! Fomos ao Hospital com ele. Ele está bem, e estamos no Hotel onde jantámos ontem, onde almoçámos e onde estamos a aproveitar o óptimo wifi!...
MA
Dia 02 entrámos na lagoa comum às ilhas de Taha e Raiatea pelo passe Toahotu, virado a leste. Contornámos a parte sueste da Ilha Taha, uma ilha quase redonda, recortada por numerosas baías, e atravessámos o canal, muito largo, que a separa de Raiatea, e dirigimo-nos à Marina de Apooiti, um marina onde a grande maioria dos barcos são catamarans para alugar. Aí estava já amarrado o "A Plus 2", próximo do qual ficámos, e o "Luna Quest". As tripulações dos 2 barcos tinham já um jantar combinado para essa noite, num Hotel próximo, mas nós estávamos um pouco cansados, e decidimos jantar ali na Marina, no "Voile d'Or" - um jantar bem agradável. Ainda lavámos o barco por fora e arrumámos por dentro, e tomámos um duche antes de jantar. Merecemos bem aquele jantar!...
Dia 03 de Maio, passámos a manhã na Marina. Enquanto fomos ao duche de manhã, cometemos o erro de deixar os albóis abertos. Claro, caiu uma carga de água torrencial... O Luís ainda correu para tentar minimizar a molha, mas os duches eram longe e a chuva rápida!... Tivemos que pôr tudo a secar, e num instante se passou a manhã. Almoçámos a bordo, e a seguir fomos a Uturoa, a capital da Ilha de Raiatea, levantar dinheiro (só aí há ATM), carregar o telefone local com mais francos da Polinésia Francesa, e ver a localidade. É pequena, sem muito para ver, mas tem um mercado engraçado, o cais dos barcos maiores, e ainda outra "marina", que é mais um cais no meio da povoação, sem electricidade, e onde estava atracado o "Exocet Strike". Encontrámos os seus tripulantes e também os do "Aquilon III", no restaurante "Cubana", um snackbar onde fomos comer um gelado. É agradável estarmos novamente no meio da frota. É como que a nossa "família náutica", aqui tão lomge da Família!...
O jantar foi no "Raiatea Lodge Hotel", com o "A Plus 2", "Luna Quest" e "Juno", que chegara nessa manhã à Marina onde estamos. Foi um jantar mais chique, com cozinha mais requintada, e muito agradável.
Hoje, dia 04, estava previsto um "tour" a Taha durando todo o dia. Mas... o Rui Castilho escorregou ao descer do barco com as mãos cheias de coisas e... partiu a cabeça! Fomos ao Hospital com ele. Ele está bem, e estamos no Hotel onde jantámos ontem, onde almoçámos e onde estamos a aproveitar o óptimo wifi!...
MA
SÁBADO, 02 DE MAIO DE 2015
MOOREA
No dia 30 de Abril, largámos da Marina de Taina, em Tahiti, rumo a Moorea, a ilha próxima (cerca de 20 milhas). Resolvemos sair pelo passe de Papeete, frente à cidade do mesmo nome. Para tal, percorremos o longo Canal de Faa, balizado, que passa ao lado da pista do Aeroporto de Papeete. Dentro do recife, na lagoa, a superfície da água estava lisa, tranquila. assim que saímos pelo passe, começou a agitação, com ondas de través de cerca de 1 metro, e lá fomos nós a balançar até Moorea, com um almoço agitado pelo movimento, mas muito bom: bifes com arroz e salada de tomate! Não há balanço que faça desistir o cozinheiro!... Mesmo com os ovos que resolveram voar da prateleira e aterrar em cima do fogão!... Acompanhado de cerveja tahitiana, Hinano.
Contornámos a ilha de Moorea, uma ilha com relevo elevado, muito verde, e com várias entradas para a sua lagoa. Passámos ao largo da Baía de Cook, e entrámos pelo passe de Tareu, que dá acesso à Baía de Oponuhu. Se tínhamos dúvidas relativamente às condições de acesso deste passe, perdemo-las logo, pois vinha a sair um paquete bem grande quando nos aproximámos. Fundeámos em 11 metros de água, bastante próximo do "Exocet Strike" que já aí estava, mesmo a seguir ao pôr do sol. Tranquilidade, sossego, beleza natural, com as montanhas logo ali, e as margens da lagoa com luzes em quase todas as casas. Era fim de semana prolongado para os tahitianos também, com o feriado do 1º de Maio, e muitos deles têm casa de recreio em Moorea.
O vento começou a soprar mais pouco depois de chegarmos, canalizado pelas montanhas, mas pouco depois diminuiu novamente e a noite foi muito tranquila.
O amanhecer foi muito cedo, muito bonito, com golfinhos a entrarem na baía, uma maravilha.
Enchemos o dinghy, fomos cumprimentar a tripulação do Exocet Strike (John e Stella, e Brian), e fomos explorar a baía. É bastante extensa, comprida, e, de onde estávamos, não víamos a porção mais dentro de terra. É profunda no seu centro, e com cabeças de coral mais próximo das margens. No regresso desta digressão, vimos um dinghy onde nos faziam acenos com os braços. Aproximámo-nos. Eram os tripulantes do Exocet Strike que tinham tido uma pane no motor (acabado de rever em Papeete, antes de arrancarem - porque é que estas coisas acontecem tantas vezes?...). Demos-lhes um reboque, deixámo-los no barco, e, à tarde, quando lá voltámos, o John já tinha conseguido resolver o problema.
Fomos a terra, procurar onde almoçar e, se possivel, encontrar wifi, e acabámos a comer bifes e camarões no "Snackbar da Fifi"! Este era o único local onde se podia comer naquela baía, e apenas ao almoço.
Depois de um mergulho naquelas águas a 29ºC, voltámos ao Allegro, onde tivemos uma tarde preguiçosa, a saborear o belo enquadramento do local.
A noite foi novamente sossegada, com a lua cheia a nascer por cima de nós, no topo da montanha, e a iluminar a noite de Moorea.
No dia seguinte levantámos ferro cedo. E desta vez, sem quaisquer problemas. Os corais deixaram-nos sossegados por esta vez! Saímos da Baía de Oponuhu e voltámos ao mar agitado, igual ao que estava antes de entrarmos na lagoa.
Dirigimo-nos a Huahine, a cerca de 85 milhas, devagar, com muito pouco pano porque queríamos chegar de dia mas, na parte final, mesmo sem velas, continuávamos a fazer quase 3 nós, por isso ainda ficámos a fazer vai-vem a cerca de 2 milhas da ilha, à espera que amanhecesse. Quando já tínhamos boa visibilidade, continuávamos a não ver mastros na lagoa, pelo menos do lado de Este. Não nos pareceu muito acolhedora para fundear, e acabámos por decidir continuar até Raiatea e Taha, duas ilhas que partilham a mesma lagoa.
MA + LA
No dia 30 de Abril, largámos da Marina de Taina, em Tahiti, rumo a Moorea, a ilha próxima (cerca de 20 milhas). Resolvemos sair pelo passe de Papeete, frente à cidade do mesmo nome. Para tal, percorremos o longo Canal de Faa, balizado, que passa ao lado da pista do Aeroporto de Papeete. Dentro do recife, na lagoa, a superfície da água estava lisa, tranquila. assim que saímos pelo passe, começou a agitação, com ondas de través de cerca de 1 metro, e lá fomos nós a balançar até Moorea, com um almoço agitado pelo movimento, mas muito bom: bifes com arroz e salada de tomate! Não há balanço que faça desistir o cozinheiro!... Mesmo com os ovos que resolveram voar da prateleira e aterrar em cima do fogão!... Acompanhado de cerveja tahitiana, Hinano.
Contornámos a ilha de Moorea, uma ilha com relevo elevado, muito verde, e com várias entradas para a sua lagoa. Passámos ao largo da Baía de Cook, e entrámos pelo passe de Tareu, que dá acesso à Baía de Oponuhu. Se tínhamos dúvidas relativamente às condições de acesso deste passe, perdemo-las logo, pois vinha a sair um paquete bem grande quando nos aproximámos. Fundeámos em 11 metros de água, bastante próximo do "Exocet Strike" que já aí estava, mesmo a seguir ao pôr do sol. Tranquilidade, sossego, beleza natural, com as montanhas logo ali, e as margens da lagoa com luzes em quase todas as casas. Era fim de semana prolongado para os tahitianos também, com o feriado do 1º de Maio, e muitos deles têm casa de recreio em Moorea.
O vento começou a soprar mais pouco depois de chegarmos, canalizado pelas montanhas, mas pouco depois diminuiu novamente e a noite foi muito tranquila.
O amanhecer foi muito cedo, muito bonito, com golfinhos a entrarem na baía, uma maravilha.
Enchemos o dinghy, fomos cumprimentar a tripulação do Exocet Strike (John e Stella, e Brian), e fomos explorar a baía. É bastante extensa, comprida, e, de onde estávamos, não víamos a porção mais dentro de terra. É profunda no seu centro, e com cabeças de coral mais próximo das margens. No regresso desta digressão, vimos um dinghy onde nos faziam acenos com os braços. Aproximámo-nos. Eram os tripulantes do Exocet Strike que tinham tido uma pane no motor (acabado de rever em Papeete, antes de arrancarem - porque é que estas coisas acontecem tantas vezes?...). Demos-lhes um reboque, deixámo-los no barco, e, à tarde, quando lá voltámos, o John já tinha conseguido resolver o problema.
Fomos a terra, procurar onde almoçar e, se possivel, encontrar wifi, e acabámos a comer bifes e camarões no "Snackbar da Fifi"! Este era o único local onde se podia comer naquela baía, e apenas ao almoço.
Depois de um mergulho naquelas águas a 29ºC, voltámos ao Allegro, onde tivemos uma tarde preguiçosa, a saborear o belo enquadramento do local.
A noite foi novamente sossegada, com a lua cheia a nascer por cima de nós, no topo da montanha, e a iluminar a noite de Moorea.
No dia seguinte levantámos ferro cedo. E desta vez, sem quaisquer problemas. Os corais deixaram-nos sossegados por esta vez! Saímos da Baía de Oponuhu e voltámos ao mar agitado, igual ao que estava antes de entrarmos na lagoa.
Dirigimo-nos a Huahine, a cerca de 85 milhas, devagar, com muito pouco pano porque queríamos chegar de dia mas, na parte final, mesmo sem velas, continuávamos a fazer quase 3 nós, por isso ainda ficámos a fazer vai-vem a cerca de 2 milhas da ilha, à espera que amanhecesse. Quando já tínhamos boa visibilidade, continuávamos a não ver mastros na lagoa, pelo menos do lado de Este. Não nos pareceu muito acolhedora para fundear, e acabámos por decidir continuar até Raiatea e Taha, duas ilhas que partilham a mesma lagoa.
MA + LA
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