Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

sábado, 4 de abril de 2015

DOMINGO 22 DE MARÇO DE 2015


Pacífico.Pacífico mas não tanto …Este é o 5º dia sem vento.Temos desfrutado, de facto, de dias excepcionais em relação às condições do céu (azul e limpo), temperatura, ondulação e mesmo o vento, apesar de fraco, tem sido agradável.O problema é estarmos a meio da maior perna da WARC, 2900 milhas. Este pequeno pormenor está a transformar dias excepcionais em “maus” dias de vela.Tínhamos previsto concluir esta perna antes do dia 27 e não o vamos poder fazer antes do fim do mês (isto se houver vento), o que vai alterar muito a nossa vida. Vamos tratar de toda a parte legal (burocrática, passaportes, “clearance” e às vezes outras questões), dos abastecimentos (víveres e combustível), do planeamento da visita às Marquesas e às Tuamotus, etc..

A presença dos Yellow Shirts que tem sido sempre preciosa sob todos os aspectos, tem tornando a nossa vida extremamente fácil e agradável. Tendo-o sentido até agora da forma mais cómoda, estamo-nos agora a preparar para a falta desse apoio.

Em relação à visita e exploração das Marquesas vai ser feita se possível, uma vez que depende do tempo que nos sobrar.
Pelo meio estamos a tentar simplificar a coordenação dos arranjos - gerador e congelador, que vão ser feitos só no Tahiti, a cerca de 800 milhas de Hiva Oa.
Esta, uma visão menos optimista de uma parte de uma viagem que tem, até agora, decorrido da melhor maneira.

Vamos ver o que Eolo nos reserva …


DOMINGO, 8 A SÁBADO, 14 DE MARÇO DE 2015

DOMINGO, 8 E SEGUNDA-FEIRA, 9 DE MARÇO DE 2016

A noite de Sábado para Domingo foi uma noite de chuvadas. Foram squalls uns atrás dos outros, com os respectivos aguaceiros e ventanias.O Allegro ficou todo molhado (e lavado) por fora, e todo húmido, escorregadio e peganhento por dentro! Além disso, o mar também se tornou mais desencontrado, e o barco rolava de um bordo para o outro constantemente. Andar lá dentro significava andar aos bordos, a bater nas paredes e nos vários obstáculos pelo caminho. As tentativas para se dormir dentro do barco significavam rolar na cama aos sacões, de um lado para o outro, sem posição estável. Tentar dormir cá fora, era igual a ficar todo molhado. Enfim, muito desconfortável.

Felizmente, durante a manhã de Domingo, o céu desanuviou-se e acabou por ser um dia de sol, que contribuiu para secar o barco por fora e por dentro, assim como as almofadas de fora, os cabos, os sapatos, etc…
De madrugada voltou a chuva, mas durante a manhã regressou o sol, para ficar até ao fim do dia.
O gerador tem dado algum trabalho. Primeiro parou sozinho, e o Luís verificou que era a pressão do óleo baixa. Estas coisas acontecem sempre de noite, e assim foi, na noite de Sábado para Domingo. Ontem de manhã, repôs-se o nível.
Depois voltou a ligar-se ao fim do dia, e além de fazer um barulho diferente, não expelia água pelo escape. Era o impeller. Foi substituído hoje. Pôs-se a trabalhar e tudo parecia bem: saía água normalmente pelo escape e não saía pelo local do impeller. Como tínhamos tido o motor a trabalhar durante a noite para carregar baterias, só agora, já de noite, foi necessário ligar o gerador. Ora constatou-se que ele agora deixa sair água pelo local do impeller… Amanhã, com luz do dia, lá terá que se rever novamente o que se passa. E, entretanto, teremos que carregar baterias hoje novamente com o motor, o que é menos eficiente e gasta mais gasóleo.
Não está fácil, este gerador!…
Para animar, temos comido muito bem. Ontem, uns belos bifes com molho de mostarda, que estavam uma delícia. Hoje, um risotto óptimo. E à noite, sopas de legumes que também têm estado muito boas. Nem tudo é difícil a bordo!…


TERÇA-FEIRA 10 DE MARÇO DE 2015 A SÁBADO 14 DE MARÇO DE 2015

Geradores

O tempo tem-se passado à volta do gerador e dos seus problemas.

Apesar de uma “alguma” má fama que o material Fisher Panda tem, confesso que sempre acreditei que não íamos ter problemas. O gerador é novo, tem-lhe sido feita a manutenção, enquanto em Portugal nunca falhou, etc. Por isso tudo ia correr bem, com certeza! Mas não tem corrido, não.

É verdade que os primeiros problemas não tiveram a ver com o gerador propriamente dito - o buraco na panela de escape e depois os fusíveis velhos e mal (?) dimensionados.

Mas agora está a ser diferente. Em menos de 15 dias já vai no 3º impeller, há agora mais uma fuga na tubagem da bomba de água salgada e por último trabalha mas não produz 220V nem para a sua própria bateria, coisa que nunca tinha acontecido.

O problema é que do gerador depende a carga das baterias, o desalinisador, a economia de diesel (o motor principal consome quase dez vezes mais), quase todos os gadjets (cada vez em maior número) e, portanto, o seu não funcionamento tem várias repercussões na vida a bordo.

Continuo a pensar que este nosso gerador é uma obra bem concebida. Parece-me é muito frágil.

Quanto a assistência …

Em Hiva Oa, para onde nos dirigimos ( ainda a 1745NM) não há assistência.

Assistência mesmo, só vai haver no Tahiti, a mais de oitocentas e tal milhas de Hiva Oa (mais dez dias de viagem).

E pelo caminho todos aqueles lugares paradisíacos que desejamos visitar.

Estamos na fase de análise antes de decisões.

Mas o Fisher Panda ou muda radicalmente ou nunca mais!

E o congelador? Esse também avariou.

Não sei porquê mas à volta de um tubo de cobre que dá duas voltas, existe uma “luva” de gelo que se está sempre a formar e a derreter, molhando o que lhe fica por baixo e, creio eu, condicionando o normal arrefecimento do seu conteúdo. Dos 18 graus que fazia em Portugal passou para 12 em Saint Lucia, depois para 8 no Pacífico e agora não passa dos 4 graus negativos. Serão, como dizem, as temperaturas exteriores mais altas a impedir o normal funcionamento? Talvez, mas com a falta de energia a bordo devido aos problemas do gerador, o destino do congelador é “off” até ser tratado por outro especialista …

Para além daqueles problemas, tudo tem decorrido muito bem com o tempo a ficar cada vez melhor e as condições meteorológicas também. E o barco tem-se portado muito bem mesmo.

Mas que fique bem claro que continuamos contentes e satisfeitos com o que estamos a fazer, que desejamos, cada vez mais, continuar até Lagos.

Todos os barcos têm avarias, maiores ou menores, tudo faz parte da realização de um projecto como o nosso.

Mas se o gerador for arranjado, melhor ainda!
Contamos chegar a 27 de Março. Este ano, no final de cada reunião de skippers, cada um faz uma previsão da data de chegada do seu barco. Desta vez a nossa previsão é para esse dia. Continuamos a achar que é possível.

E como o gerador já está fora de combate não vai haver mais avarias até ao Tahiti. Esperamos.



LA






QUARTA-FEIRA, 4 A SÁBADO, 7 DE MARÇO DE 2015

Largámos finalmente! Não é que estivéssemos há muito tempo nas Galápagos (estivemos lá 15 dias), mas chega uma altura em que começamos a desejar largar para uma nova perna. Esta nova perna vai ter 2980 milhas. É por isso considerada a mais comprida de toda a World ARC.Largámos bem, com quase todos os barcos a largarem como se fossem para uma regata. Foi bonito.

O primeiro dia decorreu sem nada de significativo a assinalar: vento a favor, corrente a favor, ondas de altura moderada. Foi um dia que nos foi favorável. A noite veio com uma lua cheia a iluminar tudo até ao horizonte. Contudo, à medida que as horas iam passando o vento começou a diminuir, obrigando-nos, quando o SOG (“speed over ground”) chegou aos 2,5 nós, a ligar o motor. Ficámos um pouco desapontados porque a previsão era para vento fraco, mas não tão fraco…
O dia seguinte começou com um nascer do sol radioso, vento e ondas q.b.. O vento lá voltou, não forte, mas com intensidade suficiente para manter o barco a andar. E assim se manteve todo o dia.
Depois de um anoitecer vulgar, a lua, que continuava cheia, acabou por deixar de estar encoberta pelas nuvens, e iluminou de uma forma incrível o mar e o barco. O ambiente originado pela intensidade da luz da lua, os seus reflexos no mar, o barco com as velas enfunadas que deslizava quase sem fazer atrito, criaram condições deslumbrantes que há muito tempo não tínhamos. Acabámos por ficar noite dentro a saborear o que nos estava a ser proporcionado.
Mas não há bela sem senão - o gerador que tinha sido posto a trabalhar para fazer água, parou subitamente com uma indicação de falta de pressão de óleo. Felizmente já tinha carregado as baterias e feito 150 litros de água. No dia seguinte confirmámos a diminuição do nível do óleo, e repusemo-lo no valor correcto.
Ontem já tudo foi diferente. O vento foi caindo até que passou a ser insuficiente para manter o barco a progredir e com um mínimo de estabilidade. De facto, o Allegro, com pouco vento e com alguma ondulação de través, adquire um movimento de rolar de um bordo para o outro, atingindo por vezes 25 ou mais graus. É um rolar desagradável, e muito prejudicial para o material, obrigando por vezes a baixar as velas e a ligar o motor. Foi o que aconteceu desta vez. Só ao fim de muitas horas é que o vento começou a manter velocidades de 12-13 nós, permitindo-nos de novo içar as velas.
Hoje tem sido um dia mais “molhado”, com alguns squalls; não foram muitos, mas arrastaram com eles parte do sal que impregna todo o barco. Recorde-se que a última vez que estivemos numa marina com água doce foi em Flamenco Marina, na Cidade do Panamá.
E assim se passaram os 4 primeiros dias de uma série previsível de cerca de 24.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

SEGUNDA-FEIRA 23 DE FEVEREIRO DE 2015

SEGUNDA-FEIRA 23 E TERÇA-FEIRA 24 DE FEVEREIRO DE 2015

Viemos ontem de Puerto Baquerizo Moreno para Puerto Ayora, o centro tecnicamente mais desenvolvido para arranjos, aqui nas Galápagos. É, portanto, o “fim da linha” …
Portanto a esperança que depositamos na qualificação e no trabalho do electricista é total (e final …).

Tenho que confessar que nunca pensei que esta situação se pusesse pôr. O gerador sempre tem trabalhado bem e o que aconteceu (deixou de haver 220V disponíveis no barco apesar de o gerador continuar a trabalhar normalmente e a produzir 220V (na linha que alimenta o carregador da sua própria bateria eles estão lá os 220V).
O resultado é não dispormos de 220V nem para carregar baterias, nem para fazer água, os dois principais utilizadores dos 220V a bordo.
Termos então de o fazer através do alternador do motor principal - consumo muito mais elevado, e horas de trabalho para o motor principal.
Um gerador bom, de confiança, é fundamental e sede de muito bem estar e tranquilidade. A vida a bordo modifica-se por completo sem ele. Basta pensar na diferença entre ter ou não congelador e/ou frigorífico …

O Agente da WCC, Ricardo Arenas, já esteve comigo esta tarde.
O electricista, Cláudio, ainda hoje (?) ou amanhã vem a bordo para começar o trabalho.
Vamos ver…

À tarde, quando fomos a terra beber uma cerveja estivemos com a Teresa Gago.



TERÇA-FEIRA 24 DE FEVEREIRO DE 2015

Hoje foi um grande dia!

Quando o electricista Cláudio chegou logo percebi a sua simplicidade e grande boa vontade mas um nível de conhecimentos que me pareceu ficar bastante aquém do que estava a precisar de observar.
Expliquei-lhe tudo o que se tinha passado, sem esquecer que tinham sido identificados dois fusíveis fundidos e que deveriam ser substituídos por dois disjuntores.
Seguiu-se a parte prática onde se percorreram parte dos passos que o Per (do “Ayama”) já tinha percorrido.
Até que chegou aos tais fusíveis!
Estavam fundidos!
Só então percebeu que já lho tinha dito quando ele chegou e lhe fiz o historial do que se tinha passado.
Estávamos depois do meio da manhã. O Cláudio acabou por interromper o seu trabalho a bordo do Allegro porque não parava de ser chamado para resolver outras questões e ficou de voltar às 1500 horas.
Fomos a terra desanuviar. Já estávamos realmente pelos cabelos, fartos de um problema que parecia simples mas que não se resolvia e de pensar como ia ser a perna das 2900 milhas sem gerador …
Sem gerador e sem frigorífico ou sem congelador, porque se não há gerador não há outros luxos.
Passeámos, almoçámos, saboreámos umas cervejas e regressámos, mais refeitos.

Pelas 1500 lá estávamos todos novamente a trabalhar.
Mas os disjuntores não podiam ser colocados porque a placa metálica que os ia suportar tinha uns 05/10 mm a mais …
Assim o Cláudio saiu novamente porque tinha que ir cortar a placa e eu não tinha material para a cortar. E não paravam de o chamar …
Pouco tempo depois estava de volta para montar os disjuntores. Quando acabou pediu-me para ligar tudo.
E tudo funcionou !!! E os disjuntores de 10A não saltaram quando liguei o carregador de baterias. Só não liguei, simultaneamente, o dessalinizador porque a água da baía está tão suja que corria o risco de sujar as membranas.
O Cláudio estava feliz (e nós também!), sorria. A mesma simplicidade e boa vontade continuavam a transparecer no seu olhar, como se não tivesse feito nada de extraordinário. De facto não foi extraordinário, mas a partir daquele momento a nossa vida mudou completamente.
As baterias foram carregadas completamente em metade do tempo que tinha sido necessário para as carregar com o alternador, foram carregados telemóveis, computadores, iPads, baterias das câmaras fotográficas e de vídeo, enfim todos os gadjets. A vida voltou ao “normal” porque voltámos a ter, novamente, energia suficiente para manter toda esta tecnologia.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

QUINTA-FEIRA, 19 A DOMINGO, 22 DE FEVEREIRO DE 2015

E aqui estamos nós, chegados a Galápagos!
Para já, a impressão é óptima!
Durante a viagem para cá, com uma noite de muito vento, dias sem vento e dias equilibrados (houve de tudo um pouco!...), tivemos por várias vezes a visita de pássaros que se instalavam à proa, tendo variado entre um e três. Vendo agora fotos de pássaros daqui, concluímos que alguns deles eram alcatrazes de bico azul e patas vermelhas!
Quando nos aproximámos demos com uma foca a nadar ao lado do barco.
E à chegada ao porto para ancorarmos, um grupo de leões marinhos apanhava banhos de sol numas rochas próximas da margem. Depois vimos o que já tínhamos lido: leões marinhos a treparem para todos os barcos a que conseguem ter acesso, refastelados nos degraus de trás dos catamarans, e nas popas dos barcos com popas baixas.




Quando viemos a terra, num taxi aquático, no cais estava uma família deles, com um pequenino a querer mamar, numa mãe meio preguiçosa, que mal se mexia, e com o pai na água a fazer uns rosnidos barulhentos. Enfim, isto está a prometer, e explica o encanto de Darwin por estas terras!

Este início foi escrito no dia da chegada aqui, à Ilha de San Cristobal, no Arquipélago das Galápagos.
Chegámos no dia 19 de Fevereiro de manhã. As vindas a terra são por taxi aquático, o que acaba por ser muito mais simples  do que utilizar o dinghy, até porque não é caro.

Nesse dia foi logo combinado com a equipa da WCC que dá apoio ao Rally , a vinda a bordo da equipa de inspecção das autoridades de Galápagos. Já tínhamos preparado tudo com antecedência, desde limpar o fundo do barco (foi feito na Marina em Shelter Bay); até à separação do lixo em lixo orgânico e lixo reciclável durante a viagem para aqui; comermos todos os frescos que podiam levantar problemas (tínhamos uma lista extensa de alimentos proibidos, como laranjas, e de alimentos com restrições, como bananas por exemplo); colarmos uns avisos bem à vista a dizer para não se deitar lixo no mar, ou para se usar o tanque de águas sujas durante a permanência aqui; e finalmente tínhamos colocado bem à vista os detergentes e sabonetes amigos do ambiente oferecidos pelo Pedro e a Tânia em Portugal!
E a inspecção correu muito bem, e tivemos autorização para vir a terra.
 Diariamente há uma "happy hour" entre as 5 e as 8 da tarde, no Hotel Miconia,  onde está instalado o Rally Control, para convívio das tripulações e para se tratar dos papéis necessários ao prosseguimento da viagem. Lá fomos e mais uma vez foi agradável saber notícias dos outros barcos, os sucessos, os problemas, as aventuras e as soluções. É uma faceta muito interessante deste cruzeiro em grupo, conversar e ir conhecendo as diferentes histórias dos barcos, skippers e tripulantes.
Acabámos a jantar num restaurante de grelhados, uma construção em madeira despretensiosa, mas em que os pratos vinham muito bem apresentados e decorados. Contrastes simpáticos!








Entretanto descobrimos que o gerador, apesar de arrancar normalmente, não produzia 220 V... Assim, não carrega as baterias, nem pode fazer funcionar o dessalinizador. Tem que ser resolvido. Conseguiu-se que viesse a bordo um electricista daqui de San Cristobal. Ficámos os dois a bordo por causa disso, enquanto o Rui e a Teresa foram fazer um passeio pela ilha, ver uma lagoa no interior duma cratera de vulcão, ver uma espécie de quinta onde os animais aí criados são, nada mais nada menos que tartarugas gigantescas, e ainda uma casa numa árvore que é a maior árvore do país Equador.
O electricista fez o seu melhor, mas não conseguiu detectar a causa da avaria nem resolvê-la.

No dia 21, Sábado, fomos fazer um tour já marcada pelo WCC, chamado "Kicker Rock Tour". Já várias tripulações de outros barcos o tinham feito e descreviam-no como muito bom, de modo que as nossas expectativas eram muito altas. E não foram defraudadas!
Tratava-se de ir fazer "snorkeling" junto a uma rocha chamada "Kicker Rock". Trata-se de uma rocha vulcânica, no meio do mar, que sofreu uma fissura que a dividiu em duas. É imponente. É um local de nidificação de várias aves, entre elas os alcatrazes de patas azuis ou vermelhas (ou "blue feet boobies" ou "red feet boobies") e a fragata.
Para além disso, tem uma vida subaquática muito rica, e portanto fazer "snorkeling" aí é muito especial. E foi! Uma experiência inesquecível! Andamos a nadar por entre múltiplos cardumes de peixes pequenos e... por cima de tubarões de várias espécies, incluindo tubarões-martelo, tubarões das Galápagos, tubarões com as pontas das barbatanas pretas ("black tip sharks"), ou brancas ("white tip. sharks"). Sim, tubarões!... Que estavam uns 3 ou 4 metros abaixo de nós, e não nos ligavam nenhuma!
Vimos também vários tipos de raias, marmoreadas ou cheias de pintas brancas. Em cardumes de 4 ou 5, passavam majestosamente por baixo de nós, uma maravilha! E ainda as tartarugas, com as quais também nadámos. Foi um a experiência em cheio!
Antes de irmos para Kicker Rock, ainda fomos à praia de Longaria, fazer snorkeling. A caminho, vimos iguanas marinhas, e, na praia, alguns leões marinhos. durante o snorkeling vimos vários tipos de peixes, raias e tartarugas.
Na proximidade de Kicker Rock, tivemos tambem a surpresa de vermos cinco baleias, bastante próximas do barco!



Almoçámos a bordo da lancha que nos levou, e depois fomos ainda a uma praia de areia muito branca, com alguns leis marinhos por ali, caranguejos vermelhos nas rochas negras, e um banho com uma temperatura fantástica!
Soubemos depois que enquanto passeámos pela praia, um leão marinho entrou para bordo da lancha e instalou-se lá dentro, no sítio onde antes pousávamos os pés quando estávamos sentados. Incrível! Estão mesmo por todo o lado, e não se assustam com a presença de pessoas. O condutor da lancha teve que o afugentar!
Foi um dia que não esqueceremos!
 Ao fim da tarde vieram cá a bordo o Per e a Christine (tripulantes do Ayama). Ele percebe de arranjos em barcos, parte eléctrica, motores e geradores, e ofereceu-se para vir cá tentar perceber o que se passava. E assim foi. Depois de várias horas a trabalhar, a suar (a casa das máquinas é quentíssima), disse-nos que o problema não parecia ser do gerador, mas sim de conexões já à saída dele. O Luís passou o tempo com ele  a ajudá-lo no que podia, e nós estivemos a conversar com a Christine. Acabaram por  jantar cá connosco e ele prometeu voltar hoje para continuar.

Entretanto, o Luís decidiu ir para Puerto Ayora na Ilha de Santa Cruz, onde há muito mais recursos,  em vez de ir para a ilha Isabel, a mais bonita e interessante, como estava previsto. A possibilidade de nos resolverem o problema nas Galápagos reside em Puerto Ayora. Assim, teve que se alterar o plano de "zarpe" de Isabella para Santa Cruz, o que foi feito esta manhã com o agente da WCC.

A seguir ao almoço, o Per voltou, e por aqui está há muito tempo. Descobriu um fusível que fundiu, e que é certamente parte do problema. Só falta saber porque fundiu...

Entretanto a Teresa começou a ver o fim das suas férias a aproximar-se, e decidiu ir conhecer mais um pouco das Galápagos. Quando foi a terra esta manhã, comprou um bilhete de ferry e foi hoje para Santa Cruz. Só depois soube que nós vamos amanhã para lá. Lá nos encontraremos então. A nossa ideia é, uma vez lá a tentar arranjar a avaria, ir a Isabella de ferry para conhecer mais essa ilha que parece ser a mais interessante.

TERÇA-FEIRA, 24 DE FEVEREIRO DE 2015

Aproveitando um intervalo no trabalho do electricista, fomos ver o Parque Natural e a Fundação Darwin, onde se faz criação de tartarugas, e onde existem tambem iguanas terrestres. aqui ficam umas imagens.










quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

SEXTA-FEIRA 13 DE FEVEREIRO DE 2015

15 February 2015


Sexta-feira dia 13 …

Todos parecíamos com pouca vontade de arrancar, houve até quem perguntasse, pelo VHF, se a hora da largada tinha sido alterada.
Mas às 11:00 estávamos já a caminho.

Largámos com 15-16 nós, já então com sinais do vento ir aumentar. Largámos, quase todos, com as velas rizadas.
A parte inicial do caminho exige alguma atenção devido à pouca água que existe por vezes, mas depois de ultrapassada a navegação é simples e pudemos passar a dar mais atenção ao vento e ao mar.
Vento e mar que foram aumentando de uma forma constante, devagar mas sempre a aumentar.
Manteve esta tendência durante toda a tarde e continuou durante a noite de forma a manter velocidades de vento primeiro sempre acima dos 20 nós primeiro e depois, mais tarde pela noite dentro, sempre acima dos 30. Para tornar a situação mais emocionante, atravessámos uma zona de tráfego mais intenso com barcos em posição e com rumo a necessitar de contacto por VHF para garantir que nos viam e que se iam desviar.
Tudo se foi resolvendo, e o Allegro portou-se realmente bem.
Não houve quartos, estávamos no poço quando era preciso. As rajadas mais intensas (algumas) ultrapassaram os 42 nós, a velocidade máxima do Allegro os 11 nós. O barco manteve um andamento, por vários períodos de tempo de ora 7 ora 8 ora mesmo 9 nós de velocidade. Tudo se foi passando de uma forma cautelosa mas bastante trabalhosa. Houve uma ou outra cambadela tendo-se um dos mordedores do moitão da vela grande partido. Já foi substituído.
Já pela madrugada dentro, o mar e o vento foram-se apaziguando, também progressivamente, seguindo-se uma tranquilidade que nos permitiu recuperar.
Agora estamos há 36 horas a motor porque o vento continua abaixo dos 5 nós.
Mantemo-nos a singrar para SW à procura dos ventos de Leste.
Um pormenor que me chamou a atenção - no Oceano Atlântico, a intensidade de vento que tivemos, desencadearia um comportamento do mar muito pior.

QUINTA-FEIRA, 05 A SÁBADO, 07 DE FEVEREIRO DE 2015 - CIDADE DO PANAMA

15 February 2015

Na 5ªFeira, dia 5, fizemos um “tour” pela Cidade do Panamá, que nos levou primeiro ao ponto mais alto da cidade, para vermos a vista e compreendermos melhor a disposição da cidade. Atravessámos depois a Puente del Centenario, que nos permitiu ver, de terra, as eclusas de Pedro Miguel e Miraflores que atravessáramos na véspera. E, nessa zona, circundada por montes elevados constituídos por terreno de grande dureza, vimos o “Colebra Cut”, assim designado pela sua tortuosidade. Esta foi a porção do Canal de mais difícil construção, pela dureza do terreno, e onde o número de mortes de trabalhadores foi maior.
O “tour” terminou no “Casco Viejo”, isto é, na parte antiga da Cidade do Panamá. Está em fase de recuperação, com vários edifícios já recuperados, alguns muito bonitos. Mas tem ainda muitos muito degradados. Dentro de uns anos, depois de muito trabalho, poderá vir a ficar muito bonita. Por lá reencontrámos as Índias Guna a venderem as suas “molas”, mais baratas do que em San Blas…
Almoçámos no “Mercado Marítimo”, zona popular com o mercado de peixe e várias esplanadas à volta para se comer “ceviche”, peixe frito ou marisco.
A Margarida e Ricardo deixaram o Allegro no dia 5. Estava combinado desde Lisboa que o fariam na Cidade do Panamá. Como ainda têm dias de férias ficaram uns ias num Hotel na Cidade e foram depois para Contadora, em Las Perlas, onde voltámos a estar juntos.
Fomos jantar com eles à parte moderna da cidade, a zona dos arranha-céus. São imensos, construídos todos nos últimos 14 anos. Visto de longe é muito bonito, tem bom aspecto, e a vista da Marina de Flamenco para a zona dos prédios ao final do dia, ou durante a noite, é bonita. Quando se chega perto, tudo o que é infra-estruturas, e aspectos de pormenor, é incrível. Os passeios com buracos enormes, inesperados e não assinalados; os fios eléctricos das ruas todos à vista, em molhes pendurados dos postes; uma ribeira poluída, a céu aberto passa entre dois arranha-céus… Enfim, uma balbúrdia e uma desordem.
Mas achámos que eles são um povo alegre, que gosta de dançar, cantar e… de jogar. Há casinos com máquinas e mesas de jogo por todo o lado na Cidade do Panamá.
O jantar foi óptimo, num Restaurante de carne, tirámos as saudades de uns bons bifes!…
Abastecemos de gasóleo no dia 6, e mudaram-nos para um pontão mais abrigado do vento, e com fingers, se bem que novamente sem electricidade. Não se pode ter tudo, pelos vistos…
A Marina onde ficámos não tinha lavandaria e a ida a uma lavandaria na cidade foi complicada, sobretudo por falta de informação. Acabámos numa Lavamatix, lavandaria self servicegerida por chineses. A comunidade chinesa é enorme aqui também.
O aprovisionamento do barco fizemo-lo num centro comercial imenso com dezenas (centenas?) de lojas de marca e um grande hipermercado, o Allbrook Mall.
E assim, no final do dia 7, ficámos prontos para zarpar no dia seguinte.