Allegro (no Mediterrâneo)

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Allegro nas Baleares

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

SÁBADO, 31 DE JANEIRO DE 2015

TERÇA-FEIRA, 27 DE JANEIRO DE 2015

Depois da entrada oficial no Panamá, em porvenir, passámos a noite num bom ancoradouro próximo da costa, na Isla Linton, juntamente com o "Exocet Strike" e o "Karma Win". Na manhã seguinte rumámos a Shelter Bay.
 Chegámos no dia 27 à Marina de Shelter Bay, situada já na baía de acesso ao Canal do Panamá.
O movimento de grandes navios era muito grande, sobretudo navios fundeados dentro e fora da Baia Limon, a baia de acesso ao Canal do Panamá. segue-se uma fotografia do plotter, onde é impressionante a quantidade de "AIS"!
 Repetiu-se o ritual habitual de lavagem do barco por fora, ir à lavandaria (aqui é novamente self-service, com a ajuda das empregadas locais), limpar o barco por dentro, repor as provisões para a estadia aqui, etc. Este ritual repete-se a cada chegada a um porto, e é bastante cansativo. Mas está feito.
As ilhas de San Blas preencheram as nossas expectativas e gostaríamos de ter ficado por lá mais tempo.
Aqui em Shelter Bay já nos foram medir o barco para calcular o preço a cobrar para atravessarmos o Canal. Medem tudo incluindo o que fica saliente no barco, e parece que há quem retire os "turcos" para pagar um pouco menos... Já tirámos o barco da água para limpar o casco porque nas Galápagos exigem um comprovativo de que essa limpeza foi feita há pouco tempo, por razões ambientais... Substituímos o zinco do hélice, que já estava a precisar (???).
A culinária a bordo continua de vento em popa. É a área que maior interesse desperta entre os nossos tripulantes!
Há dias, a Margarida fez um jantar tipicamente português, alheiras de caça com arroz de ervilhas (não havia grelos...) e ovo estrelado. Para sobremesa, fez a preferida do Luís: mousse de chocolate. Acabámos por convidar o casal francês do barco "A Plus 2", Jean e Christiane, para provarem o petisco. Eles levaram vinho tinto turco e como não foi suficiente, abrimos mais uma garrafa de vinho argentino. Enfim, acabou por ser uma refeição verdadeiramente internacional!

Dia 29 de Janeiro fomos a uma zona comercial nos arredores de Colon. Muitas lojas com ar de "made in China", muita confusão, mas o supermercado é bom e bem abastecido. A Margarida, Ricardo e Rui quiseram ficar por lá a ver o que havia, e nós dois viemos embora num autocarro trangalhadanças, numa estrada cheia de buracos, a cruzarmo-nos com autocarros e camiões que pareciam tirados de um livro do Tintin! À ida para lá tivemos que parar durante quase meia hora, porque a estrada cruza o Canal do Panamá.  Vimos passar, a 200 metros do autocarro, um paquete de passageiros holandês, e depois um porta-contentores! Incrível! Giríssimo!
 Nessa noite, chegou a Teresa Gago, mesmo a tempo de jantar connosco. Somos agora 6 a bordo!
O jantar foi aqui no Restaurante da Marina, chamado "Somewhere it's five o'clock".
Foi um buffet de comida panamiana. Só eu e o Luís é que gostámos porque misturavam pratos salgados com outros doces. Gosto muito dessa mistura agridoce; e também de provar as comidas dos locais por onde vamos passando.


SEXTA-FEIRA, 30 DE JANEIRO - VISITA A GATUN LOCK
 No dia 30, fomos visitar a eclusa que fica aqui mais perto, a eclusa de Gatun, Gatun Lock.
Muito interessante. Pudemos observar um enorme cargueiro cheio de contentores, que cabia mesmo, mesmo à justa na largura da eclusa. Observámos todo o processo, desde o encerramento das portas de trás da eclusa, o seu preenchimento com água, vinda da eclusa imediatamente a jusante, abertura das portas de diante, progressão do cargueiro, puxado por locomotivas com aspecto muito robusto; seguiram o cargueiro dois rebocadores do Canal, e novamente se encerraram as portas. Tudo isto foi observado de uma sala elevada acima do nível da eclusa. Vimos passar à nossa frente as pilhas de contentores, pois o casco do navio ficava lá em baixo. Gostámos muito!




 O Canal do Panamá fez 100 anos em Agosto do ano passado.
Está em construção uma expansão do Canal, que também fomos ver. O local de observação fica a uma distância considerável, e gostaríamos de ter podido ver a obra de mais perto. Mas está preparado para os visitantes, e apresentam um vídeo com um pouco da história da construção do Canal, e outro sobre a obra de expansão do Canal. Muito interessante também.


O Canal tem instaladas câmaras ao longo do seu trajecto. Essas câmaras permitem ver o trânsito do Canal em tempo real no site do Canal do Panamá, cujo endereço é o seguinte:

http://www.pancanal.com/eng/photo/camera-java.html

SEGUNDA-FEIRA, 26 DE JANEIRO DE 2015

ILHA DE PORVENIR - Entrada oficial no Panamá.

No Domingo, 26 de Janeiro de 2015, largámos da Ilha Chichime e fomos para a Ilha Porvenir, a poucas milhas de distância. 
No trajecto vimos vários, repito vários, barcos encalhados nos recifes circundantes. Encalhados, virados de lado, sem mastro, e com ar de não ter sido há muito tempo. Impressionante! E assustador! Parece que houve um temporal maior, há uns meses, em que vários barcos garraram e acabaram nos recifes. E aí ficaram!

 
A Ilha de Porvenir tem um pequeno aeródromo, já desde o tempo da Segunda Guerra, quando os Americanos o construíram e utilizaram. A ilha é quase só a pista de aviação, mais uns coqueiros numa ponta e as instalações da Fronteira do Panamá. Mesmo assim é um Porto de entrada.
Aí se pode fazer a entrada oficial no Pais. Com a vantagem de a burocracia ser de algum modo mais fácil aí. E mesmo assim!...
Passámos por quatro "offices":
Primeiro, pela Emigração. Passaportes, carimbos, etc, e 100 dólares por pessoa.
Segundo, pela "Comunidade Guna": mais papéis, e mais 20 dólares por pessoa.
Terceiro, pelo "Harbour Master": papéis do barco, papel da saída do barco da Colômbia, ...
E, finalmente, quarto, a Polícia: mais perguntas, papéis, carimbos.
Felizmente, os "Yellow Shirts" da WCC ajudaram muito neste processo todo. Foram-nos dizendo o que havia a fazer, orientando neste jogo de secretárias e ainda fotografando alguns dos papéis mais importantes.



Neste posto de Polícia, assisti a uma cena muito curiosa. O Polícia queria saber explicar aos barcos que a bandeira do Panamá tinha que ser colocada no local mais alto do barco. Então, pediu a um dos "Yellow Shirts" que lhe ensinasse como é que dizia isso em inglês, e foi escrevendo num caderno, soletrando, a frase correspondente: " yo must put de Panama flage on de highest position on de boat". Agora já pode dizê-la aos barcos que futuramente ali passem.

Ao levantarmos a âncora em Porvenir, veio agarrado um grande pedaço do que parecia ser ou um saco enorme de serapilheira ou a vela de um dos "ulus" locais. Deu algum trabalho a soltar aquilo do ferro, enquanto eu fazia círculos entre os outros barcos, sem sair para fora do limite deles, intimidada pela vista anterior de tanto barco encalhado nos recifes... Correu tudo bem, libertámos a âncora e rumámos à Ilha Linton, depois de sair da barreira de corais.
 
Linton é uma ilha situada junto à costa do Panamá, com um bom ancoradouro, a meio caminho da distância que nos separava da baía de entrada do Canal do Panamá.

Chegámos ao destino logo após o pôr do sol. Fundeámos e ainda demos um mergulho numa água a 28 oC, ao anoitecer, antes do jantar. O local era muito abrigado e seguro. Foi uma boa opção, em vez de fazermos o trajecto durante a noite. 

Na manhã seguinte, sem pressas, e novamente depois de um banho de mar, largámos para a Marina de Shelter Bay.
Esta fica já no interior da enorme baía que dá acesso ao Canal do Panamá.
À medida que nos aproximávamos, foi aumentando o movimento dos grandes navios, embora a grande maioria estivesse fundeada tanto no exterior como no interior da baía. A entrada é muito larga, muito bem sinalizada (com o sistema YALA B, o mesmo que se pratica deste lado do Atlântico, desde Saint Lucia) e fez-se sem quaisquer problemas.
Entrámos na Marina pelas 14.00 h.

MA+LA

domingo, 1 de fevereiro de 2015

DOMINGO, 23 A TERÇA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2015

ILHAS DE SAN BLAS - ÍNDIOS GUNA

As Ilhas de San Blas são mais de 300, espalhadas ao longo da costa nordeste do Panamá. Segundo o guia, são únicas no Mundo em vários aspectos. Pertencem ao Panamá, mas são administradas pela tribo indígena dos Índios Guna, que, de todas as tribos das Américas, são os que melhor preservaram a sua cultura e tradição. Têm zonas de floresta virgem intocada ainda, e são um local de cruzeiros de veleiros de uma beleza incrível.
As ilhas e o território adjacente constituem a Guna Yala. Os Gunas não dividem a terra em propriedades individuais. Aceitam os estrangeiros que os visitam, mas proíbem que se instalem em permanência, ou que casem com Gunas. Os estrangeiros não podem comprar terras ou investir na Guna Yala, embora sejam aceites donativos. Os Guna são de estatura pequena, bem proporcionados, saudáveis e cheios de energia. São pacíficos, não agressivos.
São uma nação determinada, organizada e unida, com uma hierarquia rigorosa de chefes tribais. Cada aldeia tem 3 “sailas” (chefes) que constituem a autoridade máxima da aldeia. Três “Caciques” ou chefes máximos regem a nação como um todo, cada um representando a sua parte da terra. Destes, um será eleito chefe supremo da Nação Guna. Os “Sailas” são mais do que chefes políticos. São também detentores da espiritualidade, poesia, conhecimento médico e história Guna.
Os Guna não sofrem de stress. Levantam-se antes do nascer do sol, metem-se nos seus caiaques “ulu” e remam até ao continente, onde chegam com o nascer do dia. Alguns ainda têm uma caminhada de cerca de 1 hora, para trabalharem na colheita de banana, outra fruta, lenha e cana de açúcar. Pela uma hora regressam à ilha. O resto do dia é passado a descansar, a pescar, ou a velejar no “ulu” com a família. À noite, passam algum tempo no “congresso” e deitam-se cedo.
A sociedade Guna é uma sociedade matriarcal. As mulheres controlam o dinheiro , e os maridos mudam-se para o agregado familiar da mulher quando se casam. Muitas vezes são as mulheres que escolhem os maridos.As aldeias Guna são pitorescas, limpas, e confundem-se com a floresta circundante. As cubatas são feitas de materiais renováveis, de crescimento rápido. O chão é ligeiramente elevado, de terra compactada, e as paredes são de canas. o tecto é artisticamente trabalhado com uma folha de palmeira especial. não utilizam pregos, mantendo tudo unido com materiais naturais da floresta. De forma notável, o interior das cubatas continua completamente seco quando chove. Esses telhados duram em média 15 anos. No interior não há móveis, apenas redes penduradas.
Numa aldeia típica há 2 cubatas maiores. Uma é o “congresso”, onde se reunem diariamente ao fim do dia; os “sailas”, guardiões do conhecimento Guna, balançando-se nas suas redes; à volta deles há 2 anéis de pessoas - num anel interior sentam-se as mulheres e as crianças, e no exterior, os homens adultos. Toda a gente tem oportunidade de exprimir queixas ou ideias. A outra é uma cubata onde se realizam cerimónias de carácter espiritual uma ou duas vezes por ano.
O principal suporte da economia Guna são os cocos. Até há poucos anos, os cocos constituíam a moeda de troca. Os cocos são comprados pelos barcos colombianos que, em troca, trazem mantimentos. A Guna Yala exporta lagosta, caranguejos, e polvo. As mulheres vendem “molas”, panos coloridos com desenhos por vezes muito elaborados, de peixes, aves, e outros animais, feitos com pedaços de tecidos que são cosidos entre eles. São o artesanato mais famoso do Panamá.

SEXTA-FEIRA, 23 DE JANEIRO
Fomos de dinghy para a Ilha das Tortugas (ou Ilha dos BBQ). Aí, deparámos-nos com uma mesa grande de madeira, com bancos de madeira corridos, uma relva aparada, e uma cubata onde se vendiam cervejas, cocos, e “molas”. 







Noutro local preparava-se já um fogo para fazer os grelhados. A água transparente e turquesa, a areia muito branca. Uma maravilha. Todas as tripulações participaram no convívio, trazendo comida dos seus barcos. Alguns trouxeram peixe que tinham pescado, para grelhar; outros tinham comprado caranguejos grandes que foram igualmente grelhados. Nós, juntamente com as tripulações do “A Plus 2” e do “Juno” tínhamos encomendado lagostas (bem pequenas, por sinal) e uma salada de búzios e polvo, e almoçámos juntos.
Foi um dia muito agradável, de convívio e banhos e passeio pela ilha, que era pequena, mas acolhedora. Foi um dia bem passado!


SÁBADO, 24 DE JANEIRO

Levantámos âncora e velejámos para outro conjunto de ilhas, “Coco Bandero Cays” - outro local muito bonito, onde passámos o dia a banhos e descanso. Ao final do dia fomos à ilha maior, onde assistimos à venda de “molas” pelas mulheres Guna. Muito bem dispostas, muito persistentes, ficaram muito contentes com o negócio. Algumas delas falavam espanhol, o que facilitou a comunicação. Vestem-se de cores tão garridas como as “molas” que vendem. As chefes usam um piercing de ouro no nariz. Os homens estavam afastados, junto à entrada das cubatas, a assistirem ao negócio das mulheres.










 







 








DOMINGO, 25 DE JANEIRO
Velejámos para oeste, para a ilha de Chichime, onde foi o “Rendezvous” da WARC. Cada barco cozinhou um prato para levar, e foi muito simpático e curioso provarmos a comida de vários países num só almoço! As bebidas vendiam-se em terra.
O Paul Tetlow fez uma reunião agradável sobre o que nos esperava nos próximos dias. Passou-se muito bem mais este dia de convívio entre tripulações. O banho de mar no final foi uma maravilha.




sábado, 31 de janeiro de 2015

QUINTA-FEIRA, 22 DE JANEIRO DE 2015


Largámos de Santa Marta, na Colômbia, na terça-feira dia 20 de Janeiro, ao meio dia local. Largada alinhada na linha de partida, para ficar bem na vista aérea de helicóptero. Deve ter ficado mesmo muito bem!
Vento mantido entre 20 e 24 nós, com rajadas frequentes de 30+ nós. Mar muito desencontrado, com ondas altas, 4-5 metros. O barco a rolar de um lado para o outro todo o tempo, com saltos de cada vez que uma onda, ainda mais desencontrada e maior, o apanhava de lado. Uma não vamos esquecer - maior que as outras, pegou no barco que começou uma surfada muito grande mesmo, que nos manteve calados até ao seu fim. Quando vimos o anemómetro nem queríamos acreditar - 15,4 nós…Quem pensa que o Mar das Caraíbas é tranquilo e bom para passeios, desengane-se. É dos mais mexidos que apanhámos até agora.
As 280 milhas passaram-se neste carrocel. Cruzámos a linha de chegada às 12:54, já à vista das Ilhas de San Blas. Com waypoints recomendados por barcos que chegaram antes de nós, lançámos ferro no “Swimming Pool Anchorage”, nas “eastern Holandes Cays. Água cor turquesa, a 29 graus, com a Ilha dos Babecues mesmo na proa do barco. Um paraíso! Finalmente! Todos os barcos da frota estão aqui fundeados.
Hoje vamos jantar a bordo do “A Plus 2”. Levamos bacalhau espiritual (desta vez é mesmo!) e arroz doce feitos pela Margarida.
Amanhã espera-nos um dia de praia e BBQ na ilha. É aproveitar o descanso, porque o Mar das Caraíbas cansou-nos, e ainda não acabou!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

3a FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 2015

Santa Marta, Colômbia

Chegámos na 6a Feira, perto das 13h locais.
Durante várias horas tínhamos passado por uma zona quase sem vento, pelo que tivemos que vir a motor durante esse período. Porém, próximo do local de mudarmos de rumo para Sul, para chegarmos a Santa Marta, o vento começou a aumentar rapidamente, e no canal chegou a rajadas de 30 nós quase permanentemente. Já esperávamos, mas depois de tão pouco vento anteriormente, é sempre uma adaptação!...
Logo aí no canal de acesso aproximou-se um barco da "Guardia Nacional". Ficámos um pouco na expectativa sobre o que quereriam... Mas, afinal, era apenas para nos saudarem, muito amavelmente, e... para nos filmarem!

A entrada na Marina fez-se sem problemas. As tripulações dos outros barcos vieram acolher-nos. Estas chegadas são muito agradáveis. Já todos sabiam das costelas da Margarida... Ficou famosa num instante!...
Depois foi o check in na Marina e no País, tratar de pedir a observação por um médico que está de apoio à Marina, ir levantar dinheiro, chegar a ambulância, e o Luís ir na ambulância com o Ricardo e a Margarida a uma clínica privada para fazerem o RX. Afinal, não era só uma costela partida, eram duas!...
Quando todos estes afazeres acabaram, estava na hora de se ir jantar, porque a seguir havia aqui na Marina um espectáculo de música colombiana.
Fomos a um restaurante grego, onde se comia muito bem, com a Christiane e o Jean do "A Plus 2".

No dia seguinte, um churrasco na praia, no Parque Natural de Tayrona. O trajecto até la mostrou-nos a outra realidade deste País - uma pobreza impressionante, quilómetros de bairros de lata, como as favelas no Brasil, as estradas não asfaltadas, em muito mau estado. Mas as pessoas amáveis e simpáticas, de um modo geral.

Aqui na cidade de Santa Marta já tínhamos tido ocasião de observar as pessoas, o mercado paralelo existente por todo o lado, mesmo em toda a rua das lojas são só bancadas a vender tudo e mais alguma coisa, mesmo em frente de lojas que vendem artigos semelhantes!...

No Domingo tivemos um jantar com um conjunto local a tocar música tradicional, que valeu só pelo convívio.

E ontem tivemos a distribuição dos prêmios e o jantar de despedida, que foi muito bom, num local "chique", cheio de discursos, com a Ministra do Turismo a esquecer-se de mencionar Portugal ao nomear os países envolvidos no rally. Mais tarde o Luís chamou a atenção do responsável, Andrew Bishop, e passado algum tempo a Ministra veio pedir desculpa pelo sucedido, e entregou ao Luís um livro de fotografias da Colômbia, para se redimir. Foi um gesto muito simpático, e ela era também uma pessoa muito simpática.

Agora estamos no dia da largada. Toda a noite soprou vento força 6-7. O gerador eólico faz algum barulho, pelo que ainda parece mais vento. A previsão é de bastante vento. Vamos a ver como vai correr.
As ilhas de San Blas esperam-nos! Daremos mais notícias no nosso log da WCC.

MA

3a FEIRA, 13 DE JANEIRO DE 2015

Allegro - 3ªFEIRA, 13 DE JANEIRO DE 2015

13 January 2015

SAINT LUCIA - SANTA MARTA, NA COLÔMBIA

Quatro dos sete a oito dias previstos para esta perna são passados. Não se pode dizer que tenham sido agradáveis, mas também não foram muito desagradáveis.
O vento tem estado entre os 15 e os 25 nós, com rajadas pouco frequentes de 30 nós. O mar, bastante desencontrado, torna a viagem muito “mexida”, com ondas altas de sueste e outras de noroeste. Como resultado, o barco não pára de oscilar de um lado para o outro. Temos apanhado alguns “squalls”, o mais trabalhoso e molhado, hoje de manhã. Já se esperava.
A adaptação da tripulação está-se a fazer, muito facilitada pelos petiscos do Rui e também da Margarida. Agora, em vez de um, temos três cozinheiros a bordo; o Ricardo ainda não se revelou, mas deve-se estrear nos próximos dias. A Margarida e o Ricardo trouxeram a mala carregada de petiscos: bacalhau, alheiras, temperos, batata palha, etc. Apesar do pouco tempo de mar, já comemos o habitual “hospital rice” na primeira noite, empadão de carne, arroz de alheiras e couve, e strogonoff de frango. À noite, o jantar consiste numa sopa, acompanhada de pão, queijo, etc. Fome não se passa a bordo.
A pesca tem estado parada devido ao estado do mar.Os próximos dias vamos ver como decorrem, uma vez que as condições meteorológicas parecem antecipar algum agravamento.
Já temos uma certa vontade de chegar a Santa Marta!

LA+MA