Chegámos no dia 27 à Marina de Shelter Bay, situada já na baía de acesso ao Canal do Panamá.
O movimento de grandes navios era muito grande, sobretudo navios fundeados dentro e fora da Baia Limon, a baia de acesso ao Canal do Panamá. segue-se uma fotografia do plotter, onde é impressionante a quantidade de "AIS"!
Repetiu-se o ritual habitual de lavagem do barco por fora, ir à lavandaria (aqui é novamente self-service, com a ajuda das empregadas locais), limpar o barco por dentro, repor as provisões para a estadia aqui, etc. Este ritual repete-se a cada chegada a um porto, e é bastante cansativo. Mas está feito.
As ilhas de San Blas preencheram as nossas expectativas e gostaríamos de ter ficado por lá mais tempo.
Aqui em Shelter Bay já nos foram medir o barco para calcular o preço a cobrar para atravessarmos o Canal. Medem tudo incluindo o que fica saliente no barco, e parece que há quem retire os "turcos" para pagar um pouco menos... Já tirámos o barco da água para limpar o casco porque nas Galápagos exigem um comprovativo de que essa limpeza foi feita há pouco tempo, por razões ambientais... Substituímos o zinco do hélice, que já estava a precisar (???).
A culinária a bordo continua de vento em popa. É a área que maior interesse desperta entre os nossos tripulantes!
Há dias, a Margarida fez um jantar tipicamente português, alheiras de caça com arroz de ervilhas (não havia grelos...) e ovo estrelado. Para sobremesa, fez a preferida do Luís: mousse de chocolate. Acabámos por convidar o casal francês do barco "A Plus 2", Jean e Christiane, para provarem o petisco. Eles levaram vinho tinto turco e como não foi suficiente, abrimos mais uma garrafa de vinho argentino. Enfim, acabou por ser uma refeição verdadeiramente internacional!
Dia 29 de Janeiro fomos a uma zona comercial nos arredores de Colon. Muitas lojas com ar de "made in China", muita confusão, mas o supermercado é bom e bem abastecido. A Margarida, Ricardo e Rui quiseram ficar por lá a ver o que havia, e nós dois viemos embora num autocarro trangalhadanças, numa estrada cheia de buracos, a cruzarmo-nos com autocarros e camiões que pareciam tirados de um livro do Tintin! À ida para lá tivemos que parar durante quase meia hora, porque a estrada cruza o Canal do Panamá. Vimos passar, a 200 metros do autocarro, um paquete de passageiros holandês, e depois um porta-contentores! Incrível! Giríssimo!
O jantar foi aqui no Restaurante da Marina, chamado "Somewhere it's five o'clock".
Foi um buffet de comida panamiana. Só eu e o Luís é que gostámos porque misturavam pratos salgados com outros doces. Gosto muito dessa mistura agridoce; e também de provar as comidas dos locais por onde vamos passando.
SEXTA-FEIRA, 30 DE JANEIRO - VISITA A GATUN LOCK
Muito interessante. Pudemos observar um enorme cargueiro cheio de contentores, que cabia mesmo, mesmo à justa na largura da eclusa. Observámos todo o processo, desde o encerramento das portas de trás da eclusa, o seu preenchimento com água, vinda da eclusa imediatamente a jusante, abertura das portas de diante, progressão do cargueiro, puxado por locomotivas com aspecto muito robusto; seguiram o cargueiro dois rebocadores do Canal, e novamente se encerraram as portas. Tudo isto foi observado de uma sala elevada acima do nível da eclusa. Vimos passar à nossa frente as pilhas de contentores, pois o casco do navio ficava lá em baixo. Gostámos muito!

O Canal do Panamá fez 100 anos em Agosto do ano passado.
Está em construção uma expansão do Canal, que também fomos ver. O local de observação fica a uma distância considerável, e gostaríamos de ter podido ver a obra de mais perto. Mas está preparado para os visitantes, e apresentam um vídeo com um pouco da história da construção do Canal, e outro sobre a obra de expansão do Canal. Muito interessante também.

O Canal tem instaladas câmaras ao longo do seu trajecto. Essas câmaras permitem ver o trânsito do Canal em tempo real no site do Canal do Panamá, cujo endereço é o seguinte:
http://www.pancanal.com/eng/photo/camera-java.html







































