Esta é a semana antes da partida para a Volta ao Mundo, para a World ARC.
No Domingo dia 4 de Janeiro foi "um dia fantástico"!! Fizemos o
check-in para a World ARC, no "office"do World Cruising Club, com a
Suzana!
Um marco importante - tudo ficou a parecer mais perto e mais real. Finalmente, está prestes a começar!
O Rui, que fora com a Anne Marie no dia 31 de Dezembro para a Martinique para passar o Ano a bordo do Magelanus, regressou no dia 07 à noite.
Ontem chegaram o Ricardo e a Margarida - a tripulação está agora completa.
Durante esta semana, tivemos os afazeres habituais nesta altura - últimas limpezas do
barco, últimos arranjos, lavandaria, aprovisionamento, etc.
Tivemos que nos organizar para fazermos tudo os dois, e correu muito bem.
Durante esta semana trocámos de dinghy (o antigo estava já a meter água demais...).
O Luis mergulhou para ver e limpar o hélice e rever os zincos.
O barco foi limpo e polido por uma equipa local de pai e filho - e ficou muito bem.
Fomos ao Supermercado, ao Mall, no Sábado, comprar os "não-frescos".
Voltámos ao supermercado na quinta feira comprar a maior parte dos frescos.
Os seminários dados pelo WCC começaram na segunda feira e acabaram hoje.
O "Welcome Drink" foi na segunda feira dia 5 de Janeiro, para que as tripulações dos diferentes barcos se vão conhecendo.
O grupo de barcos este ano é bastante mais pequeno que nos outros anos. Vai ser mais facil ficarmos a conhecer-nos.
Na quarta feira houve um segundo convívio no inicio da noite.
Hoje à tarde vou fazer o checkout da Marina e de Saint Lucia e actualizar a lista de tripulantes (Rui, Ricardo e Margarida).
Hoje teremos a "Farewell Party", num hotel aqui próximo.
Amanhã é o dia da Largada, do começo real desta Aventura na qual depositamos muita esperança!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
NATAL A BORDO
O calor não dá um ar muito natalício a esta época. Mas esforçámo-nos por criar o ambiente adequado às festividades.
Passámos a noite de 24 de Dezembro a bordo do Allegro, e a noite de 25, a bordo do Magelanus.
O dia de Natal foi passado... na praia! Que estava cheia de gente!
Mandamos algumas fotografias das Festas, que falam por si.




BOAS FESTAS E BOM ANO NOVO PARA TODOS OS SEGUIDORES DESTE BLOG!!
Passámos a noite de 24 de Dezembro a bordo do Allegro, e a noite de 25, a bordo do Magelanus.
O dia de Natal foi passado... na praia! Que estava cheia de gente!
Mandamos algumas fotografias das Festas, que falam por si.




BOAS FESTAS E BOM ANO NOVO PARA TODOS OS SEGUIDORES DESTE BLOG!!
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
11 A 14 DEZEMBRO 2014 - MARIGOT BAY
No dia 11 de Dezembro mal largámos do pontão da Marina de Rodney Bay caiu uma enorme chuvada, de tal modo que ficámos completamente encharcados enquanto arrumávamos minimamente os cabos. Fomos para o pontão do gasóleo, mas encontrámo-lo fechado para almoço.
Assim sendo, resolvemos almoçar nós também, já atracados lá. Comemos uma bela omelete com salada de tomate. Aproveitámos também para comprar fruta e legumes ao barco da fruta que ali passou.
Também atracado e à espera, estava um barco norueguês, também da ARC+, com uma família de pais e três filhos pequenos, a quem estavam a dar o almoço também.
Enchemos o depósito e todos os jerricans.
Entretanto chegou o Magelanus, e enquanto ele abastecia, levámos o Allegro para a Baía e tomámos o nosso primeiro banho no mar das Caraíbas - água a 29ºC, uma delícia!
Marigot Bay é uma baía muito bonita, com uma praia com coqueiros à entrada e a baía proprimente dita muito abrigada e envolvida por vegetação de mangais nas margens - uma beleza.
A este local veio ter e embarcar a Anne Marie, a mulher do Rui Castilho.
Aqui tivemos um último jantar da ARC+, num resort novo muito bem arranjado e com pessoal amável e prestável.


E só depois disto começámos a conseguir descansar alguma coisa...
Tivemos dois dias de praia, debaixo dos coqueiros, e jantares a bordo, ora no Allegro, ora no Magelanus.
Assim sendo, resolvemos almoçar nós também, já atracados lá. Comemos uma bela omelete com salada de tomate. Aproveitámos também para comprar fruta e legumes ao barco da fruta que ali passou.
![]() |
| O barco da fruta |
Também atracado e à espera, estava um barco norueguês, também da ARC+, com uma família de pais e três filhos pequenos, a quem estavam a dar o almoço também.
Enchemos o depósito e todos os jerricans.
Entretanto chegou o Magelanus, e enquanto ele abastecia, levámos o Allegro para a Baía e tomámos o nosso primeiro banho no mar das Caraíbas - água a 29ºC, uma delícia!
Marigot Bay é uma baía muito bonita, com uma praia com coqueiros à entrada e a baía proprimente dita muito abrigada e envolvida por vegetação de mangais nas margens - uma beleza.
A este local veio ter e embarcar a Anne Marie, a mulher do Rui Castilho.
Aqui tivemos um último jantar da ARC+, num resort novo muito bem arranjado e com pessoal amável e prestável.


![]() |
| Johnny Be Good |
![]() |
| À sombra do coqueiro... |
E só depois disto começámos a conseguir descansar alguma coisa...
Tivemos dois dias de praia, debaixo dos coqueiros, e jantares a bordo, ora no Allegro, ora no Magelanus.
14 A 17 DEZEMBRO 2014 - FÉRIAS...
Saint Lucia é uma ilha muito verde, com muita vegetação, e com dois montes mais altos e ponteagudos na costa oeste, chamados os "Pitons", que são um marco desta ilha.
Ao rumarmos a Sul ao longo da costa Oeste passámos pelo movimentado porto de Castries, a capital de Saint Lucia, com vários paquetes turisticos fundeados, tipo "barco do amor". Passámos depois a vila de Soufrières, onde existem bóias às quais os iates se podem amarrar, e a seguir, os Pitons.
Seguimos directamente para a ilha de Saint Vincent, sem passarmos na costa Sul de Saint Lucia, próximo da qual se situa o principal aeroporto da ilha.
Saint Vincent é também uma ilha verde, mas mais montanhosa e acidentada que a anterior.
Entre as ilhas, no canal de Saint Vincent, o vento aumentou de intensidade, permitindo-nos fazer uma vela agradável. Pouco depois caiu novamente, quando ficámos à sombra do extinto vulcão de Soufrières - aqui os nomes repetem-se frequentemente de uns lugares para outros.
Procurámos uma baía onde passarmos a noite, e acabámos por escolher Wallilabou. Esta, além do nome muito agradável, estava descrita no guia como um dos locais onde foram filmadas cenas do filme "Os Piratas das Caraíbas".


De facto a baía era bonita, mas a aldeia tão pobre, e os restos dos cenários do filme, que deveriam servir de atracção turistica, já estão com um ar bastante degradado.Apareceu-nos logo o "comité de recepção" já anunciado no "pilot book": - as canoas, barquinhos a remos ou a motor ou simples pranchas, com os "boat boys" a tentarem vender tudo e mais alguma coisa - bananas, colares e pulseiras artesanais, toranjas, goiabas, abacates, tomate, pepino, gelo, cervejas, etc, etc... Faz impressão tanta pobreza, e cada barco que por lá fundeia é uma hipótese de fazerem algum negócio...
Lançámos a âncora e a popa foi presa a terra com um cabo ligado a... um coqueiro! Muito engraçado! Do comité de recepção fazia parte um barco pronto para nos levar o cabo a terra, claro.Tomámos então um belo e merecido banho nas águas da baía de Wallilabou.
E jantámos todos a bordo do Allegro, uma sopa de legumes óptima, feita pela Anne Marie .
No dia 15 fomos para Admiralty Bay, na Ilha de Bequia, uma baía larga, cheia de barcos, bonita, e onde finalmente tivemos um vislumbre da água transparente das Caraíbas. Foi pouco, mas soube-nos muito bem.
O "comité de recepção" mais pequeno e civilizado, além de nos arranjar uma bóia para nós e outra para o Magelanus, vendeu-nos duas lagostas vivas, que o nosso cozinheiro (Rui) cozinhou para o jantar.


O serviço de lavandaria era também feito por barco - foram buscar e levar a roupa a bordo do Magelanus.
Em terra fomos ao banco e às compras - supermercado, fruta, um vestido para a Anne Marie...



O almoço foi em terra, no restaurante Coco's, onde comemos "mahi-mahi", o nome deles para dourado - muito bom!

No dia 16 regressámos, mas só os dois a bordo. O Rui Castilho e a Anne Marie foram convidados para passearem uns dias a bordo do Magelanus.
No regresso, fomos directos a Marigot Bay (uma maravilha novamente) para passar a noite.
No dia seguinte de manhã fomos a terra de "táxi" tratar de dar entrada em Saint Lucia novamente - alfândega e imigração.
E dia 17 chegámos novamente a Rodney Bay para continuarmos alguns preparativos necessários antes da Volta ao Mundo, que começará em Janeiro.
domingo, 21 de dezembro de 2014
8 A 10 DEZEMBRO 2014 - RODNEY BAY
Em Rodney Bay foram feitos os arranjos mais urgentes:
- A panela de escape do gerador;
- As bombas de água doce - uma foi reparada, a outra teve que ser substituida.
Limpámos o barco, usámos os serviços da lavandaria, reabastecemos de comida e bebidas.
As coisas funcionam bem aqui, nesta enorme Marina envolvida por uma grande "aldeia" onde se encontram praticamente todos os serviços necessários.
Os escritórios da ARC também dão um apoio muito bom.
Infelizmente o wifi é péssimo. O que tem contribuido também para o atraso da actualização do blog.
Uma vez que o programa sugeria que saíssemos da Marina de Rodney Bay a 11 de Dezembro, para um último jantar nesse mesmo dia noutra baía - Marigot Bay - tínhamos novamente um tempo limitado para aquelas actividades. A finalidade principal desta mudança dos barcos, era a organização arranjar espaço para os quase 200 barcos da ARC clássica que tinham já começado a chegar.
A sensação que fica com estes prazos, é que estamos sempre numa correria e sempre atrasados.
No dia 10 houve a cerimónia da distribuição de prémios, num hotel para o qual fomos transportados em pequenas carrinhas de 12 lugares.
Era um hotel à beira mar, muito simpático, com um espaço muito bom para o evento, onde nos serviram de beber e praticamente nada de comer.
Além da distribuição dos prémios e do convívio com as outras tripulações, havia uma banda dos tais instrumentos de que falei atrás (a tal espécie de tampas de bidon côncavas) que tocava primorosamente - aqui, sim, é caso para dizer, um espectáculo!
Terminámos a noite num restaurante quase em frente do hotel onde fora a cerimónia, a jantar num jardim paradisíaco, nós e parte da tripulação do Magelanus.
Comemos muito bem, alguns "mahi-mahi", um peixe equivalente ao nosso dourado, muito saboroso, e outros "hot pepperpot", uma carne com molho picante que estava uma delícia.
Com a particularidade de apanharmos umas grandes cargas de água durante o jantar - uns valentes "squalls". Como havia um grande guarda sol (neste caso, é mais apropriado chamar-lhe guarda chuva) sobre a mesa, esta não se molhou, o mesmo não se podendo dizer das nossas costas, apezar de empregados do restaurante, com um sorriso permanente e verdadeiro, nos terem protegido com chapéus-de-chuva nos momentos em que choveu mais... No fim, forneceram-nos uns guardanapos grandes para nos limparmos. De qualquer modo, como a noite estava quente ficámos secos depressa...
- A panela de escape do gerador;
- As bombas de água doce - uma foi reparada, a outra teve que ser substituida.
Limpámos o barco, usámos os serviços da lavandaria, reabastecemos de comida e bebidas.
As coisas funcionam bem aqui, nesta enorme Marina envolvida por uma grande "aldeia" onde se encontram praticamente todos os serviços necessários.
Os escritórios da ARC também dão um apoio muito bom.
Infelizmente o wifi é péssimo. O que tem contribuido também para o atraso da actualização do blog.
Uma vez que o programa sugeria que saíssemos da Marina de Rodney Bay a 11 de Dezembro, para um último jantar nesse mesmo dia noutra baía - Marigot Bay - tínhamos novamente um tempo limitado para aquelas actividades. A finalidade principal desta mudança dos barcos, era a organização arranjar espaço para os quase 200 barcos da ARC clássica que tinham já começado a chegar.
A sensação que fica com estes prazos, é que estamos sempre numa correria e sempre atrasados.
No dia 10 houve a cerimónia da distribuição de prémios, num hotel para o qual fomos transportados em pequenas carrinhas de 12 lugares.
Era um hotel à beira mar, muito simpático, com um espaço muito bom para o evento, onde nos serviram de beber e praticamente nada de comer.
Além da distribuição dos prémios e do convívio com as outras tripulações, havia uma banda dos tais instrumentos de que falei atrás (a tal espécie de tampas de bidon côncavas) que tocava primorosamente - aqui, sim, é caso para dizer, um espectáculo!
Terminámos a noite num restaurante quase em frente do hotel onde fora a cerimónia, a jantar num jardim paradisíaco, nós e parte da tripulação do Magelanus.
Comemos muito bem, alguns "mahi-mahi", um peixe equivalente ao nosso dourado, muito saboroso, e outros "hot pepperpot", uma carne com molho picante que estava uma delícia.
Com a particularidade de apanharmos umas grandes cargas de água durante o jantar - uns valentes "squalls". Como havia um grande guarda sol (neste caso, é mais apropriado chamar-lhe guarda chuva) sobre a mesa, esta não se molhou, o mesmo não se podendo dizer das nossas costas, apezar de empregados do restaurante, com um sorriso permanente e verdadeiro, nos terem protegido com chapéus-de-chuva nos momentos em que choveu mais... No fim, forneceram-nos uns guardanapos grandes para nos limparmos. De qualquer modo, como a noite estava quente ficámos secos depressa...
CHEGADA A SAINT LUCIA - 07 DEZEMBRO 2014
Finalmente, no dia 07 de Dezembro de 2014, de manhã, avistámos Saint Lucia!

Sem vento, tivemos que fazer a aproximação da ilha toda a motor (3 dias ...).

Às 14h43m hora local (18.43 UTC), cruzámos a linha de chegada em Rodney Bay - Saint Lucia!
É tao bom chegar!
Estamos muito contentes com a travessia - momentos melhores, outros menos bons, alguns problemas, um tempo assim assim, mas globalmente estamos satisfeitos uns com os outros e com a experiência.
A recepção foi inesquecível, com os outros barcos e tripulações a tocarem businas, apitos, a baterem palmas e a chamarem "Allegro"!
"Até valeu a pena sermos os últimos"!!

Os "yellow shirts" da ARC esperavam por nós no pontão, para nos ajudarem a amarrar, juntamente com uma caribenha com um tabuleiro com "rum ponche" e uma cesta de fruta, enquanto uma mini-banda tocava música nuns instrumentos que parecem umas tampas de bidons, côncavas, com um som característico e típico daqui.
Para além destes, vários tripulantes de outros barcos vieram também receber-nos e ouvir as notícias da travessia. Foi muito agradável e uma alegria!
Atenção: - Podem ver mais fotografias (e melhores, e mais completas) da nossa chegada no site da WCC, na "Gallery", seleccionando o Allegro.
Na noite de dia 07 houve um evento organizado pela WCC, com comes e bebes nuns toldos colocados nos relvados, que aproveitámos para conviver com as tripulações de outros barcos. Aí encontrámos também a tripulação do Magelanus, e com eles acabámos a beber um rum a bordo.

Sem vento, tivemos que fazer a aproximação da ilha toda a motor (3 dias ...).

Às 14h43m hora local (18.43 UTC), cruzámos a linha de chegada em Rodney Bay - Saint Lucia!
Estamos muito contentes com a travessia - momentos melhores, outros menos bons, alguns problemas, um tempo assim assim, mas globalmente estamos satisfeitos uns com os outros e com a experiência.
A recepção foi inesquecível, com os outros barcos e tripulações a tocarem businas, apitos, a baterem palmas e a chamarem "Allegro"!
"Até valeu a pena sermos os últimos"!!

Os "yellow shirts" da ARC esperavam por nós no pontão, para nos ajudarem a amarrar, juntamente com uma caribenha com um tabuleiro com "rum ponche" e uma cesta de fruta, enquanto uma mini-banda tocava música nuns instrumentos que parecem umas tampas de bidons, côncavas, com um som característico e típico daqui.
Para além destes, vários tripulantes de outros barcos vieram também receber-nos e ouvir as notícias da travessia. Foi muito agradável e uma alegria!
Atenção: - Podem ver mais fotografias (e melhores, e mais completas) da nossa chegada no site da WCC, na "Gallery", seleccionando o Allegro.
Na noite de dia 07 houve um evento organizado pela WCC, com comes e bebes nuns toldos colocados nos relvados, que aproveitámos para conviver com as tripulações de outros barcos. Aí encontrámos também a tripulação do Magelanus, e com eles acabámos a beber um rum a bordo.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
MENSAGENS ENVIADAS PARA O BLOG DO WCC - 19 NOV A 06 DEZ 2014
19 a 26 de Novembro de 2014
Manter em dia um blog enquanto se percorrem pernas que duram duas, ou, às vezes, três semanas, torna-se impossível.
Por isso começamos hoje esta coluna - para que aqueles que querem saber mais sobre nós o possam fazer.
Este é um espaço que o WCC põe à disposição de todos os barcos, por isso o vamos aproveitar.
Para lhe aceder:
- vai-se ao site da WCC, à sua "Home Page"
<www.worldcruising.com>
Depois escolhe-se ARC
Depois, escolhe-se "Logs" (na coluna do lado esquerdo) e
Finalmente escolhe-se o barco Allegro.
Nesse espaço serão colocados textos durante o período em que estivermos no mar, que ao chegarmos a terra publicaremos no nosso blogue.
A estadia em Cabo Verde foi demasiado curta e muito marcada pelo abandono do projecto pelos dois tripulantes mais recentes - o Zé Pedro e a Rita.
Foi com muita pena que tivemos que aceitar a sua decisão.
Tivéramos momentos muito agradáveis de interajuda e convívio entre todos nós, que vimos terminar de uma forma súbita e nunca esperada.
Ficam as boas recordações.
Largámos do Mindelo atrasados e mais atrasados ficámos com a busca do barco e da bóia da linha de largada (???).
Rapidamente passámos da zona de aceleração entre ilhas para a zona de sombra de Santo Antão.
Ao pôr do sol eram vários os participantes parados à espera de um pouco de vento.
Finalmente o Mané (Magelanus III) avisou-nos por VHF da existência de uma zona com vento mais à frente, que nunca chegámos a encontrar.
Acabou por ser uma noite cheia de “vento de porão”.
A viagem tem decorrido globalmente muito bem, com um ou outro momento mais atarefado quando as condições de tempo o exigiram.
O barco tem-se portado bem, com excepção da sua tendência não controlável em oscilar permanentemente de um bordo para o outro, o que lhe dificulta a progressão com ventos até aos 15 nós, ventos que temos tido frequentemente.
A rotina diária começa agora a instalar-se.
Os quartos estão a ser feitos pelos três, com um período diurno de 4 h cada um, e dois períodos nocturnos de 2 h também para cada um.
Os almoços e jantares continuam a ser principescos, sempre confeccionados pelo Rui, que é um cozinheiro de valor ímpar. Tem sido um bom companheiro.
As comunicações por SSB têm funcionado bem, se bem que a distancia crescente entre os barcos da frota as torne por vezes menos claras.
Por VHF, as comunicações não são exequíveis dada a referida distância que separa os diferentes barcos.
Em relação à pesca, as coisas não estão a correr bem. O único peixe que (quase) pescámos, um dourado pequeno, fugiu ao ser içado para bordo.
Contamos chegar a Saint Lucia para o final da próxima semana.
LA
6ª Feira, 28 de Novembro de 2014
Desta vez não teve graça.
Eram cerca de 18 horas. O gerador estava a trabalhar há cerca de 1 hora, agora com um ruído estranho e diferente do habitual.
Por baixo dos paneiros, era só água!
Não sabíamos se era doce ou salgada. Estava por baixo do salão, a meio e dos lados, na casa das máquinas, na zona do corredor da cozinha, e, menos, nos camarotes de BB e EB, e no WC da proa.
Não tinha gasóleo, mas tinha uma tonalidade cinzenta escura e um sabor salgado.
A casa das máquinas, essa, estava francamente quente, com uma atmosfera fumarenta, densa e húmida.
Depois de esvaziada toda aquela água, e de verificarmos que não se refazia, começámos a ficar mais sossegados.
Tudo fazia pensar tratar-se de um problema com o gerador (entretanto, logo desligado). Mas dentro da sua caixa, tudo estava bem.
Foi uma lanterna que nos mostrou um gotejar por baixo da panela de escape do gerador, que, depois de se ligar novamente o gerador, se transformou num jorro de água sob pressão.
Tudo estava molhado e escorregadio.
Nada parava quieto, nem nós.
Depois de acabarmos de esgotar a água que se encontrava em locais mais escondidos, o saldo era o seguinte:
1) Impossibilidade de utilizarmos o gerador para carregar baterias ou produzir água com o dessalinizador;
2) Contenção de energia - desligar definitivamente o congelador, que vinha a trabalhar mal desde há algum tempo; desligar o frigorífico; reduzir ao mínimo o consumo da electrónica e da iluminação;
3) Ausência de pressão na canalização da água por avaria das duas bombas de água.
Em poucos segundos, 1000 milhas que nos pareciam já poucas (e que íamos festejar ao jantar), tinham-se transformado numa dor de cabeça.
Não era isto o combinado!…
Faltava esclarecer porque é que o nível do gasóleo tinha baixado tanto.
Depois do transvase de 3 jerricans (com a luz do dia já quase inexistente), fomos finalmente jantar.
Cozinhados sempre de alto nível. Desta vez, foi uma “canja fingida”, para ser fácil de cozinhar e de comer!…
Felizmente, há reserva grande de água potável a bordo, o vento continua regular, e o mar está finalmente mais sossegado.
Para usar água doce, utiliza-se a bomba de pé do lavatório do WC da proa.
A loiça lava-se com água salgada, graças à bomba instalada no lava-loiças.
LA + MA
Pensei sempre que o Fisher Panda (o gerador…) nos poderia vir a dar problemas. Até constituía já uma piada entre nós. Afinal, o coitado estava inocente! A culpada foi a panela do escape dele!
Pregou-nos um bom susto, esta brincadeira.
Quando o Luís levantou o paneiro da sala e vimos a água sob o chão do salão e a chegar já ao nível dele, aquela massa de água oscilando de um lado para o outro com os movimentos do barco, no meio do oceano, a 1000 milhas da costa… Metia muito respeito. Foi um momento emocionante!
Felizmente, encontrou-se a causa, e o remédio é só (!) não ligarmos mais o dito Fisher Panda!…
MA
Segunda-feira 01 Dezembro 2014
Tem sido um dia agradável, com o mar e o vento ainda um bocado remexidos, mas já com um aspecto mais parecido com o esperado para os alísios.
Esta tarde tive de ir novamente à popa do barco, para aceder à porta do leme do Hydrovane, por ser necessário dar um jeito no freio do pin.
Não ficou exactamente como queria, mas ficou muito melhor. Foi o que o mar permitiu. O barco com as velas recolhidas, faz 3-4 nós!…
Os “squalls” continuam escassos e muito pacíficos. Mas já apanhámos algumas chuvadas maiores.
Faltam-nos ainda 700 e poucas milhas para a linha de chegada que queríamos cortar, a todo o esforço, dentro do limite definido: 1200 h locais do dia 08 de Dezembro, em St. Lucia.
Depois de tanto empenho e esforço, não cruzar a linha de chegada é decepcionante. Mas o gasóleo tem mesmo que ser racionado.
Mas já falta pouco. O moral está bom, e as refeições continuam fantásticas.
Hoje estivemos a verificar o conteúdo do congelador, porque ele não estava a funcionar em condições e acabou por ter que ser desligado no regime de poupança de energia, quando constatámos que não podíamos ligar o gerador.
Foi mais animador do que esperávamos. À parte umas poucas coisas que tiveram que ir servir de alimento aos peixinhos, já foi feito o inventário, e começámos logo hoje com uma feijoada com pézinhos de porco, entrecosto e chouriço preto, que estava muito boa.
Parámos com as tentativas de pesca para “despacharmos” a comida do congelador.
LA+MA
Terça-feira 02 de Dezembro de 2014
Hoje o dia acordou com um magnífico nascer do sol a que se seguiu uma manhã e uma tarde quentíssimas.
Vento é que nada, ou quase nada, porque só raramente chega aos 12 nós. Tantas milhas para fazer e tão pouco vento.
Há bocado fizemos uma tentativa para pôr o barco a andar com vento. Depois de passado o squall, rapidamente passámos para os 2,1 nós. Ainda pensámos em tomar um duche com água doce mas o squall acabou por passar mais longe.
Depois das comunicações falámos com o Mané - estão bem, cerca de 150 Milhas à nossa frente (mais ou menos um dia) têm tido algumas avarias mas poucas e pouco importantes. Ainda bem! Também não têm comunicado com ninguém …
Vamos ver o que a noite nos reserva...
Até amanhã!
Sábado, 06 de Dezembro de 2014
Hoje o vento tem estado permanentemente inferior a 8 nós.
Apanhámos com um “squall” grande, carregado de chuva fresca e com algum vento, mas com uma duração limitada e uma direcção inadequada (dos quadrantes Sul).
Assim, temos vindo a motor.
Contamos chegar amanhã à tarde.
Está um tempo quente e abafado.
Hoje o almoço foi feito por mim - Arroz de salsichas e “Crumble” de maçã. Foi dia de folga do "cozinheiro Rui"...
Interrompemos temporariamente as tentativas de pesca, porque há muitas algas à superfície e já tivemos que recolher a amostra várias vezes e desembaraçá-la do meio de um emaranhado de algas.
Nas primeiras vezes ficámos todos entusiasmados com o barulho da linha a correr, para depois constatarmos que só tínhamos pescado algas!
O Luís tentou perceber o que se passa com as bombas de água. Parecem ter ficado isoladas.
De Saint Lucia daremos mais notícias.
MA+LA
Manter em dia um blog enquanto se percorrem pernas que duram duas, ou, às vezes, três semanas, torna-se impossível.
Por isso começamos hoje esta coluna - para que aqueles que querem saber mais sobre nós o possam fazer.
Este é um espaço que o WCC põe à disposição de todos os barcos, por isso o vamos aproveitar.
Para lhe aceder:
- vai-se ao site da WCC, à sua "Home Page"
<www.worldcruising.com>
Depois escolhe-se ARC
Depois, escolhe-se "Logs" (na coluna do lado esquerdo) e
Finalmente escolhe-se o barco Allegro.
Nesse espaço serão colocados textos durante o período em que estivermos no mar, que ao chegarmos a terra publicaremos no nosso blogue.
A estadia em Cabo Verde foi demasiado curta e muito marcada pelo abandono do projecto pelos dois tripulantes mais recentes - o Zé Pedro e a Rita.
Foi com muita pena que tivemos que aceitar a sua decisão.
Tivéramos momentos muito agradáveis de interajuda e convívio entre todos nós, que vimos terminar de uma forma súbita e nunca esperada.
Ficam as boas recordações.
Largámos do Mindelo atrasados e mais atrasados ficámos com a busca do barco e da bóia da linha de largada (???).
Rapidamente passámos da zona de aceleração entre ilhas para a zona de sombra de Santo Antão.
Ao pôr do sol eram vários os participantes parados à espera de um pouco de vento.
Finalmente o Mané (Magelanus III) avisou-nos por VHF da existência de uma zona com vento mais à frente, que nunca chegámos a encontrar.
Acabou por ser uma noite cheia de “vento de porão”.
A viagem tem decorrido globalmente muito bem, com um ou outro momento mais atarefado quando as condições de tempo o exigiram.
O barco tem-se portado bem, com excepção da sua tendência não controlável em oscilar permanentemente de um bordo para o outro, o que lhe dificulta a progressão com ventos até aos 15 nós, ventos que temos tido frequentemente.
A rotina diária começa agora a instalar-se.
Os quartos estão a ser feitos pelos três, com um período diurno de 4 h cada um, e dois períodos nocturnos de 2 h também para cada um.
Os almoços e jantares continuam a ser principescos, sempre confeccionados pelo Rui, que é um cozinheiro de valor ímpar. Tem sido um bom companheiro.
As comunicações por SSB têm funcionado bem, se bem que a distancia crescente entre os barcos da frota as torne por vezes menos claras.
Por VHF, as comunicações não são exequíveis dada a referida distância que separa os diferentes barcos.
Em relação à pesca, as coisas não estão a correr bem. O único peixe que (quase) pescámos, um dourado pequeno, fugiu ao ser içado para bordo.
Contamos chegar a Saint Lucia para o final da próxima semana.
LA
6ª Feira, 28 de Novembro de 2014
Desta vez não teve graça.
Eram cerca de 18 horas. O gerador estava a trabalhar há cerca de 1 hora, agora com um ruído estranho e diferente do habitual.
Por baixo dos paneiros, era só água!
Não sabíamos se era doce ou salgada. Estava por baixo do salão, a meio e dos lados, na casa das máquinas, na zona do corredor da cozinha, e, menos, nos camarotes de BB e EB, e no WC da proa.
Não tinha gasóleo, mas tinha uma tonalidade cinzenta escura e um sabor salgado.
A casa das máquinas, essa, estava francamente quente, com uma atmosfera fumarenta, densa e húmida.
Depois de esvaziada toda aquela água, e de verificarmos que não se refazia, começámos a ficar mais sossegados.
Tudo fazia pensar tratar-se de um problema com o gerador (entretanto, logo desligado). Mas dentro da sua caixa, tudo estava bem.
Foi uma lanterna que nos mostrou um gotejar por baixo da panela de escape do gerador, que, depois de se ligar novamente o gerador, se transformou num jorro de água sob pressão.
Tudo estava molhado e escorregadio.
Nada parava quieto, nem nós.
Depois de acabarmos de esgotar a água que se encontrava em locais mais escondidos, o saldo era o seguinte:
1) Impossibilidade de utilizarmos o gerador para carregar baterias ou produzir água com o dessalinizador;
2) Contenção de energia - desligar definitivamente o congelador, que vinha a trabalhar mal desde há algum tempo; desligar o frigorífico; reduzir ao mínimo o consumo da electrónica e da iluminação;
3) Ausência de pressão na canalização da água por avaria das duas bombas de água.
Em poucos segundos, 1000 milhas que nos pareciam já poucas (e que íamos festejar ao jantar), tinham-se transformado numa dor de cabeça.
Não era isto o combinado!…
Faltava esclarecer porque é que o nível do gasóleo tinha baixado tanto.
Depois do transvase de 3 jerricans (com a luz do dia já quase inexistente), fomos finalmente jantar.
Cozinhados sempre de alto nível. Desta vez, foi uma “canja fingida”, para ser fácil de cozinhar e de comer!…
Felizmente, há reserva grande de água potável a bordo, o vento continua regular, e o mar está finalmente mais sossegado.
Para usar água doce, utiliza-se a bomba de pé do lavatório do WC da proa.
A loiça lava-se com água salgada, graças à bomba instalada no lava-loiças.
LA + MA
Pensei sempre que o Fisher Panda (o gerador…) nos poderia vir a dar problemas. Até constituía já uma piada entre nós. Afinal, o coitado estava inocente! A culpada foi a panela do escape dele!
Pregou-nos um bom susto, esta brincadeira.
Quando o Luís levantou o paneiro da sala e vimos a água sob o chão do salão e a chegar já ao nível dele, aquela massa de água oscilando de um lado para o outro com os movimentos do barco, no meio do oceano, a 1000 milhas da costa… Metia muito respeito. Foi um momento emocionante!
Felizmente, encontrou-se a causa, e o remédio é só (!) não ligarmos mais o dito Fisher Panda!…
MA
Segunda-feira 01 Dezembro 2014
Tem sido um dia agradável, com o mar e o vento ainda um bocado remexidos, mas já com um aspecto mais parecido com o esperado para os alísios.
Esta tarde tive de ir novamente à popa do barco, para aceder à porta do leme do Hydrovane, por ser necessário dar um jeito no freio do pin.
Não ficou exactamente como queria, mas ficou muito melhor. Foi o que o mar permitiu. O barco com as velas recolhidas, faz 3-4 nós!…
Os “squalls” continuam escassos e muito pacíficos. Mas já apanhámos algumas chuvadas maiores.
Faltam-nos ainda 700 e poucas milhas para a linha de chegada que queríamos cortar, a todo o esforço, dentro do limite definido: 1200 h locais do dia 08 de Dezembro, em St. Lucia.
Depois de tanto empenho e esforço, não cruzar a linha de chegada é decepcionante. Mas o gasóleo tem mesmo que ser racionado.
Mas já falta pouco. O moral está bom, e as refeições continuam fantásticas.
Hoje estivemos a verificar o conteúdo do congelador, porque ele não estava a funcionar em condições e acabou por ter que ser desligado no regime de poupança de energia, quando constatámos que não podíamos ligar o gerador.
Foi mais animador do que esperávamos. À parte umas poucas coisas que tiveram que ir servir de alimento aos peixinhos, já foi feito o inventário, e começámos logo hoje com uma feijoada com pézinhos de porco, entrecosto e chouriço preto, que estava muito boa.
Parámos com as tentativas de pesca para “despacharmos” a comida do congelador.
LA+MA
Terça-feira 02 de Dezembro de 2014
Hoje o dia acordou com um magnífico nascer do sol a que se seguiu uma manhã e uma tarde quentíssimas.
Vento é que nada, ou quase nada, porque só raramente chega aos 12 nós. Tantas milhas para fazer e tão pouco vento.
Há bocado fizemos uma tentativa para pôr o barco a andar com vento. Depois de passado o squall, rapidamente passámos para os 2,1 nós. Ainda pensámos em tomar um duche com água doce mas o squall acabou por passar mais longe.
Depois das comunicações falámos com o Mané - estão bem, cerca de 150 Milhas à nossa frente (mais ou menos um dia) têm tido algumas avarias mas poucas e pouco importantes. Ainda bem! Também não têm comunicado com ninguém …
Vamos ver o que a noite nos reserva...
Até amanhã!
Sábado, 06 de Dezembro de 2014
Hoje o vento tem estado permanentemente inferior a 8 nós.
Apanhámos com um “squall” grande, carregado de chuva fresca e com algum vento, mas com uma duração limitada e uma direcção inadequada (dos quadrantes Sul).
Assim, temos vindo a motor.
Contamos chegar amanhã à tarde.
Está um tempo quente e abafado.
Hoje o almoço foi feito por mim - Arroz de salsichas e “Crumble” de maçã. Foi dia de folga do "cozinheiro Rui"...
Interrompemos temporariamente as tentativas de pesca, porque há muitas algas à superfície e já tivemos que recolher a amostra várias vezes e desembaraçá-la do meio de um emaranhado de algas.
Nas primeiras vezes ficámos todos entusiasmados com o barulho da linha a correr, para depois constatarmos que só tínhamos pescado algas!
O Luís tentou perceber o que se passa com as bombas de água. Parecem ter ficado isoladas.
De Saint Lucia daremos mais notícias.
MA+LA
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