Allegro (no Mediterrâneo)

Allegro (no Mediterrâneo)
Allegro nas Baleares

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CABO VERDE - CIDADE DO MINDELO

Já em Cabo Verde, cidade do Mindelo, na ilha de S.vicente.
Chegámos no Domingo, 16 de Novembro, às 14.32.
Acabou por ser uma "perna" longa!...
Na primeira noite, dia 9, na tentativa (aconselhada) de nós afastarmos das zonas de aceleração (zonas entre ilhas onde o vento é canalizado, aumentando de intensidade significativamente), acabámos por apanhar vento força 8, com 38 nós mantidos e picos até 43 nós. Não foi muito agradável, até porque como já não navegávamos há vários dias, alguns dos tripulantes marearam-se, e como as ondas acompanharam o aumento do vento, o barco parecia uma máquina de lavar no programa de centrifugação, e foi desconfortável.
Nos dias seguintes o vento diminuiu, por vezes até demais, e acabou por ser um percurso longo e relativamente lento, com ventos de popa. Fomos dos últimos a chegar, o que nos deixa com pouco tempo para pôr novamente o barco em ordem, limpinho, arrumado, e reabastecido.
Tem sido um "ver se te avias", com lavandaria, lavagem do barco por fora, ida ao supermercado, limpeza por dentro, tudo isto intercalado com um passeio pela Ilha, com um belo banho de mar na Baía das Gatas, um churrasco na Praia Grande, com acompanhamento de música local, e regresso a tempo de receber a roupa da lavandaria!...
Não temos parado!
No meio de tudo isto, soubemos, inesperadamente, na segunda-feira de manhã, que a nossa tripulação passará de 5 para 3 elementos! O Pedro e a Rita não continuam.
Mais notícias seguirão em Santa Lucia, porque estamos de largada daqui a pouco para a travessia do Atlântico, e ainda há (há sempre...) umas "coisinhas" a fazer!
Até ao lado de lá!

domingo, 9 de novembro de 2014

ÚLTIMA SEMANA PRÉ-ARC+

No dia 01 de Novembro abriram finalmente os escritórios da ARC aqui na Marina de Las Palmas!
Começámos por fazer o check-in nessa mesma manhã. Fizemo-lo com a Suzana, que já tínhamos conhecido anteriormente, e que é portuguesa. Faz, desde há alguns anos, parte da equipa das "yellow-shirts", os elementos da ARC que dão um apoio fantástico aos participantes da ARC no início, no final e, no caso da ARC+, também em Cabo Verde. São assim designados porque vestem polos amarelos, o que permite distingui-los facilmente no meio dos tripulantes dos barcos. A Susana é muito profissional, e além disso muito prestável e simpática. Foi um prazer fazermos o check-in em português! Relembrou-nos vários pontos importantes para que esta fase seja agradável apesar dos preparativos e arranjos que ainda nos esperam. O principal foi relembrar que este é "o nosso sonho" e que é para ser divertido! (E não apenas trabalhoso e stressante...) É sempre bom relembrar.

No dia 30 chegara a Las Palmas o meu irmão, João Manuel, skipper do Magelanus III (que viaja com pavilhão belga). Já tinha trazido o barco para Las Palmas em meados de Setembro, e regressou de avião agora. Fomos jantar os três - um jantar de skippers (a que eu assisti por ser da família!...). Jantámos no Real Club Nautico, para pormos a conversa em dia.
No dia 31, ele jantou connosco a bordo do Allegro para conhecer melhor a nossa tripulação e provar os petiscos de bordo.

No dia 01 à tarde fomos ao Supermercado, comprar os "não-perecíveis" e as bebidas. Felizmente eles entregam as compras no barco, o que poupa muito trabalho e a despesa de alugar um carro ou vir de taxi.

À noite tivemos as "Welcome Drinks" num Bar aqui da Marina. Foi muito bom para irmos conhecendo tripulações de outros barcos.


No dia 03 de Novembro fomos a um jantar no Club Varadero, o Restaurante Embarcadero, com a mesma finalidade de permitir que nos vamos conhecendo uns aos outros um pouco mais.
Do Allegro só fomos nós os dois, foram os dois tripulantes do Magelanus , e ficámos numa mesa com ingleses de um lado e italianos do outro. Um dos ingleses é skipper de um catamaran, e vai também fazer a World ARC.

No dia 04 de Novembro, terça feira, começaram os Seminários. Têm lugar numa sala do Real Club Nautico.
Durante a manhã houve 3:
- "Management of Emergencies" - muito bom.
- "Provisioning" - que nos ensinou várias dicas para o aprovisionamento do barco.
- "Communcations" - também interessante e importante.
O Luis não pôde assistir aos 2 primeiros porque finalmente foi a bordo um electricista para ver se descobria alguma causa para o desgaste tão rapido dos zincos. Fez várias medições e chegou à conclusão de que tudo estava bem e não tinhamos nenhum problema. Aconselhou, claro, que levássemos mais zincos, e fossemos vigiando o desgaste.

Almoçámos no Real Club, na varanda, muito agradável.
E à tarde assistimos a mais um seminário:
- "Tips for Downwind Sailing" - também interessante.

Depois fomos fazer umas compras rapidas e regressámos ao Allegro, onde nos esperava a arrumação das compras do supermercado que tinham sido entregues nessa manhã.

Ao fim do dia, tivemos um "ARC+ Sundowner" - no parque da Federacion de Vela, mesmo ao lado dos escritorios da ARC. Bebemos um copo e provámos alguma carne de um dos fornecedores possíveis, e convivemos novamente com os outros participantes da ARC+. Desta vez sobretudo com um casal australiano que vai fazer a ARC+ sem outros tripulantes, só a dois.
Temos convivido mais com dois casais suíços, e dois casais alemães que estão no nosso pontão.

Estamos a 3 horas de largar para Cabo Verde.
Assim sendo vamos deixar a actualização desta última semana em Las Palmas para depois.

Hoje queremos só deixar fotos da subida do Luis ao mastro para fixar melhor o reflector de radar, e do mareato.

A previsão meteorologica é boa para a perna Las Palmas - Cabo Verde, que prevêem como uma perna rápida. Espero que não seja rápida demais!...

Hasta "Cape Verdes"!





 


MA


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

LAS PALMAS - 13 A 31 DE OUTUBRO

Chegámos a Las Palmas na madrugada de 13 de Outubro e, depois do check-in, ficámos instalados no pontão K, cujo portão de acesso fica em frente da Rolnautica (loja de apetrechos náuticos), muito próximo da lavandaria e das casas de banho, e a meia distância dos dois cafés com rede wi-fi mais concorridos da Marina: o “Sailor’s Bar” e o “Pier 19”. Em frente do “Sailor’s Bar” vão funcionar os escritórios da WCC/ARC. Ficámos muito centrais.
A Marina é enorme, tem muitos barcos (mais de 400), e todos os dias chegam mais alguns. Estamos entre um barco australiano que vai fazer a ARC clássica e um barco espanhol, local, ao lado do qual está um barco alemão que fará a ARC+.
Nos bares da Marina, e na Rolnautica encontram-se diariamente velejadores de múltiplas nacionalidades. E mesmo fora da Marina, em muitas das lojas de Las Palmas, quase todas as pessoas sabem o que é a ARC.
Nos primeiros dias após chegarmos, aproveitámos para a lavagem da roupa, para nos reabastecermos de frescos, para usar a internet e actualizar o blog.
Tentámos arranjar wi-fi a bordo com a empresa que trata disso aqui na Marina, mas tem sido um fiasco. Anteriormente, a rede wi-fi na Marina não funcionava bem, mas era grátis. Agora é paga, mas continua a funcionar mal. O técnico já veio a bordo várias vezes, com vários tipos de antenas e dispositivos, já “ofereceu" uma semana grátis, mas o problema continua por resolver… É necessário wi-fi a bordo para configurar os programas de comunicação durante a navegação - enviar mails e receber cartas de tempo. Ainda não foi possível ter rede com a qualidade suficiente para esse fim. Há alguma falha com o “mailasail”, de software ou de hardware, que só se irá esclarecer dentro de uns dias quando vier o técnico da mailasail para Las Palmas (já está agendada a vinda dele a bordo).
Os estragos da viagem até aqui a Las Palmas foram rapidamente arranjados: a gaveta grande debaixo da mesa de cartas levou calhas novas, e já está boa.
O espelho do WC da proa que se descolou, e felizmente não caiu porque ficou preso na torneira do lavatório, já foi colado.


No Domingo 26 de Outubro, o Luis mergulhou para ver o estado do fundo do barco e dos zincos. O fundo está bem, ainda pouco sujo, não precisa de grande limpeza. Mas os zincos, colocados há apenas 4 meses em Lagos, já apresentam um desgaste considerável, o que significa que podemos ter uma passagem de corrente. Tem que ser identificada, se existir, e determinar-se qual o circuito responsável. Deveria ter vindo a bordo um electricista no dia 30 de Outubro, mas não teve possibilidade nem nesse dia, nem no dia seguinte. Como sábado foi feriado (dia de Todos os Santos) e hoje é Domingo, esperamos que venha amanhã. O tempo começa a ficar curto, e a correr mais depressa.
Na quinta-feira, 30, veio o mergulhador para substituir os zincos e limpar o hélice.
E quinta e sexta esteve no barco um carpinteiro a arranjar a borracha da teca do tecto do salão, pois está bastante danificada e temos constatado a entrada de alguma água quando chove ou se lava o barco.
O depósito de gasóleo foi enchido logo no dia da chegada a Las Palmas, tal como os “jerrycans” (6 de cerca de 20 litros; total cerca de 120 litros adicionais).
Já se combinou a inspecção do rigging com o “rigger” oficial da ARC, mas só vai ser feita no dia 6 de Novembro - demasiado apertado em tempo se for necessário corrigir alguma coisa, mas ele só chega a Las Palmas próximo dessa data…

Para além dos trabalhos a bordo, temos tido momentos mais descansados e de distracção também.

Aqui em Las Palmas fomos:
- ao Real Club Nautico de Gran Canaria - um clube náutico clássico, à espanhola, com muito movimento de sócios todos os dias, mas especialmente ao fim de semana. Tem um ambiente muito agradável, piscina, ginásio, restaurante amplo com vista para a piscina e a baia.










 - ao Museu da Marinha - situado dentro das instalações militares da marinha, é um museu pequeno, mas bem arranjado, e que valeu a pena visitar.
- à zona antiga de Las Palmas,  o bairro de Triana, a Vegueta, com a catedral como centro e monumento principal, e a "casa de Colón".







- e temos dado voltas à Marina para ver os veleiros grandes que vão chegando, e para irmos conhecendo outros velejadores também.
- dentro do recinto da Marina há um outro club náutico, o "Club Maritimo Varadero" do qual nos fizemos todos sócios "temporários" a troco de uma pequena quantia. O clube é simpático, tem wi-fi grátis, piscina, ginásio, sauna e... mesa de ping-pong e snooker. Sobretudo os nossos 3 tripulantes têm aproveitado muito as instalações e as facilidades do clube.
- ao Corte Inglês - não podia deixar de ser...
- a alguns supermercados e hipermercados.

No dia 19 de Outubro assistimos a um incêndio numa lancha na Marina-
Estávamos no "Pier 19" a beber um sumo e a utilizar o wi-fi, quando vimos passar três carros de bombeiros, com as sirenes ligadas. Quando viemos ver o que se passava, vimos fumo e labaredas, com origem na parte norte da Marina. Tinha sido uma lancha que se incendiara, e cujo convés ardeu completamente. Felizmente retiraram-na a tempo do pontão onde estava e rebocaram-na para a zona do travel-lift, de modo que os barcos vizinhos nada sofreram.
















Deste "Pier 19" temos tido também visões agradáveis, como a deste enorme paquete a sair do porto.








No Domingo, dia 26 de Outubro foi o dia do aniversário do Rui Castilho - 77 anos!
De manhã, a tripulação ofereceu-lhe uma prenda conjunta: um chapéu de cozinheiro e um avental, com a seguinte inscrição:


“Grand Chef 77
D. Rui de Castilho
Haute cuisinne à bord. Allegro”
E o logotipo do Allegro. Este foi um trabalho de design da Rita.

Fomos almoçar à Triana, próximo da Catedral.
Jantámos a bordo, terminando com um bolo de chocolate com duas grandes velas com o número 7, e espumante!
Mas os festejos não ficaram por aqui, porque no dia seguinte à tarde chegou a Anne Marie, e então a festa continuou com um jantar oferecido pelo Rui no Real Club Nautico.
E como já era tarde quando chegámos ao Allegro, e todos já estávamos cansados, o espumante a ser bebido com a Anne Marie teve que esperar por terça-feira, a bordo do Allegro, a seguir ao jantar. Parecia a festa de um casamento cigano...

Na 2a e 3a feiras alugámos um carro.
A Gran Canaria é uma das 8 ilhas do Arquipélago das Canárias. É uma ilha redonda, com uma pequena península na extremidade nordeste, onde se situa a capital das Canárias, Las Palmas, e a Marina.
É de origem vulcânica, como o resto do Arquipélago. Tem a forma de um cone, com o ponto mais alto da ilha situado no centro.
No primeiro dia fomos ver essa parte central da ilha, a montanha, na zona de Tejeda. É uma paisagem impressionante, majestosa e esmagadora. Um escritor (Unamuno) descreveu-a como a "tempestada petrificada". Valeu a pena a quantidade de curvas e subidas que tivemos que fazer para lá chegar.


No segundo dia fomos à parte Sul da ilha. Tínhamos ouvido falar muito na Praia do Inglês e nas Dunas de Maspalomas. Foi uma desilusão. A Praia do Inglês é um aglomerado de casas, prédios baixos, esplanadas de praia e zonas de toldos e cadeiras, carregado de turistas, mas de um tipo de turismo barato, nada agradável. Montes de lojas, restaurantes, gelatarias, etc, de... chineses. Fugimos dali mal pudemos, e riscámos essa praia do nosso guia turistico.
As Dunas de Maspalomas têm um acesso dificultado por inúmeros empreendimentos turisticos, e não se deixam ver...
Assim sendo, voltámos à estrada, que nessa zona passa por múltiplos túneis, e chegámos a um porto igualmente turístico, mas pitoresco, muito bem arranjado e agradável - o Puerto Mogán.


Aí aproveitámos para almoçar. Picámos "pulpo", "pimientos padrón", "tortilla", gambas a l'ajillo"...





MA



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

LANZAROTE - FUERTEVENTURA - GRAN CANARIA

Quarta-feira 8 de Outubro de 2014

Lanzarote - Fuerteventura

Passagem feita parcialmente a motor porque havia muito pouco vento. Mar chão, céu limpo, vento regular, tudo tranquilo.

Dirigimo-nos para Puerto del Castillo, a marina que nos fora indicada em Puerto Calero.
Com péssima sinalização, onde faltava inclusivamente uma boia cardinal Sul, numa zona em que a sonda reduzia rapidamente de 200 para menos de 5 metros e depois ainda para menos (3 m) numa pequena extensão, ao longo do estreito canal de entrada.

Sem resposta à chamada por VHF, a entrada e a saída processaram-se sem 
problemas.
Um “marinero” informou-nos que não havia lugares (estavam em vésperas de um campeonato de pesca) e aconselhou a marina de Gran Tarajal.
 
Felizmente já tínhamos almoçado um spaghetti Carbonara feito pelo Rui, que estava óptimo...

Continuámos para sul, decididos, na altura, a seguir directamente para Las Palmas, mas algumas milhas e cerca de 4 h depois acabámos por atracar na tal marina de Gran Tarajal cheia de lugares livres. E assim voltámos ao plano inicial - conhecer mais esta ilha.

Sexta-feira 10 de Outubro de 2014

Fuerteventura é também uma ilha bastante árida, montanhosa, embora com cores mais acastanhadas e com poucas zonas negras. Entre montanhas há uma zona de dunas, e de praias de areia branca. 



 
Para alugar um carro para explorar a ilha tivemos que ir de autocarro (chamado "guagua" aqui nas ilhas e que se diz “guágua”) até Morro Jalbe, no sul, pois em Gran Tarajal não existe serviço de "rent a car".



Morro Jalbe é uma zona de turismo de massas, cheia de hotéis, centros comerciais e, claro, montes de turistas. Tem uma praia muito extensa, ao longo de Km, e no porto, uma marina pequena e pouco desenvolvida.
 


Percorremos a costa sul até ao farol de Punta de Jandia, e depois subimos os montes, por estradas secundárias, péssimas sobretudo para o carro, até à costa Oeste - mais agreste, com ondas e mar mais batido.
Almoçámos mexilhões e tortilhas num restaurante no meio dos montes (Cofete).

Aí tivemos a sorte de assistir a uma festa de aniversário peculiar e muito agradável. Foram chegando várias pessoas, com todo o tipo de instrumentos de corda - violas, guitarras, cavaquinhos e de percussão - pandeiretas, reco-recos, matracas, um pequeno tambor. E iniciaram um espectáculo entre amigos, com música e vários cantores, tipo desgarrada, que foi muito interessante e agradável para nós!
Passámos o resto do dia a visitar a parte noroeste da ilha a caminho de Betancuria.
 
Betancuria é uma vila histórica e antiga capital de Fuerteventura, onde tudo encerra às 1700 horas. Tudo é mesmo tudo, até casas de banho...


 

Acabámos na "Casa de los Quesos" a provar os queijos de cabra da ilha.






Sábado 11 de Outubro de 2014

Fomos entregar o carro ao mesmo local, e aproveitámos para fazer praia.
A água tem uma temperatura óptima (24 graus), e, quando o sol descobriu (porque apanhámos chuva...), uma cor esverdeada muito bonita.
 









O regresso foi penoso, com uma espera prolongada pelo "guagua", mas lá chegámos a Gran Tarajal ao anoitecer.
 
Passámos por uma rotunda com estas esculturas, obra de uma artista cubana.






Domingo 12 de Outubro de 2014

Largámos para Las Palmas ao meio dia (parece ser a hora preferida para largarmos).
Içámos a vela grande no primeiro rizo porque além de se prever um aumento do vento no canal íamos, também, cruzar as zonas de aceleração, onde a intensidade do vento pode aumentar muito em pouco tempo.
Com a genoa toda aberta e o mar com ondas < 2 m, fomos seguindo, ligeiros, com a velocidade aumentando progressivamente para os 6, 7 e, depois 8 nós e picos de 8,5+ nós. A velocidade máxima registada foi 9,0 nós, o que para o Allegro (e carregado como está) é realmente muito bom.
As condições mantiveram-se assim durante quase toda a travessia, com ventos de través, tendo a passagem sido agradável e rápida.
A aproximação a Las Palmas feita durante a noite decorreu como é costume nos portos maiores, onde a intensidade das luzes em terra tende a obscurecer a das bóias de navegação. A boia de estibordo, a primeira a ser visualizada (tem um alcance de 10M) foi esbranquiçada quase até à entrada, tendo passado, então, a um verde descorado.
Atracámos às 0400h no pontão de espera onde ficámos até às 0930h.

(LA+MA)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

LANZAROTE – VISITA À ILHA


A Ilha de Lanzarote tem sido uma agradável surpresa.

Parque Nacional de Timanfaya
Primeiro, pela paisagem.
É uma ilha com clima muito seco, muito árida e com uma extensão muito considerável da sua superfície coberta por lava – o que dá origem a uma paisagem negra. Tem várias elevações, algumas bastante altas, que correspondem, na sua maioria, a antigos vulcões (houve múltiplas erupções em diversos locais). 
 
Todas as casas da Ilha estão pintadas de branco, incluindo os telhados, quando existem, porque muitas delas têm açoteias para recolher a (pouca) água das chuvas. O contraste do negro da terra com a brancura das casas é muito bonito. 


Na parte da ilha com grande extensão coberta de lava, os jardins das casas são de terra negra, alisada, e salpicada por pequenos canteiros de cactos, uma ou outra palmeira e, por vezes, uma nota de cor de alguma flor que consiga sobreviver neste clima seco e solo vulcânico. Tudo isto muito bem tratado. Incrível! 

A plantação de vinha é feita dentro de pequenos muros, semicirculares ou rectos, igualmente de pedra negra, para protegerem as plantas do vento. Tudo o que é horta ou outras culturas, tem sistemas de rega gota a gota… 
A organização que está por trás de tudo isto tem que ser muito boa.



Depois, pelas pessoas.
Simpáticas, acolhedoras, prestáveis, alegres. Entendem que a sua vida está dependente do turismo e do serviço que prestam aos visitantes, e fazem-no com muita simpatia. Nalguns lugares, os ilhéus são muito fechados e pouco alegres, aqui temos encontrado o contrário.



Alugámos um carro e passeámos pela ilha durante 2 dias (dias 3 e 4 de Outubro).

No 1ºdia fomos visitar a parte sudoeste da ilha.

 



Visitámos o Parque Nacional de Timanfaya - impressionante pela enorme extensão de terra coberta de lava. Uma paisagem de terra negra e vários vulcões extintos.

 

No centro mostraram-nos umas fumarolas, onde, pela temperatura muito elevada, queimavam pequenos paus, e onde despejavam água que era expelida segundos depois em forma de geiser – o que mostra que ainda se mantém alguma actividade vulcânica...



 
Ainda no Parque Timanfaya demos uma volta de camelo em alusão ao transporte antigamente utilizado na ilha.




Demos a volta pela costa sudoeste, agreste e igualmente com rochas vulcânicas e almoçámos num local alto com vista para o mar - uma parrilhada de carne.

Salinas
 


Restaurante "Casa Emiliano"


A seguir ao almoço, descemos novamente para a costa e visitámos a Marina de Rubicon, no Sul.

Marina de Rubicon
Distâncias a não esquecer...


 












 No 2ºdia fomos para este e norte da Ilha.
Começámos por visitar a casa de José Saramago.



 

Demos com um guia ideal, um senhor muito amável e simpático, que nos levou a fazer a visita da casa e do edifício onde foi instalada a biblioteca de Saramago. 


 
A visita da casa acabou na cozinha (simples, caseira e muito acolhedora), onde nos foi oferecido um café – porque, segundo nos disse o guia, Saramago recebia sempre os seus visitantes oferecendo-lhes um café, que era tomado ali naquela cozinha. 
 


O jardim, com uma larga vista de mar, e a cadeira onde Saramago se sentava ao final do dia, foi a última parte da visita à casa.

 







Foi muito interessante. E mostrou-nos uma faceta mais agradável do nosso Nobel do que aquela que nos habituámos a ver.



Visitámos também a Fundação César Manrique, artista lazarotenho com muitas intervenções imaginativas em vários pontos da Ilha.


























O almoço foi uma parrilhada de peixe numa vila piscatória, num restaurante à beira mar, onde provámos o vinho de Lanzarote, o “Bermejo”.

 




Depois fomos ao "Jardim dos Cactos", recinto com múltiplas espécies diferentes de cactos.

Jardim dos cactos

















Mais tarde fomos ver os “Jameos del Agua”, uma enorme gruta subterrânea, com uma lagoa interior, resultante da comunicação de um túnel vulcânico com o mar. Está muito bem decorada e aproveitada (por César Manrique); ali fazem concertos e jantares; no outro extremo, que é a céu aberto e num local mais elevado, existe uma bacia de água que foi aproveitada para fazer um lago tendo o fundo sido pintado de branco. Mais uma vez, o contraste do preto das pedras e rochas com o branco do lago e o azul da água, fica deslumbrante.


 









 





  








Acabámos o passeio no Mirador del Rio, de onde se vê a pequena ilha a norte de Lanzarote – La Graciosa.
 










(MA + LA)